quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

PF - Retrospectiva 2006

Mais um ano termina e todo mundo faz aquele balanço de fim de ano: o que eu fiz de bom? O que eu poderia ter feito? Foi um ano bom? E como eu não sou muito diferente, vou escrever tudo o que eu estiver vontade sobre 2006. Vou avisando: é um post enorme!


Respondendo à pergunta que eu fiz na tradução: sim, eu considero que 2006 foi um ano muito bom sim. O melhor desde 2001, que foi um ano memorável durante o final da minha pré-adolescência. Nesse ano, eu mudei. Fiquei mais corajoso e comecei a correr atrás dos meus objetivos, mas sempre com os pés no chão. Foi um ano em que me relacionei mais com as pessoas, conheci gente interessante, que pensa parecido comigo e eu descobri que eu podia ter uma vida social, se quisesse. Comecei o curso de inglês, a sair para festas, a ver os amigos com freqüência, beber álcool, a ter acessos de raiva, a ser mais rabugento e ser mais eu.


Abaixo, fiz uma cronologia sobre esse ano que passou, contendo fotos e informações extras. As fontes são o meu cérebro, as cartas para a Dayana, meu scrapbook e “O Cão Ocidental”.


Janeiro


- 04: termino de ler “Harry Potter e a Ordem da Fênix”.
- 08: Tornei-me membro do Orkut. O Jardel já tinha e conseguiu convencer a mim e ao Robisson a entrar nesse site de relacionamentos. Na época, o Orkut tinha 17 milhões de membros. Nós todos usávamos o computador do Robisson para navegar.
- Fraco movimento no Imperatriz. Não se tinha nada para fazer além de lavar as gôndolas.
- O Robisson me convenceu a desistir de comprar um PlayStation 2 para comprar o computador do amigo dele. O computador me custou R$ 1400,00. O Robisson revelou seu lado capitalista ao confessar que ganharia R$ 400,00 às minhas custas... “Amigos, amigos, negócios à parte”. O computador foi levado para a casa do Robisson e ficou lá cerca de uma semana...
- Bebo “Limãozinho” pela primeira vez.


Fevereiro


- O computador chega, finalmente.
- Aprendi a trabalhar no setor de Frutas e Verduras. Movimento ainda fraco e lavar gôndolas torna-se rotina.


Março


- 04: fui para a Festa do Milho, em Santo Amaro da Imperatriz com Robisson e Jardel.
- 13: começa o curso de inglês na Wizard.
- 15: o blog O Cão
Ocidental é criado.
- 16: no Imperatriz, torno-me padrinho de Maycon Silveira (menor aprendiz) e ensino a ele sobre a dura vida de repositor.
- 18: outra festa em Santo Amaro, o “Motaço”. Oito pessoas socadas dentro de um Uno! Karol Esponja rouba a cena ao ficar bêbada e rir como o Bob Esponja!
- 22: meu aniversário de 19 anos. Robisson e Jardel comemoram com ovadas!
- 30: a antena da TV a cabo é roubada.


Abril


- 23: eu, Robisson, Cleber, Jardel e Prih fomos ao cinema assistir: “Espíritos – A morte está ao seu lado”.
- 24: Ponho três carinhas vermelhas seguidas no Quadro Emocional em protesto ao rolo que foi criado sobre as minhas folgas.
- Pizza! Não sei que dia que foi, mas
em um sábado, eu, Robisson, Jardel e Ditter nos reunimos para comer pizza na casa do Robisson.


Maio


- 05: nasce o meu sobrinho, Vítor Guilherme da Cruz, filho de Janaína Mara Florindo com Jean Carlos da Cruz.
- 06: Festa das Águas, com Jardel, Robisson e Ditter. Entrei em pânico no barco viking. Deu medo de verdade!
- 11: o Ismael informa: há uma vaga como repositor do pesado e pergunta se eu quero. Nem pensei muito e aceitei. Mesmo tendo receio de não dar certo. O trabalho começa às 06:30h da manhã.
- 18: conheci a Fram no taito (o Robisson e o Jardel a conheceram dias antes). El
a doida era louca pelo Alex “Hot Dog”...
- 26: Robisson e Fram trocam o primeiro beijo...
- 28: eu, Robisson, Ditter, Alex “Hot Dog” e Jardel ficamos de porre após termos bebido quatro garrafas de 900ml de “Limãozinho de Ouro”.
- 30: aniversário de 14 anos da Fram. O Robisson dá a ela um peixe vermelho feio e usado. Pobre Fram... Como ele é romântico...


Junho


- 03: Robisson e Ditter caem de moto quando a caminho da Festa do Divino Espírito Santo de Santo Amaro da Imperatriz. Um rapaz é atropelado. Nada de grave. O Ditter não vai à festa. Robisson, Jardel, Diego, Cleber, Mariana e eu fomos para a nossa última festa no ano.
- 06 a 11: torno-me padrinho do Thiago, que passou a ocupar a minha vaga de repositor à noite.
- 09: Robisson e Fram enlouquecem completamente e passam a namorar.
- 09: começa a Copa do Mundo.
- 10: Festa do Divino de Palhoça. Paro de falar com os meus amigos devido a uma brincadeira de mau gosto ocasionada por uma amiga idiota e fútil da Fram.
- 12: passo a trabalhar de manhã, das 06:30h às 12:20h.


