sábado, 29 de julho de 2006

Fim-de-semana na Praia da Pinheira


Praça que não chega, cobrador lesado, dedão, céu claro, mar azul e engarrafamento. Um guia sobre o sempre breve final-de-semana, na casa de praia dos pais da Fram, na Praia da Pinheira, aqui mesmo, em Palhoça.

O convite foi meio por acaso. Eu estava com o Robisson e Fram e ela comentou que ia passar o final-de-semana na casa de praia que os pais dela têm. Eu perguntei se eu podia ir (ou não? Não me lembro bem) e ela disse que ia perguntar para os pais dela. Eles deixaram.

Na sexta-feira, 21 de julho, eu telefonei para a casa do Robisson lá pela 21h. A mãe dele me atendeu e disse que ele estava na casa da Fram. Fui no banheiro lavar o rosto e não deu nem cinco minutos e era a Fram me ligando. Ela disse que eles iriam à praia primeiro e que eu deveria pegar um ônibus ou às 14, ou às 16 ou às 19h e me disse para esperar na praça da Pinheira que eles viriam ao meu resgate.

Cheguei do trabalho pra casa às 13.15h. Tomei um banho e entrei na Internet. Não tinha muito que fazer: poucos scraps no Orkut e quase ninguém puxando assunto no MSN. Saí de casa às 15.30h.

No ponto de ônibus ao lado da Igreja Matriz da Palhoça, comprei um cartão de R$ 10,00 pro meu celular pra trocar informações com a Fram e o Robisson. A primeira mensagem que mandei foi essa:

“Já to no pto da palhoça. Nao da pra v oq ta escrito! To com mido”
Tradução: “Já estou no ponto (de ônibus) da Palhoça (esse ao lado da Igreja). Não dá pra ver o quê está escrito. Estou com medo!”

Pois é, eu não conseguia ler aquele letreiro do ônibus, só de muito perto. Eu estava sem óculos porque ele quebrou na quinta-feira passada, mas isso é assunto para outro post. A Fram, junto com o Robisson, me telefonou dizendo que o ônibus que eu deveria pegar era um azul, da Paulotur, e que ia para a Pinheira mesmo, nada de ônibus para a Enseada. Eu disse que não sabia onde ficava a praça e o Robisson sugeriu que eu perguntasse para o cobrador que ele ia me informar.

Levou meia hora e o ônibus apareceu (16:30h). Sentei ao lado de um senhor (senhor não, não vou ser tão educado. Vamos dizer... de um velho!) de uns 40 e tantos anos e perguntei-lhe onde ficava esse diabos da praça da Pinheira (não usei a palavra “diabos”, só estou dando ênfase). Ele disse que ia saltar antes. Perguntei para uma mulher de uns 30 anos que também ia saltar antes. Sem alternativa, perguntei para o cobrador mesmo, que disse que me avisaria. A passagem custou R$ 5,40 (uma pequena fortuna).

O ônibus estava entrando na BR-101 e teve que esperar uma brecha para entrar, já que não parava de passar carro um atrás do outro. Era só zuuuuum, zuuuuuuum!. O senhor do meu lado começou a reclamar porque o cobrador, uma mulher loira e outro cara da Paulotur conversavam animadamente. Comecei a ficar com medo: parecia o meu pai reclamando!

A viagem teria sido bem mais tranqüila se eu já tivesse ido para a praça da Pinheira antes. Eu ficava girando o pescoço de um lado para o outro procurando pela tal praça. A paisagem era bem agradável. Era a BR no meio de um monte de árvores. De vez em quando, entrávamos no meio dessa Palhoça pobre e feia, mas depois voltávamos a ver só o verde da vegetação. É um caminho bem longo. Para quem não sabe, o centro de Palhoça fica quase no extremo norte do município, e a Praia da Pinheira bem no extremo sul. A viagem levou bem mais de meia hora, mais demorada do que ir para Santo Amaro.

Eu já estava começando a ficar irritado porque a maldita praça não chegava. Então começaram a chover comércios com nomes bem criativos: (tipo de estabelecimento) + Pinheira, alguma coisa Pinheira. Eu vi algo muito parecido com uma praça perto do Supermercado Santos. Então eu fui falar com cobrador... CADÊ O DEMONHO DO COBRADOR? Aquele desgraçado havia saído e ele subiu novamente no ônibus depois do que ele me disse ser a “Praça da Pinheira”.

