domingo, 7 de fevereiro de 2010

Mais além


É difícil não associar a felicidade às pessoas ao nosso redor. Precisamos de pessoas, o difícil é encontrar as pessoas corretas.

Durante a nossa vida, conhecemos milhares de pessoas, mas apenas algumas delas se tornarão os nossos melhores amigos ou affairs. Buscamos pessoas especiais que nos darão apoio em momentos difíceis. Será que nós já não encontramos pessoas assim e não percebemos, ou pior, ignoramos?

Você pode dizer:
― Mas tem tanta gente neste mundo. Como poderemos saber?

Nós criamos uma espécie de filtro. Filtramos as pessoas e também idealizamos aquelas pessoas que “servem” para nós, levando em consideração os nossos gostos, expectativas e a nossa personalidade.

Às vezes ficamos tão focados dentro do perfil que procuramos que acabamos tomando-o como verdade. O que foge do ideal não presta, portanto, o nosso filtro sentencia: descartável.

Descartamos as pessoas porque não temos paciência para conhecê-las mais a fundo. Acreditamos cegamente em nossos rótulos e em nossas teorias mirabolantes sobre o “porquê de as pessoas agirem de tal maneira”, mesmo que tenhamos acabado de conhecê-la há cinco minutos atrás.

Você já deve ter conhecido uma pessoa que a princípio considerava insuportável, mas que hoje, com a ajuda do tempo, descobriu estar errado sobre ela, correto? Claro que isso já deve ter acontecido! Mas o que fez você mudar de ideia? A convivência?

Sim, a convivência nos força a conhecer as pessoas mais a fundo. Ela mostra que os nossos conceitos de “pessoa certa para mim” nos limitam demais, nos fazem fechar os olhos e não enxergar que pessoas fora do nosso ideal podem também ser interessantes. É uma questão de dar uma chance e de dar-se uma chance.

― Ah, mas tem tanta gente no mundo e os meus filtros me ajudam tanto...

Tomemos cuidado com os nossos filtros, ideais e rótulos. Além de nos limitar a conhecer um tipo muito específico de gente, eles podem ser enganosos. Eles podem tornar a nossa busca por conhecer gente interessante mais cansativa e frustrante.

Então que tal largá-los um pouquinho? Será que você conseguirá descobrir a magia do “conhecendo-me, conhecendo-te”? Você está disposto? Você está disposto a enxergar mais além?

5 comentários:

  1. É..a tal da afinidade é algo mesmo que sempre nos chama a atenção...sempre estamos procurando alguém que tenha os mesmos gostos que a gente,como estilo,música entre outras coisa e até mesmo sobre a maneira de pensar.

    E temos o péssimo costume de julgar pela aparência,até mesmo pessoas que não conhecemos.

    Eu já fiquei amiga de pessoas que eu julgava não ter nada a ver comigo e com o tempo eu percebi que um estilo,ou cabelo não faz diferença quando a pessoa tem carácter.


    É,ir mais além faz toda a diferença,ou não!!

    Gostei Peter.
    Beijinhos.

    Julis (:

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  2. Eu sempre estive disposto a olhar além, me permitir conhecer, o fato é que as pessoas não são tão recíprocas assim, elas adoram rótulos e permanecerem nos seus mundinhos.

    abração

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  3. Gente, eu acho tão bonitos os seus textos... têm uma delicadeza e uma verdade incontestável...
    Daí lendo essa sua postagem, me vi aqui. Como pode ver no meu ultimo texto estou passando por isso, mas tentarei seguir o seu conselho, me darei uma chance, no máximo, posso me machucar, mas daí, é só me levantar novamente!

    Obrigada pelas lindas palavras que ganho de presente quando venho aqui!

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  4. cara, isso tem muito a ver também com a ansiedade. claro que muitas vezes estamos em busca do 'ideal' que criamos, uma busca sem fim, já que ele não existe. contentar-se com o 'real' é a melhor coisa a fazer.

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