quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

PF - Retrospectiva 2006

Mais um ano termina e todo mundo faz aquele balanço de fim de ano: o que eu fiz de bom? O que eu poderia ter feito? Foi um ano bom? E como eu não sou muito diferente, vou escrever tudo o que eu estiver vontade sobre 2006. Vou avisando: é um post enorme!


Respondendo à pergunta que eu fiz na tradução: sim, eu considero que 2006 foi um ano muito bom sim. O melhor desde 2001, que foi um ano memorável durante o final da minha pré-adolescência. Nesse ano, eu mudei. Fiquei mais corajoso e comecei a correr atrás dos meus objetivos, mas sempre com os pés no chão. Foi um ano em que me relacionei mais com as pessoas, conheci gente interessante, que pensa parecido comigo e eu descobri que eu podia ter uma vida social, se quisesse. Comecei o curso de inglês, a sair para festas, a ver os amigos com freqüência, beber álcool, a ter acessos de raiva, a ser mais rabugento e ser mais eu.


Abaixo, fiz uma cronologia sobre esse ano que passou, contendo fotos e informações extras. As fontes são o meu cérebro, as cartas para a Dayana, meu scrapbook e “O Cão Ocidental”.


Janeiro


- 04: termino de ler “Harry Potter e a Ordem da Fênix”.
- 08: Tornei-me membro do Orkut. O Jardel já tinha e conseguiu convencer a mim e ao Robisson a entrar nesse site de relacionamentos. Na época, o Orkut tinha 17 milhões de membros. Nós todos usávamos o computador do Robisson para navegar.
- Fraco movimento no Imperatriz. Não se tinha nada para fazer além de lavar as gôndolas.
- O Robisson me convenceu a desistir de comprar um PlayStation 2 para comprar o computador do amigo dele. O computador me custou R$ 1400,00. O Robisson revelou seu lado capitalista ao confessar que ganharia R$ 400,00 às minhas custas... “Amigos, amigos, negócios à parte”. O computador foi levado para a casa do Robisson e ficou lá cerca de uma semana...
- Bebo “Limãozinho” pela primeira vez.


Fevereiro


- O computador chega, finalmente.
- Aprendi a trabalhar no setor de Frutas e Verduras. Movimento ainda fraco e lavar gôndolas torna-se rotina.


Março


- 04: fui para a Festa do Milho, em Santo Amaro da Imperatriz com Robisson e Jardel.
- 13: começa o curso de inglês na Wizard.
- 15: o blog O Cão
Ocidental é criado.
- 16: no Imperatriz, torno-me padrinho de Maycon Silveira (menor aprendiz) e ensino a ele sobre a dura vida de repositor.
- 18: outra festa em Santo Amaro, o “Motaço”. Oito pessoas socadas dentro de um Uno! Karol Esponja rouba a cena ao ficar bêbada e rir como o Bob Esponja!
- 22: meu aniversário de 19 anos. Robisson e Jardel comemoram com ovadas!
- 30: a antena da TV a cabo é roubada.


Abril


- 23: eu, Robisson, Cleber, Jardel e Prih fomos ao cinema assistir: “Espíritos – A morte está ao seu lado”.
- 24: Ponho três carinhas vermelhas seguidas no Quadro Emocional em protesto ao rolo que foi criado sobre as minhas folgas.
- Pizza! Não sei que dia que foi, mas
em um sábado, eu, Robisson, Jardel e Ditter nos reunimos para comer pizza na casa do Robisson.


Maio


- 05: nasce o meu sobrinho, Vítor Guilherme da Cruz, filho de Janaína Mara Florindo com Jean Carlos da Cruz.
- 06: Festa das Águas, com Jardel, Robisson e Ditter. Entrei em pânico no barco viking. Deu medo de verdade!
- 11: o Ismael informa: há uma vaga como repositor do pesado e pergunta se eu quero. Nem pensei muito e aceitei. Mesmo tendo receio de não dar certo. O trabalho começa às 06:30h da manhã.
- 18: conheci a Fram no taito (o Robisson e o Jardel a conheceram dias antes). El
a doida era louca pelo Alex “Hot Dog”...
- 26: Robisson e Fram trocam o primeiro beijo...
- 28: eu, Robisson, Ditter, Alex “Hot Dog” e Jardel ficamos de porre após termos bebido quatro garrafas de 900ml de “Limãozinho de Ouro”.
- 30: aniversário de 14 anos da Fram. O Robisson dá a ela um peixe vermelho feio e usado. Pobre Fram... Como ele é romântico...


