quinta-feira, 1 de junho de 2006

O porre dos cinco


Vira-vira, retardados na praça, entortadores de óculos, desmaios e um Jardel morto. Um guia (em flashes) e mais sete capítulos do nosso primeiro porre coletivo.

Tudo começou numa inocente cobersa no MSN na noite de sábado entre Peterson e Robisson:

“PF ò_ó: megueo
Fora: bicha du mau
PF ò_ó: onde tu e o dit foram bb?
Fora: no taito
PF ò_ó: amanha tem que ter alcool
PF ò_ó: acho q vou virar alcolatra
PF ò_ó: eh legal
PF ò_ó: ;D
Fora: :P
Fora: eu acho q eu jah to!!!
PF ò_ó: limãozinho?
PF ò_ó: não
PF ò_ó: vmo bb otra cousa
PF ò_ó: se tiver frio
Fora: uq???
PF ò_ó: pode ser vodka”

Domingo, 28 de maio de 2006
Local: praça da Palhoça

Estávamos sentados no banco quando alguém (que eu já não lembro mais quem) tomou a atitude de ir comprar Limãozinho. Como o meu supermercado querido não abre domingo, e seu concorrente maquiavelicamente capitalista não tinha Limãozinho, Jardel Perardt (17) e Alex “Hot Dog” (15) foram de bicicleta até o Supermercado Rosa comprá-lo. Compraram também um salgadinho Fandangos 200gr. e trouxeram copinhos de café.

1º LIMÃOZINHO
Capítulo I: “Vira-vira inocente”

A modalidade escolhida para beber o Limãozinho foi o vira-vira. Tomamos no copo de café e bebemos de um gole só. É uma sensação de queimação no início, mas depois vai aliviando. Consegui beber uns 5 copinhos. Depois fomos no Taito.
O Limãozinho começou a fazer efeito no taito, mas eu só fiquei tonto e distraído. O Juliano, irmão do Jardel, fez uma aparição fantasmagórica e sumiu, para espanto meu e de Robisson. Pouco depois, Jardel recebe um call de Ditter que não demora muito para aparecer no taito.

2º LIMÃOZINHO
Capítulo II: “Retardados na praça”

Quando o Ditter apareceu, fui para a casa pegar R$ 5.00 para ajudar a comprar um segundo Limãozinho, já que no domingo anterior eu bebi cerveja de graça. Foi simples andar de bicicleta tonteado. Ao chegar em casa, o pai não notou que eu estava meio tonto. Pra variar, ele nunca nota nada de diferente em mim. =(

Agora começam os flashes. Voltamos para a praça e quem bebeu mais foi o Ditter, que não havia bebido ainda. Já eu, Robisson, Alex e Jardel estávamos mais doidinhos. O Robisson começou com seu mau hábito de mostrar a bunda em público depois de beber. Teve uma hora que me pegaram a força, me deitaram no banco, e o Alex queria me forçar a beber o resto do Limãozinho (que não era pouco). Eu forçava o meu pescoço pro lado pra não beber, e o Alex pro outro. Resultado: ainda estou com torcicolo. Depois, perto da fonte, jogamos vôlei com o boné do Robisson e, ao terminar, Jardel joga água em Alex. “Hoje não é sábado!”, protestei. Sentamos em um banco mais perto da fonte. Lá, começou uma guerra de pedrinhas (o chão da praça é de pedrinhas brancas), mas paramos porque o Ditter atingiu um casal que obviamente reclamou. Em seguida, três meninas atraentes sentaram em um banco próximo e Alex, Jardel e Ditter pediram pra eu fazer “esquema” pra eles. O comprometido Robisson saiu de perto deles e foi se sentar em outro banco.

Eu sou um desastre como cupido. Eu disse a elas:
- Oi, os meus amigos ali querem ficar com vocês. - Meu erro. Fui demasiado direto. =(
- Não! – disse uma quase que imediatamente.
- Tem certeza?
- Não! – retorquiu com firmeza, a menina.
- Obrigado. – finalizou uma amiga delas.

As meninas fugiram em seguida. Para finalizar o capítulo, um casal simpático nos doou Coca. “Vocês precisam mais que a gente”, filosofou o sábio rapaz.

3º LIMÃOZINHO
Capítulo III: “Quando Peterson não era Peterson”

Saímos da praça e fomos para frente da casa do Robisson. Viciado pelo viciante Limãozinho, Ditter me deu dinheiro para comprar mais um no bar do Tio Nelson (tio de Robisson e Jardel) e eu vou com o maior gosto. =)

Só consegui beber dois copos (de 180ml). Aí eu já estava ruim e não tinha mais juízo. Fui no banheiro da casa do Robisson e o Jardel veio junto. Jardel, tendo uma visão do futuro como essas que a desaparecida Mãe Dinah tinha, começou a me convidar pra ir embora com ele. Na verdade, ele queria era ir lá pra minha casa ver o Orkut e fazer uma comunidade sobre o Limãozinho. Voltamos com um papo totalmente diferente e fraternal (que eu não faço a mínima idéia de como chegamos nele). Tentamos convencer o Robisson a fazer um pacto de sangue com a gente, tipo “somos irmãos”, mas o Robisson não quis porque ele não tinha certeza se não tinha AIDS. Eu e o Jardel tínhamos certeza de que não éramos aidéticos porque somos puros, como o Ditter fez o "favor" de lembrar. Ò_ó

Depois, só me lembro que o Jardel dizia “Vamos pra casa Peterson” e eu respondia “Vamos deixar eles acabarem”. Só que eles acabaram e eu não vi, porque eu já não era eu. Eu estava inconsciente.

