quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A mídia dá "idéias"

A televisão tem um importante papel na vida da sociedade brasileira. Ela é mais do que um poderoso meio de alienação: ela ensina coisas que não deveria ensinar.


Praticamente não há nenhum brasileiro que não tenha acesso algum a qualquer meio de comunicação. A que mais se destaca no Brasil é, incontestavelmente, a televisão. Muitas pessoas gastam horas e horas de sua vida assistindo novelas, acompanhando o noticiário, assistindo futebol, entre outros programas. O maior veículo de comunicação do Brasil informa, interage com a sociedade, diverte, etc. Porém, nem tudo o que é transmitido é plausível. Alguns programas não deveriam existir por contribuir de uma forma ou outra com os problemas do nosso país e até mesmo do mundo.


Depois que a televisão tornou-se acessível para quase todos os brasileiros, ela tem se tornado uma poderosa arma para o desenvolvimento do nosso país. Nos últimos anos, a Globo tem metido seu bedelho na vida política do Brasil, apoiando e criticando alguns presidentes e outros políticos. Sabemos que muitas pessoas se deixam influenciar pelo o que a Globo diz, não questionando seus programas, as notícias ou a forma que elas são passadas.


As emissoras de TV têm um dever moral de ter programas com responsabilidade social, promovendo cultura e conhecimento para quem os assiste, ou seja, ter programas que acrescentem algo de bom em nossas vidas. Esses tais programas geralmente são transmitidos na hora em que muitos estão dormindo, como é o caso do “Telecurso 2000”, apresentado às 5 da manhã; do “Ação”, às 7 e de alguns outros.


Entretanto, os programas com os maiores níveis de audiência são aqueles que não acrescentam em nada em nossas vidas, como o polêmico “Big Brother Brasil”, contribuindo com o império da vaidade, além de incentivar o ódio, a inveja, a desonestidade, entre outros sentimentos negativos, e também programas de fofoca, que incentivam ao não respeito à intimidade alheia.


Os programas humorísticos, que não são nada engraçados, apelam para conseguir manter o público. Não vou citar nomes, pois os que mais dão audiência têm características parecidas. Eles incitam à discriminação, seja ela em demonstrações de racismo, homofobia ou ridicularização de portadores de deficiência ou de um povo. Todos eles usam um humor vulgar, apelando para piadinhas que remetem à sexo ou ainda, por meio de vandalismo. E, como não poderia deixar de ser, há a vulgarização e desvalorização da mulher em relação ao homem.


Em relação aos casos de discriminação em programas humorísticos, a justiça está de olhos abertos (ou pelo menos, de olhos semi-cerrados). A emissora RedeTV! já sofreu processos por conta de pegadinhas politicamente incorretas, tendo sido retirada do ar uma vez em São Paulo, além de ter que transmitir programas de direitos de resposta no lugar dos programas punidos.


Agora, na minha opinião, os programas com o conteúdo mais grave são os que envolvem violência e casos de polícia. Com o aumento do crime nos últimos anos, esses programas têm conseguido níveis de audiência bastante elevados. Além de muitos serem sensacionalistas, tornando os crimes dez vezes pior, eles dão idéias e revelam táticas da polícia para enfrentar o crime. Eu sou contra a censura, mas creio que programas assim e apresentados dessa forma, deveriam ser reavaliados. Para ser um criminoso de sucesso, basta assistir televisão e aprender quais as táticas que outros criminosos usam para assaltar casas, seqüestrar e assassinar. É como se fosse um manual que se assiste pela TV. Além disso, essas táticas da polícia apresentadas em cadeia nacional, são um alerta aos bandidos para que eles tenham tempo de contra-atacar. Seria uma forma insensata e obtusa de a polícia mostrar que está trabalhando? Prefiro que trabalhem capturando bandidos e não virando estrelinhas da TV!


Como eu já escrevi anteriormente, eu sou contra a censura, mas programas de TV politicamente incorretos e que incentivem o crime, mesmo que de forma passiva, deveriam ser impedidos de ser transmitidos ou controlados de forma rigorosa através de multas pesadas ao invés de um aviso de faixa etária no visor. Que família manda os filhos menores de 14 anos saírem da sala quando começa a ser transmitido um programa de faixa etária maior? Quase nenhuma! Tanto porque famílias mais responsáveis não são de perder muito tempo em frente à TV.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Mentiras

"É possível enganar muitos por muito tempo. É possível enganar alguns por algum tempo. Mas é impossível enganar a todos todo o tempo" (Abraham Lincoln)


Mentiras têm várias formas e tamanhos. Há pessoas que contam pequenas mentiras, enquanto outros contam grandes mentiras. Alguns contam mentiras boas e mentiras ruins. Há também boas e más mentiras, uma diferente da outra. Mentiras são sempre contadas com um objetivo.


