sábado, 29 de julho de 2006

Fim-de-semana na Praia da Pinheira


Praça que não chega, cobrador lesado, dedão, céu claro, mar azul e engarrafamento. Um guia sobre o sempre breve final-de-semana, na casa de praia dos pais da Fram, na Praia da Pinheira, aqui mesmo, em Palhoça.

O convite foi meio por acaso. Eu estava com o Robisson e Fram e ela comentou que ia passar o final-de-semana na casa de praia que os pais dela têm. Eu perguntei se eu podia ir (ou não? Não me lembro bem) e ela disse que ia perguntar para os pais dela. Eles deixaram.

Na sexta-feira, 21 de julho, eu telefonei para a casa do Robisson lá pela 21h. A mãe dele me atendeu e disse que ele estava na casa da Fram. Fui no banheiro lavar o rosto e não deu nem cinco minutos e era a Fram me ligando. Ela disse que eles iriam à praia primeiro e que eu deveria pegar um ônibus ou às 14, ou às 16 ou às 19h e me disse para esperar na praça da Pinheira que eles viriam ao meu resgate.

Cheguei do trabalho pra casa às 13.15h. Tomei um banho e entrei na Internet. Não tinha muito que fazer: poucos scraps no Orkut e quase ninguém puxando assunto no MSN. Saí de casa às 15.30h.

No ponto de ônibus ao lado da Igreja Matriz da Palhoça, comprei um cartão de R$ 10,00 pro meu celular pra trocar informações com a Fram e o Robisson. A primeira mensagem que mandei foi essa:

“Já to no pto da palhoça. Nao da pra v oq ta escrito! To com mido”
Tradução: “Já estou no ponto (de ônibus) da Palhoça (esse ao lado da Igreja). Não dá pra ver o quê está escrito. Estou com medo!”

Pois é, eu não conseguia ler aquele letreiro do ônibus, só de muito perto. Eu estava sem óculos porque ele quebrou na quinta-feira passada, mas isso é assunto para outro post. A Fram, junto com o Robisson, me telefonou dizendo que o ônibus que eu deveria pegar era um azul, da Paulotur, e que ia para a Pinheira mesmo, nada de ônibus para a Enseada. Eu disse que não sabia onde ficava a praça e o Robisson sugeriu que eu perguntasse para o cobrador que ele ia me informar.

Levou meia hora e o ônibus apareceu (16:30h). Sentei ao lado de um senhor (senhor não, não vou ser tão educado. Vamos dizer... de um velho!) de uns 40 e tantos anos e perguntei-lhe onde ficava esse diabos da praça da Pinheira (não usei a palavra “diabos”, só estou dando ênfase). Ele disse que ia saltar antes. Perguntei para uma mulher de uns 30 anos que também ia saltar antes. Sem alternativa, perguntei para o cobrador mesmo, que disse que me avisaria. A passagem custou R$ 5,40 (uma pequena fortuna).

O ônibus estava entrando na BR-101 e teve que esperar uma brecha para entrar, já que não parava de passar carro um atrás do outro. Era só zuuuuum, zuuuuuuum!. O senhor do meu lado começou a reclamar porque o cobrador, uma mulher loira e outro cara da Paulotur conversavam animadamente. Comecei a ficar com medo: parecia o meu pai reclamando!

A viagem teria sido bem mais tranqüila se eu já tivesse ido para a praça da Pinheira antes. Eu ficava girando o pescoço de um lado para o outro procurando pela tal praça. A paisagem era bem agradável. Era a BR no meio de um monte de árvores. De vez em quando, entrávamos no meio dessa Palhoça pobre e feia, mas depois voltávamos a ver só o verde da vegetação. É um caminho bem longo. Para quem não sabe, o centro de Palhoça fica quase no extremo norte do município, e a Praia da Pinheira bem no extremo sul. A viagem levou bem mais de meia hora, mais demorada do que ir para Santo Amaro.

Eu já estava começando a ficar irritado porque a maldita praça não chegava. Então começaram a chover comércios com nomes bem criativos: (tipo de estabelecimento) + Pinheira, alguma coisa Pinheira. Eu vi algo muito parecido com uma praça perto do Supermercado Santos. Então eu fui falar com cobrador... CADÊ O DEMONHO DO COBRADOR? Aquele desgraçado havia saído e ele subiu novamente no ônibus depois do que ele me disse ser a “Praça da Pinheira”.

Saí do ônibus e fui comprar cartão para orelhão mesmo, já que a bateria do meu Motorola (tijolão) 120t havia acabado. Na farmácia... Pinheira (eia criatividade para o nome da farmácia!) que eu não fui não tinha. Fui para a praça comprar por ali mas não precisou. A Fram e o Robisson gritavam me chamando.

No caminho até a casa de praia dos pais da Fram, eles me contaram que viram um pingüim, mas que a Fram não havia trazido sua câmera digital nessa hora, e que a tatuíra, um bicho da praia bem feinho, é perigoso porque entra pelo ânus. Ainda na praia, vimos outro pingüim! Seria legal se ele já não estivesse morto. Não vi traços de óleo no bicho. E também não havia como eu ver já que eu estava vendo tudo embaçado, como se tivesse saindo fumaça.

