terça-feira, 29 de maio de 2007

Passport, Flangos e amigos grosseiros


A ida à Festa do Divino Espírito Santo de Santo Amaro da Imperatriz esse ano não foi aquela coisa planejada com semanas de antecedência, até porque quando eu combino alguma coisa assim, ela nunca acontece.


Fiquei sabendo a data da festa pelo encarte das ofertas do Imperatriz na quinta-feira retrasada (17/05). Os preparativos para a ida à festa começaram no sábado (19/05), quando o Robisson e a Fram apareceram lá no Imperatriz com segundas intenções (dar R$ 50,00 para a Fram como presente de aniversário dela para a festa dos seus quinze anos).


Na semana seguinte, o Júlio, do setor de frios do Imperatriz, começou a reunir um grupo do trabalho para irem juntos à festa. Ele teve sucesso reunindo mais quatro “flangos” (flangos é como me refiro ao pessoal do trabalho) para irem juntos ao show do Inner Circle, no Floripa Music Hall com dois ingressos para cinco cabeças. O mesmo sucesso não ocorreu na festa do Divino. Várias pessoas não puderam ir e, no final, acabaram indo eu, Júlio (frios), Thiago (açougue) e Felipe (caixa).


O primeiro problema que apareceu foi o transporte. Eu não tenho nem bicicleta e eu não podia depender de ônibus, pois não há ônibus após a meia-noite em Santo Amaro para Palhoça (descobri isso na Festa do Milho do ano passado, quando eu, Robisson e Jardel tivemos que caminhar cerca de duas horas para pegar um ônibus às seis da manhã). Eu já havia mandado uns scraps para o Robisson, que disse que “se fosse” de carro, eu poderia ir junto. No sábado, 26 de maio, eu tinha que dar uma resposta aos Flangos sobre como eu ia, mas até lá o Robisson só havia dado respostas vagas como o seu tradicional “não sei, tem que ver”.


Então telefonei para a casa do Robisson, ligando do Imperatriz. Quem atendeu foi a mãe dele e ela disse que ele estava no banho. Pedi que ele retornasse depois do banho. Uns dez minutos depois, o telefone toca e eu atendo. Novamente, o Robisson dá mais uma resposta vaga, dizendo que tinha que falar com a Fram primeiro (eles haviam “rompido”). Então, eu disse:


“É... é que eu estou aqui no Imperatriz e eu preciso dar uma resposta para os meus amigos sobre como é que eu vou para a festa. Se eu não for contigo, eu não vou ter como ir e vou ter que ficar em casa”.


A resposta dele se define e é positiva. Os Flangos combinam de se encontrarem na praça central de Santo Amaro às 22:00h. A custódia do whisky Passport ficou comigo.


Cheguei à casa do Robisson às 21:00h. Lá ele me informa que vamos demorar porque ele ainda tinha que buscar o Jardel no Comper, que saia de lá às 22:20h. Resolvi telefonar para o Felipe para avisar sobre o atraso, mas ele não atendeu. Durante esse tempo, o Cleber apareceu. Depois, fomos buscar a Fram e, em seguida, ficamos no estacionamento do Comper esperando no carro pelo Jardel (foto). Depois que ele se juntou a nós, saímos do Comper. Tivemos uma pequena dose de adrenalina quando o Robisson saia pela saída frontal do estacionamento. Ele não havia visto uma correntinha que o fechava e teve que fazer uma curva com o carro em alta velocidade. Depois do “susto”, fomos até a casa do Jardel para que ele se arrumasse e de lá fomos para a Festa.


A viagem foi infernal para meus amigos. Eu já agia como um bêbado sem ter bebido uma gota de álcool, fazendo palhaçadas e até buzinando para umas gostosinhas peitudas enquanto estávamos no posto de gasolina. Houve uma hora que eu afirmei:


“O Hot Dog se faz de pão para levar salsicha!”


Houve uma hora que meu acesso de euforia incomodou tanto que tive de pôr minha blusa na cabeça.

E finalmente chegamos a Santo Amaro. Uma dificuldade para estacionar. Assim que saímos do carro, a garrafa de Passport foi pseudo-utilizada como vibrador no ânus dos meus amigos. O maníaco do “Passport excitado” foi o Cleber. Em seguida, começamos a falar sobre transexuais, mudança de sexo e hermafroditas. O assunto não rendeu muito, pois, enquanto subíamos a rua da igreja, um homem alto, de cabeça raspada e olhos azuis veio para cima de mim. Na hora, pensei que fosse um gay que fosse me dar uma cantada, mas não era. Era o segurança e disse que eu não poderia subir com a garrafa. Então, pedi para que ele cuidasse da garrafa que eu tinha que chamar os meus amigos que me deixaram para trás. Avisei-os e tivemos que fazer um outro caminho. Durante o caminho, encontrei os Flangos indignados com meu atraso de uma hora e meia. Fomos todos para a praça, mas não todos juntos. Eu fui com os Flangos.


