segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Em nome de Deus


Será que religião não se discute mesmo? Existe algum sentido na Guerra Santa? Por que pessoas muito religiosas são majoritariamente pobres?


Desde que o homem sabe que sabe, ele vem se perguntando sobre a origem do mundo, os limites do universo e principalmente, sobre a vida após a morte. E desde a pré-história, o homem tem procurado na religião as respostas para esses questionamentos inquietantes, para que ele possa encarar a morte sem medo algum. Cientes disso, algumas religiões se aproveitaram (e ainda se aproveitam) deste fator para conquistar riqueza e poder, manipulando a verdade.


“Religião não se discute”. Esse é um jargão muito usado quando alguém não quer conversar sobre a filosofia de sua religião, que pode ser causado pelo medo de uma punição divina ou simplesmente porque ele prefere fingir ou porque acredita veementemente que sua religião não comete erros graves.


Durante a Idade Média, a Igreja Católica exerceu um poder incontestável na Europa. No período da história conhecido como “Feudalismo”, a Igreja tinha mais terras do que os senhores feudais, que as doavam para Igreja numa forma de “agradar a Deus”. Ela também coroava os reis e controlava a educação da sociedade. Por causa disto, ela promoveu uma total lavagem cerebral em todos. Ninguém ousava contestar a Igreja, pois havia o temor de ser excomungado e logo, ser desprezado pela sociedade.


Com todo o poder em mãos, a Igreja Católica manipulava senhores feudais e principalmente os servos, que trabalhavam duro o dia inteiro, seis dias por semana e, se houvesse padre, tinham uma missa aos domingos. Eles viviam a vida da forma mais humilde possível. Não faziam nada de grandioso para não ofender a Deus. E eles se conformavam com essa vida afinal, haviam nascidos servos por vontade de Deus e morreriam servos. Enquanto os servos comiam o pão que o diabo amassou (literalmente), os membros da Igreja viviam todo o luxo que a Idade Média tinha para lhes oferecer.


Como se não fosse o suficiente, a Igreja promoveu as cruzadas contra os turcos, de religião mulçumana e inimigos dos cristãos. Sangue inocente foi derramado “em nome de Deus”. A Igreja dizia que quem sacrificasse suas vidas por “Deus” teria todos os seus pecados perdoados. Além das cruzadas, a Igreja promoveu os tribunais de Inquisição, onde pessoas podiam ser condenadas por serem acusadas de estarem envolvidas com bruxaria ou até mesmo por tomarem banho (“as pessoas limpas não têm de se lavar”). A Igreja Católica começou a perder o poder a partir da Reforma Protestante no século XVI, quando o teólogo Martinho Lutero discordou de algumas filosofias da Igreja Católica e fundou sua própria igreja.


Contudo, a manipulação religiosa da verdade não se limita apenas a Igreja Católica. Os casos de fanatismo religioso são muito comuns em países do Oriente Médio, onde predomina a religião mulçumana. É uma religião muito mal vista aos olhos do mundo ocidental, não somente pelo fato de o mundo ocidental ser de maioria católica, mas principalmente pelo fato de que muitos ocidentais lutam e anseiam pela liberdade, coisa que pode ser punida com morte pelas leis do Islã.


É sabido que a religião mulçumana é muito mais rígida do que as religiões cristãs e, sabendo disso, algumas milícias usam a religião como pretexto para promover suas guerras “santas”, exercendo um grande poder de influência em pessoas que vivem em estado de miséria. As milícias se encarregam da educação (manipulação) de seu povo pouco instruído, instigando-os a lutar contra os seus “inimigos do Ocidente” e promovendo atos de terrorismo, onde alguns de seus membros “se sacrificam por Allah”, crentes de que se tornarão mártires. Que “Deus” é sanguinário é esse? Ah, e é claro que aqueles que ousam enfrentam as milícias acabam sendo mortos.


