quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Os urubus da tragédia de SC

Será que a ajuda do governo Lula vai ajudar mesmo os atingidos pela enchente em Santa Catarina? Será que os supermercados são solidários de verdade? Para alguns, essa pode ser uma boa hora para tirar vantagem.


O estado de Santa Catarina tem sofrido com o excesso de chuvas que ocorrem desde meados de setembro. Elas causaram enchentes e deslizamento de terras que destruíram rodovias estaduais e federais, mataram 97 pessoas e deixaram 27.404 famílias desabrigadas e 51.252 desalojados (fonte). Enquanto muitas pessoas se mobilizam em um sentimento de solidariedade, algumas pessoas se aproveitam disto para lucrar e aparecer.


O principal motivo dessa tragédia ter acontecido foram as chuvas. Choveu a quantidade esperada para o mês todo em menos de dois dias, ou seja, não seria muito justo ficar procurando culpados. Porém, essa tragédia poderia ter sido bem menor se o urbanismo no Brasil fosse tratado com mais seriedade.


Os deslizamentos de terra teriam causado muito menos prejuízos se não houvesse tantas residências próximas às encostas. A grande maioria das pessoas que moravam próximas a essas áreas eram pessoas mais humildes e que não tiveram opção de onde morar. O governo, que deveria ter procurado soluções para o problema da falta de habitação, liberou essas áreas para serem habitadas mesmo assim, embora cientes do risco de deslizamentos.


Na quarta-feira, 27 de novembro, o presidente Lula esteve em Santa Catarina sobrevoando as áreas atingidas e liberou mais de 1 bilhão de reais ao estado, além de estudar a liberação do FGTS das vítimas. Não vamos nos iludir pensando que isso é muita coisa. Vamos analisar: primeiro, o FGTS é um dinheiro do próprio trabalhador e não nenhuma doação do governo e, segundo, grande parte desse 1 bilhão vai ser usado na reconstrução de rodovias, postos de saúde, escolas, etc. e dele não vai sobrar muita coisa para a reconstrução das casas e para a compra da mobília destruída. Mesmo que os cidadãos paguem todos os seus caríssimos impostos, eles terão que arcar quase sozinhos com os prejuízos causados pelas chuvas. Se a casa do governador tivesse sido atingida, o dinheiro para a sua reconstrução sairia do bolso dele ou dos cofres públicos?


Não é somente o governo que se está se aproveitando desta tragédia. O comércio também está se aproveitando do caos para lucrar. Aqui em Palhoça, onde há uma imensa fila de caminhões causada pela interdição da BR-101 devido a um deslizamento de terra, os postos de gasolina e o comércio local aumentaram abusivamente o preço se seus serviços visando lucrar com os caminhoneiros parados na rodovia. Por exemplo, o preço do almoço de R$ 6,00 dobrou para R$ 12,00 e o preço o banho está custando por volta de R$ 4,00, além de outros aumentos.


Os supermercados também estão de olho nos lucros que essa tragédia dará, tanto que em praticamente todos eles, funciona como um posto de coleta de mantimentos. A pessoa que quiser ajudar compra tudo no supermercado onde está e faz as suas doações nele mesmo. A propaganda na TV anunciando o pesar é balela, eles querem mesmo é lucrar com a venda das doações.


Desesperados pela falta de comida, várias pessoas saquearam os supermercados dos municípios atingidos juntando inclusive, alimentos que haviam caído na água. Enquanto alguns saqueavam produtos de primeira necessidade, outros aproveitaram para saquear cerveja. Ainda falando em malandros, foi noticiado na TV que alguns estão desviando as doações e outros solicitando depósito em sua conta bancária.


É em momentos como que podemos perceber quem são aqueles cidadãos de bem preocupados em ajudar e quem são os urubus que se estão mais interessados em aparecer e lucrar com a tragédia.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O preço da liberdade

Qualquer um está apto a ser totalmente livre? Quais são os preços da liberdade?


De acordo com o dicionário Aurélio, liberdade é a “faculdade de cada um se decidir ou agir segundo a própria determinação”. Liberdade é independência. Ou seja, é ser independente para pode fazer o que você quiser. Por causa disto, a liberdade absoluta não existe, pois você não pode sair por aí fazendo tudo o que quer, não é mesmo? Para ser livre em algo, muitas vezes você vai precisar abrir mão de alguma coisa.