Junho


- 03: Robisson e Ditter caem de moto quando a caminho da Festa do Divino Espírito Santo de Santo Amaro da Imperatriz. Um rapaz é atropelado. Nada de grave. O Ditter não vai à festa. Robisson, Jardel, Diego, Cleber, Mariana e eu fomos para a nossa última festa no ano.
- 06 a 11: torno-me padrinho do Thiago, que passou a ocupar a minha vaga de repositor à noite.
- 09: Robisson e Fram enlouquecem completamente e passam a namorar.
- 09: começa a Copa do Mundo.
- 10: Festa do Divino de Palhoça. Paro de falar com os meus amigos devido a uma brincadeira de mau gosto ocasionada por uma amiga idiota e fútil da Fram.
- 12: passo a trabalhar de manhã, das 06:30h às 12:20h.


Julho


- 08: eu, Cleber, Robisson e Fram fomos a Festa junina da EEB Irmã Maria Tereza. Como a pai da Fram é o diretor, eu e Robisson conseguimos entrar lá mesmo que não fossemos alunos. É o “jeitinho brasileiro”!
- 09: final da Copa do Mundo: Itália 1 vs.1 França. A Itália conquista o tetracampeonato ao vencer, nos pênaltis, por 5 vs. 3. Zidane dá uma cabeçada em Materazzi, que teria insultado a irmã dele.
- 09: vou à AVPL, um clube para os colaboradores do Imperatriz com Robisson, Jardel e Fram. Comemos demais e tomamos sorvete demais. Fui sorteado e ganhei coisas inúteis! Ao chegar em casa, vomito umas vinte vezes.
- 20: a ponte dos meus óculos se partem e eu fico “cego” por alguns dias.
- 22: passo o final de semana com a Fram e o Robisson na Praia da Pinheira. Grande coisa...
- 31: o Laudeli informa: o meu contrato aumentou para 44 horas semanais. Meu salário base passa de R$ 443,00 para R$ 541,00.
- Termino de ler “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”.
- Eu odeio “Priston”.


Agosto


- 01: O contrato de 44 horas entra em vigor. Dias depois eu passo a trabalhar a fazer entregas a pé perto do Imperatriz, já que o Lourival entra em perícia médica.
- 06: meu PC é formatado. O modem de internet discada deixa de funcionar já que o programa foi desinstalado.
- 12: meu modem me deixa possuído e a Internet não conecta por mais de 5 minutos.


Setembro


- 01: ADSL.
- 03: lavo o teclado do meu computador e ele deixa de funcionar. Compro um preto para a revolta de Jardel: “Teu computador é branco e você compra um teclado preto!?”
- 04: última carinha verde no Quadro Emocional.
- 09: No MSN, Jardel diz que foi contratado para tra
balhar no Comper. Nessa mesma conversa, ele me pede para apagar as mensagens do orkut dele. Eu o faço, mas ponho o Orkut dele em russo. Jardel se vinga invadindo meu Orkut e mudando minha senha de acesso.
- 14: o Thiago não é mais repositor. O antigo açougueiro foi demitido e o Thiago ocupou a vaga dele. Para o lugar dele, contrataram o Person.
- 21: exame periódico de saúde ocupacional no Imperatriz. O médico pede um raio-x da minha coluna vertebral.


Outubro


- 13: descubro ter escoliose. O médico do Imperatriz pede para que eu faça fisioterapia.
- 18: começa a fisioterapia.
- 19: a Eliane me deixa operar o caixa dela por u
ns vinte minutos!
- 24: apesar de já ter sido informado por mim que eu não podia pegar peso devido à fisioterapia, o Ismael (subger
ente) me pede para fazer uma entrega como se não fosse nada demais. Dou uma bronca nele na frente de uma cliente vaca.
- 24 a 28: cinco carinhas vermelhas consecutivas no Quadro Emocional revela
m a minha total revolta com a Loja 13.
- 22: tenho um papo cabeça com Jardel, Robisson e Fram, dizendo que algumas pessoas não são como ímãs.
- 23: Problemas com o modem Speed Touch. Uma merda! Quebrei-o na base das pancadas, quebrei também meu outro teclado, acabei perdendo o teclado virtual e o paint.


