terça-feira, 25 de abril de 2006

Aquele com os espíritos


Pri Medeiros, o imbecil das Lojas Americanas, adoleta, ois, tchaus, fotos, muito taito, espíritos e lâmpadas. Novamente, moi, Peterson Florindo, relata mais uma das suas saídas entre seus melhores amigos.

Após uma semana toda de expectativas, eis que chega o domingo, 23 de abril de 2006. Foi uma semana de negociações no MSN. Robisson tentou convidar a Amanda Abdala e falhou. Tentou a Karol Esponja e falhou. Já eu poderia ter falhado com a Pri Medeiros, mas cavalheiro como eu sou, paguei as despesas da Pri para que ela fosse.

O Jardel passou aqui em casa lá pelas 12:30h. Ficamos conversando e ele avisou para a Pri Medeiros para que ela já fosse se arrumando. Em casa, a comida demorou porque o pai cozinhou. Depois, o Jardel foi buscar a Pri e levar na casa do Robisson.

Após o almoço, fui direto na casa do Robisson. Uma rua antes, o Jardel já apareceu pedindo para eu me apressar. Na esquina, por trás de uma árvore, a vi. Minha amiga no MSN que eu ainda não conhecia pessoalmente. Seu nome: Pri Medeiros. Rapidamente, subi para o quarto do Robisson e devolvi umas roupas dele que já estavam lá em casa há semanas. Fiquei na dúvida entre levar ou não minha jaqueta jeans preta, mas não sabendo como levar, pois não estava frio, deixei lá mesmo. O cunhado do Robisson, Anderson, nos levou de carro até o Shopping Itaguaçú, em São José. Da esquerda para a direita sentaram: Cleber, Pri, eu e Robisson. No banco da frente foram Anderson e Jardel. Saltamos perto de um viaduto. Antes de chegar ao Shopping, passamos na casa do Rodrigo, primo da Pri e do Cleber.

O filme decidido foi “Espíritos – A morte está ao seu lado”. Eu fiquei meio “assim” porque eu meio que tenho medo de espíritos. Acho que podem existir e quero eles longe do meu pé. O filme começaria às 17:50h. Durante esse tempo, ficamos dando voltas pelo Shopping.

Primeiro, fomos nas Lojas Renner e começamos a bater as primeiras das setenta e sete fotos. Em seguida, passamos, se eu não me engano, numa livraria que agora eu não me lembro o nome, mas que não era as Livrarias Catarinense. Como havia uma feira de livros, talvez todos estavam com desconto, geralmente de 10%. Pedi a um vendedor que consultasse pra mim se havia dois livros de George Orwell: “1984” e “A Revolução dos Bichos”. 1984 é uma “facadinha”. Custa na casa dos R$ 50,00, mas é um livro interessante, pois estou citando várias coisas sobre ele no Orkut como o Grande Irmão, novilingua, e o Miniver. O vendedor me perguntou se “Peterson” (ele estava anotando o meu nome pra avisar quando chegassem esses dois livros na loja) era por causa de Ronnie Pettersson, um piloto de F1 da Lótus.

Depois, fomos ver alguns CDs em uma loja que eu já não gostava muito pela desorganização, e agora por um atendente mal-educado das Lojas Americanas. Os CDs lá são uma zona. É tudo misturado e você perde um tempão tentando achar o CD que você quer, e geralmente não acha. Eu queria ver as capinhas das outras temporadas de “Friends”, e perguntei pra ele onde ficavam. Ele já começou me tratando feito um idiota. Disse que era Box fechado (como se eu não soubesse. O Robisson têm três). Então eu pedi para ver... em vão. O imbecil estava atendendo outra pessoa e o idiota aqui, falando sozinho. Fiquei com uma raiva do caramba. Ficamos mais cinco minutos por lá tentando “descobrir” alguma coisa na maldita bagunça. Quando o Jardel falou alguma coisa sobre bagunça e o Cleber sobre sua camiseta vermelha, eu fiz um comentário em tom de voz audível sobre um “certo vendedor mal-educado”. Quando fomos sair da loja, o vendedor mal-educado, fez algo que aliviou a minha tensão (e provavelmente aumentou a dele). Ele perguntou.
- Queres ver os DVDs dos “Friends”?
Respondi ríspida e secamente:
- Queria. Agora não quero mais.
Então, meus amigos comentaram que foi bem seco com o vendedor. Hahaha!
Mas é pra ficar puto mesmo. Lá no Imperatriz eu sou bem educado com cliente (desde que eles não me encham). Mas já ter que aturar os chatos do Imperatriz na função de vendedor, e agora tolerar um idiota na função de cliente não dá. E os clientes têm poder (poder= grana).

