sábado, 26 de agosto de 2006

Quarenta e quatro horas


Um chamado, uma notícia boa e outra ruim. Um informativo sobre o novo contrato de 44 horas de trabalho semanais no mês em que completei 1 ano de Imperatriz.

A manhã do dia 31 de julho transcorria de maneira normal. Eu ainda estava sem os meus óculos trabalhando no corredor do pesado até uma pessoa de preto me chamar: “Ô Peterson!” Na hora eu não havia reconhecido a pessoa, e ela havia sumido. Como eu já havia terminado de abastecer os produtos da plataforma, levei-a de volta ao depósito e a pessoa de preto me chamou de novo: era o Laudeli, que ia em direção à cozinha.

Haviam três pessoas à mesa: Laudeli (gerente), Roseli (chefe de loja) e a Laurete (serviços gerais). O Laudeli disse que tinha duas notícias para me dar: “uma boa e uma ruim. Qual que ter primeiro?” Eu optei pela notícia ruim, para ser amenizada pela notícia boa. Eu não tinha muita idéia do que fosse a notícia ruim. Na verdade, não tive nem tempo pra pensar muito em qual poderia ser. Já a notícia boa, poderia ser uma promoção.

A notícia ruim era a de que o Lourival (empacotador) pegaria férias antecipadamente para fazer uma cirurgia e de que eu passaria a fazer entregas durante esse tempo. Já a notícia boa não foi uma promoção, mas quase. O meu contrato de trabalho foi ampliado de 36 para 44 horas semanais, o que significa mais grana (cerca de R$ 540,00). Para finalizar, o Laudeli e a Roseli falaram bem do meu trabalho e eu fiquei feliz.

O meu novo horário passa a ser:

Primeiro turno:
Entrada: 06:35
Saída: 12:00 (aproximadamente)

Almoço:
Período de 1h10

Segundo turno:
Entrada: 13:10
Saída: 15:35 (segundas) e 15:00 (terças à sábados)

E assim foi...
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Dias de fumaça


Ponte que se quebra, consulta demorada, tarada das lentes, e muita coisa fora de foco. Um relato de Peterson Florindo sobre os dias em que ficou enxergando nada muito além de fumaça.

Tudo começou em uma quinta-feira de manhã do dia 20 de julho. Eram quase seis horas da manhã. Meus óculos estavam sujos e eu resolvi lava-los. Fui na pia do banheiro pra lavar as lentes plantando a paz, e não usando de violência bruta, como eu fazia de vez em quando. De repente, a ponte quebra de maneira sutil. Eu fiquei sem reação e dei uma risadinha irônica do tipo: “Hahaha! Eu não estou acreditando nisso!” Mas ao invés de se lamentar ou procurar uma maneira pobre de reunificar as lentes com fita adesiva ou uma Super-Bonder, fui trabalhar normalmente, afinal, C’est la vie! O que tem solução tem solução e o que não tem, não tem, então não havia motivo para desespero.

A sensação de ficar sem óculos é mais ou menos igual a de olhar através de um vidro fosco. Quanto maior a miopia, mais fosco seria esse vidro. Eu prefiro dizer que eu estou vendo fumaça.

Fui trabalhar normalmente e não ocorreu nenhum acidente enquanto eu estive cego: encaixei os paletes nas gavetas sem estourar os sarrafos do depósito e faze-lo desabar, não atropelei e nem passei com o carrinho plataforma no pé de ninguém, em resumo, nada que me deixasse encrencado. Informei ao Laudeli que eu estava “cego” e pedi para ele marcar uma consulta com um oftalmologista pelos convênios do Imperatriz.

A consulta foi dia 26 na clínica da Medley em Barreiros, São José. Tive que ir com a mãe para poder ser guiado se eu tivesse que usar um soro que dilata a pupila e você fica praticamente cego. Para se ter uma idéia, esse soro faz você enxergar ainda pior. Você não consegue ler nada, nem mesmo há dez centímetros de distância do objeto.

O exame foi simples. O oftalmologista pôs o medidor de acuidade visual no meu rosto e pelas lentes, pôs uma luz no meu olho para ver sei lá o que lá dentro. Depois, ele foi passando as lentes e me pedindo para comparar as lentes entre “Essa ou essa?” de acordo com a melhor maneira pra eu enxergar. Não houve soro e gastei dinheiro com a passagem da mãe à toa (mas o bom foi que ela serviu de guia turística). A minha miopia aumentou. Segue abaixo a receita do meu primeiro óculos e a do segundo apenas com os detalhes importantes.

