segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

PF - Retrospectiva 2007

O ano do amadurecimento. É assim que eu resumo como foi o ano de 2007 para mim.


O ano que se passou não foi perfeito, mas eu diria que foi um dos melhores e até mesmo, um dos mais felizes dos últimos anos, e é sempre bom contatar que fomos felizes. Bati com a cabeça na pedra várias vezes, algumas vezes por medo ou teimosia, mas chegou uma hora onde eu parei e refleti. Eu não queria mais ficar batendo com a cabeça na pedra. E parei. Desisti. E desistir foi uma vitória. A partir do momento em que eu resolvi enfrentar alguns medos, percebi que eu sobrevivera. E renascer é algo muito, muito bom.


Tornei-me mais corajoso, mais forte, mais autoconfiante. Não, não foi uma auto-ilusão. Descobri que eu era tudo isso mesmo e que nada nem ninguém poderia fazer eu me sentir inferior sem o meu consentimento. Amadureci. Não sou a pessoa mais madura do mundo, tampouco a mais ridícula, mas é uma sensação realmente boa constatar que eu sou a minha própria felicidade. Precisei de coragem para enfrentar os inimigos e muito mais coragem para enfrentar meus amigos. Os melhores amigos.


O meu trabalho me ajudou bastante nisso. Apesar de eu não ter sido promovido por mais um ano, cresci bastante profissionalmente. Enfrentei pessoas poderosas (gerentes e sub-gerentes), indo parar na sala da tesouraria algumas vezes para levar bronca. Ok, fiquei marcado e minha promoção provavelmente foi para o lixo, mas não aceitei ser explorado, muito menos pisado, assim como nenhum trabalhador deve ser. Em minhas visitas a essa sala, ganhei um pouco mais de respeito. Adquiri conhecimento e passei a usar a arma deles contra eles. Foi divertido.


Enfim, segue abaixo uma pequena retrospectiva do ano organizada por meses.


Janeiro

No dia 08, recebo as férias que venceram em 2006. Como o Robisson e a Fram estavam namorando e vivendo como se fossem gêmeos siameses, passei grande parte das minhas férias em casa. Aliás, ela foi reformada. A mãe destruiu parte da cozinha e separou dois cômodos do resto da casa. Nunca tive tanta vergonha de trazer um conhecido para a minha casa.


Apenas saí de casa no último fim-de-semana na Praia da Pinheira. Lá, ouço uma desagradável conversa entre Robisson e Fram, onde ele revela no tom de voz mais natural do mundo (e como se eu não estivesse presente) que se afastou de mim e dos outros amigos dele porque a Fram reclamava que ele não era atencioso o bastante com ela. Como se esse choque pela sinceridade extrema do Robisson não fosse o suficiente, no dia seguinte, no mar, uma onda praticamente me espanca e revela aos desafortunados que me viram, como eu vim ao mundo. O incidente virou motivo de riso para muita gente, menos para mim.


Fevereiro

As férias terminaram dia 07. E não foram apenas elas que terminaram em fevereiro. Eu terminei. Eu desisti. Eu cresci. Livrei-me daquilo que me incomodava há alguns meses. Não foi fácil, mas sobrevivi e comecei a amadurecer. Sim, eu realmente era muito imaturo para suportar o que suportei.


O Lourival foi espancado na terça-feira de carnaval e pega perícia novamente. E adivinhem quem é que teve que ficar no lugar dele? Um pirulito de coração para quem respondeu P. Florindo!


Março

O mês do meu aniversário não foi muito marcante. Não fui à Festa do Milho de Santo Amaro e também não fui ao Motaço.


No Imperatriz, o Felipe volta a trabalhar para a Loja 13 como operador de caixa. E não foi o único que entrou. No dia do meu aniversário, fui padrinho de TRÊS pessoas: Leandro (menor aprendiz), o Douglas (no lugar do Lourival – graças a Deus!) e a atrapalhada Tayse (menor aprendiz).


Abril

Os paredões do Júlio (local onde são expostos erros de português dos funcionários da Loja 13) explodem de sucesso após o lançamento de “flango”. No sábado de Aleluia, a loja bate seu recorde histórico de vendas: mais de R$ 70 mil. A loja estava apinhada de gente. Parecia uma boate fervendo!


Começo a emprestar dinheiro. Senti-me um agiota!


Maio

Vivo na Floresta da Ilusão por alguns dias. Logo depois, ela é desmatada.


Fui para a Festa do Divino de Santo Amaro com os Flangos. O Robisson enrolou para dizer se ia ou não. Tomei alguns copinhos de whisky e acabo ficando puto no fim da festa. A minha euforia deixou algumas pessoas irritadas.


O namoro de Robisson e Fram termina um dia antes do aniversário de um ano. Foi o primeiro “fim” do namoro deles.


