terça-feira, 28 de março de 2006

Informe publicitário sobre "O Cão Ocidental"

Foi fundada no dia de seu décimo nono aniversário a comunidade no Orkut "Eu já li O Cão Ocidental". A comunidade já conta com três membros (Peterson, Robisson e Jardel) e sua inauguração contou com convidados ilustres como:

- A Rafaela 031 31 8831-3131 do BBB: "Peterson é um dos meus foins prediletos!", disse com sua habitual cara de quem teve um orgasmo e não gostou;

- O careca do Bom Bril: "O Cão Ocidental tem mais de 1001 utilidades que vão desde fazer foguetório até arear panelas!"

- Robisson Kraus: "Espero não pôr o meu suco gástrico pra fora de tanta emoção!"

- E Karol "Esponja": "Rarararararararararara!!!", rindo como o Bob Esponja.

Na comunidade de "O Cão Ocidental" no Orkut, P. Florindo criou dois tópicos, entre eles o "Atendimento ao leitor. Fale com P. Florindo!". A descrição da comunidade segue abaixo com o link no Orkut:

"Esta comunidade foi criada pelo autor do blog, Peterson Florindo.O Cão Ocidental é o blog onde eu exponho fatos do dia a dia e que eu gosto e escrever.

O Cão Ocidental descreve os fatos de um ângulo imparcial que nos faz pensar. Se você já leu O Cão Ocidetal, não deixe de ser expressar. Exponha o que você achou. Do que gostou, amou ou odiou?

Críticas construtivas, ok.
Críticas destrutivas serão igualmente destruídas se conterem ofensas pessoais ou ameaças de morte. =X

Atenciosamente
P. Florindo, autor"

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=10669630

P. Florindo agradece!

sexta-feira, 24 de março de 2006

II Momentos de Filosofia - Cliente chato

Não vou enrolar. Vou direto ao ponto. Vou falar de algo que eu realmente entendo porque eu vivo isso. Existem muitos clientes legais, mas existe uma minoria capaz de irritar qualquer um. Falarei de clientes chatos (apenas dos chatos).

Para entender os clientes chatos, devemos pensar como eles, tentar achar as suas razões, mesmo que nossa mente permaneça fechada ao absurdo. Devemos libertar nosso lado mais doentio para entender mentes doentis dos clientes chatos. Legilimens*! Abra sua mente.

São poucos os clientes chatos que aparecem no Imperatriz, mas que eles existem, existem. Eles chegam na loja, reclamam do café que está frio ou quente demais (café é cortesia. Creio que não são todos os supermercados que servem café de graça), esses dias apareceu uma retardada que reclamou das crostas amarelas (ver post “Lavar loja”) do chão (minha vontade reprimida foi de dizer: “Quer limpar? Eu deixo!”), de produto da promoção que está em falta e do famoso preço, idiotamente comparando os preços dos supermercados como aquelas velhas da Adocom (Associação das Donas de Casa) que não tem nada pra fazer da vida e ficam por aí comparando o preço (apesar de tê-las chamado de velhas e desocupadas, eu devo admitir que é um trabalho útil), como se fosse EU que definisse o preço das mercadorias.

Na Suécia é assim, como diz o livro “Sobre a Suécia” de Stig Hadenius e Ann Lidgren, página 07:
“Num mercado de uma praça da Suécia não se ouvem discussões sobre o preço e a qualidade dos produtos. Os clientes que não estão satisfeitos dirigem-se para outra barraca à procura de melhores opções”.
A diferença entre os clientes do Brasil e as Suécia é que os clientes de lá são civilizados. O mesmo não se pode falar dos nossos que são uns primatas ignorantes (isso para não ser curto e grosso e dizer “macacos”).

Eu tenho uma teoria pra isso. O cliente chato é frustrado por algum motivo.

Quando o cliente não está como cliente, ele está na função de empregado, caso ele trabalhe (caso contrário, VAI ARRANJAR UM EMPREGO, VAGABUNDO). No trabalho dele, ele sofre com o trabalho e se estressa. O estresse é um sentimento angustiante que só passa quando você comete a injustiça de gritar com alguém que não tem nada a ver com isso, já que você é um covarde que não tem um pingo de coragem para enfrentar os seus problemas no trabalho. Discorda?
Então, esse estresse é descontado em uma pessoa (por exemplo, eu) que não tem nada a ver com a história porque o cliente não tem nenhum vínculo de amizade com essa pessoa, ou seja, não há como ela ficar mortalmente arrependida, mas eu vou tratar disso daqui a pouco (teoria do remorso). Também, o cliente nos considera inferiores (no caso das pessoas mais estúpidas), já que estamos subordinados ao dinheiro deles. Essa é minha teoria sobre estresse.

Todo o cliente que reclama tem algum problema de fundo psiquiátrico. Além do estresse no trabalho, outro motivo que eu acho que torna um cliente chato é uma vida sexual inexistente.

A pessoa que reclama da crosta amarela só pode ser doente mesmo, porque eu pensei, pensei, pensei e não consegui uma teoria que fizesse sentido simplesmente porque reclamar de crostas amarelas não têm sentido algum.

Já do produto que está em falta, o cliente tem razão de reclamar sim, mas desde que ela tenha peito de reclamar com o responsável direto pela falta do produto, e não com o repositor cuja função principal é de abastecer as gôndolas. Pensando do ponto de vista do cliente, ele se vê enganado pelo anúncio de algo em oferta que não tem e que o faz perder tempo, e acima de tudo, a paciência, claro.

E comparar preços pode-se concluir que o cliente além de querer ofender, ele quer que sintamos ódio suficiente por ter dito o nome da concorrência debaixo de nosso teto para chegarmos a ponto de espancá-lo, e se ele sobreviver, de nos processar, ficando rico. Pode ser uma teoria absurda, mas no fundo, no fundo ele quer isso, já que ele quer mesmo é provocar. Ele reclama dos preços já que torrou toda a sua grana com cachaça! E não lhe sobra dinheiro para mais nada. Mas o objetivo reprimido do cliente é o seguinte (e este faz sentido): vivemos em uma economia de mercado (capitalismo), onde impera a lei da oferta e da procura (isto é, se não houverem monopólios nem cartéis, ou outra forma onde não haja concorrência). Seu objetivo é que baixemos os preços. Tendo o menor preço, o cliente vai na concorrência falar mal do preço deles. A concorrência fica com o preço menor que o nosso e o cliente reclama dos nossos preços, e depois nós abaixamos e por aí vai... Em resumo, o cliente é louco.

Mas agora chegou a parte onde nós poderemos lidar com o estresse dos clientes fazendo atingir a eles próprios, mas com um dos mais angustiantes sentimentos do ser humano: o remorso.
A teoria do remorso é a seguinte. O cliente chega junto em toda a sua fúria e maldade. Tenta nos ofender o máximo possível. O que fazemos?
a) damos um soco
b) damos um tiro
c) rimos debochadamente (como a Brasil Telecom faz)
d) ignoramos
e) pomos o telefone no mudo e vamos ver a novela das sete (como a Brasil Telecom faz)
f) ouvimos atentamente o cliente não tentando expressar nosso ódio incontido.

A alternativa certa é a “F”. Aprendi com a Casan e eu vou ter que contar uma breve história que me fez comprovar o quanto a teoria do remorso é eficiente. É o seguinte. A Casan, no verão, fecha as torneiras e deixa todo mundo sem água. Um dia, eu fiquei puto e fui reclamar (seria eu um cliente chato?). Não consegui porque as pessoas do atendimento ao telefone são estremamente simpáticas e eu não tive coragem de gritar com elas. Se eu gritasse, eu sentiria remorso. A teoria vai por aí. Seria nós tratamos o cliente com extrema simpatia para deixá-lo constrangido o suficiente para ficar quieto. Se mesmo assim, ele ser grosso e nós simpáticos, ele ficará arrependido por ter sido um macaco total e sentirá remorso! E isso será uma cruz que ele carregará pelo resto da vida, já que as palavras são como a morte. Não tem volta.