Saí do ônibus e fui comprar cartão para orelhão mesmo, já que a bateria do meu Motorola (tijolão) 120t havia acabado. Na farmácia... Pinheira (eia criatividade para o nome da farmácia!) que eu não fui não tinha. Fui para a praça comprar por ali mas não precisou. A Fram e o Robisson gritavam me chamando.

No caminho até a casa de praia dos pais da Fram, eles me contaram que viram um pingüim, mas que a Fram não havia trazido sua câmera digital nessa hora, e que a tatuíra, um bicho da praia bem feinho, é perigoso porque entra pelo ânus. Ainda na praia, vimos outro pingüim! Seria legal se ele já não estivesse morto. Não vi traços de óleo no bicho. E também não havia como eu ver já que eu estava vendo tudo embaçado, como se tivesse saindo fumaça.

Chegamos na casa da Fram. Tomei café lá, informei que a ponte dos meus óculos se partiu e que eu estava “cego”, e descobri que a tatuíra não entra lá onde o sol não bate.

Por volta das 20h, fomos na praia. Estava meio friozinho porque ventava. Não havia iluminação próxima à praia. Estava completamente escuro e muito difícil de ver onde se pisava pela pouca luz. O Robisson deu alguns sustos na Fram. O céu estava claro e salpicado de estrelas (efeito da falta de luz por perto). Dava até de ver aquele rastro branco de um monte de estrelas pequenas. E isso que eu estava sem óculos! Desde que meus óculos quebrou, quando eu vou trabalhar ainda não amanheceu e tem até lua! Num dia desses, eu vi um borrão de umas sete luas minguantes porque eu estava sem os óculos, evidentemente. Depois de batermos um monte de fotos no breu da praia, ficamos conversando num banco mais longe da praia e iluminado pela luz laranja do poste.

Jantamos e ficamos no quarto. A Fram usou uma micro-saiazinha e o pai dela não gostou nada. Ela ficou reclamando. Depois que a Fram e o Robisson já haviam tomado banho, ficamos nós e os pais dela no quarto. Ficaram falando do tamanho do dedão do meu pé, o que me deixou intrigado, porque eu acho o dedo do meu pé normal e até bonito. Por fim, concluímos que todos tem dedos esquisitos, seja os do pé ou da mão. Depois, os pais dela foram dormir no quarto ao lado. A Fram foi dormir lá depois. Enquanto não ia, ela e o Robisson ficaram namorando. Eu só segurando vela, um castiçal, um candelabro. Fomos dormir à meia-noite com o barulho do mar.

Acordamos às 09.00h. Os pais da Fram saíram. Eu lá com fome e o Robisson nada de se levantar. A Fram disse que ninguém tomaria café primeiro que ninguém, então, fiquei proibido de tocar nele até que nós três nos reuníssemos à mesa. Depois de a Fram ter se maquiando toda, e o Robisson solucionado o seu dilema com sua cueca, podemos tomar café. Lavamos a louça depois (a Fram lavou e deixou um mar de espuma e eu sequei) e enquanto os pais da Fram não chegavam, li o capítulo “Riddle, o enigma”, de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, de J. K. Rowling. Os pais dela chegaram e eu parei na parte que Dumbledore (jovem) conversava com a Sra. Cole, a tarada do gim. Fomos para a praia.

Areia branca, céu limpo e o mar azulzinho. Caribe? Não, Praia da Pinheira. Realmente Palhoça é bela por natureza, mas só por natureza mesmo. A diferença entre a Pinheira e o Caribe é que havia poucas pessoas e nenhum turista rico e branquelo (pelo menos eu não vi). Mais um monte de fotos, passamos pelo bando de urubus e seus bicos assassinos e ficamos nas pedras. Robisson e Fram tiveram a idéia amalucada de entrar na água fria e eu fui obrigado a entrar. A água estava gelada pra caramba, mas depois que a gente molha a cabeça, o corpo fica homogeneamente gelado. Foi a primeira vez que eu entrei no mar após quase seis anos. Não ficamos nem vinte minutos na água. Eu saí primeiro. Depois, me deram ostra crua pra comer. Não tem gosto (eu dei uma matigada e engoli direto), mas é uma gosma bem esquisita. O ruim é o gosto da água salgada.