Junho

Aniversário da Fram. Mesmo puto com ela e principalmente com o Robisson, vou ao aniversário dela. Foi realmente uma festa de criança.


Os Flangos se reúnem para beber whisky na frente do Imperatriz junto com a Gabriela (ela ganhará um destaque maior em breve) no dia da Festa do Divino de Palhoça. A Festa não acaba muito bem e eu descubro coisas de arrepiar os cabelos!


Julho

O namoro do Robisson e da Fram parece que acabou de fato. Agindo como o bom amigo que sou, vou à casa do Robisson conversar com ele e dar algum apoio. Falei algumas coisas que eu nunca havia dito por respeito e ele tem um acesso de remorso. Lamentou ter me deixado de lado. Senti muita raiva disso. Ele disse que estava cego. Nos falamos por alguns dias. Duas semanas depois, ele voltaria com a Fram.


Na segunda metade do mês, minha garganta inflama e eu fico de cama após sete anos alimentando-me à base de sopas e tomando remédios que custaram bem caro.


Angela pega férias do Imperatriz e o Guilherme assume o CPD. Desejo a ela boas férias.


Agosto

Gabriela pede R$ 80,00 emprestados. Nunca soube direito qual o destino do dinheiro.


Férias da Roseli no Imperatriz. Angela como sub-gerente. No dia em que completo dois anos de casa, questiono uma folga a ela cedida ao Lourival. Surpreendentemente, ela reage à pergunta hostil e, na frente de clientes, responde: “isso não é da sua conta”. Mesmo surpreso, respondo no mesmo tom de que estava atrapalhando no meu trabalho. Recolhendo os ombros, pediu-me para questionar o gerente. Ao voltar, questionou-me como minha carteira esta assinada. Ao ouvir o que queria ouvir (que minha carteira é assinada como serviços gerais), disse que quando ela me chamasse, eu deveria fazer o que ela mandasse. Pouco se importando com a estima que eu tinha por ela, foi fofocar tudo para o gerente. Nunca passou pela minha cabeça que ela pudesse ser tão maligna...


Dias depois, o Felipe passa a aprender no CPD. Semanas depois, o Guilherme se demite.


Setembro

Gabriela endoidece e passa a faltar com freqüência ao trabalho, até que um dia pede demissão e o Laudeli aceita a demissão dela imediatamente. Para me “animar”, o Guilherme disse que a folha de pagamento dela estava negativa devidos aos seus quebras de caixa. O Júlio disse que ela cheira pó.


Outubro

Gabriela sai do Imperatriz e meu dinheiro cria asas.


Passo a aprender no setor dos Frios depois de muita insistência e cobranças à gerência. Obviamente, consumiu-me alguns dias inteiros.


Tenho mais um acesso justo de raiva com o Robisson pelo seu típico isolamento.


O Laudeli, depois de quase 11 anos de Loja 13, é transferido para ser gerente da Loja 15. Roseli é promovida à gerente-geral e minha inimiga (Angela), mesmo insatisfeita, é promovida à sub-gerente. Minhas nulas esperanças de promoção são morrem de vez. O Felipe assume o CPD, um dos setores mais importantes da loja depois da gerência. Antes de sair, o Laudeli marcou minhas férias para novembro.


Novembro

Peguei férias no dia 05 e as aproveito melhor do que as férias que tirei em janeiro. Comprei um MP5 que dava problemas (não carregava) e que continha algumas coisas vergonhosas. Levou duas semanas para eu conseguir um que funcionasse e comprei livros.


Terminei de ler “Harry Potter e as Relíquias da Morte” dia 26. Eu lia a série desde o Natal de 2004.


O namoro do Robisson acaba de vez (eles não voltaram até hoje) e, nas minhas férias, íamos todos os dias na Avenida Elza Lucchi, onde ele conheceu a Aninha, que conquistou o ódio de Fram sem o mínimo de esforço. Ele passa a questionar o dias que eu não vou a casa dele. Começo a sentir falsidade da minha parte, por continuar sendo amigo dele depois dos meses de isolamento, e da parte dele por estar falando comigo somente depois do fim do namoro com a Fram. Joguei isso na cara dele algumas vezes.


Surpreendi meus amigos em uma das festas mais idiotas que já freqüentei em Santo Amaro, para um orgulho deles que eu não gostei de constatar.


“O Cão Ocidental” ficou sem nenhuma postagem por dois meses.


Dezembro

O Jardel volta de Minas, onde passou as férias com sua namorada e informa que pedirá demissão do Comper para ir morar com ela lá. E já volta mal humorado. Insiste para eu exclua uma foto onde aparecemos eu, ele, o Ditter e o Robisson sem camisa depois de uma reunião com pizzas e Limãozinho. A Fram entra na pilha e pede que eu exclua as fotos dela também. Apago meu álbum, mas, dias depois, retorno e dou a uma delas o odiado título de “Falsinhos”.