Novembro


- 07: os problemas com o modem são resolvidos. Comprei um roteador D-Link 500G. Acaba a fisioterapia. GRAÇAS A DEUS!
- 10: enfureço-me com o Ismael quando ele me pede para fazer uma “entreguinha”. Peço para ele
distribuir as compras pondo o que fosse mais pesado embaixo e ele me pergunta “E que diferença faz isso?” Respondi ríspido: “Faz uma entrega que tu vai saber”. Fui para a tesouraria levar bronca.
- 29: o Ismael vai para a Loja de Campinas. Roseli é promovida à subgerente e Eliane a chefe-de-loja. A vaga da Eliane no caixa fica em aberto.
- A bicicleta do Jardel é roubada.


Dezembro


- 02 a 09: carinhas vermelhas. Dor nas costas descomunal.
- 05: uma ex-colaboradora é readmitida e fica com a vaga
da Eliane no caixa. Não fiquei tão puto dessa vez. Não ser promovido já não é nenhuma novidade...
- 09: finalmente sou descartado e meus serviços na entreguinha não precisam ser mais constantes.
- 21: é criado o blog “Gibis do PF”.
- Sinto uma imensa falta dos meus amigos...
- o Laudeli disse que minhas férias foram marcadas para 08 de janeiro de 2007.


.....


Foi um ano bom. O início do ano foi ótimo. Eu e meus amigos, saindo por aí, nos divertindo, bebendo... Não vou esquecer das aulas de inglês do primeiro semestre com a Laís, que foram as melhores, mas 2007 promete o retorno da dupla... das tardes que, depois da Wizard, eu e o Jardel comíamos chocolate na praça... da pequena Duda chamando o Robisson de “Antonieta”, o Jardel de “Jadia” (autoria do Ditter), eu de “Jurema” e que depois mudou para “Alma” porque eu reclamei que era nome de ervilha, e a Fram de “Franga”. O final do ano não foi muito bom. Tudo mudou. O Jardel e o Robisson passaram a trabalhar e a Fram e o Robisson namoram. Passei a ficar insatisfeito com o Imperatriz e sinto que falta alguma coisa para me motivar a trabalhar com vontade novamente. Uma promoção? Talvez, mas um emprego melhor seria muito bom.


O ano de 2006 foi bom, mas 2007 promete ser melhor. E será!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Os sem-Natal

Mais um ano está chegando ao fim e o Natal está aí. É a época de rever os familiares e amigos. É um dia feliz para muitos. Mas um dia triste para outros...

O Natal é uma festa cristã onde é celebrado o nascimento de Jesus Cristo, no dia 25 de dezembro. Mais ou menos um mês antes, as pessoas já começam a preparar a decoração natalina. A indústria e o comércio ficam excitados, visando o dinheiro. Existe também todo aquele espírito natalino de fraternidade e humanidade.

“Por causa do foco na celebração, na festa da família e do encontro dos amigos, as pessoas que não têm nenhum desses ao seu lado ou que recentemente sofreram perdas possuem uma tendência mais forte para ficarem em depressão durante o Natal. Isso aumenta a demanda por serviços de apoio psicológico durante o período.” Wikipédia

Eu sou uma dessas pessoas. Eu sou um sem-Natal. Não há Natal em família aqui em casa. Cada um vai para o seu canto. Eu já estou acostumado desde a minha infância a passar o Natal e o Ano Novo sozinho. Para falar a verdade, acho que nunca tive um Natal nem Ano Novo em família. Minha família não é dessas famílias de televisão, ou até mesmo algumas que existem na vida real. Famílias brigam, sim, mas a minha não se suporta, não se ama.