E assim será...

*Feitiço que estréia no livro "Harry Potter e a Ordem da Fênix" que serve para ler a me
nte alheia.

quinta-feira, 23 de março de 2006

PF 19 anos


Modem retardado, recado da Aline, homenagem, “ovação” e bolo espatifado. Um guia imparcial (infelizmente) sobre o meu décimo nono aniversário.

O longo fio branco e fino da Internet já estava conectado ao telefone e eu estava vasculhando algumas coisas no meu computador esperando por um pouco depois da meia-noite. Lá pela meia-noite e cinco, eu cliquei em “Conexão dial-up”, para se conectar com a Internet. Como de costume, abri o Orkut e havia um recado de feliz aniversário da Mariana. Demorei um pouco para abrir o MSN. Não fiz nada que prestasse na Internet que merecesse destaque aqui. Lá pelas 01:45h, a conexão cai, para a minha raiva. Depois, eu tentei conectar de volta e não dava. Vinha uma mensagem de que “o modem estava em uso ou desconectado de alguma coisa”. Em uso, uma ova! Como se eu estava desconectado? E como desconectado de alguma coisa se eu nem mexi? Tentei, tentei, tentei, me enfureci, tentei, tentei, e de raiva desliguei e fui dormir.


Acordei às 09:45h, por aí. Havia uma mensagem SMS de uma pessoa que eu já teclei no Blah com a segunte mensagem:

“Hoj vai c uma festa,bolo e guaraná,muit doce p vc,e o seu aniversario,vams festejar os e amigs recbe. PARABENS”. Sim, é uma música da Xuxa. Não me lembro de ter mencionado a data do meu aniversário em nenhum momento para essa pessoa. Que coisa louca, não? Mas eu estava com tanto sono que cochilei até às 10:30h.


Às 11:15h fui pro banho porque tinha curso de inglês na Wizard, e de lá eu já ia para o Imperatriz. Eu estava mentalmente cansado e meu mp3 sem pilha pra muito tempo de uso. Ao chegar lá, a Laís (é com acento! Se fosse sem, seria Lais, ou seja, um conjunto de Laianas com “i” e nome reduzido. Afe, que besteira!). Voltando a Laís, ela me cumprimentou =) pois marca no Orkut o aniversário dos amigos. Ao chegar na sala, o professor também me deu os parabéns, mas ele descobriu pelo mural. Nunca vi o mural, conseqüentemente, nunca vi os aniversariantes do mês. A aula ocorreu de maneira normal, comigo trocando o “I” pelo “you”. Nessa aula eu estava bem destraidinho com os pensamentos vagando por aí e eu com a cabeça completamente oca.


Ao chegar no Imperatriz, pus a minha carinha do quadro emocional como “bom astral” de cabeça para baixo (eu não estava de bom astral como a carinha indicava, por isso a pus de cabeça pra baixo). No refeitório, a Roseli lia a cartilha para os açougueiros (Vanderlei, Élson e Leomar), o chefe de frios, Júlio, e para a Angela (CPD). O Vanderlei foi o primeiro que me cumprimentou. Chegou a hora de trabalhar e tudo normal. No início, o Ismael me chamou e me entregou um recado escrito em papel amarelo com a letra do Laudeli: “Aline Imbituba ligou p/ Peterson”! A Aline é minha amiga no Orkut e trabalha no Imperatriz de Imbituba! Aline, se você estiver lendo isso, muito obrigado pela atenção! ^^


Abasteci algumas coisas da limpeza e voltei para o depósito para devolver uma caixa de sabão Razzo. Então houve “O Chamado” de Marenise: “Colaborador Peterson, favor comparecer à frente de caixa”. Foi tudo uma armação! =0 (Oh!)

Chegando lá, estavam o Ismael, os operadores de caixa e a Marenise começou a falar ao microfone algo mais ou menos assim: “Senhores clientes, boa tarde. Gostaríamos de parabenizar o nosso amigo Peterson, que está de aniversário hoje.” Em suma, houve um elogio do meu trabalho além da reposição, ela especificou mais o meu trabalho na frente de caixa. No final, ela pediu uma salva de palmas. Fiquei quente de tão encabulado. Desde que eu trabalho no Imperatriz, só ouvi a Josi e o Reginaldo sendo homenageados. Eu fui o terceiro. Se eu me achava desvalorizado, agora não me acho mais. Se alguém do Imperatriz estiver lendo isso (mais especificamente da loja 13), eu agradeço de coração! ^^


Agora chegou a parte desagradável da história. Robisson e Jardel me aguardavam na saída do Imperatriz. Robisson me cumprimentou e, sem mais sem menos, algo frio quebra na minha cabeça me melacando todo. O safado do Jardel me deu uma ovada! ò_ó Depois o Robisson, Robisson de novo e Jardel. Tive um ligeiro acesso de raiva, obviamente, mas passou quando o Robisson me falou que comprou o “The Sims 2”! Eu não recebi pois deu um problema de ele não rodar, parece que o serial não bate, uma coisa assim.


Em casa, a mãe disse que fez uma nega maluca que despedaçou. Comi um pedaço e bebi um copo de leite (I drank a glass of milk). E depois vim para a frente do computador escrever Isso!
E assim foi... (até aqui) =)

domingo, 19 de março de 2006

No VII Motaço


Depois de ter recebido alguns elogios sobre o post “A Festa do Milho”, eu resolvi postar a minha segunda visita para Santo Amaro da Imperatriz. No mesmo local que ocorreu a Festa do Milho ocorreu o VII Motaço.

O meu dinheiro estava acabando porque agora eu comecei a me atolar em dívidas (isso é, não de que esteja gastando mais do que eu recebo, mas sim de que agora não vai me sobrar dinheiro pra muita coisa). O Robisson me convidou para o VII Motaço, no mesmo local que ocorreu a Festa do Milho. Sabendo dos meus problemas econômicos, e consumido pelo remorso de ter-me feito uma dívida, Robisson se propôs a custear as minhas despesas como presente de aniversário. ¬¬’

Sábado, 18 de março de 2006. Por volta das 20:10, eu saí do trabalho e fui para a casa do Robisson. Como na semana passada, eu já tinha deixado lá a roupa que eu usaria na festa (que era a mesma que a da outra vez. Uma calça jeans e uma camisa cinza. Usei o mesmo conjunto no cinema quando fui ver “Harry Potter e o Cálice de Fogo)”. Eu não estava afim de ir porque eu havia tido um dia tedioso no Imperatriz esperando pelas 20:00h e estava com sono. O Robisson fez chantagem psicológica dizendo que já tinha combinado tudo e eu fui pra ele não chorar. Dessa vez até que eu não fiquei muito tempo lá esperando pra ir. O Jardel não demorou muito pra chegar. Comi um pedaço de nega maluca e fomos na casa do Cleber (teclei com ele agora no MSN e ele disse que o nome dele é sem acento). Um tempinho depois, eu, Robisson, Jardel, Cleber e Diego fomos de carro até o Aririú da Formiga pegar a Mariana (namorada do Diego) e o irmão dela, Vinícius. Não contávamos (pelo menos eu, Jardel e Robisson) que mais uma pessoa ia com a gente. Seu nome: Karolini Wagner (foto).

Nada mais, nada menos que oito pessoas ficaram absolutamente acomodadas no carro do Diego. Até que não foi tão ruim assim, com exceção de ter tido que dar colo ao Robisson (._.). O Robisson é simplesmente pesado. Depois de alguns “AIs” iniciais, alguém deu a idéia de ir no porta-malas. Essa alternativa não deu certo porque era preciso desconectar uma placa do som ali e não deu certo. Além disso, a mãe da Mariana disse que se a polícia pegasse a gente esmagado no banco de trás e mais uns no porta-malas, isso daria problemas. Sem alternativa, dessa vez o Robisson se vingou e eu tive que sentar no colo dele (meu Deus!). No banco da frente, a Karol ficou no colo da Mariana, e no de trás, o Vinícius no do Cleber. O Jardel ficou descansado. Nessa primeira ida, não me lembro direito o que houve, além de um monte de “ai, ai, ai, ai!”