Nossa sociedade tem limites, tem regras, tem leis. Qualquer um é livre para tornar-se um assassino, por exemplo. Mas é claro que se você quiser ter a liberdade de sair por aí matando, seja por prazer ou para ser entrevistado ao vivo em um programa de fofocas, você vai abrir mão da sua liberdade de ir e vir. A justiça vai lhe julgar e lhe condenar por homicídio e então você vai perder o seu direito de ir e vir, já que você será preso e, teoricamente, deverá ficar apodrecendo dentro da cadeia por anos.


Nem mesmo para os chamados “homens livres”, o direito de ir e vir vale para eles. Se você, brasileiro, quiser morar e trabalhar na Europa ou nos Estados Unidos, por exemplo, você deverá seguir uma série de exigências para que você possa fazê-lo, pois eles têm uma política de controle da imigração. Os estrangeiros, principalmente os vindos de países subdesenvolvidos, não são muito bem-vindos por lá, pois por servirem como mão-de-obra barata muitas vezes, são vistos como uma ameaça pelos nativos, como alguém que lhes rouba os seus empregos.


As pessoas também não são livres para conseguirem um lugar no mercado de trabalho sem que precisem abrir mão de algo. Pessoas muito tatuadas, que usam piercing, dreadlocks, barba e cabelos compridos (no caso dos homens) estão menos aptas a conseguirem um emprego em relação a alguém que não faz o uso deles, principalmente se for para trabalhar diretamente com clientes. Há preconceito com essas pessoas? Há, sem dúvidas. A sua aparência não é considerada “agradável” aos olhos da sociedade, e este poderá criar uma imagem negativa da empresa onde trabalham e poderão evitar comprar com eles. Cientes disso, muitos chefes evitam contratar pessoas com essa imagem, afinal ninguém gosta de perder clientes (dinheiro).


Muitos homossexuais “no armário” sofrem com a falta de liberdade de poderem ser eles mesmos e terem que viver uma vida paralela. Muitos são escravos dos seus próprios segredos e desejos, tendo que medir as palavras, vigiar suas as suas atitudes para não gerar a desconfiança de que sua homossexualidade possa vir a ser descoberta. Quando ele decide revelar a sua homossexualidade para as pessoas mais próximas, ele abre mão da sua imagem heterossexual, podendo vir a ser vítima de preconceito.


Muitos imigrantes se mudaram de sua terra natal ansiando por liberdade. Eles queriam se libertar da pobreza e de doenças, principalmente. Viam na terra nova uma oportunidade de serem livres para reconstruírem as suas vidas sem aqueles problemas.


Muitas guerras foram e ainda são travadas tendo a liberdade como objetivo. Mesmo conquistando a independência política, seria difícil para muitos países terem a liberdade de não precisar depender da economia dos outros. Poucos países são auto-suficientes em alimentos, e os que são seriam dependentes de tecnologia, etc.


O homem não tem a liberdade para viver fora da Terra. Nenhum outro planeta fornece condições de vida ideais e a terraformação, que consiste em um processo de transformações em um planeta ou na Lua para que seja viável a colonização humana, nunca foi testada, além de ser caríssima.


A liberdade absoluta não é possível, pois teremos sempre que abrir mal de alguma coisa para conquistar outra, mas são os vários tipos de liberdade que fazem as pessoas lutarem por seus objetivos. Sabendo que a liberdade absoluta é inviável, o que podemos fazer é aprender a conviver com essas limitações para que possamos viver em paz.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O sensacionalismo vende mais

O jornalismo sério está perdendo espaço no Brasil? A mídia é capaz de atrapalhar a polícia? Por que o sensacionalismo tem cada vez mais espaço no Brasil?


Nos últimos anos, a mídia brasileira tem noticiado crimes cada vez mais cruéis com maior freqüência. Esses crimes deram tanta audiência na mídia e venderam tantas revistas e jornais que eles foram exaustivamente noticiados. Alguns programas de TV usaram desta tragédia para ganhar audiência. Onde termina o jornalismo sério e começa o sensacionalismo?


A partir dos anos 1990, uma nova e infeliz forma de fazer jornalismo começou a ser popularizada no Brasil: o jornalismo sensacionalista. De acordo com a Wikipédia, sensacionalismo pode ser definido como: “o nome dado a um tipo de postura editorial adotada regular ou esporadicamente por determinados meios de comunicação, que se caracteriza pelo exagero, pelo apelo emotivo e pelo uso de imagens fortes na cobertura de um fato jornalístico. Exagero de tal fato exibido com muitas cenas emotivas e de certa forma generalizando o tema exibido.”