Depois da família, o que pode ser mais importante para uma pessoa? Resposta: os amigos. Eu amo meus amigos, mas não sei por quê. Acho que sinto a necessidade de ter amigos e procuro tratar todo mundo como tal, mesmo que não ajam como meus amigos do jeito que eu gostaria que me tratassem. Eu sei que agora eles tem responsabilidades. O Robisson trabalha e depois do trabalho vai ficar com a Fram e o Jardel começa a trabalhar pouco depois de eu sair do trabalho. Não nos reunimos todos os quatro há dias. Motivo: desunião.

O Robisson e a Fram podiam se desgrudar um pouco e aceitar os meus incansáveis convites para nos vermos em um domingo e fazer alguma coisa. O Jardel nunca avisa os dias que ele pega folga. Eu procuro manter o contato, mas nunca há um telefone, nunca há um scrap. Eu tenho me sentindo muito sozinho. Eu preciso conversar, rir, brincar com alguém, mas não com qualquer um. Tem que ser um outro amigo, que eu considere amigo, e que esteja sempre disposto a me ouvir quando eu preciso.

Sem amigos reais por perto, tenho os que estão no meu MSN. Mas isso é tão vazio... Eu entro no MSN e o que acontece? Um monte de janelinhas se abrindo e dizendo: “Oi, como você está?” Não, não é assim. Sou sempre eu que tenho que ir atrás das pessoas. Sou sempre eu que puxo um assunto. Eu odeio ficar no vácuo. Falar com alguém e ela nem aí. Demora séculos para responder... e se responder...

Eu já estou cansando de mendigar a atenção, o carinho, a amizade e o afeto de alguém. É vazio. Eu queria tanto ter uma família que eu pudesse chamar de família, que eu não tivesse vergonha, mas sim, orgulho de dizer que “essa é minha mãe, esse é meu pai, esse é meu irmão, essa é minha irmã...” E em relação aos amigos, eu gostaria que fôssemos todos unidos, inseparáveis. Que cada um demonstrasse que gosta do outro, sem medos. Muita gente diz que eu sou tão legal, tão gente boa... Mas eu estou sozinho. Ou melhor... eu sou sozinho.

E eu acho que esse ano não vai ser diferente, infelizmente. Vou passar o meu vigésimo Natal e meu vigésimo Ano Novo em casa, em frente à televisão ou em frente ao meu PC, sem família, sem amigos, mas do jeito de sempre... sozinho...

domingo, 17 de dezembro de 2006

Preguiça

“Preguiça é a inatividade de uma pessoa, aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.” Wikipédia.

Estou com preguiça agora. Estou com preguiça de escrever esse post. Resumindo: estou com preguiça de tudo. E essa preguiça vem me prejudicando.

Eu gosto das coisas organizadas e bem feitas. Eu sou assim. Ou era. Hoje sou um ser ocioso. É algo agradável e desagradável ao mesmo tempo. O agradável é não se cansar, e o desagradável é ver que as coisas não andam como você gostaria que elas andassem. Na verdade, eu acho que a preguiça é gerada pela falta de um estímulo ou autodisciplina.

Ultimamente eu venho escrevendo pouco aqui em “O Cão Ocidental”, que geralmente tem uma ou duas postagens por mês. Mas eu ando pouco estimulado. Pouca gente lê e comenta sem que eu fique insistindo ou pressionando alguém para fazê-lo. Que estímulo eu tenho para escrever? Até minha fonte de idéias secou!

Eu já cheguei a escrever doze páginas de carta para a Dayana, minha amiga por correspondência no Maranhão. Eu sempre tive muito papo com ela e os assuntos eram detalhadamente bem explicados. A carta era totalmente escrita à mão. Hoje eu tenho meu próprio computador e geralmente imprimo minhas cartas. A Dayana gostaria que eu voltasse a escrever uma carta a punho próprio para ela, mas a preguiça de conseguir uma folha pautada e uma caneta descentes, mais o fato de ter a agilidade do computador, me dão preguiça de escrever uma carta manuscrita para ela.

O quarto de todo mundo é uma zona. Sempre tem sujeira, papéis e roupas jogados pelos cantos. O meu não é diferente. Mas acontece que essas mesmas roupas, esses mesmos papéis e essa mesma sujeira estão acumuladas há dias, ou até mesmo, semanas. Já aconteceu várias vezes de eu ir trabalhar e puxar o uniforme soterrado pelas roupas na cadeira do meu PC e fazer ainda mais bagunça. Minhas prateleiras acumulam pó e minhas casinhas de papel estão cheias de inutilidades. Talvez uma bronca bem dada pela minha mãe me convencesse a deixar o meu quarto em condições habitáveis.

