domingo, 26 de abril de 2009

Gênios, sensatos e tolos


Alguns sabem tanto e trabalham tanto que ganham um prêmio Nobel. Outros são sabem separar o certo do errado. Já a maioria, ridiculariza o certo.


Em nossa sociedade, lidamos com vários tipos de pessoas com as mais diferentes opiniões e atitudes. Algumas são muito inteligentes de fato, o que pode despertar a inveja e o despeito de alguns. Outras sabem reconhecer as suas capacidades e incapacidades. E temos aqueles que fingem ter um conhecimento que não têm.


Ignorando o teste de QI como um índice que mede a inteligência de alguém, por ser algo que envolve muita lógica, o que o limita bastante, criei a minha escala onde acredito que qualquer pessoa pode se identificar e identificar os outros nela. Ela conta com seis níveis, do gênio ao tolo.


1. Gênio: o gênio é uma pessoa extremamente inteligente que é capaz de inventar coisas novas (que serão indispensáveis à humanidade), encontrar a cura de doenças e qualquer outra coisa que ninguém tenha conseguido fazer ou provar. São pessoas versáteis que entendem de várias coisas complexas. O mundo tem pouquíssimos gênios. Exemplos: Leonardo da Vince, Galileu, Albert Einstein, Benjamin Franklin, e vencedores dos prêmios Nobel por feitos na área científica.


2. Intelectuais e sábios: os intelectuais são pessoas que entendem de vários assuntos sendo capazes de escrever livros e dar opiniões realmente respeitáveis. Já os sábios podem não ter tanto estudo quanto os intelectuais, mas são pessoas vividas que batalharam incansavelmente em busca dos seus ideais e que tem moral para dar conselhos respeitáveis. Exemplos de intelectuais: filósofos, psicanalistas, autores de obras literárias e cientistas premiados por suas obras. Exemplos de sábios: Mahatma Gandhi e aquelas pessoas comuns que têm lições de vida para compartilhar através de conselhos que podem mudar a sua vida para melhor.


3. Sensatos: são aquelas que têm conhecimento de si mesmos o bastante para saber admitir os próprios erros e defeitos. São pessoas justas e honestas que procuram sempre fazer a coisa certa. São pessoas inteligentes, que têm opinião própria e argumentos convincentes. Elas têm cérebro e fazem bom uso dele. Quando não entendem de determinado assunto, elas têm humildade de reconhecer que não dominam o assunto e que, por causa disto, não podem dar uma opinião a respeito de algo. Elas sabem ser tolerantes e a respeitar os outros.


4. Pseudo-intelectuais e chatos: pseudo-intelectuais são pessoas vaidosas com déficit de atenção e que costumam ser arrogantes. São pessoas que sentem a necessidade de impressionar e o fazem através do uso citações de grandes filósofos em momentos e lugares inoportunos. Sua maior característica é uso exagerado de um vocabulário rebuscado do século XIX ou anterior, visando impressionar as pessoas menos instruídas. Exemplos de pseudo-intelectuais: existem vários no Orkut e principalmente nas universidades.


Os chatos são pessoas inteligentes, porém exageradamente teimosas que sentem a necessidade de diminuir os outros. São aqueles que sempre vão procurar um furo nos seus argumentos para imporem a opinião deles e provar que você estava errado. Aliás, os chatos nunca admitem que estão errados e sentem prazer em irritar os outros através de sua teimosia e descoberta de erros e pontos de contradição dos outros.


5. Ignorantes: os ignorantes compõem uma boa parte da sociedade (nacional e internacional). São pessoas com pouco estudo e que cometem erros que poderiam ser perfeitamente evitados. Os ignorantes têm ideia do certo e do errado, tem acesso à informação correta, mas cometem muitos erros levados pelo impulso. Dentro dessa classe se encaixam os “espertos” (malandros), que sempre dão um jeitinho brasileiro para escapar das responsabilidades.


6. Burros ou tolos: os burros correspondem a grande maioria da população. Eles menosprezam o conhecimento. Eles não têm o mínimo de vontade e não fazem o mínimo de esforço para aprenderem e a progredir na vida. Os burros são pessoas teimosas que não conseguem aprender com os erros e que insistem nos mesmos. Eles valorizam a futilidade e o materialismo. São pessoas irresponsáveis e imaturas, costumando ser grosseiras e cheias de preconceitos.


