domingo, 27 de fevereiro de 2011

Febre


Não consigo pensar, não consigo sentir. Apenas sei que não estou bem. Estou em stand-by, estou funcionando em piloto automático. Estou em estado de letargia, estou com febre.

Ouço o som da TV vindo de algum lugar, mas meus ouvidos estão abafados e não consigo ouvir direito, além de que sequer estou prestando atenção ao que dizem.

Há algumas nuvens negras no céu. Não sei se está calor ou se a temperatura está amena. O Sol está morno, seu brilho é fraco, como se eu estivesse dentro de um televisor a cores da década de 1970.

Estou de cama coberto dos pés à cabeça pelo meu cobertor. O corpo cansado e por mais que eu permaneça deitado, não consigo descansar. Não sei como me sinto. Não estou de bom humor, mas também não estou de mau humor. Não estou feliz, mas também não estou triste. Não quero companhia, mas não quero estar sozinho. Não estou com vontade de viver, mas também não estou com vontade de morrer.

Não consigo pensar, não consigo sentir. Apenas sei que não estou bem. Estou em stand by, estou funcionando em piloto automático. Estou em estado de letargia, estou com febre.

5 comentários:

  1. Ahhhh a eterna insegurança...nunca estamos contentes com nada...sempre falta alguma coisa...sempre...acho que a vida está esse caos...e temos que se adaptar a esta eterna busca de não sei do quê!

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  2. Dias passando...

    Às vezes, podemos sentir essa passagem.

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  3. Complicado quando estamos assim, sem saber qual rumo tomar, sem saber o que realmente queremos, sem saber se estamos bem, ou é apenas o cansaço de algo que não mudou ainda.

    Bjus, e venha me visitar, post novinho, com direito a vídeo.

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  4. Obrigada pela Visita =)

    Realmente Florindo, a todo momento estamos "julgando" ou observando mais friamente o outro, e é de acordo com o nosso comportamento em respeitar, em falar sobre isso, em aceitar, que vai mostrar se somos diferentes dos demais.

    =)

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  5. É a angústia, não é? Mas ela faz parte da vida, pois não haveria vida sem ela. Estranho, verdade. Mas pense que ela, a angústia que talvez tenha levado à febre, indique os caminhos. E as decisões que serão tomadas, nem que forçadamente, pois um dia deverá decidir se quer companhia, se quer ficar sozinho, se quer viver ou se quer morrer.

    Escolher, às vezes, é angustiante. E febril!

    Abs

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