Voltamos para a casa da Fram, tiramos o sal tomando banho de mangueira e almoçamos. No almoço, a Fram teve um acesso de ira e... ciúmes quando a mãe dela falou que a Sabrina (Aquela-que-não-deve-ser-nomeada) era “uma menina educada”. De tarde, fomos na casa de praia da Lu, prima da Fram, fomos para a casa da Fram e jogamos futebol (Fram e Peterson 1-4 Robisson e Lu – gols de Peterson, dois do Robisson e um da Lu). Queríamos ir à praia novamente, mas era hora de ir embora.

Saímos de lá por volta das 16.00h. Eu, Robisson e Fram fomos num carro com os parentes dela. Os pais da Fram foram em outro. Quando entramos na BR, fomos introduzidos em um engarrafamento pouco depois. Como estava bem demorado, terminei de ler o capítulo “Riddle, o Enigma”. O sol se pôs e escureceu. Ficamos no engarrafamento até às 19.45h, hora em que a Fram foi devolvida a sua casa onde vive e eu fui para a casa enxergando muita fumaça.

E assim foi...

domingo, 16 de julho de 2006

Copa do Mundo 2006 - Final


Pela segunda vez na história, o jogo mais esperado do Mundo foi decidido nos castigos máximos. E depois de em 1994 a Itália não ter tido a sorte do seu lado, desta vez Pirlo, Materazzi, De Rossi, Del Piero e Grosso não cometeram erros, como francês David Trezeguet a disparar contra a barra, entregando a glória à nação italiana, que nunca tinha vencido um jogo nos pênaltis em Copas do Mundo.

Semifinais

Alemanha 0-2 Itália

Não vi direito o jogo de novo! No tempo normal acabou 0-0. Peguei o finalzinho da prorrogação. Ao que parece, foi um jogo disputado. Quando ao minuto 118’ de jogo a Itália chegou na área alemã eu pressentia o pior, que veio. Grosso fez 1-0 Itália. Depois, (não tenho certeza, mas acho que foi o Del Piero) acabou com o sonho do tetra alemão e deixou o sonho do tetra italiano quase real.

Portugal 0-1 França

Diabólicos juízes! Logo no primeiro tempo, a França conseguiu um pênalti duvidoso e Zidane fez 1-0. Portugal tentou muito, Cristiano Ronaldo tentou dar um de brasileiro quando “voou” ao ser levemente empurrado por um francês que não faz diferença saber o nome. E não deu para Portugal ir para a sua primeira final e tentar o título inédito. A França estava como o Brasil na Copa de 2002: desacreditada. Após penar para se classificar no grupo mais fácil da Copa, a França chegou a sua segunda final em oito anos. E o pior é que eu temo que ela vá ganhar, essa tranqueira!

Disputa do 3º lugar

Alemanha 3-1 Portugal

Não vi nada desse jogo. A Alemanha fica em terceiro e a Alemanha fica feliz. =)

Final

Itália 1-1 França

Como não pude ver o jogo porque fiquei vomitando, vai o resumo do site da FIFA:

“O Estádio Olímpico de Berlim assistiu a um duelo intenso, do princípio ao fim. Zinedine Zidane parecia querer dar o maior brilho possível ao seu final de carreira quando, logo aos sete minutos da partida, inaugurou o marcador, mas Marco Materazzi, aos 19’, empatou a partida, adiando tudo para o prolongamento. E no tempo extra (110’) estes dois jogadores voltaram a ser fundamentais, já que o médio francês agrediu, à cabeçada, o defesa italiano, vendo o inevitável cartão vermelho e manchando uma despedida que, de outra forma, seria de um enorme orgulho.