4º LIMÃOZINHO
Capítulo IV: “Completamente bêbados”

Segundo relatos, quando eu fiquei inconsciente, eu andava de um lado para o outro e ficava reclamando (assim como um Sim que cai de sono e acorda depois) e o Ditter apostou com o Jardel que ele pagava mais um Limãozinho se Jardel bebesse o restinho. O Jardel bebeu e mais uma garrafa de 900ml de Limãozinho foi comprada.

Cheios dos meus gemidos, os outros quatro pularam em cima de mim! ò_ó
Foi aí que eu realmente acordei do meu nirvana alcoólico, pois entortaram a haste direita do meu óculos e eu fiquei preocupado, claro, custou bem caro. Me lembro de um motoqueiro perdido que nos perguntou duas vezes onde era a rua Indaial, e nos vendo todos alegrinhos disse “Cu de bêbado não tem dono!”. Tem sim! Ò_ó
Robisson faz uma declaração de amor no telefone celular de Jardel: “Fram, eu te amo. Fram, eu te amo. Fram, eu te amo, porra!”

Houve também a parte mais fraternal da bebedeira onde eu e de vez em quando o Jardel, abraçamos o Robisson umas seis vezes chamando ele de “Mano”. O nosso episódio da bebedeira ganhou contornos mais perigosos com os desmaios provocados, que consiste em respirar rápido e alguém ajudar a trancar arespiração. Depois que desmaiaram o Jardel, ele ficou péssimo. Vendo que não estávamos bem pra ir pra casa, Robisson nos convidou pra dormir na casa dele. Eu queria ir pra minha, só que alguém me levasse até lá. Então, fomos todos juntos pra casa (exceto o Alex, o único que ficou bem e foi pra dele em seguida). Acontece que o Jardel desmaiou no início do caminho e tivemos que voltar. Carregar o Jardel desmaiado não é fácil porque ele é pesado. Voltamos pra casa do Robisson e o deixamos cair na rampa do final da garagem, na frente de um matinho, onde o Jardel me empurrou e eu perdi os meus óculos por lá.

Capítulo V: “Jardel apaga”

A mãe e a irmã do Robisson viram o Jardel naquele estado e ficaram indignadas com os bêbados. A mãe do Robisson chamou os pais do Jardel. Enquanto eles não vinham, Jardel era acudido pelo pai e pelo cunhado do Robisson, e pelo Ditter que fez a gentileza de dar uns tapas em Jardel para reanimá-lo. =)
Os pais de Jardel chegam e ajudam ele. A reação deles é de desapontamento, mas não de fúria, como podia se esperar.

Jardel vomita algumas vezes e levam ele pra casa. O Robisson telefona pra casa da Janaína avisando que eu não vou dormir em casa, ele ela nem pergunta por quê. =(
Depois, eu e o Robisson levamos o Ditter pra casa. Ficamos na calçada da casa dele tempo suficiente pra ele vomitar. E ao tentar entrar em casa, a fechadura do portão quer brincar de esconde-esconde comigo. =(

Ao voltar, eu reencontro o meu óculos torto, e Robisson recebe broncas de sua mãe e de sua irmã pelo estado de Jardel, que poderia entrar em coma.

Capítulo VI: “O dia seguinte”

Não consegui mais dormir depois que Robisson vomitou pela terceira vez, lá pelas quatro horas. Ficou um clima de censura no café da manhã. Quando saí da casa do Robisson, passei na casa do Jardel para devolver a bicicleta dele. Jardel vive! Ele me atendeu sob efeito de álcool e ficamos conversando sobre a noite passada.

Na Wizard, eu até que fui bem na Review 03, e no Imperatriz, não houve como pôr ótimo astral, então pus bom no quadro emocional. Na hora de puxar-frente, deu movimento (que raiva! ò_ó), e eu fiquei quase que novamente inconsciente.

Capitulo VII: “Encontraram os corpos no dia seguinte”

A seguir, como foi a reação dos pais com seus respectivos filhos ao saberem que eles exageram na bebida. Ordem do melhor ao pior bêbado.

Alex: não ficou bêbado, e não apanhou. Se deu bem.

Peterson: seus pais não souberam tudo direitinho. Sua mãe ficou indiferente. =(

Robisson: vomitou e levou broncas dos seus familiares.

Ditter: apanhou de sua mãe e não sentiu nada porque a bebida o deixou dormente.

Jardel: desmaiou e levou bronca dos pais.

E assim foi...

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