A gente saltou em um lugar que eu não me lembro muito bem (o Robisson sugeriu “bota antes da festa”, em recente conversa no MSN). No carro foram Diego, Mariana e Karol, isso para a polícia não ver nós oito lá no carro. Andando por um tempo, umas garotas mexeram com a gente e eu perguntei: “Quem é?” Começaram então a pegar no pé. Eram a Mariana e Karol. Eles só foram se reunir a gente já na fila. A entrada custou mais caro que na Festa do Milho: R$ 7,00.

Mal chegamos lá e o Robisson não foi mais visto. Daiana Sá, a mesma que ficou com ele na festa passada, seqüestrou ele. Depois, Vinícius se reuniu com outros amigos, Karol encontrou seu namorado que lhe ofereceu bebidas (e foi aqui que tudo começou). Para não ficar segurando vela pra Diego e Mariana, eu, Jardel e Cleber, fomos dar uma volta e beber alguma coisa. Depois, o Jardel foi comprar um segundo copo de capeta (bebida que mistura cachaça, gelo, chocolate ou alguma coisa de morango e leite condensado). Ao revermos a Karol, ela já estava aparentemente feliz demais (pra não ser mais direto e dizer que ela estava bêbada). Eu fiquei assustado, claro. O Cleber foi outro que bebeu um pouco demais e ficou meio zonzo e, segundo ele relatou mais tarde, um pouco melhor, mais solto também.

Mais uma volta e o que o Cleber disse fez sentido. Ele estava passando no meio da multidão passando a mão nas gurias. Teve uma de cabelo vermelho cheia de amigas que foi molestada duas vezes, e se mostrou indiferente nas duas. Aconteceu que não deu certo e voltamos para onde estavam Diego, Mariana, Karol e o namorado dela. Dessa vez eles estavam mais ao fundo, perto de uma caçamba. Karol estava sentada de cabeça baixa com seu namorado por perto. Havia somente uma poça de água ali perto porque onde eles estavam havia uma torneira. O namorado de Karol havia convidado ela pra dormir na casa dele, mas ele não conseguiu isso porque a Mariana que estava com a “guarda” dela não pôde deixar. Um tempo depois, a Daiana foi embora e o Robisson ficou livre como uma borboleta!

Karol esbanjava energia, falava coisas bem loucas, dançava com um, com outro e inaugurou sua a risada by Bob Esponja (rararararararara)! Ela e o Robisson avacalhavam um com o outro. Ela roubava o boné dele, dava tapas, molhava todo mundo com a água da torneira... Já o Robisson se vingou empurrando sorvete na cara dela e tento feito ela pegar a casquinha do sorvete como em “A Dama e o Vagabundo”.

Depois de todos terem se reunido, fomos embora lá pelas três da manhã. Mariana e Diego ficaram no banco da frente. Eu, Jardel e Vinícius ficamos espremidos no banco de trás sem ninguém em cima. Ao meu lado, a Karol ficou no colo do Robisson que ficou no colo do Cleber (da pra imaginar o que o Cleber sofreu). Toda a volta, que durou quinze minutos, foi gravada no meu mp3 player e está no meu computador. Na volta, quem mais falou foi, sem dúvida, a Karol. Vinícius ficou reclamando de dor durante a volta.

Comentários do caminho de volta:
KAROL: Quem tá botando o pezão aqui no meio da minha coxa? PETERSON: Sou eu... Não tem lugar pra colocar o pé! (risos)
JARDEL: Ótima desculpa. Ótima desculpa.
CLEBER: Ô Peterson, tu não era disso, cara! (Karol resmungando alguma coisa que não dá pra ouvir. Acho que “Pô, que caralho!”)
JARDEL: Ele não gostava disso!

(...)

ROBISSON: EHHHHHHH, OHHHHHH!!!
KAROL: Só porque tá namorando tá se achando!
ROBISSON: Que namorando, guria? Tu acha que eu vou namorar, eu? Não sou louco! Né, Diego? (risos)
MARIANA: Por quê? Não é ruim não, tá? É ruim, Diego?
KAROL: Ah, é ruim sim. Tem que dar satisfação aonde tu vai... Aí se tu ficar bêbado ele fica cuidando de ti...
ROBISSON: Só porque eu fiquei com a guria tu achas que eu tô namorando? Tá doido?
KAROL: TÁS NAMORANDO! SEU SAFADO! VAI ASSUMIR! (risos)
PETERSON: Pra guria, tá!
ROBISSON: Vamos dizer que ela pensa isso!

(...)

- Peterson e Jardel cometam que Karol não podia ver um copo de capeta e que ela não perdoava nem a espuma. Ela diz que “dava pra tomar, dava pra chupar”, sendo interpretada, então, de forma maldosa.
- A “Tia” é novamente molestada no caminho de volta. o.O
- Karol exige sua comunidade no Orkut. (Já tem: “Eu vi a Karol “Esponja” bêbada”)
- Mariana diz que Karol sempre riu esquisito.
- Robisson diz estar sentindo a perna de Cleber crescer.

Depois do carro “cuspir gente”, a gente se despede de Karol, Vinícius e Mariana. Karol se despede dizendo: “I love you vocês!”.

E assim foi...

sábado, 18 de março de 2006

História das Copas do Mundo

Apenas treze países aceitaram (sim, aceitaram) participar da primeira Copa do Mundo de futebol. Não houve eliminatórias porque não se sabia se o evento daria certo ou não. Alguns países que hoje são potências no futebol como Inglaterra e Alemanha simplesmente recusaram participar do evento. As viagens eram feitas de navio e demoravam dias. Então, muitos países europeus recusaram-se a participar, pois além de se demorar dias em alto mar navegando da Europa até o Uruguai, o torneio era rapidinho, ou seja, uma ou duas derrotas e tchau. Não valia a pena. Os treze países que participaram da Copa, além do Uruguai foram: Argentina, Brasil, Peru, Bolívia, Paraguai, Chile, México, Estados Unidos, e os “destemidos europeus” Bélgica, Romênia, França e Iugoslávia. O Brasil era uma porcaria e não se deu bem. Na final, o Uruguai venceu a Argentina por 4 a 2, tornando-se o primeiro campeão mundial.
(Na foto, perceba como o futebol era uma coisa chique).

A segunda Copa do Mundo ocorreu na Itália em 1934 com quinze países. Nessa época, a Europa vivia em clima hostil e a Itália governada pelo ditador fascista Benito Mussolini (que era quase tão louco quanto Adolf Hitler), que obrigou a Itália a vencer a Copa do Mundo ou os jogadores corriam o risco de serem mortos a mando dele. Na base da pressão macabra, a Itália venceu na final a Tchecoslováquia por 2 a 1. Uruguai e Argentina, campeão e vice da Copa anterior não participaram. Das Américas, participaram apenas Brasil, Cuba e Antilhas. O Brasil foi eliminado logo no primeiro jogo.

Em 1938, a França sedia a Copa do Mundo, vencida novamente pela Itália, primeira bi-campeã mundial. O Brasil começa a mostrar suas garras, conquistando o terceiro lugar. Dezesseis países participaram da brincadeira. A Argentina novamente fez (...) doce e não foi ao torneio de raiva porque não sediou.

Não houve Copas do Mundo em 1942 porque a Europa estava vivendo os horrores da II Guerra Mundial. A Guerra durou de 1939 até 1945. Não havia como fazer uma Copa do Mundo em 1946 porque os efeitos da Guerra foram grandes.

