domingo, 13 de setembro de 2009

Os outros


Ninguém nutre afeto por aqueles que os tratam mal, exceto aqueles desprovidos de amor-próprio.


Vivemos em um mundo onde somos avaliados e julgados constantemente pelas pessoas ao nosso redor. O nosso comportamento, nossas ideias e atitudes interferem demais no modo como elas nos veem e, consequentemente, no modo como nos tratam.


Lidar com elas é importante e necessário para conquistarmos os nossos mais variados objetivos. Para isso, tratá-las bem é o mínimo necessário. Ninguém nutre afeto por aqueles que os tratam mal, exceto aqueles desprovidos de amor-próprio.


Uma vez que seja importante tratar bem as pessoas, elas passaram a cuidar mais da sua reputação perante os outros e a usar máscaras para esconder os seus defeitos, medos e podres. Uma pessoa com uma reputação impecável ou pouco manchada consegue conquistar os seus objetivos de maneira mais fácil e rápida.


Entretanto, ainda há aquelas que se preocupam exageradamente com essa tal reputação e procuram mantê-la intacta ao máximo. São escravas da própria imagem e de uma perfeição impossível de ser alcançada.


Nossa sociedade impõe modos de vida tão perfeitos que muitos se sentem mal caso não desfrutem desta perfeição. Ela espera que a sua vida e sua família sejam perfeitas. Durante muitos anos, as pessoas sempre temeram a “avaliação dos outros”.


Vários casais manteram um “casamento de fachada”. Eles gostariam muito de se divorciarem, mas temendo serem mal-vistos pela sociedade, preferiram manter o teatrinho até onde puderam, ou até mesmo até a morte.


Ainda há muitas pessoas que se preocupam demais com o que os outros vão pensar ou deixar de pensar sobre si mesmas, logo, vivem uma vida que não pertence a elas e sim, aos outros e constantemente sentem-se estranhas por não conseguirem se encaixar nos padrões de perfeição impostos pela sociedade.


As pessoas precisam se libertar deste padrão imposto. Não parece uma incoerência exigir a perfeição sendo que ela não existe?


Há pessoas que tem objetivos claros e sérios e que não perdem tempo com futilidades. E há pessoas frustradas que precisam puxar os outros para a lama onde vivem para não se sentirem tão mal e inferiores. O que você prefere: cuidar da sua vida ou juntar-se a essa ralé frustrada que quer te arrastar para a lama junto com eles? Em relações a pessoas assim, aperte aquele botão e seja feliz.

domingo, 6 de setembro de 2009

Esta guerra não é sua

Eles são vítimas de uma mente maior. Sob o comando dela, eles brigam entre si gratuitamente por uma guerra que não é deles.


Você já reparou que as pessoas que dão início aos conflitos são aquelas que não se envolvem diretamente neles? Ou você já viu algum chefe de estado declarar guerra a um povo, travestir-se de Rambo e armar-se até os dentes para dizimar o inimigo? Certamente, não.


Muitas guerras foram declaradas durante os séculos. O povo sofreu lavagem cerebral de seus líderes e foi levado a acreditar que esses motivos eram justos. Passaram então, a odiar um inimigo que não era deles e sim, dos seus superiores. Todos os conflitos, sejam eles armados ou ideológicos, não costumam ter o tal “motivo justo”. Eles são criados para atender aos caprichos e desejos de uma minoria poderosa e fortemente manipuladora.


A Guerra do Iraque, por exemplo, foi um desses conflitos que visava apenas satisfazer os interesses de uma minoria. Neste caso, tínhamos a indústria de armas e a exploração do petróleo iraquiano. Para que essa verdade não chocasse a opinião pública, o presidente estadunidense George W. Bush usou o pretexto de que o Iraque possuía armas nucleares e prometia também estabelecer a democracia neste país. Porém, Bush era reconhecido mundialmente por sua ignorância logo, muitos não levaram a sério a sua desculpa.


Aqui no Brasil não enfrentamos guerras declaradas contra outras nações, felizmente. As nossas maiores guerras são ideológicas e muitas vezes fúteis. Elas incluem confrontos clássicos como Lula vs. FHC, Globo vs. Record, Corinthians vs. Palmeiras, torcidas do BBB, entre outros. Uma guerra por uma educação de qualidade ou contra a impunidade poucos compram. Para estas guerras, as pessoas apertam o “foda-se”.


Enquanto soldados inocentes matam soldados inocentes, os senhores da guerra estão contabilizando os seus lucros ou perdas em segurança. Enquanto defensores do Lula e do FHC ficam trocando farpas, os políticos e empresários ficam mais e mais ricos. Enquanto aficionados por TV trocam ofensas pelo Orkut, as emissoras de TV agradecem o Ibope. Enquanto as torcidas (máfias) organizadas lançam coquetéis molotov umas contra as outras, o Odicreiso é vendido para um clube mediano do Uzbequistão. Conflitos onde o povo briga entre si enquanto os culpados lixam as unhas tranquilamente.


Comprar uma guerra só é aceitável quando a outra parte iniciou a agressão por mero interesse. Não dá para ficar apanhando sem fazer nada. As vítimas precisam se defender.


É importante que saibamos enxergar o real motivo de qualquer conflito e quem é que sairá ganhando com ele. Em todo conflito, há vencedores e perdedores sim. Há sempre alguém que sai com os bolsos carregados de dinheiro ou, pelo menos, com o ego inflado. Então, não perca o seu tempo, seu dinheiro, sua paciência ou até mesmo a sua vida em conflitos de interesses onde você é apenas uma vítima. Abandone-a! Essa guerra não é sua.