quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Profissionalismo II

Qual o perfil do bom profissional? Será que ele sempre terá sucesso se assim for? Será que todo líder chegou à posição que está por méritos?


Recebi um comentário sobre o último post e resolvi escrever mais um sobre o tema. Profissionalismo não é algo que existe em todas as empresas. É difícil de encontrar um funcionário que seja realmente profissional.


O bom profissional é aquele que acima de tudo zela pela sua imagem. Ele preserva ao máximo uma boa imagem perante aos seus superiores e colegas de trabalho, não dando motivo algum para ser criticado. Ele não chega atrasado, é carismático, educado, recebe ordens sem reclamar, não faz fofoca ou critica seus colegas de trabalho, não mistura a vida pessoal com a profissional, se antecipa às necessidades de clientes e seus superiores, faz um trabalho bem feito, trabalha animado e excede as expectativas. Além disso, preserva sua imagem fora do ambiente de trabalho. Ele não é visto em público enchendo a cara ou se metendo em confusão, pois não quer que pensem algo do tipo: “Esse não é o Luiz Miguel, do Grupo Wealth? Como é uma empresa dessas contrata um bêbado como ele”?


Grandes empresas anseiam por funcionários como Luiz Miguel, pois acreditam que eles são essenciais para o sucesso e o destaque de uma empresa frente à concorrência. Bons profissionais reconhecem bons profissionais e têm ciência de que funcionários como eles devem ser valorizados. Porém, nem todo líder é um bom profissional. Geralmente são pessoas frustradas que se sentem incomodadas pelo fato de alguém ser melhor do que eles e, por essa razão, projetam todas as suas imperfeições no bom profissional.


Um anti-profissional não tem visão. Se este for um líder, ele irá preferir promover alguém que trabalha na sua empresa há mais tempo a uma que trabalha há menos tempo, mesmo que esta trabalhe muito melhor do que a primeira. Eles não se preocupam com o sucesso de sua empresa como deveriam. Para eles, por mais que um bom profissional faça por merecer uma promoção, ele será desbancado pela política da empresa que dará preferência a quem tiver mais tempo de casa.


O anti-profissional fica ofendido quando o bom profissional dá sugestões de como melhorar o seu trabalho. Preocupado em resolver os problemas da empresa, o bom profissional apresenta soluções, mas o anti-profissional não enxergará isso como uma atitude positiva. Ele será mal-interpretado, podendo ser considerado um invejoso, um metido a querer saber e mandar mais do que ele, ou ainda como alguém que ainda não tem maturidade o suficiente para entender as atitudes do seu chefe, mas que no futuro, entenderá e o agradecerá por isso.


Essas atitudes anti-profissionais podem gerar frustração e, em alguns casos, uma revolta no bom profissional. Quando este se cansa de tanta falta de profissionalismo e está disposto a “queimar” a sua imagem de bom profissional, ele fala umas “verdades” para os seus superiores que, a princípio, ficam chocados com a mudança de perfil. Inconformados com tamanha ousadia, um líder anti-profissional ameaça: “Se você não quer trabalhar, eu tenho um maço de currículos de pessoas que gostariam de ocupar a sua vaga”. Essa ameaça demonstra toda uma falta de profissionalismo por parte de uma liderança.


Se você quiser tornar-se bem-sucedido em sua carreira, seja profissional. Procure conhecer melhor as empresas onde você pretende trabalhar. Será que ela valoriza bons profissionais? Será que as sugestões de melhorias serão bem interpretadas? Será que o chefe também é um bom profissional? Será que você será considerado importante para a empresa?


Quando você bater de frente com um chefe anti-profissional e ele lhe ameaçar, tenha em mente que não será você que estará perdendo um emprego, mais sim a empresa que estará perdendo um profissional que muitas empresas procuram e não acham.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Profissionalismo I


Você está feliz com o seu emprego? Você se importa de verdade com o que faz da vida? O que você faz para tornar-se bem sucedido?


Em época de eleição, todos os candidatos elaboram estratégias de como aumentar o número de empregos onde eles pretendem se eleger. Isso chega até a ser um clichê. Mas por que será que muita gente ainda continua desempregada? Por que não há vagas o suficiente ou por que o nível dos candidatos é fraco?


Em minha opinião, um profissional bem-sucedido é aquele que já foi um estudante bem-sucedido. Quando estudante, ele não precisa necessariamente ter sido um típico CDF, mas ele sabia prestar atenção na hora que devia prestar atenção e era responsável com os seus estudos.


Porém, é sabido que muitos estudantes não dão tanta importância para os seus estudos quanto deveriam. Isso não é culpa apenas dos estudantes, como também é dos pais que não conscientizam os filhos sobre a importância dos estudos para suas vidas, e da má qualidade da educação pública, cuja qualidade de ensino cai para aumentar o número de aprovações.


Quando encerram o Ensino Médio, muitos estudantes param de estudar sem tentar entrar em uma faculdade. Antigamente, ter o Ensino Médio já era o bastante para um profissional conseguir um bom emprego, hoje em dia, ter o Ensino Médio completo é o mínimo necessário para se conseguir um emprego (ruim por sinal).


Muitos jovens jogam seu possível sucesso profissional pela janela logo no primeiro emprego. Muitos deles foram estudantes que não davam muita importância aos estudos e não deram prosseguimento a eles. Ao invés disso, eles casaram, tiveram filhos ou colocaram a corda no pescoço ao comprar uma motocicleta em 48 vezes para impressionar a mulherada na balada. Para alguns, esses fatores podem não limitar tanto no seu crescimento profissional, mas para outros, é como colocar uma bola de ferro nos pés e trabalhar a vida toda no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas e com raras oportunidades de crescimento.


Quanto mais estudado e qualificado um profissional for, melhor. Este sempre se destaca entre aqueles que não tem nada além do Ensino Médio. Por isso é importante continuar os estudos, fazer uma faculdade e fazer cursos de qualificação.


Quando você já está empregado, é importante que você seja profissional. É importante ser pontual, ético, carismático, dedicado e competente na função que desempenha caso você queira progredir na sua empresa (e, conseqüentemente, ser promovido para uma função melhor com um salário maior).


Porém, nem sempre ser um bom profissional vai significar que você será bem sucedido se o seu chefe não for profissional. O chefe que não é profissional é aquele que duvida da capacidade de seus funcionários e que não sabe reconhecer um bom profissional. Esse é um mal que faz os funcionários pedirem demissão não da empresa na qual trabalham, mas sim da ignorância de seus líderes.


Aproveite que nem todo mundo sabe o significado de profissionalismo. Invista em você. Seja obstinado e faça sempre que possível o seu melhor. Não demonstre os seus defeitos e insatisfações, principalmente para o seu superior. Assim, você não será aquele profissional que estará sempre correndo atrás de emprego, mas sim aquele profissional da qual as empresas estão sempre correndo atrás.