terça-feira, 10 de outubro de 2006

Valores


Que educação você recebeu dos seus pais? Que educação os pais de seus pais receberam? Eles lhe ensinaram o que é certo e o que errado? Você as aplica? Você as aplicou? Você é um bom cidadão?

O mundo em que vivemos hoje está cada vez mais louco. Ninguém precisa ser muito inteligente para se ter essa conclusão. Se você perde a sua carteira, diga adeus ao seu dinheiro, diga adeus aos seus documentos porque ninguém vai ser bonzinho de devolver. Se você é uma mulher grávida, entra no ônibus e ele está lotado, conforme-se em ficar de pé, pode ser que ninguém ceda seu lugar para você. Se você for atropelado por um carro e uma cambada de gente vir correndo até você, não espere que alguém vá chamar ajuda: ela quer ver você sofrendo. As pessoas boas estão cada vez mais raras.

A família é a base de tudo. Seus pais irão lhe dizer o que é certo e o que é errado desde criança, caso sejam bons pais. Eles lhe ensinarão que é errado roubar, matar, enganar, entre muitas outras coisas. Se você for um bom filho, você irá respeitá-los e seguir o que eles lhe ensinaram, mas se você for um filho ruim, você merece mesmo é se ferrar para deixar de ser idiota. Muitas famílias hoje estão desestruturadas, o que justifica o fato de a nossa sociedade ser do jeito que é: cheia de gente que não presta.

A honestidade é um desses valores que os bons pais ensinam. Perder uma carteira com o seu salário é para dizer adeus para ela. Um dos casos de honestidade que me lembro (e que teve até uma reportagem na televisão devido a esse acontecimento raro), foi o caso de um faxineiro que encontrou acho que uns cem mil dólares em um aeroporto. O faxineiro “podia” (ele tinha direito?) ter sido desonesto e pego o dinheiro só para ele, já que isso é o “certo” no Brasil, mas ele sabia que aquele dinheiro todo, que podia proporcionar a ele uma vida mais confortável, não era dele e resolveu devolver. O dinheiro era de um estrangeiro e este não deu a ele um mísero centavo. Sentindo pena dele, alguém do governo, querendo aparecer, é lógico, doou um pouco de dinheiro ao faxineiro. E se você fosse o faxineiro? Devolveria o dinheiro ou pegava pra você? E se fosse o seu dinheiro?

Nossa sociedade também é hipócrita. Ainda se baseando no caso do faxineiro, algumas pessoas diriam: “Ah, eu devolveria. Eu sou honesto!”, mas se fosse ela que estivesse na pele do faxineiro, ela não resistiria àquele dinheiro implorando: “Me usa! Me usa!” Mas não é só isso. Muita gente diz: “Ah, eu não sou racista!”, mas tem gente que esconde o dinheiro e os objetos de valor do alcance ou faz piadinhas racistas e tem mesmo é nojo de negro.

Poucas pessoas estão dispostas a ajudar as outras. Se uma grávida de oito ou até mesmo nove meses entra em um ônibus lotado, não serão muitas pessoas que irão ceder seu lugar para ela. Se alguém é atropelado, uma coisa é certa. Muitas pessoas irão até o local do acidente para ver a desgraça de quem foi atropelado, e não para ajudar.

A maioria das pessoas age assim, egoisticamente, mas será que isso significa que você deve agir do mesmo modo? Claro que não!

Procure tornar-se a cada dia uma pessoa melhor. Seja educado, elogie os outros quando devem, ajude os outros, tenha paciência, valorize seus verdadeiros amigos, seja honesto, seja grato, seja leal, respeite os outros, seja otimista, seja tolerante, seja humilde, tenha compaixão, saiba se desculpar, saiba perdoar, saiba ouvir, aprender, saiba dar valor às pessoas que você ama.

Você deve pensar em fazer o bem, fazer o certo. Faça algo de bom para as pessoas. Faça-o sem esperar nada em troca. Não espere que os outros dêem o primeiro passo, dê você! Não espere que os outros mudem, mude você! Seja a mudança! E você será mais feliz...
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