Doze anos depois, Espanha, Suécia, Iugoslávia, Suíça, Itália, Inglaterra (que deixou de esnobar a Copa e participou pela primeira vez), Uruguai, Chile, Estados Unidos, Paraguai, México e Bolívia se reúnem no Brasil para a disputa da IV Copa do Mundo. Não houve uma final tradicional. Houve sim um quadrangular final, onde quem conquistasse mais pontos seria o campeão. Nessa época a vitória valia dois pontos e o empate, um. Brasil, Uruguai, Espanha e (se eu não estiver enganado) Suécia participaram do quadrangular final. Brasil e Uruguai fariam o último jogo. O Brasil tinha a vantagem de um ponto sobre o Uruguai era líder. Ao Uruguai só interessava a vitória. O Brasil começou vencendo e fez 1 a 0 com não sei quem. Depois, o Uruguai empatou. Faltavam poucos minutos para o jogo acabar e a alegria já tomava conta dos brasileiros felizes que viam o jogo do Maracanã. Mas eis que Gigia faz o segundo gol do Uruguai, que além da vitória lhes dá o bi-campeonato. O Maracanã fica mudo como em um cemitério de madrugada, mas sem nenhum barulho assustador nem um “bú”.
(Na foto, o palco da tragédia. Infelizmente o site da FIFA não tinha nenhuma foto de nenhuma senhorita bonita com a mão na boca de espanto). =(

Na Suíça, a Alemanha Ocidental vence a Hungria de Puskas por 3 a 2 e conquista, em 1954, seu primeiro título mundial.

Com Pelé e Garrincha, o Brasil vence o país dono da casa, a Suécia, na final por 5 a 2, em 1958. Quatro anos mais tarde, 1962, no Chile, o Brasil tornava-se bicampeão vencendo a Tchecoslováquia por 3 a 1.
(Na foto, a seleção brasileira dando a volta olímpica).

A Inglaterra vence em casa a Al
emanha Ocidental na final por 4 a 2 com um gol que até hoje inspira polêmica.

A mais consagrada Copa do Mundo pelo Brasil: México 1970. Aquela seleção cheia de craques que os nossos pais se lembram até hoje. Não era apenas mais uma disputa de uma Copa do Mundo, mas a da posse definitiva da Taça do Torneio, a famosa Jules Rimet (que foi o primeiro presi
dente da FIFA). Havia Brasil, Itália e Uruguai nas semifinais, todos bicampeões. O país que vencesse uma Copa do Mundo três vezes ficaria com a posse definitiva da Jules Rimet. Somente a Alemanha Ocidental poderia adiar a posse da Taça, pois ela era apenas campeã, ou seja, estava quase garantido que seria no México que a Taça saberia onde ficaria guardada (e bem guardada) para sempre. Brasil e Itália chegaram na final e o Brasil venceu por 4 a 1. Nessa época, a ditadura militar estava no auge, e a conquista da Jules Rimet veio para amenizar esse período de sofrimento. A Taça ficou na sede da CBF (acho que na época se chamava CBD) no Rio de Janeiro. A Taça foi roubada e derretida, claro, ela estava no Rio de Janeiro, terra de gente irresponsável que só pensa em praia, funk e sexo o tempo todo! Com pena do Brasil, a FIFA faz uma réplica.

Nessa Copa surgiram os cartões amarelo (advertência) e vermelho (expulsão) porque a pancadaria dentro de campo estava grande, parecendo luta livre. Não vou exagerar, claro, dizendo que havia jogadores que arremessavam televisões e cadeiras uns contra os outros, nem mata-leão, e muito menos pular em cima do adversário como a Sheeva do Mortal Kombat.
(Na foto, o capitão do Brasil, Carlos Alberto).

Em 1974, a Alemanha Ocidental vence, em casa, a sua seg
unda Copa do Mundo, batendo o famoso carrossel holandês liderado por Cruyff por 2 a 1, sendo o primeiro país a ficar com a atual taça da Copa do Mundo (aquela douradona e pesadona. São dezoito quilos de ouro maciço). A Polônia vence o Brasil na disputa do terceiro lugar. Malvada, não?

A Argentina finalmente ganha a sua primeira Copa do Mundo, em 1978, vencendo a Holanda na final por 3 a 1, mesmo que por meios ilícitos (roubo descarado). O Brasil fica em terceiro
porque o Peru levou seis do outro lado =X não indo para a final.

Espanha 1982. O Brasil tem uma seleção fortíssima, candidata ao título, mas eis
que Paolo Rossi é responsável pela vitória da Itália, cujo episódio ficou conhecido como “A Tragédia do Sarriá”. E essa seleção medíocre de Paolo Rossi venceu a Copa do Mundo, batendo a Alemanha Ocidental (o futebol da outra Alemanha era uma merda) por 3 a 1.

Novamente o Brasil tem uma seleção com craques como Falcão, Careca e Zico (e mais uns outros tantos) fundadora do “futebol arte” que não vence uma Copa. Moral da história: não é com a beleza gay do futebol, como a Globo ama enaltecer, que se vence uma Copa e sim na base do futebol duro, cheio de pancadas. O Brasil foi eliminado, nos pênaltis, pela França (creio que nas quartas-de-final) que foi a 3ª colocada. Na final, Argentina 3 vs. 2 Alemanha Ocidental.

Curiosidade: a Colômbia foi escolhida para sediar essa Copa, mas as FARC já mandavam por lá e não houve jeito de a Copa ocorrer nesse país cheio de drogas. O México foi escolhido
para sediar a sua segunda Copa do Mundo por ainda ter a boa estrutura da Copa de 1970.

Considerada a pior Copa do Mundo, a Copa da Itália 1990 tem como final Argentina 0 vs. 1 Alemanha (agora reunificada). O Brasil vivia um mal momento, realizando treinos secretos e perdendo para times (para não dizer “coisas”) como a Úmbria (região da Itália). Sebastião Lazaroni era o técnico na época.

Vinte e quatro anos após, o Brasil vence a Copa do Mundo dos Estados Unidos 1994. A primeira Copa que eu me lembro de alguma coisa, como o murro que o pai de no sofá e a coleção de figurinhas da Ping Pong do meu irmão (que nessa época tinha doze anos e não era o retardado mental que é hoje). O Brasil não era favorito. Havia se classificado no último jogo contra o Uruguai, no Maracanã (o jogo que exorcizou alguns fantasmas da Copa de 1950) graças ao Romário. Treinados por Carlos Alberto Parreira, o Brasil começou vencendo a Rússia por 2 a 0, depois Camarões por 3 a 0, e se classificou ao empatar com a Suécia em 1 a 1. Nas oitavas, Brasil 1 a 0 nos Estados Unidos em pleno 04 de julho (o dia da Independência deles, e eles são bem chatos com esse dia. Basta se lembrar do filme absolutamente idiota Independence Day), nas quartas, Brasil 3 a 2 na Holanda, novamente a Suécia nas Semifinais, Brasil 1 a 0. Na disputa do terceiro lugar a Suécia goleia a Bulgária por 4 a 0 (que no mesmo ano havia sido vice-campeã na Copa Mundial de Quadribol). E finalmente, a final. Zero a zero nos noventa minutos, zero a zero na prorrogação. Nos pênaltis, Baggio manda pra fora, além da bola, o sonho do tetracampeonato italiano. O Brasil vence de 3 a 2 nos pênaltis.
(Na foto, Romário, que carregou o Brasil nas costas. Hoje ele dá nojo).

A Copa do Mundo de Ronaldinho, o fenômeno. França 1998. A primeira Copa do Mundo com 32 países (desde Espanha 1982, vinte e quatro eram os países participantes), quatro em cada um dos oito grupos. Essa Copa contou com todos os países que jogavam futebol em um nível de competência (isso é, se referindo aos grandes. Jamaica, Japão e EUA jogavam “alguma coisa que poderia lembrar futebol”) como Inglaterra (de volta após ter sido afastada acho que por causa dos hooligans), Argentina, Alemanha, Itália, Espanha, Holanda. Na primeira fase, Brasil venceu países como Escócia (2-1), Marrocos (3-0), perdeu para a Noruega (1-2), venceu o Chile nas oitavas (4-1), Dinamarca nas quartas em jogo sufocante (3-2), a Holanda nos pênaltis, onde o Galvão tornou ainda mais famoso o seu berro infernal: “Tafareeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeel! Vai que é tua, Taffarel!” (1-1, 4-2 nos pênaltis) e na final...