O jornalismo sensacionalista também é caracterizado pela bizarrice. Na década passada, a mídia abriu espaço para casos como o do chupa-cabras, do ET de Varginha e o da menina libanesa que, supostamente, chorava cristais. Como se não bastasse, também abriu espaço para programas que abordam o “mundo cão” na cidade de São Paulo, programas que abordavam um caso bizarro, cujo apresentador ficava empurrando o desfecho deste com a barriga por uma semana inteira, e outros com pancadaria entre os convidados.


A Rede Globo, odiada por muitos que a taxam de “manipuladora”, pouco a pouco vem aderindo a essa forma de se fazer jornalismo. Talvez ela tenha se sentido ameaçada pelas emissoras rivais que conseguem bons índices de audiência apelando para o sensacionalismo e resolveu o aderir para não ficar atrás na audiência.


Desde o caso do menino João Hélio, que morreu sendo arrastado por sete quilômetros pelas ruas do Rio de Janeiro, preso pelo cinto de segurança do lado de fora do carro, a Globo começou a praticar o jornalismo sensacionalista, conseguindo fazer reportagens com os pais do menino e apelando para o lado emocional. Ela também o fez em uma cena da novela “Páginas da Vida”, onde um grupo de freiras lia a notícia no jornal “O Globo” que lamentaram e oraram.


O caso Isabela, a menina que foi jogada pelo pai e a madrasta do 6º andar do prédio onde morava, também foi exaustivamente abordado pela mídia. A Globo saiu da frente e conseguiu uma entrevista exclusiva para o “Fantástico” com os acusados. Reportagem que, inclusive, foi usada no inquérito policial, causando inveja em suas concorrentes que foram as pioneiras no jornalismo sensacionalista.


O caso mais recente de que o jornalismo sensacionalista pode atrapalhar a polícia foi o caso do seqüestro de Santo André, onde um rapaz manteve a ex-namorada e a amiga dela presas em cárcere privado por mais de cem horas. Cenas do seqüestro foram transmitidas ao vivo e vários apresentadores de televisão transformaram o caso em um verdadeiro “espetáculo”. Uma apresentadora de um famoso programa de culinária (que, diga-se de passagem, de culinária não tem mais nada) pedia para que o seqüestrador se rendesse, como se ela fosse capaz de amolecer o coração dele, coisa que ninguém conseguiu.


O “espetáculo” em si começou quando alguns jornalistas conseguiram entrevistas com o seqüestrador e a vítima sendo que até uma famosa apresentadora de um programa de fofocas conseguiu isso, chegando a bloquear a linha telefônica que era usada para contato com os negociadores.


O desfecho do crime foi um fracasso, culminando na morte da menina Eloá. A polícia foi simplesmente ridicularizada em cadeia nacional. Mais absurdo do que isso foi que uma das vítimas, Nayara Rodrigues, amiga da falecida Eloá, virou uma celebridade mirim, como se ela não tivesse sofrido trauma algum, com direito a uma visita ao Projac, sendo consolada pelos “artistas na arte de ser cara de pau” da Rede Globo, e em comunidades no Orkut.


O jornalismo sério está perdendo espaço no Brasil e quem o faz corre o risco de passar fome. Talvez pelo fato de o jornalismo ser um curso muito concorrido em várias universidades do Brasil, alguns tenham que apelar para o sensacionalismo para sobreviverem no mercado de trabalho. A população está mais interessada no sensacionalismo, na emoção da tragédia. O sensacionalismo vende mais e se é isso que o povo quer, a mídia há de dar. Afinal, vivemos em um mundo capitalista onde muitas vezes os fins justificam os meios.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A mudança da qual nós precisamos


Quais são as diferenças entre as eleições presidenciais dos EUA e do Brasil? Por que eles dão muito mais importância ao seu presidente do que nós ao nosso?


O novo presidente da maior potência militar e econômica do mundo, os Estados Unidos da América foi eleito hoje, dia 05 de novembro de 2008. Seu nome é Barack Obama, que entrará para a história como o primeiro presidente negro a chegar a Casa Branca. Mas este post não será sobre o resultado das eleições, mas sim sobre a importância que ela tem para o povo dos Estados Unidos e para a sociedade internacional.


