domingo, 21 de junho de 2009

A mulher e seu lugar na socidade


Elas vêm conquistando cada vez mais espaço, mas acreditam que ainda não é o bastante. Como elas podem conquistar mais direitos?


Durante as últimas décadas, as mulheres têm conquistado cada vez mais o seu espaço na sociedade ocidental. No começo do século passado, muitas mulheres eram educadas para levar uma vida de dona de casa, tendo como funções lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos. Aos homens cabia somente colocar comida e dinheiro para dentro de casa e, por causa disto, ele era a autoridade absoluta.


A mulher sempre esteve à sombra dos homens em inúmeras culturas desde a pré-história. O homem sempre se fez valer de sua força física para ser a autoridade no lar e na sociedade e restava à mulher cuidar do marido e do lar, pois eram serviços que não exigiam força. Isso caracterizou a mulher como o “sexo frágil” e criou uma sociedade machista onde o homem manda e a mulher obedece.


Em pouquíssimas culturas a mulher era tratada em nível de igualdade pelos homens e até hoje elas ainda lutam para ter o direito de serem independentes deles. Como a Igreja Católica vem perdendo cada vez mais fiéis e poder de influência no mundo ocidental, as mulheres daqui do Ocidente vem podendo conquistar o seu espaço na sociedade sem o perigo de serem punidas ou recriminadas por grande parte da sociedade.


Elas ainda não chegaram ao estado de igualdade e total independência, mas elas estão conquistando cada vez mais espaço na sociedade e poder de decidir o que querem e o que não querem fazer das suas vidas. Atualmente, são poucas as mulheres que vivem o sonho de ser uma Amélia da vida. A maioria hoje procura estar inserida no mercado de trabalho para não precisar se rebaixar e depender do dinheiro do marido para ter o que elas querem.


Poucas ocupam cargos de chefia em empresas e no campo político tanto que, quando ocupam, sempre chamam a atenção por estarem no poder. Aqui no Brasil, a ministra Dilma Roussef é costumeiramente citada como “uma mulher com chances reais de ser eleita a primeira presidente do Brasil”, assim como a governadora Roseana Sarney já foi em 2006. No cenário internacional, temos a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e a chanceler alemã, Angela Merkel.


Uns dos grandes problemas de as mulheres ainda não terem conquistado os tais “direitos iguais” deve-se não só a uma sociedade machista, mas sim da falta de união delas. Uma característica típica da enorme maioria das mulheres, a sensibilidade, pode ser uma arma que pode ser usada a favor delas (afinal a empatia e a simpatia são apreciadas por todo mundo), como também pode ser usada contra elas.


Uma mulher tende a ficar muito mais aborrecida com uma crítica do que um homem. Elas podem não engolir isso muito bem podendo demonstrar raiva e ficar com o desejo de dar o troco. Se você criticar uma mulher que está em um cargo acima do seu, é bastante provável que você tenha criado uma inimiga silenciosa, enquanto um homem possivelmente será tão duro com você do que você foi com ele. Porém, isso vai depender do profissionalismo de cada um, é claro.


É nesses casos que o ditado “se você não pode com eles, junte-se a eles” pode ser aplicado. Quem exerce o poder em muitas sociedades são os homens e se as mulheres quiserem conquistar o seu espaço, elas terão que se impor e lutar de igual para igual. Elas precisarão mostrar que são capazes, competentes e vão ter que deixar o seu lado emocional de lado nessas ocasiões, além de que terão que se unir em prol de um sentimento igualitário e justo.

domingo, 14 de junho de 2009

Envenenados pelo próprio veneno

Nem tudo depende de nós, embora o nosso comportamento influencie no nosso sucesso ou tropeço. Cedo ou tarde, a vida te dará o que você merece.


Sempre que alguém faz algo prejudicial contra nós é natural que tenhamos a vontade de revidar ou desejar que ela pague por esse ato. Isso é natural no comportamento humano.


Algumas pessoas preferem revidar, fazer a justiça acontecer, enquanto outras respiram fundo e agem como se nada tivesse acontecido. Isso tudo depende do quanto a coisa nos prejudica ou, em alguns casos, da nossa covardia.


As coisas que acontecem com você dependem 50% de você e 50% de coisas que você não pode controlar. Você pode ser a pessoa mais doce e amável do mundo, mas isso não impede que coisas ruins aconteçam contra você. Quando você está rodeado de gente de boa índole, a probabilidade de as coisas darem certo para você são maiores. Quando você é muito bom e as pessoas ao seu redor nem tanto, ou o contrário, volta e meia acontecerão coisas ruins contra você. Agora se você não presta e as pessoas ao seu redor também não, acostume-se a se dar mal com frequencia.


Às vezes os conceitos de justiça e de vingança se confundem. Para o que alguns caracteriza um ato justo, para outro pode ser vingança. Uma grande diferença entre as duas é que “justiça” pode ser entendida como o tipo de punição prevista em algum tipo código (código penal, código de ética, normas de conduta, valores morais). Já a vingança é entendida como “fazer justiça com as próprias mãos”, passar por cima de quem ou do que for preciso para que alguém seja punido severamente pelo mal causado.