Mentir faz parte da natureza humana. Todas as pessoas mentem ou são vítimas de mentiras. Algumas “mentiras boas” clássicas são sobre o a existência do Papai Noel, seguida da famosa pergunta feita pelas crianças “de onde vêm os bebês”? O Papai Noel, além de encantar a criança com a magia do Natal, gera nelas o medo de desapontá-lo, tornando-as mais obedientes e com pais agradecidos.


Sobre a origem dos bebês, os pais mais antiquados preferem contar a clássica estória da cegonha, enquanto os mais modernos preferem se referir ao parto cesariano, mesmo que a criança tenha nascido de parto normal. Eles não querem ser tão verdadeiros a ponto de chocar os filhos falando sobre sexo quando seus filhos ainda dão apelidos inocentes para seus órgãos genitais. Se uma menina de poucos anos soubesse que ela saiu da vagina de sua própria mãe, além de horrorizada, estaria condenada a ser virgem e frígida!


Mentiras podem ser contadas com o intuito de impressionar. Algumas pessoas gostam de mostrar que são elegantes e importantes quando, na verdade, trabalham de diarista e sujam o rosto de maionese quando comem um gorduroso cachorro quente. É como aquelas várias situações da vida em que você quer passar a imagem de uma pessoa forte e de sucesso, enquanto é um fracassado que cai no choro quando recebe um “não”.


Sistemas eletrônicos não contam mentiras pelo fato de não terem boca, então eles produzem mentiras. Essas mentiras são conhecidas como bugs, que são falhas e brechas no sistema. Eu fui vítima de várias dessas mentiras (e ainda sou) quando eu jogo vídeo-game. É bastante comum de os karts dos seus adversários do jogo “Super Mario Kart” (1992 – Nintendo) correrem mais rápido do que você, além de serem beneficiados com o poder de pular do seu casco vermelho, usar a estrela mais de uma vez por volta, ou caírem e serem resgatados instantaneamente. Outra mentira gritante acontece em “International SuperStar Soccer Deluxe” (1995), quando o goleiro defende dentro do gol, isso quando você não passa a estar ganhando de 42-0, por exemplo. E em “Mortal Kombat”, ganchos invisíveis podem atingir a você ou ao seu adversário. Os produtores do jogo poderiam alegar “deslocamento de ar”.


Mentiras também são contadas com o intuito de iludir, seja para conquistar votos, dizendo que, se eleito fará isso ou aquilo, como no caso dos políticos, ou para manipular pessoas inseguras e promover uma guerra como o Bush fez. A mentira com esse objetivo pode ser usada por pessoas mau-caráter. Pessoas que têm amantes fora do casamento iludem a esposa ou marido e, na maioria das vezes, a “outra” ou “outro”, mantendo uma vida dupla.


As maiores e mais perversas mentiras são as destrutivas (típicas das novelas da Globo). Na maioria das vezes, são ditas para separar casais jovens e apaixonados para dar o golpe do baú ou para conquistar aquele “amor”, cometendo uma mentira dupla: o vilão mente para si mesmo quando pensa que ama e é amado e mente para a pessoa que ama, mas isso não passa de egoísmo narcisista. Políticos e pessoas ambiciosas, sem escrúpulos, contam mentiras para puxar o tapete dos outros.


Uma mentira pode ser contada para a conquista dos próprios objetivos. Você pode saber o que falar e como se portar em uma entrevista de emprego, mas estaria mentindo se não estivesse preparado para exercê-lo. Algumas empresas cometem estes erros quando o patrão ou o psicólogo não sabem perceber a mentira na voz e nos gestos do candidato. Porém, algumas vezes o candidato sabe mentir tão bem e com tanta firmeza do que está falando a respeito que nem mesmo os especialistas poderiam perceber, mas é difícil porque o mentiroso não consegue calar sua consciência ou se manter tranqüilo quando ela vem atrapalhá-lo.


A necessidade de se auto-afirmar pode fazer com que pseudo-intelectuais arrogantes precisem mentir para manter desesperadamente uma falsa imagem de pessoas poderosamente inteligentes os fazem mentir. Eles usam um vocabulário rebuscado do século XVIII, dizem que devoraram centenas de livros de literatura estrangeira e brasileira, xingam de ignorantes as pessoas que não conseguem entender o porquê de tal quadro ser bom, quando nem eles mesmos sabem faze-lo.