Hora de fazer uma boquinha. Passamos no SuperImperatriz, loja 12. Pois é. Não é só a loja 13 que tem quebras de layout absurdas. Dói-me saber que poucos colaboradores do Imperatriz são tão empenhados como eu. Todavia, quem não se empenha, não é promovido. Ainda não fui promovido, mas isso é questão de eu ganhar maturidade profissional pra poder ser algo mais. Comprei um Ruffles 200gr. Uma Fanta laranja foi pra todo mundo. Rodrigo comprou um Fandangos presunto. E Robisson e Jardel compraram uma Smirnoff Ice gelada (na loja 13 é quente). Antes de comer, ficamos numa mesa conversando. Numa hora eu sugeri pra gente brincar de adoleta. Aceitaram no ato – exceto a Pri que tirou a foto. E quem ganhou? Moi!

Enquanto isso, Robisson e Cleber foram comprar os ingressos. Bebi um gole de Smirnoff Ice e me apaixonei. É ótimo! É gostoso, é um alcoólico leve... Tiramos umas fotos de eu e o Jardel bebendo, e uma minha beijando a garrafa.

A próxima parada foi no “taito” (um lugar cheio de games e máquinas de brincar). O Rodrigo colecionou vitórias em um jogo de marcar gols com um disco cor de limão. Só dava o Jardel na fila para recarregar o cartão. Eu fui o único que não brinquei em nada.

Depois, ficamos no piso térreo do Shopping, na frente das lojas TIM e Thayse. Mais fotos. Dei oi para algumas meninas que passaram. O Jardel disse que havia umas nos olhando e eu dei um tchauzinho. Após isso, fomos para a fila jogar conversa fora.

O cinema estava limpinho quando chegamos. Tiramos fotos com medo do filme. Falamos palhaçadas, eu entrei de cara no saco de pipoca, começaram a tacar pipoca na gente. Muito engraçado. Quando começou o filme, eu disse que parecia filme indiano (a Índia é a maior produtora de filmes no mundo, não os EUA. Só que os filmes indianos não são muito exportados por serem muito regionalizados). A Pri disse que era tailandês. E era.

O filme não era um documentário como eu temia que fosse, mas apesar de não terem gostado muito do filme, eu gostei. O Rodrigo se borrou e teve que ir ao banheiro. A história é mais ou menos assim. Tunn e sua namorada atropelam uma pessoa e não verificam porque ele manda-a dar no pé. Descobrem que não houve nenhum acidente, só um outdoor danificado. As fotos de Tunn aparecem com sombras e ele e sua namorada, Jane, começam a investigar sobre espíritos. Depois ele descobre que esse espírito é Natre. Uma jovem esquisita que era sua namorada. Três amigos de Tunn se suicidam pulando do prédio. Pesquisando sobre Natre, eles descobrem que ela estava morta e que havia se matado. Fuçando fotos, Jane descobre que Tunn tinha um caso com ela. Descobre também que os amigos dele que se mataram haviam estuprado Natre, e que o bocozão do Tunn viu, não fez nada e tirou uma foto. Então é isso. Natre sentia ciúmes de Tunn com Jane e veio pra infernizá-los. No final, Natre fica empoleirada nas costas de Tunn. Um peso que ele vai ter que carregar a vida toda...

Tiramos uma foto do cinema sujo. Passamos pela terceira vez no Imperatriz para mim comprar lâmpadas. Esperamos na frente do posto para o Anderson nos buscar. E foi indo um por um. Na casa do Robisson, a Pri nos enviou as fotos pelo MSN. Depois, eu e Jardel fomos embora.

A próxima ida ao Itaguaçú será para ver “O Código da Vince”.

E assim foi.

quarta-feira, 19 de abril de 2006

A folga que não foi...


O bom de trabalhar nos feriados é que podemos negociar as folgas, mas quando você acha que está tudo certo, dá tudo errado. E isso pode fazer com que você fique em casa, sozinho na frente do computador, fazendo absolutamente nada além de ouvir o pai falar mal da mãe e sua barriga roncando de fome. Enquanto isso, seus amigos estão em Florianópolis se divertindo, e você com raiva torcendo para o ônibus cair pra fora da ponte.

