quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Way of life

Você sente uma pressão para viver a vida de uma maneira pré-determinada? Você faz o que faz porque gosta ou para não bancar o esquisito?


Todos os dias somos bombardeados por comerciais na mídia (TV, revistas e internet) que nos sugerem um modo de vida ideal para sermos “felizes”. Esses comerciais mostram gente jovem, bonita, sarada e aparentemente feliz consumindo os seus produtos. Os comerciais nos “vendem” um estilo de vida onde todo mundo é feliz e muitos de nós acabamos “comprando” ele.

“Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva”

PITTY – Admirável Chip Novo


Essa música da Pitty do álbum “Admirável Chip Novo” (2003), assim como muitas outras do álbum como “Máscara”, fazem uma crítica ao sistema capitalista e as imposições da sociedade. A sociedade impõe um modo de vida ideal para nós seguirmos (especialmente à sociedade jovem). Como se vestir, qual grife você deve usar, qual cerveja beber, qual praia frequentar e qual filosofia de vida você deve seguir.


Os emos são muito ridicularizados pela sociedade em geral. E me desculpem os emos: eles fazem por merecer. Os emos são a personificação da hipocrisia em muitos casos. Eles são todos iguais! Ouvem as mesmas músicas, vestem as mesmas roupas, calçam a mesma marca de tênis, escrevem da mesma maneira, são sentimentais, etc. Eles seguem religiosamente o mesmo padrão de vida e criticam os padrões de vida estabelecidos pela sociedade e pelo capitalismo (como se não fossem capitalistas, imagina). Além disso, agem feito crianças de 6 anos ou menos e querem ser tratados como adultos, além de muitos darem na cara de que são homossexuais e se dizem bissexuais, ou ainda, heterossexuais.


Além dos emos, temos os malacos. Para quem não sabe, o termo “malaco” é usado aqui em Santa Catarina para designar aqueles rapazes jovens que seguem o “modo de vida malaco”. Eles escutam hip-hop dos EUA sem entenderem uma única palavra em inglês-errado, só usam bermuda (calça, nunca), geralmente da mesma marca e do mesmo tecido, que parece um cobertor vagabundo, usam tênis sem meias, usam um monte de correntes de prata e usam gírias do tipo “guerrero”, “baia” (casa), “pipoco” (tiro), etc... Se eles não seguem esse padrão de vida, não são malacos logo, são taxados de prayboys.


As pessoas com quem eu converso da cidade do Rio de Janeiro reclamam bastante da ditadura do corpo sarado por lá e essa ditadura vem crescendo em Florianópolis. Os “feios” não têm vez. Feios casam com feios e têm filhos feios que casarão com outros feios e terão filhos feinhos.


Além do modo de vida imposto pelas tribos urbanas que impõem a roupa que você deve vestir, a música que você deve ouvir, as gírias que você deve falar, ou seja, as coisas que você deve consumir, essas tribos também impõem um modo de agir, viver a sua vida.


Muita gente que mora no litoral ou perto do mar, adora a praia de paixão. Mas adora porque gosta da maresia, do Sol, do mar ou gosta apenas para exibir o corpo sarado? Se você não curte praia, você é taxado de ET.


Apesar de não serem raras as pessoas que não gostam do carnaval, existe uma frase preconceituosa que diz que “Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça, ou é doente do pé”. Ou seja, você que não gosta de carnaval, lamento lhe informar, mas para eles, você é um ET.


Nas festas de fim de ano, todo mundo se reúne, se beija, se abraça, deseja um Feliz isso, Feliz aquilo, muitas vezes no maior clima de falsidade. Por quê? Porque a sociedade impõe essas formalidades. Se você resolve passar o Natal sozinho na sua casa, lendo um livro ou assistindo televisão, as pessoas lamentam “Óinn... passou o réveillon sozinho, coitadinho”... E novamente você é taxado de ET.