Estariam mentindo sobre serem intelectuais pelo fato de quererem, a todo custo, mostrar ao mundo que dotados de inteligência superior, mas não sabem agir feito tal.


E as mentiras mais clássicas são aquelas para cobrir erros. Um moleque quebrou o vaso chinês de sua mãe e pôs a culpa no irmão. Uma garota diz para a sua amiga que a ama e, minutos depois, está falando mal dela para a sua inimiga mortal. Um malandro compra uma monografia da internet e diz que foi ele mesmo quem fez. Um assassino mata uma pessoa e diz para a polícia que foi outro...


As mentiras nos cercam e nunca terminarão. Mentiras podem destruir com a vida de alguém, com seus sonhos e suas esperanças. O mais importante é saber lidar com elas e com quem as conta. Mentirosos transmitem insegurança, imprecisão e não são muito ágeis e criativos. O bom mentiroso, além de ter que ser um bom ator, deve ser um excelente roteirista...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Segredos

Se ele é amor ou paixão, não tem certeza. Apenas tem certeza de que gosta. E gosta em segredo.


Não, não gostava dele a princípio. Achava-o arrogante, aquele tipo de pessoa que vivia em balada e que pegava todas. Declarou-o como rival, mas não sentia raiva. Tinha uma pontinha de inveja dele e queria provar-se melhor que ele. Competiu essa competição solitária por alguns meses. Ela acabou quando descobriu que ele não estava bem. Que ele estava arrasado, decepcionado, quem sabe até mesmo depressivo, chorando sozinho em um canto como uma criança.


Então viu que estava sendo egoísta e infantil por todo esse tempo. Nunca o tinha visto como um rival ou algo assim. Nunca havia desejado algo ruim para ele. Apenas gostaria de parecer que era melhor, mais eficiente, superior. Ele não era o cara arrogante que imaginava. Se estava chorando, não poderia ser isso. Havia sido apenas uma má impressão.


Ele entrou em crise, então sentiu sua falta quando ele se ausentou. Quando ele retornou, passaram a conversar. Com o passar do tempo, ele foi superando a crise e a alegria de antes e passou até mesmo a brincar com a pessoa que o via como rival, mesmo que nunca chegasse a saber que ela o considerava assim.


Um dia, encontrou alguém parecido com ele. Algumas características eram parecidas. A estatura baixa, o jeito brincalhão, o físico, um pouco de meiguice e até mesmo a voz. Mas este alguém lhe pisou e um pouco do afeto que sentiu por ele foi transferido ao outro.


Ele era uma outra pessoa, uma outra história, não era como o outro que lhe pisou. A rivalidade deu espaço para a preocupação, a preocupação para uma leve estima, e a estima para a atração. E a atração proporcionou uma maior atenção a ele. Tudo o que ouvia e descobria sobre ele era captado com facilidade. Algumas dessas coisas fizeram que pensasse que ambos poderiam ter algo em comum. Sim, ele tinha umas brincadeiras não muito comuns, falava coisas que, mesmo que estivesse brincando, fazia o pessoal suspeitar dele e pegar no seu pé. Isso alimentou suas esperanças. A atração ia crescendo.


E entrou na Floresta da Ilusão quando, um dia, ele lhe chamou em um canto e, surpreendentemente, tirou a camisa. Não sabia como reagir. Não sabia se olhava ou não. Queria olhar, mas estava com vergonha. E olhou. E quando olhou, queria poder tocar, mas isso poderia acabar não dando certo, então, não o fez. Quando ele perguntou se ele estava forte ou não, mesmo com vergonha, disse que sim. Depois da surpresa, a esperança tomou sua conta.


Pouco tempo depois, mesmo descompromissado, foi vê-lo. Precisava vê-lo. Precisava esclarecer algumas dúvidas. Não gostaria de ficar com aquela dúvida na cabeça por muito tempo ou de perder um bom tempo de sua vida amando ou sentindo uma forte atração por ele se não houvesse como dar certo. E as esperanças se esvaíram e caiu de joelhos no duro chão da realidade. Não poderia amá-lo. Ele estava comprometido. Contou-lhe sobre um furo que ele havia deixado, tentando arrancar dele algum segredo que pudesse lhe devolver as suas esperanças novamente. Ele sorriu como se estivesse questionando “que papo é esse?” Despediu-se e voltou para a casa um tanto infeliz, mas a esperança nunca o abandonou.