“... E Edmundo no ataque. Ronaldinho está fora!” alardeava o mundo Galvão Bueno, para a desgraça que assolava o Brasil inteiro, desde São Paulo até Santa Itapipoca do Juazeiro do Norte (nem sei se existe).

Nesse dia, Ronaldinho havia tido uma convulsão, um treco que ele ficou espumando que nem o Coady revoltado. Ele jogou bem mal e muitos dizem que ele amarelou. Só que eu acho meio cruel dizer isso porque ela era o centro das atenções e era tratado como um Deus, mas ele é um ser humano igual aos outros (embora pareça um ET). A Croácia bateu a Holanda e ficou com o terceiro lugar. Na final, a França de Zidane goleou o Brasil por 3 a 0, em jogo que os brasileiros arrogantes que não sabem perder dizem ter sido “vendido”. ¬¬
(Na foto, Brathez atropelando o Rona doidão).

Copa do Mundo Japão / Coréia do Sul 2002. A Copa mais maluca de todas. Primeiro por ser a primeira realizada em dois países, segundo, que contou com surpresas como a eliminação prematura de Argentina e França (ah, como fiquei feliz. Eu odeio a seleção francesa), zebras como Senegal, Estados Unidos e Coréia do Sul. O roubo explícito no jogo Espanha 0 vs. 0 Coréia do Sul (nos pênaltis, Coréia do Sul 5 a 3), e a presença na final de duas seleções grandes que estavam sem prestígio nenhum (ou quase nenhum) antes da Copa: Brasil e Alemanha. Ronaldinho deu a volta por cima após o fracasso em 1998 e de dois anos parados devido ao joelho que simplesmente abriu no jogo Inter vs. Lazio (mostrando uma fratura exposta que, aos doze anos, me deixou horrorizado) fez os dois gols da vitória do Brasil por 2 a 0. Esse jogo foi o responsável por transformar Oliver Khan, o goleiro alemão, em motivo de chacota devido ao seu frango no primeiro gol. Será que ele dará a volta por cima assim como Ronaldinho em 2006?
(Na foto, Cafu com sorriso Colgate Tripla Ação).

Olha, foi bem foda ter que escrever isso e o pior de tudo foi ter que fazer o upload de fotos que as vezes nem aparecem.

Copa do Mundo: Uma introdução

No ano 2000, a Alemanha disputou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2006 com Marrocos, Inglaterra e África do Sul. O Brasil era candidato, mas desistiu na última hora. Em uma disputa polêmica, a Alemanha venceu a África do Sul na reunião que decidia o país sede para essa Copa.

Trinta e dois países disputarão o mais prestigiado evento esportivo do mundo, que se calcula que será assistido por, nada mais, nada menos, que quatro bilhões de pessoas (sim, bilhões), ou seja, 4/6 do planeta. Esse evento é capaz de unir os povos dos países. Aqui no Brasil, enfeitamos nossas casas com bandeiras, tomamos a vergonha na cara de tentar aprender o Hino Nacional, tomamos cervejas (eu não, mas eu estou generalizando. Hum... isso me fez pensar que eu não vou dar conta de abastecer a cerveja no Imperatriz, que pode fazer que eu perca clássicos como Tunísia vs. Arábia Saudita), fazemos sexo, xingamos, choramos e o pai dará um murro no braço do sofá quebrando-o (aconteceu quando – acho que o Romário – perdeu um gol nas semifinais da Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, no jogo Brasil vs. Suécia). E em muitos países não é diferente.
A Copa do Mundo mexe muito com o Brasil porque além de sermos os únicos pentacampeões mundiais e não podermos ser superados em títulos pelo menos até a Copa de 2014, o brasileiro sente-se no “Primeiro Mundo” (termo ultrapassado desde a dissolução da URSS de dividir o mundo entre ricos e pobres, mas que ainda é muito usada), já que o Brasil é visto como favorito e o mundo se lembrará do Brasil pelo menos por um mês, no máximo.

A Copa do Mundo tem o seu lado cultural. Nas escolas, professores de Educação Física ou Geografia, pedirão para seus alunos falarem algum país que estará na Copa. Isso é uma coisa boa, pois aprendemos sobre a cultura dos outros. Foi por causa da Copa do Mundo da França, em 1998, a primeira que eu realmente acompanhei, que eu comecei a me interessar por Geografia, países, bandeiras. E é bom conhecermos a cultura de outros países.

Como eu já havia citado, a Copa do Mundo é mais um evento comercial do que esportivo. São gerados bilhões de dólares com patrocínios, direitos de televisionamento, direitos de imagem dos jogadores, aquela cambada de produtos oficiais, patrocínios, etc. Isso é o que gera de lucros para a FIFA (Fédération Internationale de Football Association – mistura francês e inglês). Depois gera os lucros no comércio nacional, como a venda de bebidas (em especial, cerveja), bandeiras, roupas com temas sobre a Copa, e de carne para fazer o churrasco que será consumido com cerveja.

Agora, falando mesmo sobre Copa do Mundo...
A Primeira Copa do Mundo ocorreu em 1930 no Uruguai. A FIFA existia (foi fundada em 1904), mas o evento de maior prestígio para o futebol eram as Olimpíadas, que tinha disputas de futebol desde Londres 1908. Inspirada no sucesso do futebol nas Olimpíadas de Amsterdã 1928, cuja foi vencida pelo Uruguai, a FIFA resolve criar o seu próprio torneio de futebol: a Copa do Mundo, cujo nome, em inglês, World Cup, remetia a um dos primeiros torneios de futebol ocorridos no país que inventou o futebol, a Inglaterra*, que era chamado de Cup porque os times lutavam para conquistar a Cup (que em inglês significa “taça”, e agora o nome Copa do Mundo tem sentido). O Uruguai foi escolhido a sede da Copa por ter sido o campeão das Olimpíadas. Assim como nas Olimpíadas, as Copas do Mundo ocorreriam de quatro em quatro anos.

* Primeiro: a Inglaterra fundou o futebol moderno, mas documentos antigos mostram que o futebol surgiu na China há centenas de anos, quando guerreiros jogavam futebol com a cabeça decepada do soldado mais corajoso do derrotado exército inimigo.
Segundo: a Inglaterra que eu me refiro é a Inglaterra mesmo, e não ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

sexta-feira, 17 de março de 2006

Dschinghis Khan!

Sinto-me honrado de fazer uma reportagem sobre a banda tosca (também chamada de trash), que eu amo do fundo do meu coração, Dschinghis Khan.

Dschinghis Khan foi uma banda de “rock” que fez muito sucesso no final dos anos 70 e início dos 80. A banda era formada por Louis Henrik Potgier (sul-africano), Edina Pop (húngara), Steve Bender (alemão), Henriette Heichel (holandesa), Wolfgang Heichel (alemão) e Leslie Mándoki (húngaro). O nome da banda remete ao guerreiro mongol Gengis Khan. As músicas são cantadas em alemão, para dar um toque mais trash ainda a eles. Em “Rocking son of Dschinghis Khan”, eles tentam cantar em inglês. Nunca ouvi um inglês tão ruim, o que conseguiu (se já era possível) dar tornar a música ainda mais trash.

Suas músicas mais famosas foram “Moskau” e “Dschinghis Khan”. Em 1980, o Dschinghis Khan foi convidado a tocar na abertura das Olimpíadas de Moscou 1980 (cuja foi boicotada pelos EUA por causa da Guerra Fria). Em “Moskau” nota-se, mesmo que a música seja cantada em alemão, de que ela remete justamente à Guerra Fria. Os exércitos, a sincronização da voz, passos de militares em desfile e risos frios lembram a Guerra Fria, um dos momentos mais tensos do tenso século XX.