A sociedade jovem é muito pressionada para seguir um modo de vida idealizado. É pressionada a viver todos os dias como se fossem o último (é o que a minha sorte de hoje do Orkut recomenda). É pressionada a ter o sexo como o sentido da vida. É pressionada a catar geral pelo menos cinco pessoas na balada. É pressionada a beber Coca-Cola, Skol, comer em fast-food e a um monte de coisas.


Se você segue o way of life imposto, mas se você o segue porque realmente se sente bem e não o faz por pressão, ótimo. Muita gente segue esse padrão de vida imposto sem gostar, apenas para não se sentir excluído ou esquisito para os outros. Faz as coisas para chamar a atenção de pessoas das quais ele não gosta e que muito menos gostam dele. Eu sinceramente acho uma estupidez essas discriminações que essas tribos urbanas e a sociedade em geral comete com quem decide não seguir esses padrões pré-determinados. As pessoas deveriam fazer somente o que elas gostam. Se são felizes assim, ótimo. Se são criticados, ignorem. Se eu pudesse impor um way of life para vocês, eu diria “Viva a sua vida da maneira que você quiser e danem-se as críticas dos outros”. Ponto final.

34 comentários:

  1. amigo -nos meus 40 e poucos anos ja vi muito modismo - nada muda...apenas o consumo pelo oferecimento de novos produtos que nao valem nada - nossa geraçao perdeu e a de voces ja nasceu derrotada.

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  2. Concordo com seu post!
    Mass eu me enquadro no que faz e se satisfaz.
    Não preciso seguir os outros para me sentir bem.
    Ah e eu passei o reveillon sozinho conversando no telefone com uma pessoa que mora muito longe...Meus amigos falaram que eu era louco...minha familia também.
    Porém foi ótimo e me senti muito bem e feliz!
    O importante é se sentir bem sem e quanto opinião cada um tem a sua não é mesmo?
    Abraços!

    http://oitentando.blogspot.com/

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  3. Quando falou dos 27 comentarios, estava se referindo a 27 em um unico post neh? Eu nunca tive 27 em um unico.

    Enfim, nunca tinha ouvido falar em malaco. Agora eu sei, e tem mtos por ai... já em relacao aos emos... prefiro nem comentar, ja cansei deles.

    Nao sou chegado em praia, nem em carnaval apesar d ter ido em ensaios. E sou taxado d ET com ovc disse.

    Nao sigo nada imposto nao.
    Acho q nao, sei la.
    Se uso algo é pq achei legal e nao pq estao mandando mensagens subliminares pra mim.

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  4. Eu sigo o meu way of life. Eu o faço de acordo com minhas conveniências, por gostar de rock, de folk, indie, pop e até das músicas emo.

    Meu estilo talvez seja o certinho demais, de ir pra uma reunião dos amigos de escola de calça jeans e camisa onde todos estão de bermuda e uns até só de cueca (acredite, já aconteceu).

    Mas me sinto bem. Sinto que eu tô no normal de todo mundo e mudo quando eu quiser, pra atender a mim mesmo, não aos outros.

    Gostei do teu estilo de escrever. É bem parecido com o meu. Depois, se puder passa no meu e a gente vê se rola uma parceria.

    Abraços
    http://senhor-do-tempo.blogspot.com

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  5. Gostei da postagem, porque me identifico com ela e já falei muitas vezes coisas similares ao que você colocou no seu post. Sou taxado de besta. Principalemtne porque aprendi tudo isso em filosofia (nas aulas de filosofia).

    Só as pessoas fracas de opinião de espírito que fazem coisas que não gostam para não serem taxadas de tontas ou bestas. Quanto ao tal desejo de ''feliz ano novo e natal'', isso eu já sei há muito tempo e talvez ainda existam babacas que não saibam do que há por detrás desses ''bons sentimentos'', acho que você me entendeu.

    Te falo uma coisa; além de fracas, essas pessoas ficam deprimidas por não serem e fazerem o que querem porque não a sensação da liberdade.