Pus uma cara azul hoje (18 de abril de 2006) no quadro emocional do trabalho. “Mas que diabos esse idiota está dizendo com esse negócio de cara azul?”, você se pergunta. Então eu respondo. O Quadro Emocional é um quadro de metal que fica na parede do lado de fora da tesouraria (e tesouraria não é um lugar onde se guardam tesouras, e sim, o tesouro, ou seja, o dinheiro de qualquer empresa antes de ser levado pelo carro-forte, ou pela mãe ganso, como eu prefiro dizer). Nesse quadro, todos os funcionários da loja estão divididos pelas suas funções na empresa. Ao lado de seu nome existem sete quadradinhos, que representam os sete dias da semana (domingo, segunda-feira, terça-feira, e por aí vai...). Todo dia, o colaborador, antes de bater o cartão-ponto vai lá e põe uma cara (como se um ímã de geladeira. Por isso o quadro é de metal) que expressará suas emoções. Ele irá pôr:

- Cara verde =) – Ótimo astral
- Cara azul =/ – Bom astral
- Cara vermelha =( – Mau astral
- Cara amarela com tarja azul Ø – Falta justificada
- Cara totalmente amarela (O) – Falta injustificada

As carinhas amarelas de falta ou a gente põe antes ou alguém põe pra gente no dia em que não estamos mais. Todavia, a cara azul é uma cara muito complexa. Como você pode ver (ou não. Não sei se o texto do Blogger vai entender essas caras -- não entendeu!), a cara azul é o meio termo. Ela pode indicar sim bom astral, mas não de estar empolgado como no Ótimo, ou o próprio meio termo, quando a pessoa não está nem feliz, nem triste, ou mau astral retraído se for posto de cabeça pra baixo (é porque as pessoas ficam te perguntando por quê você está puto da vida se você põe mau astral).

Eu pus a cara azul mais pelo sentido de “nem bom, nem mau astral”. Isso porque a Roseli fez algo infeliz comigo. =(

Três semanas antes dessa montanha de feriados, eu pedi a ela pra trabalhar no dia de Tiradentes e na Sexta-Feira Santa. Então, eu teria direito a duas folgas.Eu pediria folga no sábado, dia 22 e na segunda, dia 24. Então eu ficaria dias 22, 23, domingo, e o dia 24, feriado da Palhoça (mas eu achava que haveria trabalho normal na loja porque não somos do governo, então o feriado de Palhoça não seria considerado feriado por uma empresa privada, mas é), ou seja, três dias seguidos sem se estressar com o trabalho e puxar-frente.

Dias depois, ela me disse que eu não trabalharia na Sexta-Feira Santa porque eu trabalharia no dia do feriado de Tiradentes, daí eu pegaria folga sábado, haveria o domingo, e a loja não abriria dia 24 porque é feriado da Palhoça. Deu tudo errado.

A loja não abrirá dia 21, sexta. Eu trabalho sábado, tem o domingo e eu acho que vou ao cinema, não sei, e na segunda eu vou trabalhar! Grrrrrr...

Eu queria esses três dias de folga, pois trabalhar seis dias seguidos e folgar um é pouco para descansar meu cérebro atolado de clientes chatos ou burros e de bagunça na área de vendas. E ficar sem puxar-frente, algo que somente eu faço na loja e que é bem chato. Além do mais, o recém-desempregado Robisson e o tradicionalmente desempregado Jardel iriam à Florianópolis fazer “merdinhas”. Eu ia pra comprar roupas para o frio que começou.

Pois é, fudeu tudo. Agora o jeito é conversar de novo com a Rosinha e fazer figa para pegar folga na terça, dia 02 de maio. Então eu ficaria domingo, segunda, feriado de Dia do Trabalho, e terça sem trabalhar, ou seja, aqueles três dias de paz. Agora é só o que me falta acontecer outro rolo como esse atual. E no dia da “folga”, não sei se o Robisson e o Jardel irão fazer “merdinhas” em Floripa.

Trabalhar dói.

E assim...
SERÁ!

Um céu e três infernos


Ya! Você acha necessário um céu e três infernos? Leia, pense e reflita.