Passo a ensinar a minha sobrinha a ler e escrever (sem sucesso). Insatisfeita, ela quebra o suporte do teclado da mesinha do computador como forma de rebeldia infanto-juvenil.


E no dia 29, o estabilizador do Jardel queima com direito a fumaça e leva a fonte da CPU dele de brinde. Assustado com a obsessão dele para ter acesso à internet até ele comprar uma fonte nova, resolvo emprestar minha CPU. Ela foi surpreendentemente devolvida funcionando.



E este foi o meu pequeno-grande resumo do ano 2007. Foi um ano bom, de amadurecimento, onde passei a me valorizar mais e a valorizar mais aos outros. Aprendi, e estou aprendendo a tirar proveito das frustrações que tive esse ano.


Gostei bastante de ter me integrado mais ao pessoal do Imperatriz e a me dar bem com muita gente, com exceção de algumas pessoas, lógico. Mas puseram um sorriso no meu rosto quando eu precisei. E sou grato a eles por isso.


O Ano Novo se aproxima, e espero que ele seja um ano melhor do que foi 2007. E será, se eu quiser que seja. Só depende de mim.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Floresta da Ilusão

Querer e não poder. Ter sonhos praticamente impossíveis, viver em função deles e da esperança que eles geram é viver na Floresta da Ilusão.


Eu sou o tipo de pessoa que acredita que tudo é possível. Eu acredito que um dia o mundo poderá viver sem guerras, que o homem poderá habitar outros planetas e se tele-transportar digitalmente, e em extraterrestres também. As chances de essas coisas tornarem-se realidade são mínimas, quase inimagináveis, mas mesmo assim, há alguma possibilidade. Também acho que ninguém deveria desistir de seus sonhos e que deveriam correr atrás para realizá-los, porém, às vezes, sonhos são apenas sonhos e todo o resto é uma doce ilusão.


“O maior prazer é a ilusão”. Quando eu ouvi Eva Sullivan (Malu Mader) dizer isso a Peter Gallagher (Pierre Kiwitt) quando ele disse que ainda a amava e ela sugeriu que ele desistisse, senti que talvez o maior prazer seja mesmo a ilusão. É só imaginarmos o que gostaríamos de ter nessa vida. Muita coisa estaria ligada a futilidade, mas mesmo assim, seriam coisas que nos dariam prazer em possuir. Seriam coisas praticamente impossíveis. Quase todos os homens gostariam de possuírem a Juliana Paes e várias mulheres adorariam ser possuídas por um Gianecchini da vida. Não precisa ser necessariamente um deles. Pode ser aquela pessoa que você vê na rua ou no Orkut e que fica desejando de forma psicótica às vezes, mas que, dificilmente você nunca chegaria a possuir. São os famosos amores platônicos.


Essas ilusões, é claro, não se limitam unicamente a possuir a pessoa dos seus sonhos. Pode ser uma pessoa que já foi sua também e que você amava e mesmo que tenha um defeitinho aqui ou ali, você não se importa. Mas acontece que a história de vocês acabou e um de vocês já está comprometido. Então tudo se torna ainda mais doloroso. O simples fato de saber que a pessoa que você ama já tem outro dono e o pior, que é feliz com seu dono atual, chega a ser desesperador. Esta é a pessoa da sua vida e você acredita que nunca mais amará alguém com a mesma intensidade que amou e foi amado. Existem pessoas que marcam, mas a vida deve seguir mesmo que elas passem a fazer parte do passado.


E o passado também pode tornar-se uma doce lembrança que algumas pessoas passam a viver em função dela. Lembram-se daqueles áureos tempos do colégio, da infância, do casamento feliz, do paraplégico quando tinha pernas, do cego que enxergava, da mãe e seu filho querido ou marido que partiu e não mais voltará ou de qualquer momento de felicidade que escorreu pelas mãos. Ou então, aqueles que projetam sua felicidade para o futuro, esquecendo de viver o presente. Vivemos nossa felicidade real no presente. O passado possui uma felicidade triste que nunca mais terá volta e o futuro possui uma felicidade que não se sabe se um dia chegará a ser real.


Você é o único responsável pela sua felicidade. Se você ama alguém e este alguém não lhe dá ou daria a mínima importância, desista. Vai ser doloroso por um momento? Sim! Esse sofrimento pode durar de alguns dias até alguns meses, mas você sobreviveria. Esquecer não é fácil, mas um ditado diz que se esquece um amor (ou o diminui consideravelmente) com outro amor. O que passou, passou e o que ainda não chegou não é real. Nunca se feche para a vida e para as oportunidades que ela esfregará na sua cara e que só depende de você enxerga-las, aproveita-las e vive-las.