Julho


- 08: eu, Cleber, Robisson e Fram fomos a Festa junina da EEB Irmã Maria Tereza. Como a pai da Fram é o diretor, eu e Robisson conseguimos entrar lá mesmo que não fossemos alunos. É o “jeitinho brasileiro”!
- 09: final da Copa do Mundo: Itália 1 vs.1 França. A Itália conquista o tetracampeonato ao vencer, nos pênaltis, por 5 vs. 3. Zidane dá uma cabeçada em Materazzi, que teria insultado a irmã dele.
- 09: vou à AVPL, um clube para os colaboradores do Imperatriz com Robisson, Jardel e Fram. Comemos demais e tomamos sorvete demais. Fui sorteado e ganhei coisas inúteis! Ao chegar em casa, vomito umas vinte vezes.
- 20: a ponte dos meus óculos se partem e eu fico “cego” por alguns dias.
- 22: passo o final de semana com a Fram e o Robisson na Praia da Pinheira. Grande coisa...
- 31: o Laudeli informa: o meu contrato aumentou para 44 horas semanais. Meu salário base passa de R$ 443,00 para R$ 541,00.
- Termino de ler “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”.
- Eu odeio “Priston”.


Agosto


- 01: O contrato de 44 horas entra em vigor. Dias depois eu passo a trabalhar a fazer entregas a pé perto do Imperatriz, já que o Lourival entra em perícia médica.
- 06: meu PC é formatado. O modem de internet discada deixa de funcionar já que o programa foi desinstalado.
- 12: meu modem me deixa possuído e a Internet não conecta por mais de 5 minutos.


Setembro


- 01: ADSL.
- 03: lavo o teclado do meu computador e ele deixa de funcionar. Compro um preto para a revolta de Jardel: “Teu computador é branco e você compra um teclado preto!?”
- 04: última carinha verde no Quadro Emocional.
- 09: No MSN, Jardel diz que foi contratado para tra
balhar no Comper. Nessa mesma conversa, ele me pede para apagar as mensagens do orkut dele. Eu o faço, mas ponho o Orkut dele em russo. Jardel se vinga invadindo meu Orkut e mudando minha senha de acesso.
- 14: o Thiago não é mais repositor. O antigo açougueiro foi demitido e o Thiago ocupou a vaga dele. Para o lugar dele, contrataram o Person.
- 21: exame periódico de saúde ocupacional no Imperatriz. O médico pede um raio-x da minha coluna vertebral.


Outubro


- 13: descubro ter escoliose. O médico do Imperatriz pede para que eu faça fisioterapia.
- 18: começa a fisioterapia.
- 19: a Eliane me deixa operar o caixa dela por u
ns vinte minutos!
- 24: apesar de já ter sido informado por mim que eu não podia pegar peso devido à fisioterapia, o Ismael (subger
ente) me pede para fazer uma entrega como se não fosse nada demais. Dou uma bronca nele na frente de uma cliente vaca.
- 24 a 28: cinco carinhas vermelhas consecutivas no Quadro Emocional revela
m a minha total revolta com a Loja 13.
- 22: tenho um papo cabeça com Jardel, Robisson e Fram, dizendo que algumas pessoas não são como ímãs.
- 23: Problemas com o modem Speed Touch. Uma merda! Quebrei-o na base das pancadas, quebrei também meu outro teclado, acabei perdendo o teclado virtual e o paint.


Novembro


- 07: os problemas com o modem são resolvidos. Comprei um roteador D-Link 500G. Acaba a fisioterapia. GRAÇAS A DEUS!
- 10: enfureço-me com o Ismael quando ele me pede para fazer uma “entreguinha”. Peço para ele
distribuir as compras pondo o que fosse mais pesado embaixo e ele me pergunta “E que diferença faz isso?” Respondi ríspido: “Faz uma entrega que tu vai saber”. Fui para a tesouraria levar bronca.
- 29: o Ismael vai para a Loja de Campinas. Roseli é promovida à subgerente e Eliane a chefe-de-loja. A vaga da Eliane no caixa fica em aberto.
- A bicicleta do Jardel é roubada.


Dezembro


- 02 a 09: carinhas vermelhas. Dor nas costas descomunal.
- 05: uma ex-colaboradora é readmitida e fica com a vaga
da Eliane no caixa. Não fiquei tão puto dessa vez. Não ser promovido já não é nenhuma novidade...
- 09: finalmente sou descartado e meus serviços na entreguinha não precisam ser mais constantes.
- 21: é criado o blog “Gibis do PF”.
- Sinto uma imensa falta dos meus amigos...
- o Laudeli disse que minhas férias foram marcadas para 08 de janeiro de 2007.


.....


Foi um ano bom. O início do ano foi ótimo. Eu e meus amigos, saindo por aí, nos divertindo, bebendo... Não vou esquecer das aulas de inglês do primeiro semestre com a Laís, que foram as melhores, mas 2007 promete o retorno da dupla... das tardes que, depois da Wizard, eu e o Jardel comíamos chocolate na praça... da pequena Duda chamando o Robisson de “Antonieta”, o Jardel de “Jadia” (autoria do Ditter), eu de “Jurema” e que depois mudou para “Alma” porque eu reclamei que era nome de ervilha, e a Fram de “Franga”. O final do ano não foi muito bom. Tudo mudou. O Jardel e o Robisson passaram a trabalhar e a Fram e o Robisson namoram. Passei a ficar insatisfeito com o Imperatriz e sinto que falta alguma coisa para me motivar a trabalhar com vontade novamente. Uma promoção? Talvez, mas um emprego melhor seria muito bom.