    Eu fui assim e sou um pouco assim, ou seja, sou um fraco que está se reabilitando aos poucos e ocm resultado.
    Qual a minah identidade? Eu não tinha, agora tenho e estou sendo reprimido por isso, mas que se dane.

    Eu não tenho mais o BLOGSPOT, então, se quiser entrar no emu blog e comentar, via por esse novo, do WORD PRESS (foi exportado):

    [ http://gazato.wordpress.com/ ]

    Flws, abraço!

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  6. Eu não gosto de praia, não gosto de carnaval e não gosto de ditaduras disso e daquilo.
    Os emos são todos iguais na busca pela diferença, agem como idiotas pra serem/poderem ser diferentes.

    Malacos são a degradação total 'guerrero'.

    A ditadura da beleza é tão legal, os lindos, sarados, etc, casam com iguais, lindas, saradas, etc e sem porra nenhuma na cabeça.

    Então não me venha dizer que a culpa é só da tv, a tv tem que vender o peixe dela mesmo, e dane-se quem seguir.

    E agora vo lá pra baia pq aqui tá dando uns pipoco.
    'fALOUS GuerreRO'

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  7. Concordo com tudo que está neste artigo, todos os dias vemos todos os tipos de comerciais que imprimem nosso estilo de vida.
    Abraços

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  8. Imagine um emo, um malaco, e uma pessoa que não pretende seguir a "ditadura da sociedade". Agora pense numa estória envolvendo eles, suas opiniões (se é que malacos as possuem), ideias, e argumentos...

    Por que você não tenta criar uma narração, ou algo menos dissertativo? Nunca te vi criando textos assim, e gostaria de ver, Peterson. xD

    Tente, e depois me chame para ver o resultado. Eu ia gostar muito. ^^

    Sobre o post, ficou muito bom. xD

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  9. Na faculdade que eu fiz de Marketing, eu aprendi muito sobre o comportamento do consumidor. E sobre os padrões publicitários em que vende imagem de felicida, como nos comerciais de margarina.
    A midía influência muito na forma de pensar de agir das pessoas. Os emos é uma prova disso.

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  10. Apoiado!
    Apesar de eu acreditar que, na maioria das vezes, a gente segue tendências de forma subjetiva e inconsciente, o que chamamos de "ideologia". Se torço para tal time de futebol, não é pq todo mundo torce, tudo bem. Mas em algum momento de minha vida, eu sofri a influência de alguém próximo a mim que torce para esse time, e então, passe a admirá-lo também. Não veio do nada, me entende?

    Pq gosto de rock, de MPB, de jazz, ao invés de ouvir pagode e hip-hop? Naturalmente, pq no seio do lar, eu ouvia meus pais e irmãs escutando, e esse tipo de música me era afim. Claro, não é tudo influência do meio, pq tb convivi com pagodeiros e não sofri a influência desse tipo de música.


    Na questão dos emos, pra mim eles são adolescentes vazios e sem personalidade, sem auto-estima e sem auto-confiança para seguirem um estilo próprio. Quanto à sexualidade deles, não acredito que sejam em sua maioria homossexuais, acho mesmo que seguem uma modinha e que acham "legal" beijar pessoas do mesmo sexo, mas não que isso os atraia de fato. É um "way of life" dos emos.

    Pra finalizar, mesmo que não queiramos, estamos inseridos no sistema capitalista, logo, não somos outra coisa senão capitalistas. Mesmo que não concordamos ideologicamente com este meio de produção, é o que somos. O que não significa que devamos então comer MC Donald's todos os dias pq não tem jeito mesmo. Devemos, sim, fazer o que quisermos e ponto final, sem se preocupar com o que os outros pensam, e sermos felizes desta maneira. Nunca se esquecendo, entretanto, que nossa liberdade é cerceada. O que aconteceria se eu beijasse um homem na rua? Isso me traria felicidade (porquanto é o que eu gostaria de fazer) ou só complicações e dor de cabeça??