Às vezes jogar a toalha e desistir é o certo a fazer, quando se tem algum desejo quase impossível. Sonhos podem ser realizados quando há um desejo real e um trabalho duro encima dele, e ilusões são apenas anseios de que as coisas aconteçam magicamente, sonhos que nunca se tornarão realidade. Não vale a pena viver de sonhos e se esquecer de viver...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Artificialidade! Superficialidade! Futilidade!


“Uma imagem vale mais do que mil palavras”. Faz sentido se lembrarmos que a aparência vale mais do que o cérebro.


De vez em sempre, quando abro a minha página no Orkut e checo as atualizações dos meus “amigos” simplesmente por curiosidade ou simplesmente para me irritar, vejo todas aquelas demonstrações de falsidade que virou febre ter. É claro que isso não se restringe somente ao Orkut, mas sim, na vida. O pior de tudo é quando a vida virtual baseada em artificialidades interfere na real.


Todo mundo ama todo mundo. Todo mundo diz que seus amigos são os melhores, que são para sempre. Todos condenam a falcidade (com C), mas agindo assim são realmente “falços” não somente com os outros, mas principalmente eles mesmos. São hipócritas, embora não saibam o que essa palavra signifique e muito menos como se escreve.


Dias desses, postei uma foto no meu álbum no Orkut com a seguinte legenda: “Falsinhos: porque todos nessa foto já provaram que são”. Alguns ficaram putos, lógico. “E a minha reputação no Orkut, como fica?” devem ter pensado nisso. Um deles contou a sua prima algumas coisas sobre mim que são reais, mas que eu nunca disse a ele. Talvez eu tenha sido radical demais com um deles que é rude demais para ser falso. Já os casal, que namoraram por meses, são os piores.


Ela tornou-se minha “amiga” apenas para colher informações sobre seu atual ex-namorado. Ela é a fútil típica do Orkut: vários amigos, várias fotos insinuantes, ama todo mundo para sempre atrás das grades da prisão que ela mesma construiu ao viver baseada em mentiras e imagens. No início desse ano, em meio uma discussão do casal, eles revelaram (como se eu não estivesse no quarto ouvindo), que o meu amigo havia se afastado de mim e dos outros seus amigos para ceder ao ciúme violento e dementemente passional dela. Foi como se ela tivesse dito na minha cara: sou falça!


Hoje os dois não namoram mais. Ele alega que estava cansado da possessividade dela, mas quando ela o chama para sair, ele abana o rabinho como um cão adestrado. Duvido que ela ame alguém. Duvido que ela mesma se ame. Já em relação a ele, fico puto sempre que me lembro que ele preferiu jogar uma amizade de anos no lixo por causa de uma idiota. Quando eles namoravam, mal nos falávamos. Assim que ele terminou com ela, veio tentar se redimir. Não sei se um dia conseguirei sinceramente perdoa-lo. Não tive um amigo quando precisei ao contrário dele.


Deixando a minha indignação pessoal de lado, acho que o amor verdadeiro é uma falsa ilusão. Ouamor verdadeiro mesmo talvez seja apenas o de mãe. É estranho quando refletimos sobre pessoas que se amavam, que se davam tão bem, e que depois do fim de um relacionamento passem a se odiar mutuamente. Será que um dia esse amor foi verdadeiro? Ou foi apenas uma simples auto-ilusão?


As pessoas estão mais e mais superficiais. Qual é o principal motivo de as pessoas freqüentarem academias de ginástica? Para manter a saúde? Não necessariamente, mas sim por causa da estética. Querem ficar com corpos sedutores apenas para “catar na night”! E é apenas catar! Na maioria das vezes, o sujeito não tem cérebro, mas essa falta é maquiada com músculos.


Às vezes acho que namorar ou casar é algo que as pessoas impõem à elas mesmas. “Todo mundo namora na minha idade”, é o pensamento. Seria como se elas mesmas se pressionassem a namorar porque estão envelhecendo e precisam seguir as regras da sociedade para entrarem no padrão.


É moda usar roupas caras de tal marca. É moda ouvir psy, eletro, hip-hop. É moda ter o corpo definido. É moda ter Orkut, publicar fotos dos amores eternos na balada passada. A moda é pegar, provar-se para os outros. Pobres coitados, tenho pena deles! Eles não têm a maturidade de entender que assinaram um contrato com rótulos pré-estabelecidos. Rótulos que prenderam em suas mãos algemas sem chaves.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Humilhações


É uma maquiavélica e prazerosa sensação de poder. É um símbolo de arrogância, narcisismo e falta de respeito pelo ser humano.


A sensação de ser humilhado não é nada agradável. Você percebe o ódio, a revolta, o sarcasmo no tom de voz, no modo de expressar-se e no olhar de quem humilha. Uma sensação que dá medo. Quem é humilhado sente o tom pesado das palavras. Sente que não significa nada. Sente-se horrível. A situação piora quando quem o humilha é uma pessoa pela qual ele sentia afeto e respeito.