O ano de 2006 foi bom, mas 2007 promete ser melhor. E será!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Os sem-Natal

Mais um ano está chegando ao fim e o Natal está aí. É a época de rever os familiares e amigos. É um dia feliz para muitos. Mas um dia triste para outros...

O Natal é uma festa cristã onde é celebrado o nascimento de Jesus Cristo, no dia 25 de dezembro. Mais ou menos um mês antes, as pessoas já começam a preparar a decoração natalina. A indústria e o comércio ficam excitados, visando o dinheiro. Existe também todo aquele espírito natalino de fraternidade e humanidade.

“Por causa do foco na celebração, na festa da família e do encontro dos amigos, as pessoas que não têm nenhum desses ao seu lado ou que recentemente sofreram perdas possuem uma tendência mais forte para ficarem em depressão durante o Natal. Isso aumenta a demanda por serviços de apoio psicológico durante o período.” Wikipédia

Eu sou uma dessas pessoas. Eu sou um sem-Natal. Não há Natal em família aqui em casa. Cada um vai para o seu canto. Eu já estou acostumado desde a minha infância a passar o Natal e o Ano Novo sozinho. Para falar a verdade, acho que nunca tive um Natal nem Ano Novo em família. Minha família não é dessas famílias de televisão, ou até mesmo algumas que existem na vida real. Famílias brigam, sim, mas a minha não se suporta, não se ama.

Depois da família, o que pode ser mais importante para uma pessoa? Resposta: os amigos. Eu amo meus amigos, mas não sei por quê. Acho que sinto a necessidade de ter amigos e procuro tratar todo mundo como tal, mesmo que não ajam como meus amigos do jeito que eu gostaria que me tratassem. Eu sei que agora eles tem responsabilidades. O Robisson trabalha e depois do trabalho vai ficar com a Fram e o Jardel começa a trabalhar pouco depois de eu sair do trabalho. Não nos reunimos todos os quatro há dias. Motivo: desunião.

O Robisson e a Fram podiam se desgrudar um pouco e aceitar os meus incansáveis convites para nos vermos em um domingo e fazer alguma coisa. O Jardel nunca avisa os dias que ele pega folga. Eu procuro manter o contato, mas nunca há um telefone, nunca há um scrap. Eu tenho me sentindo muito sozinho. Eu preciso conversar, rir, brincar com alguém, mas não com qualquer um. Tem que ser um outro amigo, que eu considere amigo, e que esteja sempre disposto a me ouvir quando eu preciso.

Sem amigos reais por perto, tenho os que estão no meu MSN. Mas isso é tão vazio... Eu entro no MSN e o que acontece? Um monte de janelinhas se abrindo e dizendo: “Oi, como você está?” Não, não é assim. Sou sempre eu que tenho que ir atrás das pessoas. Sou sempre eu que puxo um assunto. Eu odeio ficar no vácuo. Falar com alguém e ela nem aí. Demora séculos para responder... e se responder...

Eu já estou cansando de mendigar a atenção, o carinho, a amizade e o afeto de alguém. É vazio. Eu queria tanto ter uma família que eu pudesse chamar de família, que eu não tivesse vergonha, mas sim, orgulho de dizer que “essa é minha mãe, esse é meu pai, esse é meu irmão, essa é minha irmã...” E em relação aos amigos, eu gostaria que fôssemos todos unidos, inseparáveis. Que cada um demonstrasse que gosta do outro, sem medos. Muita gente diz que eu sou tão legal, tão gente boa... Mas eu estou sozinho. Ou melhor... eu sou sozinho.

E eu acho que esse ano não vai ser diferente, infelizmente. Vou passar o meu vigésimo Natal e meu vigésimo Ano Novo em casa, em frente à televisão ou em frente ao meu PC, sem família, sem amigos, mas do jeito de sempre... sozinho...

domingo, 17 de dezembro de 2006

Preguiça

“Preguiça é a inatividade de uma pessoa, aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.” Wikipédia.

Estou com preguiça agora. Estou com preguiça de escrever esse post. Resumindo: estou com preguiça de tudo. E essa preguiça vem me prejudicando.

Eu gosto das coisas organizadas e bem feitas. Eu sou assim. Ou era. Hoje sou um ser ocioso. É algo agradável e desagradável ao mesmo tempo. O agradável é não se cansar, e o desagradável é ver que as coisas não andam como você gostaria que elas andassem. Na verdade, eu acho que a preguiça é gerada pela falta de um estímulo ou autodisciplina.

Ultimamente eu venho escrevendo pouco aqui em “O Cão Ocidental”, que geralmente tem uma ou duas postagens por mês. Mas eu ando pouco estimulado. Pouca gente lê e comenta sem que eu fique insistindo ou pressionando alguém para fazê-lo. Que estímulo eu tenho para escrever? Até minha fonte de idéias secou!

