sábado, 17 de maio de 2008

Como uma onda


“As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.”

Lilian Tonet


Estar apaixonado, na maioria das vezes, é estar cego. É o caso daqueles que fazem as juras de “amor eterno”, cuja mesma foi criticada em “Amor eterno até amanhã”. Amor? Não, isso não é amor. Amor não é algo que surge em questão de poucos dias ou semanas. Levam-se meses e até mesmo muitos anos para que exista amor verdadeiro.


Acredito que o “atestado de amor verdadeiro” venha com a crise ou com o suposto “fim” dele. Quando um relacionamento termina, seja entre amigos, casais ou familiares, sente-se uma falta sincera da pessoa que se foi (para nunca mais voltar na maioria dos casos). E quando essa se vai, não há ódio ou ressentimento.


A maioria dos casais quando se separa perde o contato com seus ex. Isso acontece porque faltou amor de verdade na relação por parte de algum. Quando um relacionamento termina por causa de uma traição, foi porque o traidor não amou de verdade o traído. Não acredito nessa desculpa esfarrapada de que “a carne é fraca”, como eu já ouvi em testes de fidelidade na televisão. Quem trai não pensa no outro e o trai por puro egoísmo. Quem trai só pensa no próprio prazer.


Mesmo que o traidor se arrependa de verdade por ter feito o que fez e peça perdão, tem como um relacionamento sobreviver? Em minha opinião, não tem como. A sinceridade é um dos combustíveis fundamentais para que um relacionamento dê certo. Supondo que a pessoa que traiu foi perdoada, aquela que foi traída vai sentir sempre a dor da traição quando algo remeter a ela. O casal pode mesmo se amar e acabar reatando, mas sempre vai haver a lembrança da traição e o pé atrás do traído.


Um relacionamento amoroso onde houve amor verdadeiro de ambas as partes, em minha opinião, é aquele que termina relativamente bem. É claro que vai haver a dor da separação, mas o amor sempre vai existir, mesmo que um dos combustíveis de um relacionamento (a paixão) não exista mais, pois outros combustíveis como a amizade, sinceridade, respeito e o amor ainda existem.


Enfim, é uma dor quando um relacionamento termina e esta pode acabar com as esperanças de uma pessoa por alguns dias, semanas ou ainda mais tempo. E é aí que eu quero chegar! Eu me pergunto: existem pessoas insubstituíveis?


Sim e não, eu diria. Sim porque há pessoas que você pode substituir na sua vida. Talvez você não tenha convivido com sua mãe por muito tempo, mas alguém pode ser a “mãe” que você precisa, seja ela sua irmã mais velha, tia ou até mesmo seu pai. Seu cônjuge pode ter terminado o relacionamento com você sendo que seu amor não terminou, mas vale a pena ficar sofrendo por alguém que já se foi e que pode até ter terminado com você de uma maneira não muito legal com uma traição, por exemplo? Não, não vale a pena. Algumas pessoas podem ser substituídas sim, mas algumas jamais serão esquecidas.


Mas há sim pessoas insubstituíveis. Pode ser aquela pessoa que foi sua mãe quando você precisava de uma, ou aquela que te deu apoio quando você precisou de apoio, ou aquela que te protegeu e defendeu, ou ainda aquela que, acima de tudo, te ama de verdade. Essas não devem ser substituídas e nem esquecidas. E agradeça a elas por fazerem parte da sua vida.