quinta-feira, 11 de maio de 2006

A culpa foi do Limãozinho


Impopularidade, Limãozinho na pista de skate, cenas de terror no barco Viking, gira-gira girador, concurso de quem bebe mais água, e o sumiço do pinto. Peterson, Ditter, Jardel e Robisson protagonizaram aquela que foi a melhor festa que eu fui até hoje.

Eu não estava nem um pouco a fim de ir para a I Festa Nacional das Águas, em Santo Amaro da Imperatriz. Como o PC do Robisson estava (e ainda está) com problemas, ele não pôde acessar a Internet e convidar gente pelo Orkut. Eu previa que a festa seria um fracasso pois onde já se viu uma festa se chamar “Festa das Águas”, já que obviamente as águas não festejam pois são inanimadas, oras! ò_ó
Então, eu disse que não ia ir. O Robisson e o Jardel ficaram insistindo e toparam bancar a minha passagem de ônibus (R$ 2,10).

Sábado, 06 de maio de 2006: Enquanto eu puxava frente no Imperatriz, apareceram Robisson e Ditter. Os dois foram comprar cerveja. Quando acabou o expediente, Robisson pagou um cachorro-quente pra nós três. Depois, fomos na casa do Robisson esperar pelo Jardel, que não demorou muito pra vir. O Robisson foi de moto com o Ditter e eles passaram em um supermercado indigno de ter o nome citado aqui porque eu os odeio (o supermercado, não o Robisson e o Ditter) comprar coisas pra beber fora da festa, já que lá dentro é tudo exageradamente caro. Na ida, fui de ônibus com o Jardel, que estava quase vazio.

Chegando lá, Ditter e Robisson estavam na pista de skate já bebendo Limãozinho de Ouro (cachaça com gosto de limão com 21% de álcool), que já havia sido consumido mais da metade pelos dois. Espontaneamente, fiz a minha mistura pondo aproximadamente 35% de Limãozinho e 65% de Coca-Cola. O Jardel bebeu um pouco, mas como estava traumatizado por um porre recente, malvadamente, jogou fora sua poção de Limãozinho e ficou só bebendo Coca. O resto do Limãozinho foi dividido entre mim, Ditter e Robisson.

O efeito do Limãozinho em mim se fez presente ao comprar os ingressos. (Li no cartaz “Mulheres R$ 5,00 – Homens R$ 10,00)”. Eu disse: “Eu acho que eu vou mudar de sexo!” (pra pagar os R$ 5,00, e não que eu queira mudar de sexo. Deixe de ser maldoso! ò_ó) Havia uma mulher na frente que explodiu em risos. Havia pouca gente na festa. Não encontramos ninguém de conhecido (exceto pelo Ditter). A banda Farway tocou músicas que eu gosto como uma da Pitty, Killing in the name of... do Rage Against The Machine, a música tema do filme “Strip-Tease”, Wondewall do Oasis, etc. Fomos nos divertir um pouco no parque de diversões.

A primeira das dezessete gravações no meu mp3 Coby foi na fila pra comprar os bilhetes com o Jardel me censurando. Outra sobre que “foi creditado nas dívidas de Jardel R$ 3,00”, outra de que ele... (você sabe), e de eu falei “Pessoas dizem que o Jardel parece um agimosperma”. Eu sei lá como se escreve isso, mas tem algo haver com plantas.

O primeiro brinquedo que fomos foi o Barco Viking. Eu nunca havia ido em um. Eu e o Ditter ficamos em uma ponta do barco e o Jardel e o Robisson na outra. No início eu gritava brincando, mas à medida que o barco foi ganhando altura, o meu berro foi ganhando contornos de desespero. “Pessoas que quiserem me difamar falem mal de mim dizendo que eu fiquei com medo no Barco Viking”. Quando eu fiquei num ângulo de 180° eu fiquei realmente com medo de cair. Eu lá, branco, desesperado, e os três rindo de mim. Houve uma hora em que eu tive a certeza de eu não cairia do barco e parei de berrar. A cada subida em que eu ficava em 180°, meu estômago congelava, ao descer, descongelava, e ao subir, congelava de novo. Ele ficou nesse estado de fusão e solidificação por umas quinze vezes ou mais (acho que mais). A melhor coisa do mundo foi quando aquele barco de Satã parou. Todos riram. Eu odiei, mas sei que um dia eu vou rir disso tudo. =P

Ao sair, o Robisson chamou umas três meninas desconhecidas para se “divertirem” com a gente no Barco Viking. Ele pagou para duas. O Ditter e eu (claro) ficamos de fora daquela catapulta diabólica. Jardel e Robisson ficaram na mesma ponta. As meninas fugiram e ficaram no terceiro banco em relação à ponta do barco. Os dois se levantaram e eu lá assustado né, vai que alguém é lançado pra fora? Eu ficaria traumatizado pro resto da vida! Elas fugiram depois disso.