A partida:
6' Depois de uma longa e dramática pausa na partida, aguardando pelo desfecho do golpe na cabeça sofrido por Thierry Henry, vimos um dos mais fantásticos gols de abertura, depois que Marco Materazzi foi considerado culpado de impedir o avanço de Florent Malouda quando o atleta invadia a área. A cobrança de pênalti resultante viu dois candidatos à Bola de Ouro adidas frente a frente. Zinedine Zidane ganhou esta, com um chute descarado que enganou Gianluigi Buffon, ricocheteando na trave e voltando e chegando à grama a menos de meio metro da linha. (0-1)
9' Materazzi, talvez inseguro de seu papel no primeiro gol francês, chegou perto de aumentar a vantagem de les bleus, mas teve de se resinar a ver o cruzamento de Willy Sagnol bater na rede pelo lado de fora, com Buffon movimentando-se freneticamente em sua linha.
14’ Com a habilidade de Andrea Pirlo perigosa como sempre, Lilian Thuram mostrou bravura admirável ao mergulhar e mandar para escanteio uma cobrança de bola parada, de uma posição que poderia facilmente resultar em um gol contra do zagueiro da Juventus.
19’ A Itália se recompôs, graça a uma potente combinação da maestria de Pirlo com bolas paradas e a habilidade aérea de Materazzi, quando o último realizou uma espetacular redenção do seu erro anterior, subindo acima da defesa francesa e mandando o escanteio do primeiro através de um indefeso Fabien Barthez. (1-1)
35’ Um toque de bola bonito da azzurra perto da área francesa deu a Luca Toni sua primeira chance de gol, mas Thuram deslizou de forma decisiva para fazer um corte salvador no último instante. A defesa de Raymond Domenech novamente lutou para lidar com a potência e a altura da Itália no escanteio resultante. Mas Toni cabeceou mais um cruzamento preciso de Pirlo no travessão.

Segundo tempo
47’
Henry começou o segundo tempo de forma ameaçadora, entrando na grande área da Itália e finalizando, mas sem levar muito perigo à meta de Buffon.
49’ Como no primeiro período, a Itália criou boa chance através de um escanteio, com Totti desviando para a cabeça de Cannavaro, mas seu esforço foi bloqueado por um zagueiro e a França sobreviveu.
50’ Henry mostrou um equilíbrio notável ao carregar a bola e passar por três defensores, mas seu cruzamento rasteiro não conseguiu encontrar uma camisa branca, com Zambrotta cortando e tirando a França novamente de uma situação delicada.
58’ Apesar da perda de Patrick Vieira, substituído por Alou Diarra, com uma aparente lesão por estiramento, a França continuou dominando os azzurri. Lippi respondeu colocando Daniele De Rossi e Vincenzo Iaquinta nos lugares de Francesco Totti e Simone Perrotta.
62’ A França respirou aliviada quando Toni cabeceou um tiro livre cobrado por Pirlo que venceu Barthez, mas o auxiliar levantou a bandeira indicando impedimento. Momentos depois, no outro lado do campo, Henry, sob pressão de Cannavaro, achou espaço para chutar, mas Buffon fez a defesa.
72’ Toni girou e bateu da extremidade da grande área forçando Barthez a defender o tiro rasteiro, mas o italiano havia controlado a bola com seu braço antes da finalização.
78’ Com o fim da partida mais próximo, o jogo tornou-se cada vez mais fragmentado por faltas, com nenhuma das equipes conseguindo a posse contínua da bola. Pirlo bateu uma falta a 25 metros de distância, mas a bola saiu em curva pelo lado direito da meta de Barthez.
90’ No finalzinho da partida, mesmo com a entrada de Alessandro Del Piero, a Itália ficou atrás à espera de seu final, com a França sendo incapaz de furar a linha defensiva dos azzurri.

Prorrogação
100’ Ribery criou e então desperdiçou a primeira oportunidade da prorrogação. Ele trocou passes com Malouda na beirada da área italiana e continuou seu avanço pela área, antes de mandar a bola raspando pela trave oposta.
104’ A França dominava e Zidane perdeu um segundo gol pela excelência de Buffon. O n.º 10 deslizou a bola para Willy Sagnol e então recebeu de volta a bola em cruzamento cabeceando-a com firmeza, mas Buffon espalmou.
111’ Subitamente a final teve uma reviravolta, quando o árbitro Horácio Elizondo parou o jogo e foi para o outro lado do campo onde, depois de consultar seus bandeirinhas, expulsou Zidane por um incidente sem bola com Materazzi. Uma maneira triste para o capitão da França terminar sua gloriosa carreira.