Quanto menos instruído e desprovido de senso crítico, mais suscetível um indivíduo estará de ser manipulado. Ele não é inteligente o bastante para ter suas idéias próprias. Ele acredita em tudo aquilo que alguém “mais inteligente” lhe disser. Isso pode acontecer em qualquer religião: católica, mulçumana, evangélica, etc. O indivíduo fica cego e não tolera nenhuma crítica a sua religião, agindo com hostilidade algumas vezes. Ele não quer enxergar nenhuma atrocidade, pois acredita que sua religião é absoluta e que elas são cometidas justamente.


O papel moral da religião é o de transmitir aos seus fiéis valores de bondade e justiça, onde haja o respeito total respeito entre eles próprios e às outras religiões, sem discriminações e promoções do ódio. Deve ajudá-los no seu lado espiritual e a controlarem seus sentimentos negativos. Se todas as religiões deixassem de lado o seu lado pecaminoso, talvez o mundo tivesse sido poupado de tantas guerras onde as pessoas morreram e mataram “em nome de Deus”.

7 comentários:

  1. Para mim a mais profunda idéia da religião é o sentido da comunhão...

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  2. Boa noite P.!

    Parabéns pela ótima postagem!

    Veja só:
    Recebi dois selos de qualidade pelo meu blog "Garota Pendurada!"

    Como parte disto, devemos indicar outros bons blogs para que também o recebam, o seu foi um dos meus indicados. Passe lá para conferir:

    http://garotapendurada.blogspot.com/

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  3. Claro que discute-se. Mas...

    Não socialmente.

    A gente bebe socialmente, fuama socialmente, mas tem certas coisas que não faz a todo momento.

    Já pensou se a gente trepasse socialmente.

    Bem, pra mim até seria legal, porém a maiotia não ia gostar. Com religião é a mesma coisa.

    Discute-se mas precisa de um aproach.

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  4. Deve ser por isso que as pessoas religiosas vivem mais felizes, conseguem superar problemas mais facilmente, e tem mais força para lutar... Deus não quer o nosso sacrifício, e sim que sigamos os seus mandamentos. O próprio Augusto Cury, um dos maiores psiquiatras e psicólogos do mundo diz que todos nós possuímos um vazio dentro de nós e que só pode ser preenchido por Deus.
    Não é por menos...

    O mundo se preocupa tanto em experimentar coisas novas (drogas, prostituição, bebidas, etc), mas por quê será que não buscam experimentar o amor do Senhor?
    Simplesmente porque o inimigo faz de tudo para que não achem saída...

    Todos aqueles que buscam a Deus tem uma vida renovada e são muito mais felizes, pois Ele não está apenas do nosso lado, mas também dentro de nós!

    "Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e a outra é pensar que tudo é um milagre.
    (Albert Einstein)"

    http://esperaemdeus.blogspot.com/

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  5. Ihh rapaz, eu sou um que não gosta de discutir sobre religião, pois sempre acaba em briga. A minha visão visão religiosa é Deus, nada a mais.

    www.geracaoweb.wordpress.com

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  6. Bom post. Mas... você não trouxe muitas coisas novas, né? Quer dizer... todos sabemos
    i) que o ser humano recorre à religião quando não tem respostas... ahn... "concretas"... a perguntas intrigantes, tais como a vida após a morte;
    ii) que a Europa (e somente ela) sofreu com o domínio católico durante a Idade Média - domínio este que entrou em queda após as Cruzadas e o Renascimento;
    iii) da rigidez de ALGUMAS doutrinas muçulmanas e
    iv) que a "manipulabilidade" (é neologismo, eu acho, mas enfim) das pessoas é inversamente proporcional ao seu senso crítico.

    A partir disso, acho que não há muito o que comentar. Você trouxe exatamente a idéia que eu já tinha a respeito da questão. Suas considerações finais seguiram conforme a obviedade que você foi trabalhando ao longo do texto: nada de muito diferente, nada de muito novo. Tal como o título de um CD com as melhores do Legião Urbana, "Mais do Mesmo".

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  7. Eu não discuto religião para não ser linchada! hehehe
    Falam tanto de respeitar a escolha de cada pessoa a respeito de religião, mas ninguém respeita a escolha de quem não tem e não quer saber de religião!

    http://sarapateldecoruja.blogspot.com/

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