Eu gosto de Dschinghis Khan desde junho de 2004. A mãe estava ouvindo um disco de vinil no toca discos do pai. Então eu ouvi Dschinghis Khan pela primeira vez e me perguntei: “Que raios de idioma eles estão cantando?” Então eu peguei a capa do LP e vi um grupo de excêntricos dos anos 70 em uma capa vermelha com um sol dourado e no verso um “Kocht leidenschaftlich gerne ungarische Küche” me xingava. “Meu Deus! Isso está em alemão!” pensei eu.

Não foi difícil de eu me contagiar pelas músicas loucas e divertidas de Dschinghis Khan. Essa semana eu vi o clipe de Moskau no computador do Robisson. No início eu fiquei horrorizado porque eu nunca havia visto os integrantes se mexendo e fazendo aqueles passos de dança de dar medo.

Essas são as músicas que tem no meu LP:
01. Moskau
02. Komm doch hein
03. Samurai
04. Rocking son of Dschinghis Khan
05. Paß auf, der Drache kommt
06. Dschinghis Khan
07. Israel, Israel
08. China Boy
09. Sahara
10. Puzsta
11. Der Verräter

Eu tentei traduzir “Moskau” no Google, mas a tradução saiu péssima com coisas sem pé nem cabeça como: “O gelo do diabo vermelho na vodka beba irmão Moscou fria e misteriosa...”.

Obviamente, a banda não existe mais. Em 1981, Steve Bender (careca bem estilo Gengis Khan), o líder da banda, abandonou o grupo após o lançamento do segundo álbum do Dschinghis Khan. Em 1993, Louis Potgier (careca de barba crespa que fazia poses do tipo “Eu tenho a força”!) faleceu em uma acidente de carro na África do Sul. A banda se reuniu ano passado, dia 17 de dezembro de 2005 no Olypiyski Arena em Moscou, reunindo 18 mil pessoas, para se ter uma idéia de como a banda foi famosa.

Mais informações:
www.dschinghiskhan.de (site oficial)
http://www.koreus.com/media/dschinghiskhan-moskau.html (clipe de Moskau)

I Momentos de Filosofia - Arrogância humana


Finalmente, o primeiro “Momento de Filosofia” deste blog. Mas o quê são os “Momentos de Filosofia”? Vou explicar. Filosofia é uma palavra de origem grega (filos= amigo + sofia= sabedoria). Os filósofos eram (e ainda são) tratados como “vagabundos desocupados que não tem nada de importante pra fazer da vida”. E eu concordo com isso. É vergonhoso alguém viver somente de filosofia porque o mundo não é mudado por palavras bonitas, e sim por atitudes.

Então, qual o meu objetivo com o “Momentos de Filosofia”?
Filosofar, para muita gente, é chato porque é difícil ou que é uma coisa de gente inteligente. Discordo mortalmente. A pessoa que não seja burra tem a capacidade de filosofar. Qualquer uma que tenha senso crítico, que saiba perceber o certo e o errado pode filosofar. Mas a filosofia a qual eu lhe convido não é aquela que faz perguntas do tipo: “Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?” ou coisas idiotas como “O que seria do vermelho se todos gostassem do azul?”. A filosofia a qual proponho a filosofar trata de temas atuais ou coisas da natureza humana.

Nesse primeiro “Momentos de Filosofia”, filosofarei sobre a arrogância humana.
Tudo começou na semana passada, quando eu estava no Imperatriz trabalhando na reposição da loja. Eu me encontrava no corredor do café abastecendo o achocolatado Nescau 500g. Eu estava retirando o Nescau (energia que dá gosto) de uma das caixas vermelhas de entregas do SuperImperatriz loja 13. No cantinho da caixa estava uma abelha. Como eu não estava com vontade nenhuma de ser picado como o Ismael já foi, resolvi dar umas porradas (de leve) na abelha, um “pedala Robinho” para a abelha ficar “ligada”.
Não me lembro com o que eu bati, mas a abelha sobreviveu ao “pedala Robinho”. Ela ficou caída no chão e eu estava ainda abastecendo o Nescau, um tanto preocupado que a abelha me picasse em um momento de distração. Não me lembro direito, mas eu tive que recuar o carrinho. A abelha na reta das rodinhas. Então eu percebi o quanto arrogante somos nós os seres humanos. Não fiz a criancice de matar a pobre coitada da abelha. Esse então é o tema que eu quero discutir em “Momentos de Filosofia”. Porque nós humanos somos tão arrogantes para matarmos todos os seres vivos que julgamos inconvenientes? Só porque as baratas são nojentas isso é motivo para matá-las? Porque montamos nos lombos de alguns animais? Porque escravizamos animais para o trabalho que só beneficiará apenas a nós, seres humanos? O que nos dá esse direito? Só porque somos uma raça de inteligência avançada, que direitos temos de praticar esses atos?

Quem leu “A Revolução dos Bichos” de George Orwell pôde entender um pouco sobre como nós somos arrogantes e exploramos os bichos. Matamos bois para nos comer. Será que gostaríamos que os bois nos matassem para comer se eles fossem uma raça mais inteligente que nós? Claro que não.

Porque não temos a sensibilidade de viver pacificamente com os outros animais? Porque alguns humanos maltratam animais, cuja revolta é expressa pela banda de ska punk, Ska-P na música “Insensibilidad”, traduzida por mim.

“É Natal, vou comprar para o meu filho algo especial
Um animal, um filhotinho para que possam brincar
O separaram de sua mãe ao nascer direto para essa maldita urna de cristal
Usar e tirar, esquenta o verão e tenho que abandoná-lo

Nada lhe foi dito que a rodovia seria sua fiel e fria companheira
Nada lhe foi dito que na rodovia morreria atropelado em uma vala

Milhares de animais são as vítimas mortais de umas mentes anormais que não tem sensibilidade
Sensibilidade

Morrer debaixo das rodas de um caminhão, servir de carne de canhão, lutas na clandestinidade, tétricas (tristes) sessões de dor
Experimentação bastarda com impunidade total

Atrás do cristal, pela rodovia os vê vagabundear
Sem descansar, segue buscando sem rumo seu velho lar
Um ruído de noite me estremeceu, debaixo das rodas daquele maldito caminhão
E não é o final, amanhã recomeça essa história em outro lugar

Como você é capaz de abandonar a um amigo tão leal sabendo qual é o seu final?
Maldita a pessoa que é capaz de abandonar a um amigo tão leal, quanta irresponsabilidade “

Acho que você já deve ter sentido um pouco de nossa arrogância humana. Quem nunca matou o maltratou algum animal ou inseto. Essa é uma das várias perguntas que eu deixo aqui para você filosofar.

Se leu essa postagem, favor de sua opinião sobre o assunto.

Atenciosamente
P. Florindo

Lavar loja

Geralmente uma ou duas vezes por semana (não sei, não trabalho de manhã) o repositor da manhã (no caso o Cristiano, que foi meu padrinho), passa cera no piso da loja. Com o tempo, ela vai acumulando e vira uma crosta amarela. Com o objetivo de fazê-las desaparecer e deixar o piso tão branco capaz de cegar os clientes (e olha que o piso é daqueles cheios de manchinhas pretas, brancas e lisas, presentes em um monte de lugares espaçosos como escolas), Roseli Heinz, chefe de loja, reuniu cerca de quinze funcionários para lavar o chão da loja.

A “lavação da loja” acontece após o expediente e os colaboradores tem que apelar para a força bruta para fazer sumir aquelas malditas crostas amarelas. Primeiro, a loja é molhada com água, depois, usa-se uma coisa que eu esqueci qual para amolecer a crosta. Depois a gente parte para a grosseria e apela para o cloro. A última lavação da loja deveria ter sido há anos porque eu não vi muita diferença quando tudo ficou pronto (e seco). Bom, fica uma espumarada infernal para a gente sumir. O pior de tudo é que há desníveis no piso do Imperatriz, então a gente passava o rodo e a água voltava, e olha que era muita água. Levamos cerca de uma hora e meia só tentando secar a loja. Depois que a loja foi seca, a Rafaela (operadora de caixa) preparou um lanche que desapareceu em pouco tempo.

