sexta-feira, 8 de junho de 2007

Uma noite obscura


Em uma chuvosa e fria de uma sexta-feira, 01 de junho, um grupo de pessoas estranhas se reuniu em frente a um supermercado na obscura cidade de Palhoça. Uma mescla de fantasia com fatos reais...


Jesus tomou banho, arrumou-se, pegou seu guarda-chuva e caminhou pelas ruas molhadas do centro de Palhoça. Ele chegou aproximadamente ao supermercado às 20:55h. O movimento não bombou. O gerente, Yuri Gagarin, fechou a loja para que não entrasse mais nenhum cliente retardatário. Uma das primeiras pessoas a sair do supermercado foi a operadora de caixa Cleópatra. Ela deixou com Jesus uma garrafa de 2 litros de Guaraná Kuat e uma garrafa de 1 litro de whisky Passport. Ele fez o favor de não transformar nada em vinho. Cleópatra pede o guarda-chuva de Jesus emprestado para que ela pudesse ir para a casa trocar de roupa.


Cerca de vinte minutos depois, todos os colaboradores do supermercado vão embora, sendo que dois se reúnem a Jesus, mas eles não eram seus apóstolos. Um deles era o operador de caixa, Nicolau Maquiavel, e o atendente de açougue, Leonardo da Vince. Os três resolvem ficar em uma cafeteria em frente ao supermercado, um local coberto e seguro contra a chuva. Mal ficaram ali e Leonardo resolveu pegar sua bicicleta amarela e ir até o centro de Palhoça ver se achava algum amigo seu na Festa do Divino de Palhoça. Nesse meio tempo, Jesus e Maquiavel se serviram de whisky e guaraná.


Ao beber os primeiros golinhos, Maquiavel comentou com Jesus que o gosto de whisky era realmente ruim e que era um desperdício de dinheiro comprar aquilo para tomar. Jesus concordou e fez uma careta de desgosto ao beber whisky mais uma vez. Tudo piorou quando Maquiavel comentou sobre o cheiro. A Jesus lembrou o cheiro de sabão, mas o gosto ficou intoleravelmente horrível porque o cheiro lhe lembrava algo muito familiar: o cheiro da ração de cachorro “Dog Chow”.


Uma antiga amiga de Jesus apareceu com seu namorado. Eram Adão e Eva. Os dois estavam vestidos. Jogaram uma conversa fora e se foram. Depois de um certo tempo, Leonardo retorna. Algum tempo depois, Cleópatra volta devidamente vestida para a ocasião e devolve para Jesus o seu guarda-chuva. O tempo vai passando... passando... e nada de Brutus aparecer. Cleópatra começou a revoltar-se. Ela disse que nunca havia levado um bolo de ninguém antes e começou a rogar todas as pragas do Egito contra Brutus. Já estávamos em companhia de mais duas pessoas: Napoleão Bonaparte e Cristóvão Colombo.


Quando Jesus havia acabado o primeiro copo e já via estrelinhas, Brutus passou com sua moto em frente a todos e alguém gritou: BRUTUS! Ele deu a volta pela praça e juntou-se a todos os outros. Conversa jogada fora... Jesus mentalmente perdido... Algumas gargalhadas... E a garrafa de whisky foi se esvaziando. Cleópatra ficou doidona.


Foi declarada a I Guerra Mundial quando Cleópatra foi a um famoso restaurante a poucos metros dali buscar gelo para o whisky. Brutus, percebendo que Cleópatra estava pra lá de Bagdá, jogou o resto de whisky fora para que ela não tivesse complicações devido ao álcool. Pela demora, pareceu que ela foi buscar um iceberg na Antártida e que estava enfrentando problemas pingüins fortemente armados. Brutus vai checar o motivo da demora e fica negativamente surpreso: Cleópatra estava conversando com Gengis Khan, namorado de uma amiga sua.


Consumido pelo ódio, Brutus começa a xingar Cleópatra até a 5ª geração, dizendo que ela não o respeitou dizendo que iria pegar gelo e, ao invés disso, ficou rindo numa mesa conversando com um outro homem que era apenas o namorado da amiga dela. Quando a conversa no restaurante termina, Brutus afasta Cleópatra dele e começa a falar para ela que ela errou ao conversar com o amigo dela. Ele reiterou que respeita todo mundo até o momento que é desrespeitado, passado então a não respeitar mais. E alguns palavrões cortaram a noite...


E o comportamento de Cleópatra foi comentado quando ela não estava presente (óbvio). Disseram que ela não valorizava ao outros, ao filho e nem a si mesma. Que ela trabalha no supermercado apenas para mostrar ao seu pai que ela estava se tornando uma pessoa mais responsável pelo fato de ter um filho, já que seu pai é rico e tem condições de mantê-la sem que ela precisasse trabalhar. Ela é uma pessoa enigmática. Às vezes é engraçada e doida, mas há momentos que é uma pessoa arrogante. Ou seja, uma pessoa lunar. Ou seja, foi julgada como se fosse uma participante do “Big Brother Brasil”.


Torta de tão bêbada, Cleópatra foi algumas vezes para conversar com Gengis Khan, O Amigo da Discórdia, e voltava para conversar com Maquiavel e Leonardo da Vince, que foram verdadeiros psicanalistas durante essas conversas. Eles não ajudaram muito já que reprovavam a atitude de Cleópatra. Jesus ficou na dele só observando...


O machista Napoleão Bonaparte disse que Brutus deveria se aproveitar da vulnerabilidade de Cleópatra para fazer... coisas. Mas Brutus foi mais maduro e disse que não faria isso por respeito à irmã dele e a sua filha.


Aproveitando-se disso, Napoleão e Cristóvão Colombo também bancaram os psicanalistas com possíveis segundas intenções. Cleópatra estava muito deprimida (e bêbada). Percebendo isso, Maquiavel e da Vince ofereceram-se para levar Cleópatra em casa, o que foi realmente difícil porque ao mesmo momento que ela queria ir, ela queria ficar.


Até que finalmente ela foi embora. Uma ordem do subconsciente de Jesus, talvez. E a partir disso, todos começaram a se preparar para voltar para a casa. Eles estavam a poucas horas de mais um dia de trabalho. Havia sido uma noite realmente obscura na obscura cidade de Palhoça...


E assim foi...


PS 1: Maquiavel é um daqueles psicanalistas que sempre falam a mesma coisa, no caso dele foi o nada animador “Que merda”!


PS 2: Jesus emprestou R$ 2,00 para que da Vince pudesse comer um cachorro quente. Ele ainda não pagou.

4 comentários:

  1. Esta história está parecendo bem real...
    Gostei da foto!
    Bjs!
    Parabéns pelo blog! Passe lá no meu!
    http://nilzacarboni.blogspot.com/

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  2. " Napoleão e Cristóvão Colombo também bancaram os psicanalistas com possíveis segundas intenções. Cleópatra estava muito deprimida (e bêbada). Percebendo isso, Maquiavel e da Vince ofereceram-se para levar Cleópatra em casa, o que foi realmente difícil porque ao mesmo momento que ela queria ir, ela queria ficar."


    haha muito legal o texto, a evidência é muito boa!



    by www.portalnerd.blogspot.com

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  3. Olha... eu poderia comentar várias coisas sobre o texto, mas só tem algo que realmente me chamou a atenção:

    mas como vc gosta de Passport, hein! rs

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  4. Faltou alguém nessa história? ;)
    Bacana!

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