domingo, 27 de janeiro de 2013

Muita informação, pouca ponderação

Algumas coisas precisam ser ditas novamente. É difícil fazer-se entender às vezes, certo? Às vezes você pode se perguntar se o mundo está de cabeça para baixo ou se sempre foi assim. Você pode achar que está agindo de maneira arrogante, cometendo um crime de pensamento quando você não somente percebe que muita gente é extremamente burra como se dá conta de que elas são isso mesmo. Todos os seus sonhos de um mundo melhor são quebrados em pedaços. Deveríamos então parar de sonhar e almejar construir um mundo novo?

Não. A questão é que temos que ponderar sobre as nossas atitudes e as dos outros. E ponderação é uma coisa que as pessoas parecem ter esquecido ou nunca visto nas páginas do dicionário. Vemos dualidade em cada coisa, em cada lugar. Talvez seja reflexo de nossa preguiça ou até mesmo incapacidade ou medo de pensar por conta própria.

Vivemos em um tempo que as pessoas têm uma cachoeira de informações na internet, mas ainda estão alienadas ao que veem na TV ou leem em jornais e revistas. Os jornalistas são filósofos, deuses da verdade? O jornalismo é assim tão confiável como as pessoas pensam que seja? Deveríamos deixar de acreditar neles? Não, contanto que prestemos atenção às suas intenções e ponderemos diante dos fatos que apresentam. Talvez a falta de ética jornalística reflita uma sociedade que tem uma educação ruim e toma cada manchete como uma verdade irrefutável. Os jornalistas são os seus condutores.

As pessoas podem se portar de modo arrogante apenas porque leem alguns livros, especialmente alguns escritos por filósofos respeitados em todo o mundo. As pessoas podem ler sem captar a essência. Você pode também nunca ter lido um livro em sua vida inteira e ser mais inteligente que alguém formado em filosofia. A arrogância não é nada mais do que um reflexo de alguém condicionado às visões das pessoas sobre si, de uma sociedade preocupada demais com o que você aparenta ser, não em quem você realmente é, pensa e sente. Deveríamos então parar de nos preocupar com o que as pessoas pensam de nós? Não exatamente. Vamos ponderar!

Vivemos um tempo em que temos a informação mastigada e a tomados como corretas. O que é o certo e o errado? Quem disse isso e qual era a intenção? Foi para o bem de todo mundo ou o de algumas pessoas? Deveríamos começar a pensar não somente sobre o mundo que nos cerca, mas principalmente sobre nós mesmos. Por que a autocrítica é vista como algo negativo, como se aquele que a exercita não se amasse? Ter humildade se tornou um pecado? Por que temos sempre que mostrar aos outros que nascemos para impressioná-las?

Insisto: temos que ponderar sobre tudo e os conceitos de tudo: o certo, o errado, o bem, o mau, etc. As pessoas estão agindo mecanicamente, como computadores. Eles não pensam, eles não contestam controvérsias. São incapazes de pensar independentemente e ousar pensar diferente. Eles não têm peito para enxergar as verdades inconvenientes e abrir mão de suas paixões cegas e confortáveis. Estão preocupados demais com sua imagem diante da sociedade mesmo que digam que não.

E, por fim, estão acostumados a reclamar do mundo em que vivem hoje. Cegos. Não percebem que ele se tornou esta “merda” como dizem porque eles estão preocupados demais em impressionar os outros. Se eles pudessem pensar, se conseguissem ponderar, talvez pudéssemos viver em um mundo melhor.

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