domingo, 10 de janeiro de 2010

Caleidoscópio


A pessoa que você realmente é (ou pensa que é) é a mesma que as pessoas ao seu redor pensam que você é?

Quem sou eu? Muita gente um dia já deve ter parado para pensar na pessoa que é, seja para responder a essa pergunta no Orkut, seja porque alguma situação os fez analisar a pessoa que estão sendo ou foram.

Não existe uma resposta exata para essa pergunta, mas podemos chegar perto de teoria aceitável. Ela seria mais bem desenvolvida por uma pessoa que sabe muito bem o que a agrada e desagrada e que sabe reconhecer as próprias virtudes e defeitos.

E mesmo que tivéssemos formulado uma teoria bastante fiel à pessoa que somos, que validade ela teria? Os desconhecidos estabelecem conceitos sobre nós antes mesmo de tentar nos conhecer a fundo. Somente o tempo e a convivência são capazes de mostrar a elas que elas podem ter se enganado. Quem nunca acabou conhecendo uma pessoa que a princípio parecia desagradável e que depois o tempo mostrou a você que ela não era isso ou vice-versa?

E a nossa teoria mais fiel pode não bater com a teoria das pessoas ao nosso redor que convivem conosco. Uma pessoa pode achar você mais ou menos inteligente do que você é, mais ou menos divertido, mais ou menos problemático e por aí vai.

Logo, as teorias que formulamos sobre as pessoas que somos além de ter a validade curta (já que nós estamos sempre mudando, para melhor ou para pior) podem variar de pessoa para pessoa. Então quem somos? Uma pessoa diferente do ponto de vista de cada um? Ou estamos dentro de uma espécie de caleidoscópio onde somos a mesma pessoa, mas vista apenas por ângulos diferentes?

4 comentários:

  1. Aquela história de "a primeira impressão é a que fica" é bastante discutível, visto que inúmeras vezes antipatizamos com uma pessoa e após conhecê-la um pouco melhor vimos que não é nada daquilo que a "primeira impressão" passou. Quem sofre bastante com esses pré-julgamentos são as pessoas tímidas, introspectivas e que levam a vida com maior discrição. São rotuladas como arrogantes, metidas, orgulhosas. E não é nada disso. Só precisam de uma oportunidade.

    Creio que o importante é se auto-conhecer e ter segurança de quem é. Em boa parte do tempo estamos nos adaptando às vontades de outras pessoas, abandonando - muitas vezes - a nossa própria personalidade.

    Um abraço!

    PS: ah, o seu template tá legal, mas também prefiro o meu! auhauhauha! =D

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  2. Acho que podemos ser várias pessoas "diferentes", de acordo com cada situação, ou diante de determinada pessoa. Na verdade, não é que sejamos diferentes em cada situação, mas agimos de maneira diferente diante de diferentes situações. Por isso, muitas vezes acontece de diferentes pessoas terem conceitos diferentes a respeito de nós. É natural! Pois imagine se você tratasse seu respeitável chefe da mesma forma como trata seu irmãozinho aborrecente? Por isso, para cada situação temos um comportamento próprio, o que pode levar a enganos a nosso respeito. Vale aí então a ideia do caleidoscópio, que ilustra muito bem a forma como somos vistos pelas outras pessoas.
    Mas a nossa essência é uma só, e só quem nos conhece bem sabe!

    Abraços!

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  3. eu acho que é uma questão de não criarmos esteriótipos e nem visões baseadas em preconceitos.

    eu sou eu, você é você. pronto.

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  4. Dae rapaz, tomei conhecimento do seu blog por um amigo! Vim te ver e achei bacaninha!!!
    Vou aparecer sempre que puder
    ;p

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