sexta-feira, 17 de março de 2006

Lavar loja

Geralmente uma ou duas vezes por semana (não sei, não trabalho de manhã) o repositor da manhã (no caso o Cristiano, que foi meu padrinho), passa cera no piso da loja. Com o tempo, ela vai acumulando e vira uma crosta amarela. Com o objetivo de fazê-las desaparecer e deixar o piso tão branco capaz de cegar os clientes (e olha que o piso é daqueles cheios de manchinhas pretas, brancas e lisas, presentes em um monte de lugares espaçosos como escolas), Roseli Heinz, chefe de loja, reuniu cerca de quinze funcionários para lavar o chão da loja.

A “lavação da loja” acontece após o expediente e os colaboradores tem que apelar para a força bruta para fazer sumir aquelas malditas crostas amarelas. Primeiro, a loja é molhada com água, depois, usa-se uma coisa que eu esqueci qual para amolecer a crosta. Depois a gente parte para a grosseria e apela para o cloro. A última lavação da loja deveria ter sido há anos porque eu não vi muita diferença quando tudo ficou pronto (e seco). Bom, fica uma espumarada infernal para a gente sumir. O pior de tudo é que há desníveis no piso do Imperatriz, então a gente passava o rodo e a água voltava, e olha que era muita água. Levamos cerca de uma hora e meia só tentando secar a loja. Depois que a loja foi seca, a Rafaela (operadora de caixa) preparou um lanche que desapareceu em pouco tempo.

Depois, a loja foi fechada e ficamos um tempo na frente da loja ouvindo ApoCalypso:

"Uou, uou, uou, uou! [três vezes. Haja uou!]
Eu não jogo mais conversa fora
Dessa vez me decidi
Seu caso é complicado e não tem mais conserto!
Quer transformar a minha vida
Em uma novela de TV
Onde o ciúme é dono da situação!
Tô de saco cheio não dá mais pra agüentar
A sua maldita obsessão
Eu bem que tentei por várias vezes conversar
Mas você só veio com ‘quatro pedras na mãaaaaaaaao’! (?)
Meu amor arrume as malas que vou viajar
Tchau, good-bye pra você
Nova York, Cuba, Tókio, pra qualquer lugar
Bem longe de você”

MEU DEUS! CHEGA DE CALYPSO!
(Estou usando “depois” demais?)

Prosseguindo, por fim, o Laudeli (gerente), levou e o Igor (operador de caixa) cada uma pra sua casa. O Lau dirigindo me deu medo. Eu sem cinto com ele em alta velocidade na contramão. Uma lombada, uma freiada e o apavorante barulho das caixas de entrega chocando-se contra a parede da perua. Quando eu fui entregue vivo em casa (Entrega Fácil!), tomei um banho e fui dormir...

Nenhum comentário:

Postar um comentário