Minha vida profissional está sendo vítima dos meus freqüentes acessos de preguiça. O movimento vem sendo fraco nas últimas semanas. Ando chegando ao trabalho atrasado, quase sempre por volta de uns dez minutos. Não tenho sido ágil ao abastecer como antes. Não tenho o mesmo pique, a mesma vontade de antes. Talvez seja pela falta de motivação, por não receber mais elogios como antes ou algum estímulo. Ou quem sabe por não ter sido promovido mais uma vez.

O fato é que eu estou com preguiça. Aqui está uma bagunça, uma desordem. Eu odeio isso. Eu estou ficando maluco e isso definitivamente não é bom...

Cultura demais

Morar na Palhoça é conviver com muita gente pobre, feia e burra. Eu já estou acostumado com isso. Mas sair para um lugar onde há turistas, hippies, preços altos e pessoas de boa aparência e poder aquisitivo, me deixou realmente impressionado.

Um amigo meu havia me convidado para passar o fim-de-semana na casa dele, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Isso foi em um sábado à noite, dia 09 de dezembro. Acho que eram umas 19:30h. Ao sair do carro, comecei a ficar impressionado.

A Lagoa é um outro mundo para mim. As coisas são completamente diferentes aqui na Palhoça, então, fiquei impressionado com tudo. Fomos a uma lanchonete e lá eu soltei minhas primeiras exclamações de espanto. Para começar, lá é tudo muito caro, para explorar os turistas. Um x-frango custou R$ 6,00 e um refrigerante em lata custou R$ 2,00. Aqui na Palhoça, se compra um x-burguer por R$ 2,50. Ok, ok, um x-burguer gorduroso... mas muito saboroso! E por R$ 2,18 pode-se comprar uma Coca-Cola de 2 litros no Imperatriz ou algumas latinhas de Pepsi.

Enquanto eu comida o lanche, eu ficava observando os turistas. Como Palhoça não tem muita coisa que atraia turista, eu fico impressionado quando eu vejo um, mesmo que seja de Criciúma, Joinville, Blumenau... Depois, eu fico um pouco mais impressionado quando eu vejo um de fora de Santa Catarina. Mas eu não vi apenas pessoas brasileiros. Havia estrangeiros! Eu ouvi alguns falando em espanhol. Dias atrás, no Super Imperatriz do Beira-Mar Shopping, eu havia ouvido uma mulher loira conversando com um homem em alemão, ou em alguma língua escandinava! Não consegui identificar.

Além de turistas, as pessoas me chamavam a atenção. Por lá, há muitos hippies. Elas estavam por lá, nas calçadas, vendendo pulseiras e brincos. Coitados deles... Eles mesmos se prenderam ao capitalismo para sobreviver... Aqui na Palhoça não tem quase nenhum. Como o povo daqui não tem poder aquisitivo, os pobres hippies não conseguiriam tirar nem um salário mínimo!

O comércio de lá é muito refinado. Os lugares são amplos, a iluminação é agradável, e os funcionários têm boa aparência e nenhuma espinha. Devido aos turistas, os preços sobem assim como um rojão sobe nas festas de fim de ano. O público é bonito e bem vestido, além do fato de que sabem falar português corretamente, ao contrário do dialeto que se fala aqui na Palhoça.

As ruas não são muito amplas. Muitos carros ficam estacionados na rua, como na Zona Verde palhocense. É um local tranqüilo, apesar da quantidade de gente que havia no local.

A Lagoa da Conceição é um lugar onde se respira cultura. Fiquei realmente impressionado. Eu sabia que existiam locais assim, mas eu nunca havia ido para um desses. E se eu já fiquei impressionado aqui, eu acho que eu explodiria de excitação se eu fosse para um lugar mais sofisticado em uma grande cidade brasileira, e sei lá o que ocorreria comigo se eu fosse para uma Londres ou Paris da vida...