sábado, 18 de março de 2006

Copa do Mundo: Uma introdução

No ano 2000, a Alemanha disputou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2006 com Marrocos, Inglaterra e África do Sul. O Brasil era candidato, mas desistiu na última hora. Em uma disputa polêmica, a Alemanha venceu a África do Sul na reunião que decidia o país sede para essa Copa.

Trinta e dois países disputarão o mais prestigiado evento esportivo do mundo, que se calcula que será assistido por, nada mais, nada menos, que quatro bilhões de pessoas (sim, bilhões), ou seja, 4/6 do planeta. Esse evento é capaz de unir os povos dos países. Aqui no Brasil, enfeitamos nossas casas com bandeiras, tomamos a vergonha na cara de tentar aprender o Hino Nacional, tomamos cervejas (eu não, mas eu estou generalizando. Hum... isso me fez pensar que eu não vou dar conta de abastecer a cerveja no Imperatriz, que pode fazer que eu perca clássicos como Tunísia vs. Arábia Saudita), fazemos sexo, xingamos, choramos e o pai dará um murro no braço do sofá quebrando-o (aconteceu quando – acho que o Romário – perdeu um gol nas semifinais da Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, no jogo Brasil vs. Suécia). E em muitos países não é diferente.
A Copa do Mundo mexe muito com o Brasil porque além de sermos os únicos pentacampeões mundiais e não podermos ser superados em títulos pelo menos até a Copa de 2014, o brasileiro sente-se no “Primeiro Mundo” (termo ultrapassado desde a dissolução da URSS de dividir o mundo entre ricos e pobres, mas que ainda é muito usada), já que o Brasil é visto como favorito e o mundo se lembrará do Brasil pelo menos por um mês, no máximo.

A Copa do Mundo tem o seu lado cultural. Nas escolas, professores de Educação Física ou Geografia, pedirão para seus alunos falarem algum país que estará na Copa. Isso é uma coisa boa, pois aprendemos sobre a cultura dos outros. Foi por causa da Copa do Mundo da França, em 1998, a primeira que eu realmente acompanhei, que eu comecei a me interessar por Geografia, países, bandeiras. E é bom conhecermos a cultura de outros países.

Como eu já havia citado, a Copa do Mundo é mais um evento comercial do que esportivo. São gerados bilhões de dólares com patrocínios, direitos de televisionamento, direitos de imagem dos jogadores, aquela cambada de produtos oficiais, patrocínios, etc. Isso é o que gera de lucros para a FIFA (Fédération Internationale de Football Association – mistura francês e inglês). Depois gera os lucros no comércio nacional, como a venda de bebidas (em especial, cerveja), bandeiras, roupas com temas sobre a Copa, e de carne para fazer o churrasco que será consumido com cerveja.

Agora, falando mesmo sobre Copa do Mundo...
A Primeira Copa do Mundo ocorreu em 1930 no Uruguai. A FIFA existia (foi fundada em 1904), mas o evento de maior prestígio para o futebol eram as Olimpíadas, que tinha disputas de futebol desde Londres 1908. Inspirada no sucesso do futebol nas Olimpíadas de Amsterdã 1928, cuja foi vencida pelo Uruguai, a FIFA resolve criar o seu próprio torneio de futebol: a Copa do Mundo, cujo nome, em inglês, World Cup, remetia a um dos primeiros torneios de futebol ocorridos no país que inventou o futebol, a Inglaterra*, que era chamado de Cup porque os times lutavam para conquistar a Cup (que em inglês significa “taça”, e agora o nome Copa do Mundo tem sentido). O Uruguai foi escolhido a sede da Copa por ter sido o campeão das Olimpíadas. Assim como nas Olimpíadas, as Copas do Mundo ocorreriam de quatro em quatro anos.

* Primeiro: a Inglaterra fundou o futebol moderno, mas documentos antigos mostram que o futebol surgiu na China há centenas de anos, quando guerreiros jogavam futebol com a cabeça decepada do soldado mais corajoso do derrotado exército inimigo.
Segundo: a Inglaterra que eu me refiro é a Inglaterra mesmo, e não ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

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