Depois, a loja foi fechada e ficamos um tempo na frente da loja ouvindo ApoCalypso:

"Uou, uou, uou, uou! [três vezes. Haja uou!]
Eu não jogo mais conversa fora
Dessa vez me decidi
Seu caso é complicado e não tem mais conserto!
Quer transformar a minha vida
Em uma novela de TV
Onde o ciúme é dono da situação!
Tô de saco cheio não dá mais pra agüentar
A sua maldita obsessão
Eu bem que tentei por várias vezes conversar
Mas você só veio com ‘quatro pedras na mãaaaaaaaao’! (?)
Meu amor arrume as malas que vou viajar
Tchau, good-bye pra você
Nova York, Cuba, Tókio, pra qualquer lugar
Bem longe de você”

MEU DEUS! CHEGA DE CALYPSO!
(Estou usando “depois” demais?)

Prosseguindo, por fim, o Laudeli (gerente), levou e o Igor (operador de caixa) cada uma pra sua casa. O Lau dirigindo me deu medo. Eu sem cinto com ele em alta velocidade na contramão. Uma lombada, uma freiada e o apavorante barulho das caixas de entrega chocando-se contra a parede da perua. Quando eu fui entregue vivo em casa (Entrega Fácil!), tomei um banho e fui dormir...

Balanço


Quando eu falo de alguma coisa relacionada com o Imperatriz uma coisa é certa: Peterson vai escrever uma coisa com muitos detalhes porque ele simplesmente ama seu trabalho.

O balanço tem como função contar manualmente TUDO. Todos os produtos à venda na área de vendas (ou seja, nas gôndolas, pontas de gôndolas e pontos-extras) e no depósito da loja. Para tal, é necessário fechar a loja, deixar de vender cerca de R$ 14.000,00, mobilizar praticamente todos os funcionários e orientadores de consumos (não sei o que um Orientador de Consumo faz. Não temos um trabalhando na nossa loja) e o gerente-regional.

Uma semana antes, os repositores e colaboradores que dão uma de repositores, tem como missão organizar nas gôndolas os produtos por cor, fragrância (o diferencial deles está no código de barras). Um dia antes do balanço, repositores e metidos a repositores (não estou falando mal deles. É que eu não achei algo mais direto pra dizer quem são eles) tem como missão fazer o oposto de puxar-frente, ou seja, seria “empurrar frente”, para facilitar a contagem. Eu fiquei horrorizado só de ver. A loja fica bem feia, e ninguém foi tão atingido por isso como eu que tem que puxar-frente todo o santo dia (assim como na foto).

No dia do balanço, houve uma divisão dos corredores para cada um cuidar de um setor. Eu fiquei com uma gôndola só pra mim! As gôndolas tem umas seis prateleiras, por aí, cada uma medindo cerca de 10 metros (não tenho uma boa noção de distância, mas acho que é por aí). Peguei a gôndola do pior corredor para puxar-frente: a das bolachas. Apesar de tudo, tive apenas quatro erros, todos por distração. Não digo que eu fiquei com o pior de tudo porque contar bolachas não é tão chato do que contar miúdos como sucos (refresco em pó), e caldos. Um corredor ruim mesmo de contar é o dos enlatados (conservas, azeites, caldos Knorr, Maggi, etc) porque é muita miudeza. Já um corredor bem fácil de contar é do limpeza (principalmente a parte do sabão em pó) e do café, mas nesse do café tem chás em caixinhas, pacotinhos de frutas cristalizadas, gelatinas... (retiro o que eu disse. Contar o corredor do café também é um saco).

Bom, a contagem é assim. Todo mundo ganha uma caneta e pega um bloco particularmente grosso de papeizinhos (medindo 20x5 cm, por aí). Você faz a contagem, anota somente a quantidade desse produto que há, põe o produto encima do papel deixando visível o papel com a quantidade e a sua assinatura. Exemplo: Bombom Lacta, 15 unidades, você escreve 15, assina, e põe o papel sobre o produto. Em seguida, o Orientador de Consumo faz a recontagem, pra ver se não houve erro.

Vai chegar uma hora que a loja está infestada de papeizinhos nas gôndolas e fios pra tudo quanto é canto. Então é chegada a hora de atuarem os caixas-móveis. Mas que diabos são os caixas-móveis? São os computadores do que caixa são seqüestrados com seus respectivos leitores ópticos (os que lêem os códigos de barras), movidos manualmente por carrinhos de supermercado (o que explica os fios pra todos os lados).

Então funciona assim: a gente pega um produto, pega o seu papel, passa o código de barras no leitor, fala a quantidade de produtos para o Orientador de Consumo que digita no computador e joga o papel fora (no chão!). Quando o leitor não coopera, a gente tem que ditar o código.

Depois que toda a quantidade de produtos foi repassada para o computador, chega a pior hora de todas: recriar o layout. E isso demora porque além de toda a loja ter sido completamente destruída para o balanço, não são todos que sabem o que é layout, e os que sabem não se lembram como era. Então a minha chefe teve que “redesenhar” o layout da loja toda. Teria sido menos difícil se os outros se lembrassem que sou eu quem puxa-frente todo dia. =(
Após dez horas, o balanço foi finalizado na loja 13...

Cansativo, não? O bom é que isso ocorre apenas uma, ou no máximo, duas vezes ao ano. Qual é o objetivo do balanço? Eu não faço a mínima. Mas o legal é que reúne a loja em prol de um mesmo objetivo, assim como a Copa do Mundo pode unir um país e até mesmo, o mundo.

Janaína, a coelha

Janaína Mara Florindo, 26, já teve três gravidezes (gravidezes? Que palavra estranha!). A primeira foi acho que no início do ano 2000, mas ela sofreu aborto espontâneo (se eu tiver cometido uma gafe dizendo que a Jana abortou o/a próprio/a filho/a de propósito, eu quis dizer que ela perdeu o/a filho/a sem querer) Aliás, muito chato ficar escrevendo “o/a”.

Depois ela engravidou em 2001 e em 10 de maio de 2002 nasceu Maria Eduarda da Cruz Credo-Credo, como diz a mãe. Ano passado (acho que em novembro, não lembro o mês), ela ficou novamente grávida. Ela já está de sete ou oito meses, não tenho certeza.

Eu acertei em apostar que seria um menino e seu nome não será Kristien, como eu havia sugerido, mas o nome de um personagem de Harry Potter e o Cálice de Fogo (chato com Harry Potter, não?), o campeão de Durmstrang, Viktor (Krum). A Jana disse que vai ser Victor, com “C” e disse que Viktor, com “K”, é estranho. Então eu respondi: “Essa é a intenção!”. Victor (temporariamente com “C”) vai ser taurino pra variar (Jana – 28 de abril, Jean – 01 de maio, e Maria Eduarda – 10 de maio, são do signo de Touro).

quarta-feira, 15 de março de 2006

Projeto Chile 2007

Dia desses, no Orkut, eu estava desocupado na frente do computador, pra variar, entrando em comunidades. Então eu pesquisei por “Chile” e apareceram comunidades de mochileiros (mochileiros são pessoas que viajam por aí sem muito dinheiro). Tinha uma, a “Vamos para o Chile”, que dizia que estavam organizando um pessoal para viajar para lá: “Se você for retardado o suficiente, vamos para o Chile!”. Então eu tive essa idéia: viajar para o Chile como um mochileiro. Fazer como nos filmes “Eurotrip” e “Crossroads”, ou seja, pegar o carro e viajar por aí.

Eu já falei com o Robisson. Hoje estavam comentando sobre férias no Imperatriz. Fiquei sabendo que as minhas férias não serão em setembro, mas sim lá no final de novembro (o período de experiência não conta). Então eu estou pensando em conversar com a Roseli (chefe de loja e responsável por folgas e férias) para ver se eu pego férias em janeiro de 2007, quando eu vou estar completamente desocupado porque eu também estarei de férias da Wizard. O grupo seria eu, o Robisson, Jardel e Ditter. O Ditter dirigiria e eu me encarregaria de se comunicar com as pessoas, já que eu sou o que melhor fala espanhol, e se encarregar pelos vistos (acho que não precisa), e de se informar com a embaixada sobre albergues e outros pormenores. Quanto ao Robisson e Jardel, não sei como torná-los úteis para a viagem, mas é provável que eu peça para eles se encarregarem da navegação, por exemplo.