Eu já cheguei a escrever doze páginas de carta para a Dayana, minha amiga por correspondência no Maranhão. Eu sempre tive muito papo com ela e os assuntos eram detalhadamente bem explicados. A carta era totalmente escrita à mão. Hoje eu tenho meu próprio computador e geralmente imprimo minhas cartas. A Dayana gostaria que eu voltasse a escrever uma carta a punho próprio para ela, mas a preguiça de conseguir uma folha pautada e uma caneta descentes, mais o fato de ter a agilidade do computador, me dão preguiça de escrever uma carta manuscrita para ela.

O quarto de todo mundo é uma zona. Sempre tem sujeira, papéis e roupas jogados pelos cantos. O meu não é diferente. Mas acontece que essas mesmas roupas, esses mesmos papéis e essa mesma sujeira estão acumuladas há dias, ou até mesmo, semanas. Já aconteceu várias vezes de eu ir trabalhar e puxar o uniforme soterrado pelas roupas na cadeira do meu PC e fazer ainda mais bagunça. Minhas prateleiras acumulam pó e minhas casinhas de papel estão cheias de inutilidades. Talvez uma bronca bem dada pela minha mãe me convencesse a deixar o meu quarto em condições habitáveis.

Minha vida profissional está sendo vítima dos meus freqüentes acessos de preguiça. O movimento vem sendo fraco nas últimas semanas. Ando chegando ao trabalho atrasado, quase sempre por volta de uns dez minutos. Não tenho sido ágil ao abastecer como antes. Não tenho o mesmo pique, a mesma vontade de antes. Talvez seja pela falta de motivação, por não receber mais elogios como antes ou algum estímulo. Ou quem sabe por não ter sido promovido mais uma vez.

O fato é que eu estou com preguiça. Aqui está uma bagunça, uma desordem. Eu odeio isso. Eu estou ficando maluco e isso definitivamente não é bom...

Cultura demais

Morar na Palhoça é conviver com muita gente pobre, feia e burra. Eu já estou acostumado com isso. Mas sair para um lugar onde há turistas, hippies, preços altos e pessoas de boa aparência e poder aquisitivo, me deixou realmente impressionado.

Um amigo meu havia me convidado para passar o fim-de-semana na casa dele, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Isso foi em um sábado à noite, dia 09 de dezembro. Acho que eram umas 19:30h. Ao sair do carro, comecei a ficar impressionado.

A Lagoa é um outro mundo para mim. As coisas são completamente diferentes aqui na Palhoça, então, fiquei impressionado com tudo. Fomos a uma lanchonete e lá eu soltei minhas primeiras exclamações de espanto. Para começar, lá é tudo muito caro, para explorar os turistas. Um x-frango custou R$ 6,00 e um refrigerante em lata custou R$ 2,00. Aqui na Palhoça, se compra um x-burguer por R$ 2,50. Ok, ok, um x-burguer gorduroso... mas muito saboroso! E por R$ 2,18 pode-se comprar uma Coca-Cola de 2 litros no Imperatriz ou algumas latinhas de Pepsi.

Enquanto eu comida o lanche, eu ficava observando os turistas. Como Palhoça não tem muita coisa que atraia turista, eu fico impressionado quando eu vejo um, mesmo que seja de Criciúma, Joinville, Blumenau... Depois, eu fico um pouco mais impressionado quando eu vejo um de fora de Santa Catarina. Mas eu não vi apenas pessoas brasileiros. Havia estrangeiros! Eu ouvi alguns falando em espanhol. Dias atrás, no Super Imperatriz do Beira-Mar Shopping, eu havia ouvido uma mulher loira conversando com um homem em alemão, ou em alguma língua escandinava! Não consegui identificar.

Além de turistas, as pessoas me chamavam a atenção. Por lá, há muitos hippies. Elas estavam por lá, nas calçadas, vendendo pulseiras e brincos. Coitados deles... Eles mesmos se prenderam ao capitalismo para sobreviver... Aqui na Palhoça não tem quase nenhum. Como o povo daqui não tem poder aquisitivo, os pobres hippies não conseguiriam tirar nem um salário mínimo!

O comércio de lá é muito refinado. Os lugares são amplos, a iluminação é agradável, e os funcionários têm boa aparência e nenhuma espinha. Devido aos turistas, os preços sobem assim como um rojão sobe nas festas de fim de ano. O público é bonito e bem vestido, além do fato de que sabem falar português corretamente, ao contrário do dialeto que se fala aqui na Palhoça.

As ruas não são muito amplas. Muitos carros ficam estacionados na rua, como na Zona Verde palhocense. É um local tranqüilo, apesar da quantidade de gente que havia no local.

A Lagoa da Conceição é um lugar onde se respira cultura. Fiquei realmente impressionado. Eu sabia que existiam locais assim, mas eu nunca havia ido para um desses. E se eu já fiquei impressionado aqui, eu acho que eu explodiria de excitação se eu fosse para um lugar mais sofisticado em uma grande cidade brasileira, e sei lá o que ocorreria comigo se eu fosse para uma Londres ou Paris da vida...

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

O berço do mal

O que leva um ser humano a agredir o outro? O que leva um ser humano a matar o outro? Qual é a base da violência, como ela deveria ser enfrentada? Um mal cada vez mais presente na vida da gente.

A violência, infelizmente, já faz parte do nosso cotidiano. Sempre que ligamos a TV para assistir ao telejornal, somos informados que alguém foi morto. Nas grandes cidades, não se pode se sentir mais seguro nem à luz do dia, quanto mais à noite. As pessoas estão cada vez mais presas em casa, com medo da violência.