A próxima coisa que fizemos foi ver o Robisson jogar um jogo onde ele tem que somar o maior número de pontos soltando em uma plataforma seis bolinhas (como se fosse boliche, mas a diferença é que não se lança a bolinha e não tem pinos pra fazer “strike”. Tem que deixar ela parada num canto pra ela descer). Eu paguei e ele somou não sei quantos pontos, mas o suficiente pra ganhar um pinto amarelo.

O outro brinquedo foi numa máquina de girar, a qual eu também chamei de “A Máquina de fazer a cup of coffee” (a cup of coffee= uma xícara de café). Traumatizado pelo barco Viking, fiquei de fora só gravando no mp3 (cuja gravação “07_Aquele do gira-gira girador” foi considerada por todos como a melhor).

Graças ao Limãozinho, fiquei muito mais solto pra me divertir nessa festa (que estava mórbida). Pulei, dancei e gritei um monte. E como havia pouca gente na festa e eram desconhecidas, além de fato de estar entre amigos que conhecem a ponto de saber que eu sou louco, ajudou bastante pra eu me soltar.

Houve o concurso de “Quem bebe mais água lá”. Sim! Nós fazemos parte da história da Festa das Águas! Inicialmente, só o Ditter se inscreveu, depois desistiu, então o Jardel foi com ele pra dar um apoio. Os dois desistiram. Tentaram levar o Robisson de arrasto e conseguiram. Pouco depois vieram os três de volta. Tentaram levar o Robisson de novo, mas não conseguiram e foram os dois sozinhos. Um segurança perguntou o que estava havendo e o Robisson disse que era amigo deles, e ficou tudo tranqüilo.

A competição foi na frente do palco, mas lá embaixo. Demos gritos de euforia quando fora anunciados os nomes de Ditter e Jardel. Eu segurei as garrafas do Ditter e o Robisson as do Jardel. A competição contou com umas doze pessoas. Quando começou, todos tomavam água compulsivamente. Os dois tomaram três garrafas de água mineral Imperatriz sem gás de 500ml. Eu torcia para o Ditter ganhar, afinal, eu era o padrinho dele, mas quando ele disse que eu ia com ele fazer rafting se ele ganhasse (o prêmio), eu torcia: “Perde! Perde! Perde!” E ele perdeu pois o campeão tomou cinco roubando descaradamente garrafas usadas e descartadas pelos outros. “Aqueles vagabundos roubaram de mim!”, declarou o indignado Ditter. A última gravação foi da declaração da mulher do palco sobre o desempenho de Ditter e Jardel na tomação de água: “Muito molhados!”

Depois, fomos embora e voltamos para a pista de skate. Lá comemos waffer Bauducco (código 789 1962 078607) e um Fandangos presunto 200gr (789 2840 138912). Ficamos um tempo lá e eu usei o capacete do Ditter pra me esquentar no frio (usei uma calça preta com o meu cinto branco da “Smolder”, camisa branca com a estampa “YO!”, moletom azul e laranja, e por cima minha jaqueta jeans preta. Mesmo assim, senti frio). Ficamos fazendo piadinhas sobre o tamanho do cabeção do Jardel.

Quando a pista ficou sem ninguém chamado Bruno e mais ninguém, fomos para o próximo ponto, que ficava em frente a uma escola. Robisson descobriu que sumiram com o pinto dele. Jardel afirma categoricamente que fui eu quem sumiu com ele, e eu afirmo categoricamente que foi o Jardel. A última vez que eu vi o pinto foi com o Jardel. Ele estava descrevendo o pinto (com detalhes impróprios para menores de 18 anos). Robisson ficou indignado e me pediu pra procurar, mas nada de pinto. Robisson e Ditter não agüentaram e foram embora de moto. Eu e o Jardel ficamos no ponto de ônibus até as 05:20h da manhã.

E assim foi...

Nasce Vítor


Vítor Guilherme da Cruz, nasceu dia 05 de maio de 2006 às 12:18h. Filho de Jean Carlos da Cruz e Janaína Mara Florindo. Em breve, esse post será modificado já que Jean ainda não escreveu o post sobre o nascimento de Vítor para eu publicar.