Há várias formas de humilhação em diferentes fases da vida, com pessoas diferentes e com situações diferentes. Uma pessoa pode começar a ser humilhada logo na infância. É importante que uma criança cresça com sonhos e esperanças e que ela seja incentivada a correr atrás desses seus ideais. Uma criança sem sonhos provavelmente se tornará um adulto infeliz e frustrado. É importante não priva-las deles. É importante deixa-las serem crianças e viver a infância. Seria humilhante para uma criança se ela ouvisse seu pai ou sua mãe lhe dizerem para parar de sonhar e que ela nunca se tornará aquilo que ela quer ser.


A intolerância já humilhou milhares de pessoas. Hitler torturou, explorou, humilhou e, por fim, matou de forma fria e cruel milhares de judeus e outras minorias que ele considerava como sendo “indesejáveis”. Na África do Sul, o Apartheid era uma forma legalizada de humilhar os negros, maioria da população. Havia estabelecimentos onde era proibida a entrada de negros. A mulher era e ainda é humilhada no Brasil e no mundo. Muitas sofrem abusos, são espancadas pelo marido e são tratadas como objetos a serviço do homem e para o homem.


O abuso de poder é uma forma comum de humilhação. No serviço militar, acontecem muitas formas de humilhação envolvendo violência física e tortura psicológica. Uma vez, vi na televisão um caso onde militares eram torturados com queimaduras e choques elétricos. A polícia é famosa por abusar da autoridade. Muitos policiais espancam, insultam e fazem tortura psicológica em suas vítimas, que nem sempre são bandidos e são tratados como se fossem.


Na sociedade, pessoas invisíveis são humilhadas constantemente, sendo desprezadas pelas várias pessoas “superiores” socialmente e inferiores de espírito. Na mídia, programas de TV de mau gosto fazem apologia à humilhação dos mais pobres por sua posição social, aos idosos e a intolerância. O pior de tudo é que esses programas fazem um lamentável sucesso.


Há praticas de trotes graves nas universidades, que podem incluir desde comer uma comida já mastigada até agressões físicas. O caso mais famoso que ganhou repercussão nacional ocorreu em 1999. O estudante Edison Tsung Chi Hsueh, calouro de família chinesa, aprovado na Faculdade de Medicina da USP, foi vítima de um trote, onde faleceu afogado em uma piscina.


O lugar mais comum para uma pessoa ser humilhada é no trabalho. Pode começar pelo mais grave, o conhecido teste do sofá, que constitui em crime de “assédio sexual”, ou então, pode começar pelo “assédio moral”, que constitui em uma infração que pode ser julgada por condutas previstas no artigo 483 da CLT. Eu já fui vítima de assédio moral, como registrei nesse blog em Agosto. Em Pernambuco, assédio moral já constitui crime, de acordo com a lei estadual nº. 13.314, de 15/10/2007.


Assédio moral, para quem não sabe, é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. São mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização. Por ser algo privado, nem sempre a vítima consegue na justiça provar o que sofreu, principalmente porque tem dificuldade de conseguir testemunhas, porque estas preferem se calar a colocar o emprego em risco.


Esses são alguns exemplos de humilhações. Jamais baixe a cabeça ao ser humilhado e aceite isso. Se a pessoa que lhe humilhou realmente se arrependido e lhe pedir desculpas, o que é raro, fica a seu critério perdoar ou não. Só você sabe o que passou. Só você sabe o que ouviu. Só você sabe o quanto doeu. Caso contrário, ela não o fizer, ela realmente não merece a sua consideração ou algum sentimento bom da sua parte. Se o tipo de humilhação da qual você for vítima constituir um crime, denuncie! Ninguém tem o direito de lhe constranger ou ofender a sua dignidade.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

O tal do orgulho


Pode ter sido uma pessoa importante para você e que você gostava demais, mas depois do dia em que você se deu mal, o seu orgulho lhe deu o direito de ser frio.


Oh, o amor. É interessante o período em que as pessoas estão apaixonadas. O amor que ambos sentem é tão intenso e tão poderoso que nada, nem ninguém, poderão abalar essa relação que durará por toda a eternidade. Porém, esse sentimento é posto em xeque quando a carruagem passa a se transformar em abóbora quando os primeiros desentendimentos passam a acontecer.


É nas horas de conflito que o respeito e a tolerância muitas vezes são deixados de lado para ceder espaço ao orgulho e egoísmo. Quem nunca conheceu um casal que parecia se dar tão bem, que falavam tão bem um do outro e que, em um outro dia, estavam falando mal do ex e expondo todos os seus defeitos?


O problema é quando o casal se separa e, depois de um tempo, eles percebem que ainda se gostam. Porém, aquelas palavras que foram ditas de uma maneira fria e maldosa ecoavam em suas cabeças. Na hora da raiva, as pessoas falam tudo o que estava entalado, mas que não disseram antes por medo de magoar o outro e acabar com a magia da relação, mas já que estavam brigando mesmo, “foda-se o outro! Se está querendo me humilhar, então não vou deixar barato”.


"Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida" Provérbio Chinês.


Então, os dois percebem que ainda se amam, mas aquelas palavras pronunciadas ecoam na cabeça de forma cruel. Você percebe o quão cruel o outro foi ao ter-lhe dito o que disse, fazendo-lhe descrer que há uma chance de perdão ou desculpas. Mas mesmo que houvesse, o seu orgulho foi ferido. Por mais que você sofra e sinta a falta da outra pessoa, mesmo que ela demonstre estar arrependida e que queira desculpar-se, o seu orgulho não aceitará as desculpas. Você irá querer que ela se humilhe por você, que sofra pelo o que lhe disse.


Mas chegará uma hora em que o outro desistirá e é nesse momento que você perceberá que o seu orgulho só lhe fez mal. Não adiantará lamentar pela oportunidade perdida. E quando você encontrá-lo com outra pessoa e lembrar-se de que ainda o ama, ao ver a cena dos dois se beijando, se abraçando, será muito mais difícil para você suporta-la.


As palavras não têm volta, mas é uma estupidez não saber perdoar e muito menos pedir desculpas. Todos saem perdendo: a pessoa que se humilhou, e a outra que, por orgulho, acabou magoando-o ainda mais, e que pode ter jogado no lixo última a chance de voltarem a serem felizes.


O orgulho não se restringe apenas aos casais apaixonados, mas sim aos seus amigos e as pessoas com quem você se relaciona e gosta.


Porém, saiba ponderar. Não fique se humilhando se a outra pessoa continuar a dar-lhe as costas. Nesse caso, não é questão de estar sendo orgulhoso, e sim, de ter o mínimo de amor próprio. E muito menos não seja esnobe e egoísta. O orgulho é uma ignorância. Saiba ouvir, saiba pedir desculpas e saiba perdoar.

domingo, 23 de setembro de 2007

Pessoas invisíveis


Eles estão por aí, principalmente nos centros das grandes cidades. Nós passamos por eles e não nos damos conta. Já fazem parte da paisagem. Eles são pessoas invisíveis.


É um dia como todos os outros. Você acorda, toma um banho, toma o café, liga o carro e sai para ir trabalhar. Em uma avenida, o sinal fecha e você fecha as janelas. Você sabe que quando o sinal fecha, as crianças pobres invadem o trânsito parado. Algumas fazem malabarismo, outras oferecem doces e algumas pedem esmola. Quando o sinal abre, você segue normalmente como sempre.


Ao chegar ao trabalho, você limpa seus pés no capacho que a faxineira acabou de limpar e vai pegar um copinho de café. O seu chefe lhe chama e você deixa o copo de café em qualquer lugar. Recolher o copo de café e joga-lo no lixo é trabalho da faxineira mesmo... Perto do meio-dia, você e seus amigos saem do escritório e vão a pé ao restaurante.


No caminho, uma mendiga com um de seus filhos no colo pede por ajuda para... Para quê mesmo? Vocês não pararam para ouvi-la. Provavelmente ela queria dinheiro para comprar bebida depois. A rua está lotada de gente. São velhotes sentados nos bancos da praça alimentando os pombos, pessoas gritando, vendendo seus produtos artesanais e pessoas oferecendo panfletos. Você não recolhe nenhum panfleto. Passa direto como se ninguém tivesse lhe oferecido nada. Finalmente, vocês chegam ao restaurante.


Lá vocês sentam-se numa mesa e seu amigo chama um garçom que aparenta estar já na casa dos 60 anos e fazem o pedido. Quando ele traz a comida, seu amigo vê um fio de cabelo no prato e reclama com o garçom, dizendo que é um erro a contratação de um velho senil para tal função. O garçom responde serenamente: “Desculpe, senhor. Isso não irá mais se repetir.” Seu amigo resmunga e o garçom traz o prato, desta vez, sem cabelo. Na hora do pagamento, vocês não pagam gorjeta e voltam ao escritório.


Ao final do expediente, você sai do escritório, pega seu carro e vai ao posto de gasolina abastecer o tanque. Ao chegar lá, é recebido por uma negra de aparência não muito agradável. Ela fala demais, parece uma matraca, então, você decide ligar o som. No momento do pagamento, ela agradece e você arranca o carro sem responder e se dirige ao supermercado.