Pênaltis:
Pirlo, Materazzi, De Rossi e Del Piero converteram suas penalidades máximas para a azzurra, mas embora Wiltord, Abidal e Sagnol tenham colocado a bola na rede para a França, o chute perdido por Trezeguet abriu as portas para que Grosso garantisse a Copa para o time de Lippi. Nos pênaltis, Itália 5-3 França.

Conclusão: A Itália venceu de forma merecida a Copa do Mundo, depois de uma vitória apertada contra a França. Ao fazer isso, enterrou os fantasmas dos EUA 1994, quando perdeu para o Brasil na disputa de pênaltis. A França, por sua vez, refletirá por muito tempo seu infortúnio e a expulsão de Zidane.”

Campeão: Itália
Vice-campeão: França
Terceiro lugar: Alemanha
Quarto lugar: Portugal

Prêmios

FIFA Fair Play: Brasil e Espanha
Bola de Ouro: Zinedine Zidane (França)
Chuteira de Ouro: Miroslav Klose (Alemanha) com 5 gols
Melhor Jogador Jovem: Lukas Podolski (Alemanha)
Melhor Goleiro: Gianluigi Buffon (Itália)
Time mais empolgante: Portugal

Time da Copa FIFA

Goleiros
Buffon (ITA)
Lehmann (GER)
Ricardo (POR)

Zagueiros
Ayala (ARG)
Terry (ENG)
Thuran (FRA)
Lahm (ALE)
Canavaro (ITA)
Zambrotta (ITA)
Carvalho (POR)

Meio-campistas
Zé Roberto (BRA)
Vieira (FRA)
Zidane (FRA)
Ballack (ALE)
Pirlo (ITA)
Gattuso (ITA)
Totti (ITA)
Figo (POR)
Maniche (POR)

Atacantes
Crespo (ARG)
Toni (ITA)
Henry (FRA)
Klose (ALE)

Palavras de Peterson: A Copa do Mundo de 2006 foi muito bem organizado pela Alemanha, que realmente fez o melhor Mundial de todos os tempos.
Ao contrário da Copa de 2002, essa Copa teve poucas surpresas, como Gana e Austrália. Não iremos esquecer a goleada de 6-0 da Argentina sobre Sérvia e Montenegro, a volta por cima da Alemanha, a Suíça que foi eliminada sem tomar um golzinho sequer, o pênalti inventado por Luis Medina Cantalejo contra a Austrália, a má atuação de Simon, o jogo de kung-fu entre Portugal e Holanda, a eliminação do Brasil e entre outros fatos que ficarão guardados em nossa memória.
A próxima Copa ocorrerá em 2010, na África do Sul. Daqui a quatro anos, iremos reviver novamente as emoções que a Copa do Mundo proporciona a vários corações ao redor do mundo...

E assim foi...

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Festas e vômitos


Fotos, amendoins, amor retraído, jogos, parquinho, sorvete, prêmios e muitos vômitos. Um post dividido em três capítulos sobre a Festa Junina do Maria Teresa e da AVPL.

Capítulo I – A Festa do Maria Teresa


Ela aconteceu dia 08 de julho de 2006. Depois de sair do Imperatriz, passei na casa do Robisson e deixei lá os convites dele, da Fram e do Jardel para a AVPL. Depois, fui pra casa, tomei banho e encontrei ele e o Cleber no caminho. Passamos na casa da Fram e fomos para a Festa. No caminho, a Fram se juntou as suas primas Lu e Gabi. O Cleber se interessou pela Gabi. O bom é que dessa vez ninguém me pressionou pra ficar com ninguém sem vontade. O Maria Teresa tem como diretor o Seu Vilson, pai da Fram, que liberou a entrada minha e do Robisson, já que era uma festa só pra alunos do Maria e nós dois não estudamos mais.