Chegamos na casa da Fram. Tomei café lá, informei que a ponte dos meus óculos se partiu e que eu estava “cego”, e descobri que a tatuíra não entra lá onde o sol não bate.

Por volta das 20h, fomos na praia. Estava meio friozinho porque ventava. Não havia iluminação próxima à praia. Estava completamente escuro e muito difícil de ver onde se pisava pela pouca luz. O Robisson deu alguns sustos na Fram. O céu estava claro e salpicado de estrelas (efeito da falta de luz por perto). Dava até de ver aquele rastro branco de um monte de estrelas pequenas. E isso que eu estava sem óculos! Desde que meus óculos quebrou, quando eu vou trabalhar ainda não amanheceu e tem até lua! Num dia desses, eu vi um borrão de umas sete luas minguantes porque eu estava sem os óculos, evidentemente. Depois de batermos um monte de fotos no breu da praia, ficamos conversando num banco mais longe da praia e iluminado pela luz laranja do poste.

Jantamos e ficamos no quarto. A Fram usou uma micro-saiazinha e o pai dela não gostou nada. Ela ficou reclamando. Depois que a Fram e o Robisson já haviam tomado banho, ficamos nós e os pais dela no quarto. Ficaram falando do tamanho do dedão do meu pé, o que me deixou intrigado, porque eu acho o dedo do meu pé normal e até bonito. Por fim, concluímos que todos tem dedos esquisitos, seja os do pé ou da mão. Depois, os pais dela foram dormir no quarto ao lado. A Fram foi dormir lá depois. Enquanto não ia, ela e o Robisson ficaram namorando. Eu só segurando vela, um castiçal, um candelabro. Fomos dormir à meia-noite com o barulho do mar.

Acordamos às 09.00h. Os pais da Fram saíram. Eu lá com fome e o Robisson nada de se levantar. A Fram disse que ninguém tomaria café primeiro que ninguém, então, fiquei proibido de tocar nele até que nós três nos reuníssemos à mesa. Depois de a Fram ter se maquiando toda, e o Robisson solucionado o seu dilema com sua cueca, podemos tomar café. Lavamos a louça depois (a Fram lavou e deixou um mar de espuma e eu sequei) e enquanto os pais da Fram não chegavam, li o capítulo “Riddle, o enigma”, de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, de J. K. Rowling. Os pais dela chegaram e eu parei na parte que Dumbledore (jovem) conversava com a Sra. Cole, a tarada do gim. Fomos para a praia.

Areia branca, céu limpo e o mar azulzinho. Caribe? Não, Praia da Pinheira. Realmente Palhoça é bela por natureza, mas só por natureza mesmo. A diferença entre a Pinheira e o Caribe é que havia poucas pessoas e nenhum turista rico e branquelo (pelo menos eu não vi). Mais um monte de fotos, passamos pelo bando de urubus e seus bicos assassinos e ficamos nas pedras. Robisson e Fram tiveram a idéia amalucada de entrar na água fria e eu fui obrigado a entrar. A água estava gelada pra caramba, mas depois que a gente molha a cabeça, o corpo fica homogeneamente gelado. Foi a primeira vez que eu entrei no mar após quase seis anos. Não ficamos nem vinte minutos na água. Eu saí primeiro. Depois, me deram ostra crua pra comer. Não tem gosto (eu dei uma matigada e engoli direto), mas é uma gosma bem esquisita. O ruim é o gosto da água salgada.

Voltamos para a casa da Fram, tiramos o sal tomando banho de mangueira e almoçamos. No almoço, a Fram teve um acesso de ira e... ciúmes quando a mãe dela falou que a Sabrina (Aquela-que-não-deve-ser-nomeada) era “uma menina educada”. De tarde, fomos na casa de praia da Lu, prima da Fram, fomos para a casa da Fram e jogamos futebol (Fram e Peterson 1-4 Robisson e Lu – gols de Peterson, dois do Robisson e um da Lu). Queríamos ir à praia novamente, mas era hora de ir embora.

Saímos de lá por volta das 16.00h. Eu, Robisson e Fram fomos num carro com os parentes dela. Os pais da Fram foram em outro. Quando entramos na BR, fomos introduzidos em um engarrafamento pouco depois. Como estava bem demorado, terminei de ler o capítulo “Riddle, o Enigma”. O sol se pôs e escureceu. Ficamos no engarrafamento até às 19.45h, hora em que a Fram foi devolvida a sua casa onde vive e eu fui para a casa enxergando muita fumaça.

E assim foi...

4 comentários:

  1. Muito interessante seu blog. Parabéns!

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  2. "... e assim foi"... mais um momento simples mas inesquecível da vida. Ai o que seria de nós sem nossos amigos?
    Você já pensou em mudar o layout do seu blog? Eu sei bem fazer template. Posso te ajudar, se você quiser, claro. :)Basta me visitar e deixar um recado lá.

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  3. huahahahahahuauaa
    Soh pa deixar a gente com inveja!!
    BjoO

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