No post anterior (Brazil com “z”), eu disse que na minha opinião a educação deve ser a prioridade de tudo. Primeiro, a educação dos pais, que lhe passarão os valores como a honestidade e a tratar os outros bem. Segundo, a instrução que se recebe na escola. Muita gente considera desnecessária essa valorização da educação, mas deve ser porque elas não foram suficientemente bem instruídas.

Eu acredito que a educação deve ser a base de tudo pois é ela que forma os bons cidadãos. Ela convence qualquer um a fazer o certo, não o fácil. Darei dois exemplos do efeito que a educação e também da falta dela, pode ter na vida das próprias pessoas e na sociedade. Os efeitos da educação já começam quando o sujeito vai procurar um emprego:

Se ele teve um boa educação, conseguirá um bom emprego, e com disciplina, será um bom profissional, sendo melhor remunerado e valorizado. Com seu salário, poderá viver tranqüilamente, sem dívidas, e de maneira confortável. Poderá se casar com outra pessoa que também teve uma boa educação, terão uma qualidade de vida muito boa, e terão estrutura para poderem criar bem seus filhos. Já quem não teve uma boa educação...

O sujeito cujos pais não lhe dão importância, que o criam por criar, terá mais chances de entrar na vida do crime. Seus pais não o tratavam bem, não estavam nem aí para o jeito com que tratava os outros. Na escola, não tinha motivação para aprender, já que ninguém lhe dava apoio nos estudos. Se envolvia em brigas na escola e apavorava seus colegas com o clássico: “Vou te pegar na hora da saída!” Tenta procurar um emprego, mas não consegue por não ter estudos, se consegue, é um emprego ruim e mal remunerado. Ele chega em casa, estressado com o trabalho e geralmente bêbado. Exige que a mulher seja sua escrava, e acaba agredindo-a com freqüência. Seus vários filhos menores vêem a cena, frágeis.

O sujeito que não tem o amor e o carinho dos pais tem grandes chances de se tornar uma má pessoa. Todos os seres humanos têm emoções e com as experiências de vida, pode tornar-se um sujeito cruel e amargurado. Acredito que a grande maioria dos marginais seja assim por isso, pela falta de uma família bem estruturada. Isso pode interferir na sua educação na escola, já que não tem apoio dos pais. Às vezes, alguns professores acabam sendo mais pai e mãe dos alunos do que os próprios pais biológicos. Supondo que não tenha tido nem o afeto dos professores, a criança desistirá de estudar e será um alvo fácil para entrar no mundo das drogas ou no mundo do crime. Dará mais lucro ser um criminoso do que um trabalhador comum. Tendo um emprego ruim, o marido brigará com a esposa. Brigas em família serão comuns. A família continuará desestruturada.

A falta da educação dos pais, a falta de valores e a falta de amor, podem tornar uma pessoa fria e agressiva. Ela não estará se importando com os sentimentos dos outros. Será egoísta. Como já sofreu muito, não se importa que os outros sofram. Poderá tornar-se um alcoólatra para afogar as mágoas da vida, ou um drogado procurando nas drogas um pouco de felicidade devido aos seus efeitos. Essa falta de amor e esse abandono, pode ser a “justificativa” do porque que um ser humano chega a agredir o outro e até matar.

Porém, acredito que não é somente a pobreza e a falta de oportunidades que podem tornar uma pessoa violenta. As más companhias influenciam bastante cada pessoa, principalmente na adolescência, quando o adolescente fica mais tenso a partir de que começa a ingressar no mundo adulto e passando a ter mais responsabilidade. A sede de poder e a obsessão por dinheiro, pode fazer com que uma pessoa mate até os próprios pais, como a louca Suzane von Richthofen.

Apesar de que por mais que tenha sido sofrida a vida de um criminoso, nada justifica seus atos de violência, pois todos nós devemos saber a amar e respeitar os outros, e a saber fazer o que é certo, e não o que é fácil. Seus atos devem ser punidos com severidade, mas a justiça no Brasil, além de tardar, falha.

Para mim, a educação deve ser priorizada. O sistema penal reformulado, com penas mais severas, e que se faça cumprir a lei. As pessoas devem sair de suas prisões particulares e exigir do governo justiça para poderem viver em paz.

domingo, 12 de novembro de 2006

Brazil com "z"

Carnaval, mulatas, safadeza, futebol e muita maracutaia. Esse é o real retrato do Brasil? Ou esse é o Brazil (com “z”) que mostramos ao exterior? E por que o Brasil não vai pra frente?

No post “Estereótipos”, de junho, eu escrevi um trecho sobre o que o estrangeiro pensa do Brasil. Tenho uma amiga por correspondência no Canadá chamada Kate Hanna. Certa vez, em uma conversa no MSN, perguntei à ela o que ela sabia sobre o Brasil. Ela me disse: “bons jogadores de futebol... belas praias... gente bonita... é tudo o que sei... os estereótipos”. Mas esses são os estereótipos, mas será que esse é mesmo o Brasil?

As coisas não funcionam, nunca funcionaram e se continuar como está, nunca irá funcionar se o Brasil continuar sendo como é. É como aquela frase famosa: “Por isso que o Brasil não vai pra frente”.