O estilo da escola é muito parecido com o da EEB Vicente Silveira, onde estudei o Ensino Fundamental. Ficamos sentados em uma mesa no fundo da escola. Lá compramos refrigerante e comemos amendoim. Quando o Cleber sacou a câmera fotográfica, e tirou sem intenção uma foto onde aparecia a Gabi, ela teve um troço e implorava para que a foto fosse deletada. O mesmo acontecia com a Lu.

Saímos de lá de trás e ficamos no pátio entre as salas perto do que eu acredito ser a caixa d’água. A Fram começou a empurrar o entusiamado Cleber para ficar com a Gabi, mas ela cortava ele. Os dois sempre iam pegar amendoim juntos. Ficamos jogando conversa fora e lá pelas seis ou sete horas saímos do Maria.

Ficamos na frente da casa da Gabi. O Cleber ficou chateado quando a Gabi disse que pedia pizza só para ver o “bonitinho do entregador”.

No final, voltamos para a casa e o Cleber ficou puto por não ter pedido para ficar com a Gabi, que mesmo recusando o Cleber, dava a entender de que queria ficar com ele sim, mas que por timidez, não ficou.

Capítulo II – A Festa da AVPL

A AVPL é um clube entre os colaboradores do Supermercados Imperatriz. A cada ano, acontece uma festa lá. Nessa que ocorreu dia 09 de junho foram reunidas as lojas 01, 02, 03, 06, 11, 12, 13, 15, 17 e 18.

Não foi fácil reunir o pessoal para ir junto comigo. Ao saber que a entrada sairia R$ 30,00 para os convidados, Jardel teve um troço e se recusou a ir. Depois, foi a minha hora de ter um troço, já que eu me revoltei porque mesmo não querendo, eu vou junto com ele e o Robisson nas festas que eles querem ir. No final, Jardel, Robisson e Fram toparam ir mesmo pressionados.

Acordei às 06.40h. Tomei banho, comi um pão e passei na casa do Robisson. De lá, fomos na casa da Fram e nos dirigimos até o ponto de ônibus, que chegou lá pelas 09.15h. Ao chegar na AVPL, encontramos o Thiago (repositor da noite que foi apadrinhado por mim) e ficamos dentro do pavilhão. Jogamos pôquer, truco e dominó bebendo cerveja, refrigerante e comendo paçoca (mais amendoim!). O Thiago teve que ir embora mais cedo e nessa hora começou a vir mais gente.

Mesmo sem ter trazido os talheres, a Fram pôde comer sem usar as mãos. Almoçamos perto do playground. Ficamos por lá e brincamos no parquinho, em especial, eu e o Jardel, já que o Robisson e Fram ficaram namorando.

Ficamos lá atrás por um bom tempo. Só saíamos de lá para beber chopp e tomar muito sorvete. Nessa hora, começava o sorteio. Muitos da loja 15 (Campinas) ganharam prêmios. Da nossa loja, ganharam o Guilherme (caixa), Laudeli (gerente), mas como ele saiu não recebeu o prêmio, Sílvio (motorista), Élson (açougue) e... EU!

Eu estava lá no playground e saí correndo pelo campo de futebol até chegar lá. Quando recebi o prêmio, o carinha do sorteio me perguntou o que eu fazia lá e há quanto tempo. Eu disse que eu era repositor e que já estava lá há 10 meses. Após ter ganho uma capa para moto, coisas para cachorro, waffers, um jogo de talheres e um conjunto de formas para sobremesa, fui para a casa. O Jardel foi junto.

Capítulo III – Vômitos incessantes

O Jardel ficou na net aqui em casa e eu comecei a ficar enjoado. Durante isso passava Itália 1-1 França na Globo. Teve uma hora que não me agüentei e corri para o banheiro para vomitar. Foi um monte de sorvete e o almoço. Melhorei um pouco, o Jardel foi para a casa e eu fiquei na Internet.