    Abração, Peterson!

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  11. É complicado ver uma parte de manipulação por parte da mídia para prender o público jovem nas amarras do seu modo de vida, é complicado isso, e as pessoas acham que isso é normal, seguem esse estilo de vida, fazem as coisas em um molde, eu fico pensando, será que um dia as pessoas acordarão?

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  12. Olá, então tô aqui denovo.. dessa vez para me explicar..

    Com relação ai ao meu comentário no seu post ... sobre a midia, eu percebi sim que vc não estava criticando ... mas eu quis criticar no meu comentário ... mas acho que não ficou claro ... rs... de qualquer forma valeu por querer esclarecer .. e eu peço desculpas por não ter me expressado da forma que deveria ...abraços

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  13. Boa tarde P.! (Peterson?)

    Primeiro, obrigada pela sua participação no GP.

    Segundo, meus parabéns pela tua postura. Só de ler os comentários que você fez e após ler as tuas postagens, é possível ver que eu não sou um ET fêmea sozinha no mundo!

    kkkkk...

    Brincadeirinhas à parte, sua iniciativa de escrever um texto tão bom, tão consciente é algo ímpar.

    Admiro muito pessoas como vc, que tem muito mais coisas na cabeça além de um boné da última moda!

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  14. PS.: Não lembro se já entrei em contato contigo para falar a respeito, mas te indiquei para receber um selo.

    Passe no Garota Pendurada para resgatá-lo!

    Kiso!


    http://garotapendurada.blogspot.com/

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  15. A forma que abordou o assunto ficou interessante.
    Na minha opinião cada um segue o caminho que quiser.Porém tudo tem seu preço...alguns desses caminhos querendo ou não pode haver certo tipo de consequencia.Querendo ou não é fato!

    http://amorqueseja.blogspot.com/

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  16. Dos posts que já li no seu blog, esse aí já se tornou um dos meus preferidos. Ele me fez pensar sobre muuuuuuuuuuuita coisa. E muuito boa a sua opinião sobre os emos.


    (www.pollyok2.zip.net)

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  17. Acho difícil em algum momento da vida a hte não fazer algo pq todo mundo faz.
    As vezes fazemos sem perceber!
    Esses emos por exemplo: devem se julgar os diferentes, mas são todos iguais...cabelo, roupa, músicas que ouvem...

    Vai entender, cada um tem sua tribo, mesmo que diga não fazer parte de nenhuma.

    http://redescobrindosp.blogspot.com

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  18. Só uma coisa me incomodou no seu texto todo. Criticar os emos por serem sentimentais. Ser sensível é uma grande qualidade dos EMOS. Queria eu saber chorar por qualquer besteira, rir e me apegar às pessoas como eles. O maior consumismo que existe não é do de roupas de grife, é a forma como descartamos as pessoas, como banalizamos nossos sentimentos. Se há um grupo consumista que merece um MÍNIMO de respeito por não fazer isso, são os Emos.

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  19. interessante como esse assunto de vez em quando aparece para discussão.
    acho que o perfil buscado por cada um é fruto de sua educação recebida na criação.
    Os publicitários já perceberam isso há bastante tempo e incliem em suas campanhas o desejo criado na mente do público que pretende agradar...

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  20. É fazer parte de uma "galera" ou ser exclído...isso aparece ja nos tempos de escola....até vc aprender a ser vc mesmo ja sofreu muito passando do emo ao gótico,do caipira ao roqueiro.

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  21. Concordo que a todo o tempo somos entupidos de regras e normas veiculadas por empresas pela mídia — desde o nosso nascimento, para ser mais exato. De informações assim, provavelmente, é que você extraiu os trechos que criticam a imposição acerca do consumo de determinados produtos. Também é verdade que as pessoas têm o direito de não irem à praia, ainda que morem no litoral. Mas você se perdeu no meio do caminho ao criticar as tribos urbanas. Mais do que isso, você deu caráter discriminatório ao seu texto. Nos trechos em que faz essas críticas, você sepultou a intenção que o blog tem de possuir uma visão imparcial daquilo que expõe.