As maneiras como as pessoas agem diante de uma injustiça podem ser diversas dependendo da gravidade da situação. Uma pessoa pode respirar fundo e tentar não se importar com o erro caso não tenha sido grave ou então, pode partir para a agressão verbal ou física. Outras têm muito medo e não fazem nada, como as mulheres que são agredidas pelos maridos, por exemplo.


Em casos de assassinato na família, existem duas reações comuns e adversas: enquanto alguns exigem que seja feita a justiça através de protestos, outras apenas desejam por justiça, mas sem demonstrar ódio alegando que ele “não vai trazer a vítima de volta”. Aqui entra o lado espiritual do senso de justiça.


O céu e o inferno é uma espécie de sentença pelas coisas que você fez na Terra. Se você foi uma pessoa boa, justa, honesta, você vai para o céu. Se você foi um pecador que só fez os outros sofrerem, você arderá no fogo do inferno por todo o sempre. Porém, há que acredite no ditado “aqui se faz, aqui se paga” e também no “quem planta, colhe” (nesse último ditado, nem sempre é assim, porque não temos o controle de tudo, como escrevi no início).


Nem sempre uma pessoa precisa esperar ser punida para sofrer pelo o que fez. Será que elas dormem com a consciência tranquila sabendo do mal que fizeram? Será que já não são punidas quando passam a ser desprezadas, quando perdem os amigos ou quando passam a viver uma vida de mentiras? Elas podem não ser punidas como desejamos, mas quando elas fazem o mal, não é só contra a sua vitima, mas também contra si mesmo. Por causa disso, às vezes sou contra a pena de morte, pois acho que essas pessoas devem sofrer a ponto de implorar pela morte, caso ainda não tenham se arrependido de verdade pelo que fizeram.


O mal que é feito contra nós não depende somente de nós, embora o nosso comportamento influencie isso. Devemos ser justos e procurar fazer justiça quando alguém faz algo que merece punição. Quando alguém faz o mal, ela é punida pela própria consciência, pelo remorso. Cedo ou tarde, a vida nós dará o que merecemos. Cedo ou tarde, cada um morrerá envenenado pelo próprio veneno.

domingo, 7 de junho de 2009

Projeções


Usadas com o objetivo de mascarar defeitos que pertencem a elas mesmas, algumas pessoas recorrem às projeções para se protegerem.


Todos nós já sofremos injustiças e não estaremos livres delas. É o tipo de coisa que não podemos controlar, pois isso não depende de nós e sim, do outros. As injustiças mais comuns são aquelas onde o sujeito projeta a falha dele em nós.


As projeções são um mecanismo de autodefesa. Não, eu não virei pseudo-intelectual e não vou citar Nietzsche ou Schopenhauer. Todas as pessoas poderiam compreender isso perfeitamente se elas não tivessem dormido ou conversado durante as aulas de Psicologia no Ensino Médio. E embora essas projeções sejam muito comuns nas pessoas, não são todas que se dão conta de quando estão lidando com uma.


A projeção dos defeitos é a mais comum. Se você é uma pessoa pouco talentosa e que não confia em si mesma, é comum você projetar os seus defeitos em pessoas que são talentosas e autoconfiantes. Você pode tentar tirar o brilho da outra insinuando que ela é egoísta, invejosa, irresponsável, entre outros, mas na verdade quem é isso é você! O seu ego não permite que você admita que você poderia melhorar e que tem gente melhor do que você.


Outra projeção muito comum é a de criticar coisas que você gosta e faz escondido ou então adoraria fazer, mas morre de medo que os outros descubram que você faz ou gostaria. Por exemplo, imagine que você traia o seu cônjuge de vez em quando. Para ninguém desconfie disso, você defende severamente a fidelidade e faz críticas ferozes a uma pessoa cuja traição foi descoberta.


Projetar as frustrações e desejos não-realizados também é comum nos poucos pais que realmente se preocupam com o futuro dos seus filhos. Isso acontece quando eles querem viver a vida dos filhos, pois na idade deles, estavam impossibilitados de certas coisas. Em casos assim, eles podem sobrecarregar os filhos com atividades que agradam somente a eles e privar os filhos de certas experiências que eles não tiveram coragem de levar adiante.


O objetivo das pessoas em projetar os seus defeitos ou frustrações nos outros é o de esconder uma verdade sobre si mesmo. De tanto você criticar esse seu defeito e projetá-lo nos outros, você acaba esperando que as pessoas não desconfiem que esse defeito ou frustração é, na verdade, seu. Por causa disto, as projeções são consideradas um “mecanismo de autodefesa”.


Quando uma pessoa projeta um defeito dela e você e isso não te prejudica, isso não é tão mal. É claro que não é muito agradável ser acusado de algo que quem está falando é, mas nesses casos é melhor deixar a pessoa extravasar a sua “superioridade”. O problema é quando essa projeção prejudica você. Nesses casos, é importante que você faça algo que pode ser resolvido em uma conversa aberta e adulta, ou afastando-se definitivamente desse tipo de gente, ou então enchendo essa pessoa de porrada.