Não adiantou, vomitei de novo. Eu não podia engolir nada que eu ficava enjoado e vomitava. Cansado de correr para o banheiro toda a vez que eu sentia o vômito subir, peguei um balde. Eu já não vomitava mais nada além de água. A Janaína veio me medicar e me deu um remédio infantil para parar o vômito. Quarenta minutos depois, eu colocava tudo pra fora de novo. Aconteceu muitas vezes também de eu vomitar nada. O cheiro de sabão em pó do balde me deixava ainda pior. Houve uma hora que eu vomitei um líquido verde e amargo. A minha bile. Fiquei preocupado e eu não via outra solução senão a de procurar um médico. Mas não fui porque se eu fosse de ônibus eu vomitaria lá o tempo todo e isso seria vergonhoso. E não havia ninguém que pudesse me levar de carro. Táxi era muito caro, e como eu estou com pouca grana, desisti do médico. Só consegui parar de vomitar lá pelas 22.00h. Foram cinco horas só de enjôo e vômitos.

E assim foi...
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domingo, 2 de julho de 2006

Copa do Mundo 2006 - Quartas-de-Final


As quartas-de-final da XVIII Copa do Mundo FIFA tiveram boa dose de emoção. Quatro europeus são os semifinalistas e o Brasil pagou caro pela sua arrogância.

Quartas-de-Final

Alemanha 1-1 Argentina

Alemanha e Argentina fizeram as finais das Copas de 1986 e 1990. A Argentina abriu o placar no final do primeiro tempo com um gol de Ayala. Aos 80’, Klose (pra variar, de cabeça), empatou o jogo que levou à prorrogação. Na prorrogação não deu nada. Na hora dos pênaltis, o melhor jogador da Copa de 2002, o goleiro alemão Oliver Kahn, admitiu que Jens Lehmann é muito melhor que ele (o termo melhor não se encaixa pra falar sobre Kahn, mas como não tinha outro termo, foi esse), um goleiro que não toma um frango a cada jogo pra alegria dos adversários, ao dar uma força pra Lehmann antes de defender a Alemanha nos pênaltis: “Lehmann, você é ótimo, eu sou uma merda!” E isso pode ter dado resultado. Lehmann defendeu dois pênaltis e garantiu a classificação da Alemanha, que venceu por 4-2 nos pênaltis. O técnico Jürgen Klinsmann disse: “Estamos querendo o primeiro título da Alemanha unificada. Os outros três foram conquistados pela Alemanha Ocidental, uma Alemanha que não deveria ter existido!”

Itália 3-0 Ucrânia

Andriy Mykolayovych (uia!) Shevchenko nada pode fazer contra o país em qual jogou por anos e que o consagrou no futebol. A Ucrânia era uma enganação. É como estava escrito na minha revista da Placar “São poucas as seleções que apostam em um ou dois jogadores para fazer uma boa campanha na Copa. E, entre elas, nenhuma aposta mais cegamente do que a Ucrânia”. A Ucrânia não é uma boa seleção, com a exceção da estrela, Shevchenko, e provou isso ao ser socada pela Itália por 3 a 0.

Inglaterra 0-0 Portugal


Sabe aqueles jogos que te dão agonia porque por mais que os times tentem o gol não sai? Assim foi Inglaterra vs. Portugal. Nos pênaltis, a Inglaterra desperdiçou três e Portugal um. Vitória de Portugal de 3-1 nos pênaltis. No fim, classificação do time de Felipão, que segundo a Globo, faria um jogo difícil contra... o Brasil!

Brasil 0-1 França


Au revoir Brésil! O Brasil finalmente pagou pela sua arrogância. Não só os jogadores, o técnico e a Rede Globo, mas o cidadão brasileiro que torcia pelo Brasil (que por acaso, deixa-se manipular pelo o que a Globo IMPÕE!). Os jogadores jogaram mal de novo e pagaram muito caro.

O Galvão Bueno de desespero passou para decepção. Patético. E ele é daqueles torcedores que estão com o time só na hora da vitória, porque se perde... meu Deus! O mundo parece que acabou e ele começa a falar mal de todo mundo, como se ele fosse capaz de resolver tudo com facilidade. O Parreira é um burro teimoso. Ele ficava mexendo no time a cada jogo. Como os jogadores vão se entrosar desse jeito? Os jogadores jogavam bem só nas propagandas mesmo, porque em campo era aquela agonia.