    Veja, por exemplo, o trecho abaixo:

    “Os emos são muito ridicularizados pela sociedade em geral. E me desculpem os emos: eles fazem por merecer. (...) Eles são todos iguais!”

    Não é obrigação da comunidade em geral, na qual você e eu nos incluímos, entender de ciências sociais. Mas parece que, aqui, você esqueceu de que as pessoas se identificam com tribos urbanas das mais variadas. Ou seja: qual o problema de algo tão natural quanto pertencer a uma tribo se com ela eu me identifico? E depois, se há uma identificação com a tribo, parece-me perfeitamente compreensível (e até mesmo óbvio) que eu me comporte tal como os demais participantes. Quer dizer... se eu não me identifico com o clube dos freqüentadores do bar da esquina, é certo que eu não tenha as mesmas preferências e hábitos. Mas se eu gosto de surf e vivo em meio a surfistas, é provável que eu me comporte como tal. Em outras palavras, o “modo de vida imposto pelas tribos urbanas” só é, de fato, imposto a você se você pertence a ela. É algo como “Diga-me com quem andas e te direi quem és”. Acontece que, ao contrário de você, penso que não há nada a ser criticado aí, pois as pessoas pertencem à tribo que pertencem por se identificarem com ela e, portanto, por escolha própria.

    Algumas linhas depois, o post diz

    “Eu sinceramente acho uma estupidez essas discriminações que essas tribos urbanas e a sociedade em geral comete com quem decide não seguir esses padrões pré-determinados. As pessoas deveriam fazer somente o que elas gostam. Se são felizes assim, ótimo. Se são criticados, ignorem. Se eu pudesse impor um way of life para vocês, eu diria “Viva a sua vida da maneira que você quiser e danem-se as críticas dos outros”.”

    É um trecho muito engraçado, pois se contradiz em vários momentos, bem como contradiz parte do que já foi dito antes. Primeiro: condena as supostas discriminações que tribos urbanas fazem a quem não pertence a elas – mas não condena as mesmas discriminações feitas anteriormente contra essas tribos (ou seja, “você aponta com o dedo sujo”). Segundo: se as pessoas devem fazer somente o que gostam, então por que se importar com o modo de ser de emos e malacos? E terceiro: você termina recomendando ao leitor que viva a vida da forma que achar melhor — então, mais uma vez, por que criticar emos e malacos se é exatamente isso mesmo que eles fazem? De fato, esse parágrafo arranca um “risinho” de quem o lê.

    Em resumo, sua intenção inicial era chamar a atenção para o fato de que as pessoas podem até não consumirem o produto do momento e, mesmo assim, serem tão normais quanto às outras; ou, então, lembrar que as pessoas não são obrigadas a seguir consagrados rituais simplesmente porque a maioria o faz. Mas, no meio do caminho, de maneira preconceituosa, imparcial e discriminatória, como se estivesse fazendo uma fofoca, você criticou tribos urbanas. Elas, ao meu ver, não deveriam ter sido abordadas aqui da maneira como foram. Como você mesmo afirma, as pessoas devem viver a vida tal como querem e nem você, tampouco eu, devemos criticá-las por isso.

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  22. Te indiquei pra dois selos lá no meu blog.

    Dá uma olhada lá.

