segunda-feira, 20 de novembro de 2006

O berço do mal

O que leva um ser humano a agredir o outro? O que leva um ser humano a matar o outro? Qual é a base da violência, como ela deveria ser enfrentada? Um mal cada vez mais presente na vida da gente.

A violência, infelizmente, já faz parte do nosso cotidiano. Sempre que ligamos a TV para assistir ao telejornal, somos informados que alguém foi morto. Nas grandes cidades, não se pode se sentir mais seguro nem à luz do dia, quanto mais à noite. As pessoas estão cada vez mais presas em casa, com medo da violência.

No post anterior (Brazil com “z”), eu disse que na minha opinião a educação deve ser a prioridade de tudo. Primeiro, a educação dos pais, que lhe passarão os valores como a honestidade e a tratar os outros bem. Segundo, a instrução que se recebe na escola. Muita gente considera desnecessária essa valorização da educação, mas deve ser porque elas não foram suficientemente bem instruídas.

Eu acredito que a educação deve ser a base de tudo pois é ela que forma os bons cidadãos. Ela convence qualquer um a fazer o certo, não o fácil. Darei dois exemplos do efeito que a educação e também da falta dela, pode ter na vida das próprias pessoas e na sociedade. Os efeitos da educação já começam quando o sujeito vai procurar um emprego:

Se ele teve um boa educação, conseguirá um bom emprego, e com disciplina, será um bom profissional, sendo melhor remunerado e valorizado. Com seu salário, poderá viver tranqüilamente, sem dívidas, e de maneira confortável. Poderá se casar com outra pessoa que também teve uma boa educação, terão uma qualidade de vida muito boa, e terão estrutura para poderem criar bem seus filhos. Já quem não teve uma boa educação...

O sujeito cujos pais não lhe dão importância, que o criam por criar, terá mais chances de entrar na vida do crime. Seus pais não o tratavam bem, não estavam nem aí para o jeito com que tratava os outros. Na escola, não tinha motivação para aprender, já que ninguém lhe dava apoio nos estudos. Se envolvia em brigas na escola e apavorava seus colegas com o clássico: “Vou te pegar na hora da saída!” Tenta procurar um emprego, mas não consegue por não ter estudos, se consegue, é um emprego ruim e mal remunerado. Ele chega em casa, estressado com o trabalho e geralmente bêbado. Exige que a mulher seja sua escrava, e acaba agredindo-a com freqüência. Seus vários filhos menores vêem a cena, frágeis.

O sujeito que não tem o amor e o carinho dos pais tem grandes chances de se tornar uma má pessoa. Todos os seres humanos têm emoções e com as experiências de vida, pode tornar-se um sujeito cruel e amargurado. Acredito que a grande maioria dos marginais seja assim por isso, pela falta de uma família bem estruturada. Isso pode interferir na sua educação na escola, já que não tem apoio dos pais. Às vezes, alguns professores acabam sendo mais pai e mãe dos alunos do que os próprios pais biológicos. Supondo que não tenha tido nem o afeto dos professores, a criança desistirá de estudar e será um alvo fácil para entrar no mundo das drogas ou no mundo do crime. Dará mais lucro ser um criminoso do que um trabalhador comum. Tendo um emprego ruim, o marido brigará com a esposa. Brigas em família serão comuns. A família continuará desestruturada.

A falta da educação dos pais, a falta de valores e a falta de amor, podem tornar uma pessoa fria e agressiva. Ela não estará se importando com os sentimentos dos outros. Será egoísta. Como já sofreu muito, não se importa que os outros sofram. Poderá tornar-se um alcoólatra para afogar as mágoas da vida, ou um drogado procurando nas drogas um pouco de felicidade devido aos seus efeitos. Essa falta de amor e esse abandono, pode ser a “justificativa” do porque que um ser humano chega a agredir o outro e até matar.

Porém, acredito que não é somente a pobreza e a falta de oportunidades que podem tornar uma pessoa violenta. As más companhias influenciam bastante cada pessoa, principalmente na adolescência, quando o adolescente fica mais tenso a partir de que começa a ingressar no mundo adulto e passando a ter mais responsabilidade. A sede de poder e a obsessão por dinheiro, pode fazer com que uma pessoa mate até os próprios pais, como a louca Suzane von Richthofen.

Apesar de que por mais que tenha sido sofrida a vida de um criminoso, nada justifica seus atos de violência, pois todos nós devemos saber a amar e respeitar os outros, e a saber fazer o que é certo, e não o que é fácil. Seus atos devem ser punidos com severidade, mas a justiça no Brasil, além de tardar, falha.

Para mim, a educação deve ser priorizada. O sistema penal reformulado, com penas mais severas, e que se faça cumprir a lei. As pessoas devem sair de suas prisões particulares e exigir do governo justiça para poderem viver em paz.

6 comentários:

  1. Concordo plenamente!
    Educação é o mais importante.
    Tecnologia? Educação.
    Saúde? Educação.
    A educação leva a tudo!

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  2. Puxa vida...que critico!!
    pareceu-me q estava lendo uma reportagem da Revista Veja...
    Parabéns!!

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  3. Bom blog, boas palavras... violência não é uma doença (se for, metaforicamente social), mesmo assim é bom focar na prevenão. Educação sempre foi base pra tudo. Mas também há a formação de carater que depende muito mais das bases familiares... ainda falta muito pra nos livrarmos desse mal, mesmo assim, me recuso a pensar que é um sonho utópico..

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  4. Seu post falou tudo e mais um pouco! A falta de educação é que cria sujeitos de má índole. Uma coisa puxa a outra. Parabéns pelo seu post e pelo teu blog!

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  5. Olá... achei a análise interessante, mas nem por isso deixa de ser muito simplista a meu ver... Ficou a impressão que as famílias pobres tem menos valores que as ricas. Ou seja, os jovens não caem na criminalidade porque estão numa situação de miséria, de criminalidade iminente, etc, mas porquê as famílias os transforma em bêbados, bandidos e assassinos.

    Fica parecendo que é compreensível a um jovem pobre cair na criminalidade porque sua família não tem valores. Agora, no caso de família rica, como a da Suzane Von Richtofen, aí sim existe educação e valores, então ela só pode ser louca.

    A questão não é meramente familiar, mas sim social. Mas como já estou estendendo demais este comentário, prefiro ficar por aqui. Discutimos isso em outra oportunidade.

    Um abraço, Paulo

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  6. mto mto bom!
    sério.
    cabeça fodida (no bom snetido)

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