Esse post vai ser curtinho, prometo. É que eu acho que após a morte a pessoa morta (óbvio, não?) deve ser encaminhada para algum lugar, se é que existe vida após a morte. Eu acho isso agonizante, mas eu acredito que não há e que simplesmente deixamos de existir. Por isso, eu sou semi-ateu, ou seja, eu quero acreditar em Deus para acreditar que há sim vida após a morte.

Então, eu acho que se faz necessário um (1) céu e três (3) infernos.

- Céu: seria um lugar onde iriam as pessoas realmente boazinhas. Aquelas que eram totalmente desprovidas de pecados. Ou seja, seria a União Soviética baseada nas idéias de Karl Marx.

- Inferno #1: seria um lugar onde ficariam os padres pedófilos, fanáticos religiosos e tudo que envolva religião. O inferno da foto seria o ideal. =)

- Inferno #2: seria um lugar onde ficariam todos os merdas do mundo como políticos, pagodeiros, baianos, cantores de axé, funk, etc. Apresentadores de TV escrotos que são indignos de terem os nomes citados em um blog de respeito como “O Cão Ocidental” de tão... tão... tão... ah, sei lá que termo eu uso: escrotos? Patéticos? Deprimentes? Abomináveis?

- Inferno #3: seria o inferno onde iriam as pessoas boas consideradas más e pecadoras pelo Comércio da Fé por não serem uns fanáticos religiosos, alienados, que cultuam estátuas de madeira ou vidraças com supostas “santas”.

Viu? Foi rapidinho. Agora, COMENTE!

E assim...
Poderá ser!

domingo, 2 de abril de 2006

E lá se foi mais uma...

A revista da Viamax de Dezembro 2005 chega. Eu folheio e vejo que finalmente vai passar “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”. Eu estava esperando desde julho para ver esse filme, quando passou na HBO uma propaganda dos filmes que eles haviam comprado. Para mim, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” foi o melhor filme que eu já havia visto até então. Eu só havia visto duas vezes. Até que em uma noite, um ladrão me faz o “favor” de roubar a antena da Viamax.

A Viamax é uma merda. A imagem é um cocô, muitos canais são uma droga e a Revista Eletrônica (canal 24) vive dando problemas. Dezembro de 2005 foi um mês cheio de enrolação e negociatas. As datas e horários bons para ver o filme se acabando. Depois de muita negociação, a Viamax instala uma nova antena gratuitamente, inteligentemente reinstalada no mesmo local e quebrando o telhado da casa da Jana e transformando-o em uma goteira infernal sem solução até hoje. Eu sugeri para a Janaína de eletrocutar a antena. Seria algo bizarro acordar e ver um monte de corpos espalhados pelo quintal. Mas a minha sugestão foi ignorada, para variar.

30 de março de 2006 (entre 21:30 – 23:00h): Peterson está na sala sentado no sofá duro com a cabeça na diagonal para assistir o DVD do Friends (1ª temporada – Episódios 09, 10 e 11). Ao desligar o DVD a imagem da TV estava azul (ainda estava no Áudio/Vídeo), depois, ao tirar do AV a imagem continua azul. Nada de anormal até então. No quarto, o telefone da sala tocando e isso me irritava. Fui atender e era ninguém mais, ninguém menos que Jean Carlos da Cruz (cunhado). Ele perguntou:
- Quem é que tá falando?
- É o Peterson.
- O Peterson, vê se a Viamax tá pegando aí...
Não estava...

Movimentações no quintal e murros na porta. “Quem foi o idiota que trancou a mãe fora de casa?”, foi o que eu pensei. Era o Jean e a Jana (com a barriga do tamanho de uma melancia). Eles estavam olhando para a antena que fica no lugar da goteira eterna. Jana me disse que roubaram de novo a antena da Viamax! O Jean estava puto, claro, não foi ouvir o meu sábio conselho e deu no que deu. Agora será mais um mês (ou mais) sem a Viamax. Mas como a Viamax é uma droga, não vai fazer diferença nenhuma. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban nunca mais passou desde que a antena foi reinstalada e não passará em abril.

E assim
Será!

PS: Caso você não saiba, ou não tenha percebido, Janaína está grávida de Viktor (é com “C” mais eu vou escrever com “K” que é mais legal), é casada com Jean (o que explica o fato de ele ser meu cunhado) e eles tem uma filha chamada Maria Eduarda (faz 4 anos dia 10 de maio e está na fase de berrar). Os três moram nos fundos do quintal, cuja distância entre uma casa e outra é de aproximadamente quatro metros ou um pouco menos.