Sempre que assistimos a um filme estadunidense, é muito comum vermos a sua bandeira nacional. De maneira geral, o povo dos Estados Unidos é extremamente patriota. Alguns amam os EUA cegamente, outros dizem odiar, mas quando se odeia algo ou alguém, é porque você gosta dela, mas gostaria que esta fosse diferente do que é. É raro encontrar alguém que seja indiferente, que nem ame e nem odeie os EUA.


A importância das eleições presidenciais dos EUA ultrapassa as suas fronteiras. Quando Barack Obama foi declarado o presidente eleito, sua vitória não foi comemorada apenas nos EUA, mas também na Europa, África e em outros continentes. O mundo demonstrou estar esgotado da política de guerras da Era Bush e da crise econômica mundial que vem ocorrendo neste final da sua gestão. Além disso, seu opositor foi John McCain, que defendia a política de guerras de George W. Bush.


O povo dos EUA dá a devida importância à política. O cargo de presidente dos Estados Unidos da América é muito valorizado pela população, não somente por sua importância de líder da maior potência econômica e militar do mundo, mas como também por sua importância na história do país. Quando o presidente faz um pronunciamento, as pessoas comparecem em massa, assim como nos comícios dos candidatos à presidência do país. Algumas chegam a chorar de emoção. A população valoriza as eleições e não se importa de ficar quatro horas aguardando numa fila (afinal, o voto não é obrigatório) para votar, pois eles têm consciência do valor do seu voto e da democracia.


Descendo a Linha do Equador, no Brasil, vemos um enorme contraste da cultura do povo com a política entre o povo do Brasil em relação ao povo dos EUA.


Os brasileiros não são patriotas. E não é de se estranhar afinal, não temos tido muitos motivos plausíveis para ser. O brasileiro costuma ser patriota em época de Copa do Mundo, pois o Brasil faz parte da elite do futebol internacional, mas isso não é ser patriota de verdade: isso é ser imbecil. Se o brasileiro fosse patriota, talvez ele não precisasse ser tão dependente da mídia para se importar com a política. Aliás, acho que se a mídia não tivesse impulsionado o impeachment de Fernando Collor, quem sabe ele não tivesse permanecido no cargo de presidente do Brasil até o fim.


O Brasil possui certa notoriedade no cenário mundial, é verdade. Está entre as nove maiores economias do globo e é a maior economia da América Latina então, quando elege um novo presidente, alguns jornais importantes dos EUA e da Europa escrevem algo a respeito. Ser uma das maiores economias do mundo deveria ser motivo de orgulho para nós mas, infelizmente, a distribuição de renda para a população continua muito desigual e, mesmo que o governo tente nos iludir dizendo que a classe média aumentou, isso não vem refletindo na nossa qualidade de vida.


Os comícios promovidos pelos presidentes dos EUA e Brasil são extremamente diferentes. No Brasil, os candidatos não inspiram sentimentos de mudança. Seus comícios não atraem muitas pessoas, exceto se ele for um “showmício”, onde o que chama a atenção dos eleitores não é o discurso do candidato, mas sim o show musical populista (que foi pago com o dinheiro dos impostos altíssimos que nós pagamos), e que costuma ser regado a cerveja, churrasco e dançarinas bundudas.


A votação pode ser considerada mais rápida no Brasil se for comparada a dos EUA, mesmo assim, muitos reclamam, pois são obrigados a votar. A população não dá a devida importância à democracia e ao seu voto.


Essas eleições presidenciais dos EUA deveriam nos servir de exemplo. Deveríamos nos importar com a polícia assim como eles: é a mudança da qual nós precisamos. Eles não se tornaram uma superpotência com um povo que não dá a mínima para a política. Se a população dos EUA não tivesse consciência da importância dela e se não fossem tão participativos, talvez não tivessem todo esse poder que têm e quem sabe não fossem tão diferentes do Brasil.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Em nome de Deus


Será que religião não se discute mesmo? Existe algum sentido na Guerra Santa? Por que pessoas muito religiosas são majoritariamente pobres?


Desde que o homem sabe que sabe, ele vem se perguntando sobre a origem do mundo, os limites do universo e principalmente, sobre a vida após a morte. E desde a pré-história, o homem tem procurado na religião as respostas para esses questionamentos inquietantes, para que ele possa encarar a morte sem medo algum. Cientes disso, algumas religiões se aproveitaram (e ainda se aproveitam) deste fator para conquistar riqueza e poder, manipulando a verdade.