1ª Consulta

HOSPITAL REGIONAL DE SÃO JOSÉ
DR. HOMERO DE MIRANDA GOMES
SERVIÇO DE OFTALMOLOGIA

RECEITA PARA ÓCULOS


LONGE

Esférico
OD: -2,25
OE: -2,00

DP: 65 mm

10/11/04

Jonathan S. Aguni
Médico
CRM/SC 11008

2ª Consulta


DR. ODILON DE NAPOLI

Prescrição de lentes

LONGE

Esférico
OD: -2,50
OE: -2,75

Cilíndrico
OD: -0,50
OE: -0,25

Eixo:
OD: 180º
OE: 180º

DPOD: √
OE: √

26/JUL/2006

Dr. Odilon de Napoli
Oftalmologista
Clínica – Cirurgia
CRM/SC 11163

Assinatura: Oo

Eu gostaria de fazer algumas observações sobre essas receitas, todas sobre a segunda consulta: lentes cilíndricas indicam que agora eu tenho astigmatismo também e que o símbolo “√” foi utilizado porque era o símbolo mais parecido com a letra que o médico fez.

Ao sair da clínica, uma mulher loira brotou do chão depois que a porta do médico foi fechada. Ela queria me vender lentes. Ela testou em mim. É desconfortável pôr e principalmente retirar as lentes. Fiquei tão satisfeito com o resultado que eu havia até encomendado as lentes com ela. Dois dias depois, ela me liga informando que as lentes chegariam dali a quinze dias. Como eu já estava ficando louco por ver fumaça há dias, desisti das lentes e decidi comprar óculos mesmo.

Comprei os meus óculos na Ótica Essencial, no centro de Palhoça. As atendentes foram tão simpáticas que eu fiquei positivamente impressionado. Comprei uma armação cara. Ela é curvada e custou R$ 300,00. A melhor da loja para a vendedora. As lentes são “Transitions”, aquelas que escurecem com a luz do sol, que me custaram R$ 215,00. No total, R$ 515,00. Custou caro, mas pra mim, valeu a pena, já que vou ter os olhos protegidos dos Raios UV pelas lentes Transitions e os dias de fumaça viraram fumaça.

E assim foi...

sábado, 19 de agosto de 2006

Wizard Flex


Comecei na terça-feira, 08 de agosto a assistir as aulas da Wizard na modalidade “Flex”. O professor é o mesmo do semestre passado, o Rodrigo. Estou fazendo o Livro 2 (são quatro livros), mas em uma modalidade diferente de aprendizagem.

Semestre passado eu fazia com turma normal (era eu e a Laís). Como a minha jornada de trabalho foi aumentada, eu não tinha mais como assistir as aulas às 13:00h. Fui na Wizard e falei com o meu professor e com a Carol que eu teria que assistir as aulas mais tarde, lá pelas 16:00h. O professor sugeriu que eu assistisse as aulas no Flex, mas preferi continuar em turma.

No meu primeiro dia de aula pelo Livro 2, que foi dia 07 de agosto, mudou o professor (foi a Tatiana, que deu as Lições 30 e a Review 05 pra mim e para a Laís semestre passado), e o ritmo. O meu ritmo era rápido demais em relação aos outros, então decidi falar com a Carol e mudar para o Flex. Ela agendou uma aula para mim no dia seguinte.

O professor continua sendo o Rodrigo. A modalidade Flex é diferente da Class (a que eu fazia). No Flex, as aulas são assim: o aluno fica em um cubículo onde há uma mesinha com um rádio-gravador. De um lado dessa mesinha fica o professor e do outro o aluno, que põe o fone no ouvido e toca o CD.

O CD fica tocando e o aluno vai fazendo o que a voz do homem do CD (e não mais a da mulher) pede. Ele começa falando as frases do livro e você repete duas vezes em inglês. Depois, ele passa a falar em português aquelas frases anteriores em português, mas você continua falando em inglês. Depois, ele pede para você passar umas frases para o inglês, como o professor fazia em sala. E assim segue a aula. O aluno tem o poder sobre o rádio. Ele pode parar e voltar se tiver dificuldade e nessa hora o professor o auxilia explicando. É simples. Para mim, que tenho um ritmo rápido, o Wizard Flex é muito bom.

E isso é tudo!