domingo, 15 de novembro de 2009

O amor é fashion


Há gritos que ecoam dentro da sua cabeça: “Tenha alguém! Todo mundo tem alguém! Você não vai querer morrer sozinho, né”?

O símbolo do coração está estampado por todos os cantos. O amor é enaltecido em filmes, livros, novelas e músicas. Ao nosso redor, em uma avenida movimentada, no shopping, no supermercado podemos ver pessoas se abraçando...

O amor é um sentimento extremo, uma espécie de êxtase natural. Assim como o seu parônimo (ecstasy, a droga), o amor causa dependência. É uma espécie de droga que todos querem provar e ficarem viciados, uma vez que há uma apologia ao amor: “ame, ame e seja amado”.

E se não fores amado?

Não ser amado pode gerar um sentimento oposto ao amor: o ódio. Como eu escrevi no post anterior, há pessoas que irão declarar guerra ao mundo e considerar o amor como uma grande babaquice ou um sentimento de tolos. Fecham-se ao amor. São pessoas que não amam ninguém, exceto a elas mesmas (ou a sua imagem prepotente).

Por outro lado, há pessoas que ficam deprimidas e que não “matam” o amor por completo, isto é, não perdem a capacidade de amar aos outros, mas perdem a capacidade de amar a si próprias.

A falta de amor próprio gera uma visão deturpada do amor entre estes pobres seres humanos. Sabiamente, algumas pessoas tentarão tirar proveito da desgraça destas almas carentes de alguma forma afinal, estamos no Brasil.

Certamente você deve conhecer alguém preocupado somente em “pegar geral”, em adicionar pessoas em sua Lista De Pessoas Que Eu Já Peguei. Para isso, elas ganham as tais pobres almas na lábia, sendo amáveis até chegar ao seu objetivo final. Depois disso, suas vítimas são simplesmente descartadas, assim como um palito de picolé*.

Mas o tempo vai passando, passando... Você olha ao seu redor e as pessoas estão namorando, casando, tendo filhos e você ali, sozinho. Os anos passam e... cadê a tampa da sua panela? Seus amigos, pais, a sociedade e a Ditadura do Amor gritam dentro da sua cabeça: VOCÊ VAI MORRER SOZINHO!

E aí você se envolve com a primeira coisa que aparece e sente a necessidade de afirmar para si mesmo que finalmente encontrou o “amor da sua vida” e que casarão, terão filhos e viverão felizes por todo o sempre. Na verdade, você não tem muita certeza disso, pois achou que o sentimento do amor fosse algo mais intenso, mas... “Ah, nosso amor não é como o de Romeu e Julieta, mas... dá pro gasto”!

Você pega o seu amor em seus braços, sobe até a montanha mais alta, ergue como um troféu e grita:

— EI, OLHEM! EU TENHO ALGUÉM, EU NÃO SOU UMA PESSOA SOZINHA! OLHEM PARA MEU TROFÉU!

Isso aí é amor? O amor é a necessidade de provar para si e para os outros que não se é uma pessoa sozinha? Definitivamente, não é amor. Muita gente se ilude pensando que só vai ser feliz quando encontrar o tal “amor da sua vida”. Elas não precisam de uma pessoa para fazê-las felizes. Elas precisam de amor-próprio.

Amar tornou-se um alvo da moda logo, o amor é fashion.

*Se você faz coleção de palitos de picolé, desconsidere esta metáfora.

domingo, 1 de novembro de 2009

Pateticamente superior


Eles precisam provar ao mundo e a si mesmos que são superiores fazendo os outros se sentirem inferiores.

Você conhece pessoas explosivas? Pessoas que criticam a tudo e a todos o tempo todo? Pessoas que sentem prazer em tentar diminuir as outras? Bem, se você não conhece, levante suas mãos para os céus e agradeça: sua vida pode não ser perfeita, mas pelo menos você tem paz!

Vivemos em um mundo sem amor, embora o símbolo do coração esteja estampado em todos os cantos. Devido a essa falta de amor e essa pressão toda de “ame, ame e seja amado”, algumas pessoas sentem-se frustradas quando elas não têm um retorno disso. Elas então tornam-se pessoas amargas que ficam ofendidas com a felicidade alheia.

Pessoas desse nível sentem a necessidade de se sentirem superiores. Sentem a necessidade de chamar a atenção, sentem a necessidade de impressionar. Mas e se elas não são superiores? E se na verdade são nada mais que lixo? Muitos costumam sentirem-se superiores tentando fazer com que os outros se sintam inferiores. Eles podem seguir o exemplo de um Marcelo (ex-BBB 8) da vida, falando “verdades que doem” de maneira extremamente grosseira, sarcástica e arrogante.

Além disso, sentem a necessidade de provarem que são sim, seres perfeitos, magnânimos. Talvez por isso não admitam os próprios defeitos, que têm medos, que têm frustrações como todo e qualquer ser humano normal. E quando eles não obtêm êxito no que queriam, ficam extramente irritados e até mesmo, agressivos, partindo para a agressão verbal e, em casos mais extremos, para a agressão física.

É extremamente desagradável ter que conviver com uma pessoa assim, uma pessoa focada em “sugar” a sua energia. É desagradável ter que lidar com pessoas egoístas que seguem uma filosofia a la “quando eu sofro, todos devem sofrer”. Oh, anões que pensam que são gigantes. Oh, como são patéticos!

O melhor que você pode fazer é virar as costas e ignorar. Lembre-se que você está lidando com uma pessoa “superior” que está sempre certa, ou seja, não adianta rebater as ofensas, é inútil. O que eles querem é ver que estão conseguindo causar raiva ou tristeza, combustíveis que alimentam o seu sádico prazer pessoal. Eles querem é te colocar para baixo. Querem puxar você para o esgoto onde vivem. Ignore-os ou rebaixe-se ao nível deles. Ninguém consegue fazer você sentir-se inferior sem o seu consentimento...