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  23. Acho que se essa ditadura funciona,isso se deve a mente (fraca) das pessoas...
    Veja bem:
    No Japão, eles são pressionados a serem super inteligentes e terem um emprego cada vez melhor. (Já houve casos de japoneses se matarem por ter tirado nota baixo)Já no Brasil, você tem que curtir um samba, pagode ou funk, fazer muito sexo e beber muita cerveja. Nem um, nem outro padrão está bom.
    Aqui, se você é estudioso, você é ridicularizado. Porque ao invés de estar "curtindo" a vida, você está "mofando" junto a livros.
    Quantos aos emos, eles são muito medíocres, porque se acham muito sensíveis e originais, sendo que seu falso sentimentalismo não chega aos pés do sentimentalismo dos new romantcs e dos góticos dos anos 80; e nop quesito originalidade, também perdem feio porque seu visual é composto por artigos vindo dos anos 80, do grunge, do punk e de mais um monte de referências...
    Não tenho muito o que comentar sobre isso, porque me sinto bem como sol. Pouco ligo para o que julgam ou deixam de julgar com relação a mim, então, não tenho muito o que comentar.

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  24. Não pude, obviamente, deixar de lembrar de você, lendo este causo:

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090120_francalivrocaixa_fp.shtml

    :D

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  25. Florindo,
    Concordo em parte com esse post. Acho que hoje já existem tantas tribos que você pode se encaixar em qualquer uma, ou em nenhuma, que ninguém vai ligar.
    A idéia que você defende nesse post é de que existe um molde e pronto imposto pela mídia e pronto: que quem não come fast-food, não gosta de carnaval ou praia é visto como ser de outro mundo. Não sei...acho que essa idéia se aplicava muito na minha época de colegial, mas hoje? Pelo menos aqui em Salvador, eu não vejo isso não.
    O que eu penso é que essa idéia da mídia ser uma vilã que impõe comportamentos é, por si só, imposta. A mídia sugere piamente esses conceitos, sim. Mas quem acata é o povo. Aí, você vai me desculpar, é que eu penso: PQP! A culpa não é da mídia, é do povo que é BURRO! Vivemos num país de gente BURRA! E é por causa da mídia? Não. É porque ao invés de mndar os filhos pra uma escola pública, por pior que elas sejam, as mães botam os filhos pra vender fruta em sinaleira e de noite sentam pra ver a novela. E toda essa falta de oportunidade por motivos históricos, eu sei, une-se ao conformismo e a preguiça desse povo, fazendo-os orgulhosos de serem BURROS e aceitarem tudo que a mídia sugere.
    Assim é fácil pôr a culpa na mídia, né?
    Em suma, concordo com o que você diz sobre "modelos de vida" impostos PELA SOCIEDADE. Mas, pelo menos aqui em Salvador, eu não vejo esse preconceito todo não. Venha morar aqui! :D
    Beijos!

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  26. Acho que o que mais importa é a formação da pessoa. Sigo algumas modas, pq me identifico com elas. Simplesmente porque gosto.

    Mas todas as outras descarto porque não farão parte da minha vida, não preciso delas.

    O indivíduo deve saber ter seu próprio olhar sobre o que o mundo oferece. Para isso precisa ter uma formação, base familiar e compromisso apenas consigo mesmo.

    Sinceramente ainda não entendi porque está tão na moda falar de emmos... quase nao os vejo e eles estao sempre muito no mundo deles. É quase uma obrigação hoje em dia massacrar esse povo que sinceramente nem faz parte da minha vida...

    Belo post, claro que não compartilhamos todas as impressões, mas gerou debate, inspirou pensamentos sobre o assunto. massa...


    Se puder passar de novo no meu blog sera bem-vindo.

    http://apenas-daniel.blogspot.com/

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  27. Olas... Tem presente para vc Lá no meu blog.

    Da uma passada em proudbrasil.blogspot.com e pegue o selo que te presenteei.

    abrsss

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  28. Hum...
    Como já escrevi antes, você tem o dom de sintetizar assuntos complexos de uma forma que não é considerada simplificada.