O Brasil pára quando é carnaval, assim como pára quando é Copa do Mundo. O carnaval é a maior e mais popular festa brasileira que ocorre em quase todo país. Nela, as pessoas se libertam de seus medos, suas frustrações. E é a época perfeita para o sexo pelo sexo, somente por prazer e nada mais. Depois do carnaval, o ano no Brasil finalmente começa.

Trabalhar no Brasil não é realmente fácil. Para começo de conversa, há muitos desempregados. Quem tem a “felicidade” (brasileiro não gosta de trabalhar) de ter um emprego, tem que trabalhar muito, por vários, e sabe que se reclamar, corre o risco de ir para a rua, e existe muita gente desempregada, além do fato de que o salário mínimo é muito mínimo: R$ 350,00. Com esse dinheiro, não se pode fazer quase nada e muito menos ter um qualidade de vida digna. Eu brinco dizendo que, com esse dinheiro eu podia comprar o meu próprio país no Leste Europeu com sua economia arrasada (Albânia, por exemplo).

Mas se você for servidor público, sua vida profissional é totalmente diferente. Você trabalha quando quer, quando estiver disposto. Pode ficar sentado o dia todo, seu salário é alto e você não faz nada demais. Se o feriado cai em uma terça-feira ou em uma quinta-feira, já é emendado um “Feriadão”. E o melhor: pode fazer greve e não ser demitido por isso! Graças a esses funcionários “dedicados”, quem precisar de um médico deve acordar muito cedo, enfrentar uma fila quilométrica, e fazer figa para conseguir uma senha.

O brasileiro das grandes cidades não pode sair com dinheiro senão pode ser assaltado. Não pode se vestir bem ou pode ser assaltado. Não pode ter uma Saab, uma BMW, ou qualquer carro importado sem virar o alvo ideal de pivetes e de um seqüestro relâmpago. Se morar próximo a uma favela ou dentro dela, não dorme direito com o medo de ser vítima de uma bala perdida.

A televisão brasileira explora a sensualidade, e principalmente a sexualidade, para conseguir a audiência de seu público ignorante. Quem quiser ver baixaria, vulgaridade e saber da vida dos “artistas”, só precisa ligar a televisão, um aparelho que, no Brasil, até quem não tem o que comer, possui. Na televisão, a mulher é tratada como objeto sexual, e essas mulheres nem se dão valor. Se alguém chamá-las de puta, elas vão acabar agradecendo ou até mesmo, “dando”.

Rádio o brasileiro quase não ouve. Há poucas rádios que informam os ouvintes, como a CBN (apesar de que fala demais de política). Rádios boas, tocam músicas descentes. Rádio ruins, tocam músicas que falam de sacanagem, apesar disso, fazem sucesso porque o brasileiro gosta é disso, de bundas. O Brasil é a Terra de Bundas.

Brasileiro odeia política, fala mal dos políticos, mas na hora de votar... Votam nos mesmos que estão no poder há anos, que se envolveram em um dos períodos mais sangrentos da nossa história, a Ditadura Militar. Ou então, votam naqueles que fazem a melhor lavagem cerebral, que compram o voto, ou até mesmo naqueles com quem se identificam. Não me espanta muito que o Lula tenha se reeleito: ele é um ser burro, que nem falar direito sabe, sem educação nenhuma, e que fora isso é um pateta: roubam debaixo do nariz dele e ele não sabe de nada... Entretanto, Alkimin o também era uma porcaria, a Heloísa Helena era uma louca obsessiva comunista que acha que pode enfrentar Bush e Chaves de igual pra igual. Votei no Cristóvão Buarque porque era o único que tinha a cabeça no lugar e que era o único que se importava com a educação, que na opinião de muitas pessoas inteligentes, deve ser prioritária, pois sem educação, um sujeito não consegue emprego e entra no crime para sobreviver.

A impunidade manda. A população honesta se prende em condomínios fechados ou atrás de grandes e muros altos com cerca eletrificada ou com cacos de vidro. Os políticos roubam, admitem que roubam, não são presos, e ainda riem da cara dos brasileiros trouxas. Depois vem com aquele papinho de “bom exemplo”, ou o de que “o melhor do Brasil é o brasileiro”. O brasileiro reclama da política mas não se envolve, não protesta, o que dá segurança aos políticos para aumentarem seus salários em “vários por cento” e desviarem dinheiro público sem problemas.

E por que o Brasil não vai para a frente?

O Brasil poderia ser uma potência mundial ou pelo menos ter uma qualidade de vida para se viver descentemente quando ele tomar uma atitude. Quando ele for protestar contra a violência, contra os maus políticos, quando exigir melhorias, ter uma boa educação, podendo fazer uma faculdade e conseguir um emprego bom e bem remunerado, ou até mesmo, quando for inteligente, poderemos ter uma chance. As crianças hoje estão sendo marginalizadas, não estudam, não respeitam os pais, os pais não respeitam os filhos, e a TV manipula e deixa todos alienados. Eles são o futuro do Brasil, não? Onde esse mundo vai parar?

Esse é o Brasil que queremos? Esse Brasil que o estrangeiro vê? Esse nosso Brazil com “z”?