Ajudei pegando copinhos e pagando pelo gelo, que foi colocado no copo junto com o whisky Passport e energético Red Bull Energy Drink. Foi a primeira vez que bebi whisky. Tem um gosto esquisito. Parece um remédio amargo e, assim como o Limãozinho, começa a queimar por dentro em pouco tempo. Durante esse tempo, os Flangos Thiago e Felipe falaram seis palavras erradas, mas que para a sorte deles, foram esquecidas pelo efeito da bebida. Comecei a ficar tonteado e dormente após o segundo copo. E eu não conseguia me concentrar em nada e nem saber o que eu estava fazendo, embora eu tivesse consciência do que estava fazendo e falando.


Enquanto ficamos ali, bebendo, vi o Joel, que estudou comigo das 5ª è 8ª série (parece que virou emo, sei lá) e também o Alex “Hot Dog” com sua namorada de barriga de fora, que não parecia sentir frio mesmo com a temperatura de uns 12ºC. Meus amigos ficaram excitados com a namorada dele. Thiago se perguntou por que ela estava com ele e eu sabiamente disse: não ter cérebro é padrão de beleza hoje em dia.


Por volta da 01:00h, deixei os Flangos e juntei-me aos não-Flangos para ficarmos na igreja. Pouco depois, os Flangos apareceram por lá também. E eu já não entendia mais nada porque eu não conseguia prestar atenção em nada e ficava de fora das conversas. Não me perguntem o que eu estava pensando nesse momento porque eu também não sei. De repente aparecia alguém conhecido, daí eu “acordava”. Me lembro (em flashes) de que apareceu uma amiga do Thiago, o cara do leite, o Marcus, que trabalhou como menor aprendiz na época que entrei na empresa, o promotor da Schin, e muitos outros que não consigo lembrar.


Acordei de fato quando tive uma vontade imensa de fazer xixi. Implorei por um banheiro! A Fram disse para eu fazer xixi “num cantinho”. Ela nunca deve ter imaginado a vergonha de fazer xixi num cantinho com centenas de pessoas acotovelando-se ao seu redor. Meu amigos homens não quiseram me levar até o banheiro. Não que eu quisesse que eles pegassem no meu pinto, mas só me levar até lá. O medo de explodir e acabar lançando urina para todos os cantos foi maior e eu me arrastei até um banheiro. Não fiquei tão preocupado que alguém visse meu pinto, já que estava frio e não dava de ver mesmo...


Depois disso, fomos embora (por volta das 01:30h). A viagem de volta foi infeliz. O Alex e sua namorada juntaram-se a nós. Em um ataque de euforia, acabei prensando o Cleber conta o carro, deixando ele possuído. Outra pessoa que ficou possuída foi o Alex que me deu um soco, mesmo que de leve. O motivo? Não lembro. A namorada do Alex foi a primeira a sair. Fiquei quieto grande parte da viagem. Na Palhoça, me deixaram sozinho no carro e eles foram beber no posto de gasolina. Deveria estar frustrados por não terem bebido na festa. Depois, o Robisson me deixou em casa e um Peterson bêbado e depressivo se apoderou de mim. Pedi desculpas por ter incomodado, mas só a Fram me desculpou. Se fosse hoje, eu teria mando todos eles tomarem nos seus respectivos cus por terem censurado minha alegria por estar com eles naquele momento, já que está difícil sairmos juntos. Foram idiotas demais comigo nessa festa.


No dia seguinte, o Júlio revela que infernizou a mãe do Robisson sobre o nosso atraso. “Eles não chegaram até agora. Acho que aconteceu alguma coisa com eles!” Oh, my God!


E assim foi...

4 comentários:

  1. Intrigante...hehehe.
    Pensei que eu fosse uma das poucas que se empolga a valer na hora de escrever...bom saber que não sou!
    Amplexos!

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  2. Uhuuu, histórias para contar para os netos!

    Agora me responda algo: para alguem que estava bebado sem beber alcool, na foto você está sério demais, não acha?

    hehehe

    abraços

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  3. putz, foi infeliz essa noitada, mas pelo menos vc se divertiu??? hehehehe

    bah, mas isso acontece com as melhores famííílias...
    vc escreveu muito cara, mas como eu não conheço teus amigos não posso dar uma opinião concreta ou pessoal, então esse post vale mesmo só pra vc :D

    valeu!

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