    Sobre o tema eu sei muito bem como é isso. Não curto Carnaval, não curto boates e tem gente que olha torto. Eu também não bebo, não uso algum tipo de drogas e muito menos remédios. Então de um lado tem os jovens que estranham alguém "louca" que não usa nada e por outro tem os mais velhos que não entendem porque não uso remédios na primeira dor de cabeça.
    Quanto ao Natal se for para passar em casa tudo bem. Mas minha mãe curte ficar junto de amigos e eu prefiro ficar em casa lendo, vendo filmes e até mesmo jogando paciência. Pelo menos não me sentirei obrigada a fingir que estou feliz de ver todo mundo, etc.

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  29. Olá!
    Seu texto realmente é um convite a uma reflexão muito importante, pois a sociedade em que estamos inseridos está cada vez mais banalizando atitudes e comportamentos louváveis em troca de futilidades sem fim.

    Seria muito legal se as pessoas se preocupassem muito mais com o "ser" do que com o "ter" ou o "estar".

    Independente de ser ET ou não, as pessoas deveriam se preocupar mais com o rumo das suas próprias vidas, contribuindo também para o bem do próximo, para o bem comum.
    Quem sabe assim não teríamos uma sociedade mais justa para todos...

    Talvez poucas pessoas pensem assim. Paciência...

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  30. E aê amigo(a), blz? Receba um selo de qualidade por mim. Admiro seu blog. Recebi e quero repassá-lo a você.

    Entre nesse link com uma postagem no meu blog sobre esse assunto e siga as regras (que seguirei o mais rápido possível).

    O link: http://ga2009.blogspot.com/2009/02/ganhei-um-selo-de-qualidade-d.html

    Esse recado está sendo o mesmo pra todos os blogueiros que ganharam esse selo.

    Parabéns, abraços!

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  31. Eu realmente concordo com TUDO dito por vocÊ aqui no post, no que diz respeito ao way of life imposto e as tribos alienadas.
    Afinal, roqueiros, pagodeiros, axezeiros, funkeiros e emos, é claro, são TODOS alienados e ávidos a consumir um way of life pré-fabricado de roupas, músicas e atitudes.
    Sempre me senti O sem personalidade por NUNCA aderir a nenhum destes 'grupos'. Até que percebi que tudo isto era a maior besteira =P

    Realmente viver seguindo as regras que regem o MARAVILHOSO MUNDO DA PROPAGANDA é algo extremamente deprimente.
    Todas as ideologias ali plantadas estão ali por algum motivo, por alguma intenção. E, normalmente, este motivo é o lucro. Tolos, coitados, são os que seguem este caminho DITADO para eles.

    Mas temos que convir: é extremamente dificultoso viver 'contra a maré'.
    Eu tento TODOS os dias viver a vida conforme rege as minhas filosofias, ideologias e princípios.
    Mas isto é MUITO difícil!
    É mais fácil seguir a massa, pular no carnaval, chorar na sexta feira santa, desejar e prometer ZILHÕES de coisas no Ano Novo e malhar feito louco na academia para exibir o físico no verão, do que viver sendo você e só.


    É algo difícil, mas não impossível. E que, apesar de TODOS os pesares, é um way of life que também recomendo a TODOS que quero bem.


    ***
    Faz um tempinho que vi este post, mas ainda não o tinha lido. E ele está MUITO BOM msm hein...

    E é por este post e outros de qualidade igualável que eu indiquei o seu Blog para mais um selo.

    Da uma passada la no ProudBrasil e pegue-o.

    Abrss.

    E bom começo de semana, com um way of life bem SEU.

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  32. Olá!
    Deixei uma certa homenagem para você lá no meu blog, no post mais recente (não é selo!!!).

    Se puder, passe lá pra ver.

    Abraços!

    http://deixafluir.wordpress.com/

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  33. Qto tempo sem postar hein...
    Fazem falta os seus textos e posts.

    Seu blog nunca cai no esquecimento, tanto que repasso a ti mais um selo que recebi.
    Qdo passar la pelo ProudBrasil resgate TODOS que estão disponíveis para ti. ",


    abrsss

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