domingo, 14 de junho de 2009

Envenenados pelo próprio veneno

Nem tudo depende de nós, embora o nosso comportamento influencie no nosso sucesso ou tropeço. Cedo ou tarde, a vida te dará o que você merece.


Sempre que alguém faz algo prejudicial contra nós é natural que tenhamos a vontade de revidar ou desejar que ela pague por esse ato. Isso é natural no comportamento humano.


Algumas pessoas preferem revidar, fazer a justiça acontecer, enquanto outras respiram fundo e agem como se nada tivesse acontecido. Isso tudo depende do quanto a coisa nos prejudica ou, em alguns casos, da nossa covardia.


As coisas que acontecem com você dependem 50% de você e 50% de coisas que você não pode controlar. Você pode ser a pessoa mais doce e amável do mundo, mas isso não impede que coisas ruins aconteçam contra você. Quando você está rodeado de gente de boa índole, a probabilidade de as coisas darem certo para você são maiores. Quando você é muito bom e as pessoas ao seu redor nem tanto, ou o contrário, volta e meia acontecerão coisas ruins contra você. Agora se você não presta e as pessoas ao seu redor também não, acostume-se a se dar mal com frequencia.


Às vezes os conceitos de justiça e de vingança se confundem. Para o que alguns caracteriza um ato justo, para outro pode ser vingança. Uma grande diferença entre as duas é que “justiça” pode ser entendida como o tipo de punição prevista em algum tipo código (código penal, código de ética, normas de conduta, valores morais). Já a vingança é entendida como “fazer justiça com as próprias mãos”, passar por cima de quem ou do que for preciso para que alguém seja punido severamente pelo mal causado.


As maneiras como as pessoas agem diante de uma injustiça podem ser diversas dependendo da gravidade da situação. Uma pessoa pode respirar fundo e tentar não se importar com o erro caso não tenha sido grave ou então, pode partir para a agressão verbal ou física. Outras têm muito medo e não fazem nada, como as mulheres que são agredidas pelos maridos, por exemplo.


Em casos de assassinato na família, existem duas reações comuns e adversas: enquanto alguns exigem que seja feita a justiça através de protestos, outras apenas desejam por justiça, mas sem demonstrar ódio alegando que ele “não vai trazer a vítima de volta”. Aqui entra o lado espiritual do senso de justiça.


O céu e o inferno é uma espécie de sentença pelas coisas que você fez na Terra. Se você foi uma pessoa boa, justa, honesta, você vai para o céu. Se você foi um pecador que só fez os outros sofrerem, você arderá no fogo do inferno por todo o sempre. Porém, há que acredite no ditado “aqui se faz, aqui se paga” e também no “quem planta, colhe” (nesse último ditado, nem sempre é assim, porque não temos o controle de tudo, como escrevi no início).


Nem sempre uma pessoa precisa esperar ser punida para sofrer pelo o que fez. Será que elas dormem com a consciência tranquila sabendo do mal que fizeram? Será que já não são punidas quando passam a ser desprezadas, quando perdem os amigos ou quando passam a viver uma vida de mentiras? Elas podem não ser punidas como desejamos, mas quando elas fazem o mal, não é só contra a sua vitima, mas também contra si mesmo. Por causa disso, às vezes sou contra a pena de morte, pois acho que essas pessoas devem sofrer a ponto de implorar pela morte, caso ainda não tenham se arrependido de verdade pelo que fizeram.


O mal que é feito contra nós não depende somente de nós, embora o nosso comportamento influencie isso. Devemos ser justos e procurar fazer justiça quando alguém faz algo que merece punição. Quando alguém faz o mal, ela é punida pela própria consciência, pelo remorso. Cedo ou tarde, a vida nós dará o que merecemos. Cedo ou tarde, cada um morrerá envenenado pelo próprio veneno.

7 comentários:

  1. Amei o tema!
    ...E posso dizer que já fiz parte de casos em que a justiça foi feita. Acredito em Deus e acredito que é Ele quem faz justiça em favor daqueles que O amam. Também acredito nisso de sermos responsáveis 50% do que acontecem conosco...por falar nisso, estou preocupada porque acho que meu jeito me trará consequências.
    Só algumas observações:
    Não acho que todos os injustos sofrem com a própria consciência, pois muitos não a tem, e outros ainda acham que são a vitima.
    E no caso de eu ser uma pessoa que não presto e estar rodeada de pessoas que também não presta, não acho que isso me prejudicaria tanto como se eu sou uma pessoa que presta e estou no meio das que não presta. É como naquele conto O Ovelha Negra de Italo Calvino, em que todos em um país roubavam e viviam em harmonia, até que, não se sabe como, apareceu um que não roubava e por causa disto desregulou todo o país.

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  2. Espero que encares de uma boa forma esse meu comentário...

    Bom, nem terminei de ler o texto... ficou extenso, um tema que não prendeu.... Apelasse para a psicologia sem total conhecimento de causa e de certa forma acabasse caindo no 'intuitivo'..

    Se teu blog fosse composto por crônicas, quem sabe o tema poderia ter sido melhor desenvolvido...

    A repetição de você nas frases foi absurdamente irritante...

    Se puderes editar... e dar uma ajeitada também na coesão... me avisa.

    Abraços.

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  3. É do nosso feitio mesmo querer q sejamos recompensados por nossas boas ações e q os q são injustos por natureza sejam punidos, mas o q esquecemos é q no mundo real as coisas nao funcionam como gostaríamos.

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  4. Vc deu o final que eu esperava pro texto. O que dá a entender que eu concordo plenamente com vc. Vingança não é preciso, a consciencia do individuo já se encarrega de puni-lo da maneira necessaria.

    Sem contar que a vingança pode gerar uma série de outras vinganças, que não vai levar ngm a lugar nenhum.

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  5. Há casos em que a vingança só existe porque a justiça não ocupa seu lugar devido. E em caso de descontrole, sim, há quem durma muito bem todas as noites porque não dá pra sentir consciência pesada quando não se tem consciência.

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  6. Olá, Peterson!

    Também sou contra a pena de morte, mas no sentido de não passar por cima das leis naturais. Não cabe a nós, homens, determinarmos quem morre e quem vive. Estamos aqui pra aprender e tentar sermos pessoas melhores. Se alguém errou feio nessa vida, deixemos que Deus faça justiça. Deixemos a decisão de morte pra quem realmente tem gabarito pra isso. Devemos punir, sim, mas acho que decidir se uma pessoa deve morrer ou não não cabe a nós. Cada um responderá pelo que fez, cedo ou tarde.
    Sou a favor da tentativa de correção, de recuperação do indivíduo. Claro que alguns, aos nossos olhos, são irrecuperáveis, mas devemos, contudo, fazer nossa parte, a de dar a oportunidade para a pessoa se redimir de seus erros. O resto ele acerta com Deus!

    Adorei o post!

    Beijos!

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  7. Olá moço! VIm lhe agradecer a visitinha e lhe deixar o convite pra voltar qndo quiser, será sempre bem-vindo!!

    Qnto ao texto acredito que algumas pessoas fazem o mal, mas n se arrependem, ou por problemas mentais ou por maldade mesmo, pra isso n sei o que é melhor... alguem revidar, tirar satisfações ou a pena de morte..
    E um tema polêmico... a verdade é que mtaas vezes revidar algo nao o torna melhor q quem fez!

    grande beijo!^^

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