Ficaram alguns meses conversando o necessário. Tornaram-se grandes amigos quando as crises de ambos os fizeram de aproximar. Sentia a falta dele quando ele ia para a casa sem se despedir. Sentia ciúmes quando ele falava da namorada dele. Sentia ciúmes quando ele ficava excitado olhando para mulheres sensuais com um cachorro fica doido por uma cadela passa a ser cadela (nos dois sentidos). E sente a atração, sente o desejo. Admira o físico, admira o sorriso, admira a meiguice misturada com safadeza, a coragem, suas idéias, o humor... Gostaria de poder abraçá-lo, mas não poderia. Gostaria de poder beijá-lo, mas não poderia. Gostaria de poder possuí-lo, de que ele fosse seu, mas crê que o que sente é apenas um amor platônico que não poderia dar certo, mesmo que haja uma pontinha de esperança.


Seu coração é doce, puro, ingênuo e um pouco infantil. Sabe que o ama. E o ama em segredo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Análise das "Resoluções para 2007"

No início de 2007, escrevi algumas resoluções para o ano que passou. É hora de checar quais eu conseguir cumprir e quais não.


As resoluções para 2007 seguem abaixo, junto com meus comentários de hoje, 02 de janeiro de 2008, sobre tais resoluções.


Vida social

01. Conhecer mais gente interessante (que acrescentem coisas boas).

Excluindo os novos amigos virtuais, não conheci ninguém.


02. Não correr atrás de gente que não vale a pena (burras, desinteressantes ou que não me dão valor, etc).

Fiz isso, salvo os amigos mais antigos. Foram salvos pelos seus passados.


03. Continuar sendo simpático e da paz.

Sempre fui quando eu não estava puto com alguém em especial.


04. Não vou ser grosseiro agressivo sem necessidade.

Fui grosseiro, mas houve necessidade. Se você é sempre gentil, as pessoas pisam em você.


05. Vou evitar me irritar com idiotices e gente idiota.

Não vivo sem raiva. Está no meu sangue! :)


06. Tentarei ajudar as pessoas boas nos seus problemas no que eu puder.

Sim, fiz isso através do meu blog ou dos meus conselhos durante conversas sobre assuntos delicados.


07. Vou procurar me divertir mais que em 2006.

Me diverti, mesmo não sendo da maneira que eu imaginava.


Vida profissional

01. Sair do Imperatriz e ir para um lugar que valorize o meu trabalho e que pague bem.

Hahaha! Não saí por medo de ficar desempregado e também de se desligar do pessoal.


02. Vou continuar trabalhando bem.

Fiz isso grande parte do ano, com exceção das vezes que fui para a salinha.


03. Não vou trabalhar demais.

Dar seu 100% é idiotice. Se você cai um pouco de produção, eles já pegam no seu pé.


04. Reclamarei quando eu tiver razão.

Reclamei e visitei a salinha umas três vezes.


05. Ser mais responsável.

Adquiri mais responsabilidades, mas a falta de respeito continuou sendo alta.


06. Prestar vestibular.

Não o fiz.


07. Começar um curso de Francês ou curso pré-vestibular.

Não o fiz, também. Mas pretendo em 2008.


Vida pessoal

01. Fazer uma limpeza geral no quarto a cada mês.

Raramente fiz.


02. Evitar acumular bagunças.

Raras vezes o quarto não ficou bagunçado.


03. Vou ler mais livros.

Li apenas dois.


04. Vou cuidar mais da minha aparência.

Nada demais.


05. Voltar aos meus hobbies de escrever e desenhar.

Nem tentei.


Vida virtual

01. Ficar menos tempo na Internet.

As coisas aqui ficam um tédio sem internet, mas o tempo que fiquei afastado para ler foi bom.


02. Dar melhor atenção aos meus blogs.

Trabalhei para popularizá-lo, mas ainda me falta um estímulo.


03. Melhorar o visual dos meus blogs.

Mudei o template em abril.


04. Parar de entrar em comunidades toscas no Orkut.

E parei. Terminei o ano como membro de 70.


05. Adicionar desconhecidos no Orkut somente se manterem contato.

De tempos em tempos, faço uma limpeza de raças.


Analisando as resoluções feitas, algumas delas não foram cumpridas, como nos meios social e profissional. Fazer algumas resoluções é frustrante. É um tormento saber que eu não tenho ou tive capacidade emocional e intelectual para realizar algumas delas. Se eu for viver dessas mini-pressões, não viverei em paz comigo mesmo...