Bônus track
Desgovernados (de André Silveira)
http://www.youtube.com/watch?v=vHkEEFmHOdc

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Valores


Que educação você recebeu dos seus pais? Que educação os pais de seus pais receberam? Eles lhe ensinaram o que é certo e o que errado? Você as aplica? Você as aplicou? Você é um bom cidadão?

O mundo em que vivemos hoje está cada vez mais louco. Ninguém precisa ser muito inteligente para se ter essa conclusão. Se você perde a sua carteira, diga adeus ao seu dinheiro, diga adeus aos seus documentos porque ninguém vai ser bonzinho de devolver. Se você é uma mulher grávida, entra no ônibus e ele está lotado, conforme-se em ficar de pé, pode ser que ninguém ceda seu lugar para você. Se você for atropelado por um carro e uma cambada de gente vir correndo até você, não espere que alguém vá chamar ajuda: ela quer ver você sofrendo. As pessoas boas estão cada vez mais raras.

A família é a base de tudo. Seus pais irão lhe dizer o que é certo e o que é errado desde criança, caso sejam bons pais. Eles lhe ensinarão que é errado roubar, matar, enganar, entre muitas outras coisas. Se você for um bom filho, você irá respeitá-los e seguir o que eles lhe ensinaram, mas se você for um filho ruim, você merece mesmo é se ferrar para deixar de ser idiota. Muitas famílias hoje estão desestruturadas, o que justifica o fato de a nossa sociedade ser do jeito que é: cheia de gente que não presta.

A honestidade é um desses valores que os bons pais ensinam. Perder uma carteira com o seu salário é para dizer adeus para ela. Um dos casos de honestidade que me lembro (e que teve até uma reportagem na televisão devido a esse acontecimento raro), foi o caso de um faxineiro que encontrou acho que uns cem mil dólares em um aeroporto. O faxineiro “podia” (ele tinha direito?) ter sido desonesto e pego o dinheiro só para ele, já que isso é o “certo” no Brasil, mas ele sabia que aquele dinheiro todo, que podia proporcionar a ele uma vida mais confortável, não era dele e resolveu devolver. O dinheiro era de um estrangeiro e este não deu a ele um mísero centavo. Sentindo pena dele, alguém do governo, querendo aparecer, é lógico, doou um pouco de dinheiro ao faxineiro. E se você fosse o faxineiro? Devolveria o dinheiro ou pegava pra você? E se fosse o seu dinheiro?

Nossa sociedade também é hipócrita. Ainda se baseando no caso do faxineiro, algumas pessoas diriam: “Ah, eu devolveria. Eu sou honesto!”, mas se fosse ela que estivesse na pele do faxineiro, ela não resistiria àquele dinheiro implorando: “Me usa! Me usa!” Mas não é só isso. Muita gente diz: “Ah, eu não sou racista!”, mas tem gente que esconde o dinheiro e os objetos de valor do alcance ou faz piadinhas racistas e tem mesmo é nojo de negro.

Poucas pessoas estão dispostas a ajudar as outras. Se uma grávida de oito ou até mesmo nove meses entra em um ônibus lotado, não serão muitas pessoas que irão ceder seu lugar para ela. Se alguém é atropelado, uma coisa é certa. Muitas pessoas irão até o local do acidente para ver a desgraça de quem foi atropelado, e não para ajudar.

A maioria das pessoas age assim, egoisticamente, mas será que isso significa que você deve agir do mesmo modo? Claro que não!

Procure tornar-se a cada dia uma pessoa melhor. Seja educado, elogie os outros quando devem, ajude os outros, tenha paciência, valorize seus verdadeiros amigos, seja honesto, seja grato, seja leal, respeite os outros, seja otimista, seja tolerante, seja humilde, tenha compaixão, saiba se desculpar, saiba perdoar, saiba ouvir, aprender, saiba dar valor às pessoas que você ama.

Você deve pensar em fazer o bem, fazer o certo. Faça algo de bom para as pessoas. Faça-o sem esperar nada em troca. Não espere que os outros dêem o primeiro passo, dê você! Não espere que os outros mudem, mude você! Seja a mudança! E você será mais feliz...
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segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Inteligência


Escrever esse post não foi fácil. Para começar, tive que deixar de lado a minha preguiça e a tentação que é ter ADSL, depois, tive que pesquisar bem sobre o assunto porque é um tema complicado, cheio de controvérsias, e como eu respeito você, leitor de “O Cão Ocidental”, eu não vou ficar escrevendo qualquer coisa do meu próprio ponto de vista, pois isso seria egoísmo de minha parte.

A inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair idéias, compreender idéias e linguagens e aprender.

A inteligência, definida de forma restrita, pode ser medida por testes de inteligência, também chamados de testes de QI. O Quociente de Inteligência (QI) é um índice calculado a partir de uma pontuação obtida em testes nos quais especialistas incluem as habilidades que julgam compreender as habilidades conhecidas pelo termo inteligência.

O psicólogo Howard Gardner desenvolveu a “Teoria das múltiplas inteligências” dividindo a inteligência em sete componentes diferentes: lógico-matemático, lingüística, espacial, musical, cinemática, intra-pessoal e inter-pessoal. Já Guilford, propôs que fosse considerado 120 inteligências. Ou seja, ser realmente inteligente não é a pessoa saber somente sobre um único ou poucos assuntos. São vários, e quanto mais conhecimento uma pessoa adquire, mais inteligente ela é. Mas uma coisa é saber o que é e outra é saber como aplicar.