Havia muito oba-oba, aquele clima de já ganhou, e também aquela pressão toda: “Traz o hexa, Brasil!” e aqueles dançarinos retardados da Globo: “Faltam 7 para o hexa, faltam 6 para o hexa, faltam 5 para o hexa, faltam 4 para o hexa, faltam 3 para o hexa, faltam... opa! O Brasil foi eliminado! Que tragédia!” O Brasil não respeitou as outras seleções e só vinha pegando adversários fracos: Croácia, Austrália, Japão e Gana. Até mesmo a França era fraca. Na verdade, a França só ganhou do Brasil porque é ruim mesmo, porque penou até pra se classificar para as Oitavas no grupo mais fácil da Copa.

Sobre o jogo, a França humilhou o Brasil, principalmente Zidane que jogou demais e fez por merecer a vitória.

Agora, ao Brasil, resta aprender com a sua arrogância, seus erros e fazer figa para jogar bem na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, isso é, caso o Brasil se classifique. Enquanto isso, resta torcer por Portugal que nunca foi campeão de uma Copa do Mundo.

E assim foi...
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sábado, 1 de julho de 2006

Copa do Mundo 2006 - Oitavas-de-Final


Acabou a brincadeira: ou as seleções que estavam jogando mal e se classificaram jogam bem, ou podem voltar para a casa mais cedo. O Brasil foi exceção à essa regra.

Oitavas-de-final

Alemanha 2-0 Suécia

A Alemanha jogou muito bem e deu um show de bola na Suécia, que não lembrava a Suécia dos jogos anteriores. Jogo foi apitado por Carlos Eugênio Simon (ladrão).

Argentina 2-1 México

O jogo acabou 1-1 no tempo normal com gols de Rafa Márquez (MEX) e um outro contra que foi dado como gol de um argentino que eu não me lembro o nome. Na prorrogação, a Argentina fez 1-0 (o que deixou o anta do Galvão Bueno todo perdido, já que o placar da Globo anulou os gols e a Argentina vencia de 1-0. Já o placar da FIFA, confiável, marcava 2-1. Parece que o retardado nunca viu uma prorrogação na vida, aquele mané!) e venceu para a frustração de muita gente...

Inglaterra 1-0 Equador

Não prestei atenção no jogo, mas a Globo disse que foi uma partida muita difícil para a Inglaterra, então deve ter sido. A gente tem que confiar na Globo já que ela monopoliza a transmissão da Copa e monopólio é CRIME! Mas como aqui é o Brasil, os crimes não são crimes. O gol foi de bola parada, numa cobrança de falta de David Beckham.

Portugal 1-0 Holanda

Um jogo violento e uma passividade do árbitro russo Valentin Ivanov. Parecia kung fu. No final, Portugal venceu e repetiu o seu feito de chegar nas Quartas-de-final.

Itália 1-0 Austrália

Infelizmente não acompanhei o jogo porque eu trabalhei e tive curso durante o jogo. O jogo foi todo 0-0. Quando o cronômetro marcou 95’, o juiz Luis Medina Cantalejo (pessoa para matar!) inventou um pênalti a favor da Itália. O gol foi convertido e a Austrália foi eliminada graças a esse roubo descarado. Só pode ser coisa dessa Itália corrupta. Aí tem...

Suíça 0-0 Ucrânia

A minha Suíça entrou para a história. É a única seleção em uma Copa do Mundo que é eliminada sem tomar gols. Os jogadores suíços e ucranianos se arrastavam em campo. Nos pênaltis a Suíça perdeu todos (Streller, Barnetta e Cabanas perderam), Shevchenko perdeu o primeiro da Ucrânia e Milevsky, Rebrov e Gusev converteram. Nos pênaltis, Suíça 0-3 Ucrânia.

Brasil 3-0 Gana

O Brasil venceu Gana por 3-0, mas ainda não correspondeu às expectativas de dar espetáculo. Destaque para Ronaldo que agora é o maior artilheiro história das Copas do Mundo com 16 gols.

Espanha 1-3 França

Para variar, a Espanha foi eliminada em suas sempre frustrantes campanhas em Copas. Começou vencendo com um gols de pênalti. A partida foi 1-0 até lá pelos 80’ de jogo, até que a França endoida e faz 3-1. Nas quartas-de-final, Brasil v. França reviverão a final da Copa de 1998. Será o fim do Brasil? Eu acho que não, mas seria legal uma eliminação brasileira.
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