Analise as suas atitudes. Analise as suas ideias. Se você realmente quiser respeitado e levado a sério, tenha bons argumentos e tenha humildade para reconhecer seus erros e defeitos, não esquecendo que você também tem qualidades. Ser inteligente não significa ser arrogante. Significa usar para fazer algo bom, que vai ajudar você e aos outros.

14 comentários:

  1. Peterson, muito bacana! Me preocupei quando vc colocou ganhadores de prêmio nobel, mas depois que você completou "por feitos cientificos" fiquei mais tranquilo. Muito pseudo-intelectual (como vc classifica) já ganhou esse prêmio.

    Achei muito bacana! Você parou para produzir tudo isso? Pow, muito legal mesmo... está aí um blog que não é atualizado atoa!

    Acho que eu estou caminhando para ser uma pessoa sensata. O mais triste são pessoas ignorantes e tolas... isso irrita muito!

    Parabens, por isso sempre volto aqui. vc é sensato e um dia seremos sábios.

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  2. FIquei pensando em algo: será que existe(iu) um gênio brasileiro?

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  3. Muito bom seu texto! Realmente, existem todas essas categorias de pessoas que você mencionou. E o mais impressionante é que poucas se auto-enquadram corretamente nessas descrições. Esses são os pseudo-intelectuais e chatos, os ignorantes e os burros ou tolos, embora possa ocorrer isso nas outras categorias também... rs

    Uma boa semana pra você!

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  4. Santos Dumont teria sido um gênio brasileiro neh?

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  5. muito bom mesmo aas suas definições, mostrou ser um intelectual pelo conhecimento q vc tem e sábio por saber como dosá-lo e expressá-lo e ainda sensato ao justificar cada pormenor. gostei desse, vou guardar pra mim, hehehe

    http://confissoesdamadrugada.blogspot.com/

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  6. Interessantemente peculiar e inteligente suas classificações, gostei do modo possível de nos analisarmos e creio que provavelmente é possível estar inserido em mais de um contexto mediante o aspecto a qual estamos inseridos de momento.

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  7. Excelente! Pena que os níveis menos prestigiados tem o maior número de seguidores...
    Parabéns! Com certeza voltarei aqui no seu blog =]

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  8. Excelente a classificação! certamente os ignorantes vão chegar aqui e comentar "Pô, aí show seu blog. Passa lá no meu".

    Ou então um pseudo-intelectual vai citar 500 filósofos para mostrar que um ganhador do prêmio nobel pode ser um ignorante...

    Parabéns pelo post!

    Abraço!

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  9. Eu diria que me encaixo em todas as categorias, exceto a d genio.


    Mas concordo com vc no sentido d q todos tem q saber reconhecer sua capacidade e analisar a do outro, sem passar por cima d ngm.

    Enfim, seus textos sao sempre otimos.

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  10. Concordo plenamente com os pseudo-intelecutuais que tb costumo chamar de pseudo cults. No programa de pós graduação em letras da ufsm tá cheio deles.

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  11. Muito bom o post, todas as classificações são realmente bastante plausíveis!

    www.cademeucafe.zip.net

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  12. Ótima classificação. Acho que resume bem o gênero humano.

    E me faz pensar: será que não há gênios vivos? Acredito que sim. Há pessoas muito inteligentes hoje, responsáveis por grandes descobertas e idéias. O problema é que num mundo tão globalizado, competitivo, repleto de acontecimentos, acabamos por não valorizar todos da maneira apropriada. É como se a genialidade tivesse virado algo mais corriqueiro. Hoje em dia não é fácil ser gênio...

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  13. Olá!
    Concordei em partes, com seu texto, somente por que achei que em alguns casos houve um certo exagero... por exemplo:"os burros correspondem à grande maioria da população".

    Não creio que seja assim...não dá para generalizar tanto.

    Mas, no mais, seu texto rendeu excelentes reflexões. E refletir é algo que precisamos fazer muito.

    Abraços!

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  14. Nossa peterson muito bom o texto, acho que você dividiu e caracterizou muito bem todos os "tipos", pra mim de todos os piores são os Pseudo-intelectuais e chatos. Beijoos!

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