Você está lá com seu carrinho que não vira para a esquerda de jeito nenhum e começa a reclamar alto. Como se isso não bastasse, você encontra um produto sem preço. Impaciente, você chama pelo repositor mais próximo: “Ei, rapaz, vem cá”. Um rapaz cheio de espinhas lhe atende você pergunta: “Você trabalha aqui?”, mesmo vendo aquele garoto com o uniforme da empresa. Ele acena com a cabeça em sinal positivo. Você pergunta em tom de ironia: “Essa bolacha aqui está sendo vendida de graça? Não estou vendo o preço aí”. O repositor consulta o preço no terminal de consulta logo atrás de você e responde: “Está R$ 5,89”. Você leva um susto: “Cinco e oitenta e nove? Essa porra é de ouro?” O rapaz fica extremamente constrangido e volta a fazer o que estava fazendo antes. Você faz as compras e pede para entregar em casa, mesmo estando de carro. Eles entregam na sua casa, você atende e os deixa descarregando as comprar, sem ajudar em nada.


[...]


Você percebeu quantas pessoas invisíveis estiveram presentes no dia-dia do personagem central desse texto? São várias pessoas que encontramos nas cidades e que não nos damos importância de sua presença, talvez pelo fato de eles já fazerem parte da paisagem. É comum vermos crianças nos sinais, pessoas pedindo esmola, pessoas distribuindo panfletos e pessoas sem estudo que fazem serviços mais humildes que são ignoradas no dia-dia, como se não estivessem ali. São pessoas constantemente humilhadas e que já estão acostumadas com essa situação.


Porém, eles são pessoas como todas as outras, que tem coração, que tem sentimentos, tem família... Pessoas que gostariam de um pouco de atenção e principalmente respeito por parte da sociedade. São pessoas vítimas do estresse alheio, como aquele “velho senil” que trabalhava de garçom, a frentista do posto, o repositor de supermercado, entre tantos outros. Será que geralmente nos damos conta disso?

domingo, 16 de setembro de 2007

Ouça música, não barulhos


O que você considera música boa? O que as diferencia das demais? O que são barulhos? Por que você não considera essa tentativa fracassada de música como tal?


A música sempre teve uma grande importância na minha vida. Elas sempre me trazem alguma lembrança ou alguma sensação do passado. Muitas das músicas que estão no meu PC me lembram algo. E são músicas dos mais variados ritmos.


O nome desse post foi inspirado em uma sugestão que meu amigo do MSN, Marcelo D’Aquino, 20 anos, deixou para os visitantes de seu Fotolog: “Ouça música de verdade, não barulhos”. Achei essa sugestão divertida e interessante, já que muita gente ouve e gosta de qualquer porcaria que esteja na moda.


Música de verdade é aquela com um som agradável e criativo. A voz do artista tem que ser bonita e combinar com a melodia. A letra tem que ter sentido, ser agradável, aquele tipo de letra que quem ouve não esquece. No Brasil, há um rótulo criado por pessoas mais cultas de que música boa seriam MPB e Bossa Nova, basicamente, porém, alguns “intelectuais” também consideram samba e pagode como música! Já para os intelectuais dos Estados Unidos, os ritmos que eles consideram música são o jazz, o blues e o soul. Porém, esses gostos estão mais restritos aos tais “intelectuais”.


Quem produz música de verdade não fica o tempo todo no alvo da mídia como os produtores de barulhos, mas mesmo assim, são reconhecidos e conseguem manter sua carreira por anos. Por exemplo, no Brasil, Djavan, Roupa Nova, Ana Carolina não estão o tempo todo nos programas de televisão e suas músicas não tocam loucamente nas rádios o tempo todo apesar de todos eles terem ótimas músicas e cantarem muito bem, porém, quem ouve música de verdade sabe reconhecer que eles são muito bons. “O que diferencia música boa de ruim, pra mim, é o fato de ela sair de moda e você continuar ouvindo-a no dia a dia”, diz Marcelo.


Os barulhos são o contrário da música de verdade. São músicas que ocupam o topo das paradas por um breve período de tempo. A indústria fonográfica praticamente “vomita” novos artistas (futuramente fracassados) no público. Artistas sem história e sem talento, que são apenas um novo rostinho bonito e que cantam grandes barulhos. Muitos cantores de talento têm muita dificuldade de fazer sucesso fazendo música de verdade, levando anos para chegarem lá.


O motivo do sucesso dos artistas ruins é que o povo gosta mesmo é de música ruim, que fale e induza a sacanagem. Esse é o motivo de grupos de axé e de pagode fazerem muito sucesso por um tempo e depois sumirem de vez da mídia e caírem no anonimato. Houve um tempo que “vai descendo na boquinha da garrafa”, “segura o tchan, amarra o tchan, segura o tchan tchan tchan tchan tchan” fez um estrondoso sucesso... e hoje? Onde eles estão? “Barulhos são todo e qualquer som que gruda na cabeça e é repetitivo. Vale a pena observar os fenômenos e as fases do "barulho" em nossa cabeça: primeiro o amamos e não conseguimos deixar de ouvir em nenhum momento, mas basta a música parar de tocar na rádio e sumir da mídia, que simplesmente a deixamos de lado”, conta Marcelo.


