domingo, 17 de dezembro de 2006

Cultura demais

Morar na Palhoça é conviver com muita gente pobre, feia e burra. Eu já estou acostumado com isso. Mas sair para um lugar onde há turistas, hippies, preços altos e pessoas de boa aparência e poder aquisitivo, me deixou realmente impressionado.

Um amigo meu havia me convidado para passar o fim-de-semana na casa dele, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Isso foi em um sábado à noite, dia 09 de dezembro. Acho que eram umas 19:30h. Ao sair do carro, comecei a ficar impressionado.

A Lagoa é um outro mundo para mim. As coisas são completamente diferentes aqui na Palhoça, então, fiquei impressionado com tudo. Fomos a uma lanchonete e lá eu soltei minhas primeiras exclamações de espanto. Para começar, lá é tudo muito caro, para explorar os turistas. Um x-frango custou R$ 6,00 e um refrigerante em lata custou R$ 2,00. Aqui na Palhoça, se compra um x-burguer por R$ 2,50. Ok, ok, um x-burguer gorduroso... mas muito saboroso! E por R$ 2,18 pode-se comprar uma Coca-Cola de 2 litros no Imperatriz ou algumas latinhas de Pepsi.

Enquanto eu comida o lanche, eu ficava observando os turistas. Como Palhoça não tem muita coisa que atraia turista, eu fico impressionado quando eu vejo um, mesmo que seja de Criciúma, Joinville, Blumenau... Depois, eu fico um pouco mais impressionado quando eu vejo um de fora de Santa Catarina. Mas eu não vi apenas pessoas brasileiros. Havia estrangeiros! Eu ouvi alguns falando em espanhol. Dias atrás, no Super Imperatriz do Beira-Mar Shopping, eu havia ouvido uma mulher loira conversando com um homem em alemão, ou em alguma língua escandinava! Não consegui identificar.

Além de turistas, as pessoas me chamavam a atenção. Por lá, há muitos hippies. Elas estavam por lá, nas calçadas, vendendo pulseiras e brincos. Coitados deles... Eles mesmos se prenderam ao capitalismo para sobreviver... Aqui na Palhoça não tem quase nenhum. Como o povo daqui não tem poder aquisitivo, os pobres hippies não conseguiriam tirar nem um salário mínimo!

O comércio de lá é muito refinado. Os lugares são amplos, a iluminação é agradável, e os funcionários têm boa aparência e nenhuma espinha. Devido aos turistas, os preços sobem assim como um rojão sobe nas festas de fim de ano. O público é bonito e bem vestido, além do fato de que sabem falar português corretamente, ao contrário do dialeto que se fala aqui na Palhoça.

As ruas não são muito amplas. Muitos carros ficam estacionados na rua, como na Zona Verde palhocense. É um local tranqüilo, apesar da quantidade de gente que havia no local.

A Lagoa da Conceição é um lugar onde se respira cultura. Fiquei realmente impressionado. Eu sabia que existiam locais assim, mas eu nunca havia ido para um desses. E se eu já fiquei impressionado aqui, eu acho que eu explodiria de excitação se eu fosse para um lugar mais sofisticado em uma grande cidade brasileira, e sei lá o que ocorreria comigo se eu fosse para uma Londres ou Paris da vida...

Um comentário:

  1. É isso mesmo primo, aqui em Biguaçu está na mesma situação, são realmente cidades pacatas, que não á desenvolvimento, pelo fato de não haver turistas. No entanto o desenvolvimento tem um preço.. é o preço da insegurança.
    Há uma vantagem e uma desvantagem, qual iremos escolher? indepedente da escolha.. ela terá uma consequência.


    Abraços
    Karlile

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