A rota que eu penso (cidades importantes pelas quais passaríamos) incluiria Porto Alegre, Montevidéo, Buenos Aires, Mendoza (é uma região vinícola), e finalmente, Santiago. O caminho de volta eu não sei porque eu ainda não pensei nisso, e talvez a gente morra atravessando o Deserto do Atacama. O deserto é um dos problemas que eu vejo pelo meio do caminho. Ok deve ser bacana ver um deserto árido e quente na vida, mas a gente pode morrer assado. Também tem o problema de atravessar os Andes, deve ser perigoso andar por uma cordilheira cheia de neve, mesmo no verão.

Mas isso é só um projeto e eu ainda não conversei com ninguém além do Robisson. Vai ser difícil combinar para todo mundo pegar férias na mesma época. Seria legal que algumas garotas fossem para termos uma companhia feminina na equipe, e há coisas que as mulheres fazem melhor que os homens, e também as mulheres têm qualidades que os homens não tem, mas isso vem de comportamento e tals. Eu pensei em Amanda Abdala, mas acho que os pais dela terão o juízo de proibi-la a “viajar com esses malucos”. Outra pessoa que seria importante na equipe seria o Diego, que poderia revezar o volante com o Ditter. Penso numa equipe não muito grande, de umas cinco pessoas, pois mais que isso não caberia bem num carro. Então, isso por enquanto é só um projeto, mas se virar realidade, será ótimo!

A Festa do Milho

Malacos, pegação frustrada, o boicote de Amanda Abdala, show, pés pisoteados, seguradores de vela, treinadores de Pokémon e apelos sexuais. Um guia imparcial sobre como foi a Festa do Milho Verde (que na verdade é amarelo), em Santo Amaro da Imperatriz, SC.

O Robisson tinha combinado no domingo, 04 de março de 2006, de nós (Robisson, eu, Jardel e Ditter) irmos para a XIV Festa do Milho Verde em Santo Amaro da Imperatriz, SC. O perigo da festa estava relacionado ao Ditter, que se nos levasse de carro, ele beberia demais e dirigiria bêbado, ou seja, morte na certa. Mas o Ditter não pôde ir porque foi fazer uma cirurgia no dedo do pé (unha encravada).

Então, no sábado, eu saí de casa às 13 horas, passei na casa do Robisson, deixei a minha roupa para ir pra festa lá, e fui trabalhar. Assim que deram 20 horas (hora que eu saio do trabalho no sábado), me mandei e passei na casa do Robisson. O Jardel demorou cerca de uma hora porque ainda estava trabalhando (o Jardel trabalhando? Como isso é possível?)

O ônibus demorou uns 20 minutos para aparecer. Eu tive que sentar longe do Robisson e do Jardel porque não tinha um banco para três. Fiquei isolado e isso foi dose porque depois começaram a vir típicos malacos e ficaram sentados uns encima dos outros e fazendo umas “coisas”. O pior é que eles estavam do meu lado e eu tive que ficar a viagem toda levando cutucões porque eles ficavam se esfregando.

Eu fiquei na janela, e durante a viagem eu via uma Palhoça pobre, escura e suja. Agora eu até posso entender porque Radek Piskorski odeia a Palhoça. É muita pobreza! Adiantando... Chegando pela primeira vez em Santo Amaro da Imperatriz (eu nunca tinha ido para lá – pelo menos que eu lembre), pude notar que é só uma infinita avenida e nada mais. Passamos na frente da casa da Amanda Abdala (amiga do Robisson que não foi devido a uma gripe).

Então chegamos lá e não vimos tanta gente conhecida. Tinha a Profª Ana Jufre, Poliana (outra amiga do Robisson), o Tobata (estudou comigo ano passado e é famoso por não sair da Toca) e... só. Isso é, conhecidos meus porque tinha alguém que o Robisson e o Jardel conheciam (primos).

Fizeram uma aposta pra ver quem pegava lá, mas só o Robisson e o primo dele (acho que é o Romário) conseguiram beijar umas gurias. O Jardel teve um caso com uma, mas ninguém ficou pra ver.

A gente ficou um tempo lá no show do John Bala Jones (o Jardel pulando no meu pé, sujando o meu novo tênis Olympikus Olimpo, preto e ouro, tamanho 41). É estranho. Pra mim foi estranho. Eu sou estranho.

Mais pro final ficamos eu, Robisson, Patrícia (prima do Robisson) e a irmão dela. O Robisson tentando dar uns “pegas” na prima dele e nós dois segurando vela, acreditando inocentemente que os “Vocês não vão caçar?” era só pra levantar a nossa moral, mas na verdade eles queriam se ver livres da gente.

Chegou a hora de ir embora. Acabaram-se os ônibus. Não havia comido nada porque tudo lá era absurdamente caro (mais caro que os preços do Comper, e olha que isso já é muita coisa!). Ficamos andando pela infinita avenida e nada de ônibus. Então a gente entendeu melhor o que o cobrador do ônibus que levou a gente disse: “Ônibus só a partir das seis da manhã”. Quatro horas da manhã e a gente andando como se fossemos treinadores de Pokémon: rumo ao nada.

Nenhum f.d.p. nos deu carona, mesmo quando nós começamos a apelar (mostrar os peitos e as pernas peludas). Haviam umas gostosas que caminharam “junto” (isso é, passavam pela gente o tempo todo) que tinham que ficar ouvindo cantadas e recebiam convites de carona em um carro quentinho. Estava fria essa noite. O Robisson estava morrendo porque ele não tinha fôlego, estava doente e havia bebido um capeta gelado. Ao contrário dele, Peterson e Jardel esbanjavam energia. Tanta energia que eu até cantei Calypso (com sotaque e tudo)! Ok, ok, Apocalypso é tosco, por isso, eu consigo aturar as músicas deles.

Chegou, pirou, meteu pressão
Balançou, balançou
Swing de tremer o chão Isso é Calypso!*
Dançar curtindo a multidão
Balançou, balançou
Cantando amor e paixão...
Vem na levada do Estado do Pará
Vem nesse ritmo comigo
Solte o seu corpo e deixe o sonho te levar
Você não vai querer parar!

Mas eu tive que parar ou eu apanharia. Ah, sobre o (*) é que as pessoas se perguntam em desespero ao ouvirem a música: “Pelo amor de Deus, o que vem a ser isso?”. Daí ela responde: “Isso é Calypso!”, ou “Essa coisa é Calypso”, em um português mais claro.

Continuando, andamos por duas horas até o Alto Aririú e descansamos em um bar que estava fechado (exceto eu que continuava enérgico). Até que em um momento de silêncio total, o Jardel deu um berro: “O ônibus! O ônibus”.

Pegamos o ônibus e ficamos de pé por um tempo. Eu comentei com o Robisson: “Chegou o Messias”. Saltamos ali perto da Berlanda (uma loja de móveis e eletros bem tosca, se querem a minha opinião) e fomos para a casa do Robisson com o dia amanhecendo. Já eram seis da manhã.

Eu disse que eu queria ficar acordado e dormir só pela noite e ver a estréia da Fórmula 1 no GP de Bahrein, mas eu fui obrigado a dormir por Robisson e Jardel. Fiquei desprovido de travesseiro.

Cerca de oito horas da manhã, eu acordo ouvindo o barulho de alguém expelindo o próprio suco gástrico. Se você não entendeu o que eu quis dizer eu vou ser mais direto, seu mané, vomitando. Era o Robisson, óbvio. Depois voltei a dormir e só acordei quando o Jardel foi me acordar. Eu estava morto de sono.

E assim foi...