A banda Titãs já havia demonstrado o seu descontentamento em relação aos barulhos com a música “A melhor banda de todos os tempos da última semana”, ao criticarem a mídia e os “artistas” que fazem sucesso e logo caem novamente no anonimato:


“Os bons meninos de hoje
Eram os rebeldes da outra estação
O ilustre desconhecido
É o novo ídolo do próximo verão

A melhor banda de todos os tempos da última semana
O melhor disco brasileiro de música americana
O melhor disco dos últimos anos de sucessos do passado
O maior sucesso de todos os tempos entre os dez maiores fracassos”


Porém, nem sempre o barulho é algo ruim ou desnecessário. É o que diz Diego Rabelo, 21 anos: “até os funks atuais (cuja letra, em sua maioria, pra não dizer totalidade, é um lixo!) podem cair bem em certas situações. Sim, estou me referindo a baladas. Nessas ocasiões, por melhor que seja, ninguém quer ouvir uma sinfonia de Chopin. A letra da música nem importa nesses casos... Aliás, nem precisa de letra, apenas de um ritmo bom pra dançar...”. E acrescenta: ”Tudo vai da situação. Não há como criar um padrão único para todas as situações. Não dá pra rotular”.


A música depende de situações e do estado de espírito das pessoas. De vez em quando um barulho pode alegrar alguém desanimado, ou alguma música mais emo pode acabar com a empolgação e a alegria de uma festa. Mas devemos valorizar as músicas boas e os grandes artistas que lutam por seu espaço e não valorizar novos ídolos sem talento somente por que suas músicas são mais empolgantes.


Agradecimentos a Marcelo D’Aquino e Diego Rabelo.

domingo, 9 de setembro de 2007

Amor eterno até amanhã


Uma das novas modinhas dos usuários brasileiros do Orkut é o de fazer juras de amor eterno que duram pouco tempo.


Uma nova moda no Orkut começou há alguns meses e, como se fosse uma epidemia, ela espalhou-se rapidamente infectando milhares dos usuários acéfalos do Orkut. A nova moda é declarar juras de amor eterno aos amigos ou à sua paixão.


Na vida, nada é eterno, tudo é passageiro. Nenhuma dor dura por toda a eternidade, nenhuma felicidade dura todos os dias, nem mesmo o amor. É claro que uma pessoa pode amar a outra por anos e anos, mas esse amor jamais irá durar com a mesma intensidade que amava no início, com a mesma paixão. E a paixão leva as pessoas a fazerem idiotices, pois assim como o ódio, a paixão também cega.


As pessoas que mais juram amor eterno são as crianças entre 12 e 25 anos que não são lá muito sensatas e falam as coisas sem pensar muito. As pessoas que recebem as juras de amor geralmente são aquelas que a pessoa conheceu em algumas semanas, ou seja, com o sentimento da paixão ainda muito forte.


Qual o motivo de agirem assim em minha opinião? Imaturidade em primeiro lugar. Isso é apenas uma moda que as pessoas infantis seguem. Francamente, amor eterno é coisa de contos de fadas! É algo totalmente infantil! Pessoas maduras não prometem o que não sabem se poderão cumprir. Elas evitam a hipocrisia. Além disso, são pessoas muito jovens ainda e até o fim de suas vidas, várias pessoas passarão por suas vidas. Pessoas mais bonitas, inteligentes, atraentes e pessoas que mexerão muito mais com seus sentimentos do que seus atuais “amores eternos”.


Quando o amor teoricamente eterno finalmente chega ao fim, os envolvidos esquecem dessa jura e passam a jurar o ódio eterno. Na hora da briga, elas argumentam: “você me disse que duraria para sempre!” Nesse momento, quem fez a jura percebe realmente que esse seu amor não era eterno, e que havia feito aquilo em um momento de cegueira passional, seguindo uma nova moda linda baseada em contos de fadas. A pessoa que recebeu a jura se achará injustiçada, pois o outro prometeu e não cumpriu. Dependendo de sua maturidade, o poder das palavras dessa jura poderá feri-la seriamente.


A partir desse momento, você mesmo perceberá que tem sido falso com os outros ao jurar amor eterno. Os seus amigos e seu amor, que lhe juraram amor eterno poderão trair você. Ou então, você mesmo poderá trair algum deles se jurar amor eterno. A eternidade dura até o fim da vida, mas parece que quem faz essa jura não entende o sentido dessa palavra.


Se você realmente ama alguém, acredito que não há a necessidade de fazer uma jura tão exagerada. Quem faz essas juras são as pessoas que não tem certeza de seu amor pelos outros e o fazem em uma tentativa de afirmarem isso a si mesmas. O amor pode ser demonstrado de outras formas mais convincentes. Então, não jure o que você não pode cumprir. Evite a hipocrisia. Evite magoar aos outros assim como você gostaria que não magoassem você.