“Religião não se discute”. Esse é um jargão muito usado quando alguém não quer conversar sobre a filosofia de sua religião, que pode ser causado pelo medo de uma punição divina ou simplesmente porque ele prefere fingir ou porque acredita veementemente que sua religião não comete erros graves.


Durante a Idade Média, a Igreja Católica exerceu um poder incontestável na Europa. No período da história conhecido como “Feudalismo”, a Igreja tinha mais terras do que os senhores feudais, que as doavam para Igreja numa forma de “agradar a Deus”. Ela também coroava os reis e controlava a educação da sociedade. Por causa disto, ela promoveu uma total lavagem cerebral em todos. Ninguém ousava contestar a Igreja, pois havia o temor de ser excomungado e logo, ser desprezado pela sociedade.


Com todo o poder em mãos, a Igreja Católica manipulava senhores feudais e principalmente os servos, que trabalhavam duro o dia inteiro, seis dias por semana e, se houvesse padre, tinham uma missa aos domingos. Eles viviam a vida da forma mais humilde possível. Não faziam nada de grandioso para não ofender a Deus. E eles se conformavam com essa vida afinal, haviam nascidos servos por vontade de Deus e morreriam servos. Enquanto os servos comiam o pão que o diabo amassou (literalmente), os membros da Igreja viviam todo o luxo que a Idade Média tinha para lhes oferecer.


Como se não fosse o suficiente, a Igreja promoveu as cruzadas contra os turcos, de religião mulçumana e inimigos dos cristãos. Sangue inocente foi derramado “em nome de Deus”. A Igreja dizia que quem sacrificasse suas vidas por “Deus” teria todos os seus pecados perdoados. Além das cruzadas, a Igreja promoveu os tribunais de Inquisição, onde pessoas podiam ser condenadas por serem acusadas de estarem envolvidas com bruxaria ou até mesmo por tomarem banho (“as pessoas limpas não têm de se lavar”). A Igreja Católica começou a perder o poder a partir da Reforma Protestante no século XVI, quando o teólogo Martinho Lutero discordou de algumas filosofias da Igreja Católica e fundou sua própria igreja.


Contudo, a manipulação religiosa da verdade não se limita apenas a Igreja Católica. Os casos de fanatismo religioso são muito comuns em países do Oriente Médio, onde predomina a religião mulçumana. É uma religião muito mal vista aos olhos do mundo ocidental, não somente pelo fato de o mundo ocidental ser de maioria católica, mas principalmente pelo fato de que muitos ocidentais lutam e anseiam pela liberdade, coisa que pode ser punida com morte pelas leis do Islã.


É sabido que a religião mulçumana é muito mais rígida do que as religiões cristãs e, sabendo disso, algumas milícias usam a religião como pretexto para promover suas guerras “santas”, exercendo um grande poder de influência em pessoas que vivem em estado de miséria. As milícias se encarregam da educação (manipulação) de seu povo pouco instruído, instigando-os a lutar contra os seus “inimigos do Ocidente” e promovendo atos de terrorismo, onde alguns de seus membros “se sacrificam por Allah”, crentes de que se tornarão mártires. Que “Deus” é sanguinário é esse? Ah, e é claro que aqueles que ousam enfrentam as milícias acabam sendo mortos.


Quanto menos instruído e desprovido de senso crítico, mais suscetível um indivíduo estará de ser manipulado. Ele não é inteligente o bastante para ter suas idéias próprias. Ele acredita em tudo aquilo que alguém “mais inteligente” lhe disser. Isso pode acontecer em qualquer religião: católica, mulçumana, evangélica, etc. O indivíduo fica cego e não tolera nenhuma crítica a sua religião, agindo com hostilidade algumas vezes. Ele não quer enxergar nenhuma atrocidade, pois acredita que sua religião é absoluta e que elas são cometidas justamente.


O papel moral da religião é o de transmitir aos seus fiéis valores de bondade e justiça, onde haja o respeito total respeito entre eles próprios e às outras religiões, sem discriminações e promoções do ódio. Deve ajudá-los no seu lado espiritual e a controlarem seus sentimentos negativos. Se todas as religiões deixassem de lado o seu lado pecaminoso, talvez o mundo tivesse sido poupado de tantas guerras onde as pessoas morreram e mataram “em nome de Deus”.