As pessoas geralmente definem uma pessoa de inteligência quando ela fala bem, sabe se expressar, quando resolve problemas que elas julgam difíceis com facilidade, ou que tiram boas notas em provas. Eu me encaixo nesses quesitos. As pessoas dizem que eu sou inteligente, mas às vezes eu não acho isso. Eu só sei que eu simplesmente não sou abissalmente burro como muita gente.

Eu tenho as minhas próprias idéias e concepções sobre as coisas, e não me deixo muito me influenciar pelo o que os outros dizem, porque a verdade deles não significa necessariamente que seja a verdadeira verdade, ou a verdade do meu ponto de vista. Por exemplo: se alguém me o dinheiro não traz felicidade, eu penso nos motivos dele para afirmar isso e penso nos meus motivos para concordar e discordar. Eu considero essa minha atitude de ter o meu próprio ponto de vista e de analisar os dois lados da moeda, como uma atitude inteligente. Mesmo que uma pessoa seja reconhecida por sua inteligência, não quer dizer que o que essa pessoa diz será, necessariamente, uma verdade ou uma coisa para se basear cegamente.

Temos que tomar cuidado com aquilo que vemos e julgamos verdade, pois estamos em uma cultura que enxerga as coisas de um ponto e uma outra de um outro. Por exemplo: depois dos atentados terroristas de 11 de setembro, muitas pessoas começaram a enxergar a sociedade islâmica como sendo formada por fanáticos religiosos, aquelas pessoas que vivem uma missão: virar um homem ou mulher-bomba para morrer por “Allah” e tornar-se um mártir.

Acontece o seguinte: um terrorista chega a tal local e reúne o seu exército. Esse exército é formado por pessoas que vivem precárias condições de vida, que praticamente não tiveram estudo e muito religiosas, tornando-se uma pessoa muito fácil de manipular. O terrorista diz os ilude e distorce os fatos. Diz que eles tem que lutar contra o ocidente, que devem morrer por Allah e virar um mártir, sendo recompensados com uma vida maravilhosa no paraíso, coisa que eles nunca tiveram. Devemos tomar cuidado com o jeito em que enxergamos as coisas.

Não se deixar manipular é algo que eu considero inteligente. Creio que muita gente pensa assim. Eu não tenho religião porque são crenças, e crenças, como o próprio nome diz, não se sabe se são confiáveis, pois não é nada provado. A Bíblia diz que Moisés abriu o mar Vermelho, que Jesus transformou a água em vinho, multiplicou os peixes, que ressuscitou no terceiro dia... Isso não é mágica, ou até mesmo bruxaria, coisa que a Igreja combatia com crueldade na Idade Média? Isso não é humanamente impossível? Uma coisa interessante a se pensar é em religião, porque eu acredito que ela serve para iludir as pessoas e elas mesmas se iludirem, porque é uma agonia a pessoa saber que vai morrer um dia e não conhecer a vida após a morte. Porém, acho que a religiosidade seja importante para as pessoas, pois as ajuda a se relacionarem umas com as outras e passam-lhe valores, como a educação, o caráter, a amizade, a bondade, a fraternidade, o amor, entre outros.

Todos devem reconhecer que não são perfeitos e nunca serão, porque uma pessoa perfeita não seria perfeita por ser perfeita! Ter um conhecimento vasto sobre muitos assuntos, saber reconhecer um erro, aprender a cada dia com os próprios erros e os erros dos outros, não subestimar a inteligência das pessoas como subestimaram Einstein, não ser unilateral e enxergar os fatos apenas do seu próprio ponto de vista, considerar uma possibilidade razoável sem desprezar as outras, testa-las, seria, para mim ser inteligente.

Pode ser que você concorde com as minhas idéias, pode ser que não. O importante é você ter a sua própria opinião, a sua própria verdade...

Para brincar!
Quer medir o quanto inteligente você é ou quanto conhecimento você possui? Faça o teste do QI e comente se você achou justo o seu resultado!
http://www.caiuaficha.com.br/testeqi/testeqi.html
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sábado, 26 de agosto de 2006

Quarenta e quatro horas


Um chamado, uma notícia boa e outra ruim. Um informativo sobre o novo contrato de 44 horas de trabalho semanais no mês em que completei 1 ano de Imperatriz.

A manhã do dia 31 de julho transcorria de maneira normal. Eu ainda estava sem os meus óculos trabalhando no corredor do pesado até uma pessoa de preto me chamar: “Ô Peterson!” Na hora eu não havia reconhecido a pessoa, e ela havia sumido. Como eu já havia terminado de abastecer os produtos da plataforma, levei-a de volta ao depósito e a pessoa de preto me chamou de novo: era o Laudeli, que ia em direção à cozinha.

Haviam três pessoas à mesa: Laudeli (gerente), Roseli (chefe de loja) e a Laurete (serviços gerais). O Laudeli disse que tinha duas notícias para me dar: “uma boa e uma ruim. Qual que ter primeiro?” Eu optei pela notícia ruim, para ser amenizada pela notícia boa. Eu não tinha muita idéia do que fosse a notícia ruim. Na verdade, não tive nem tempo pra pensar muito em qual poderia ser. Já a notícia boa, poderia ser uma promoção.

A notícia ruim era a de que o Lourival (empacotador) pegaria férias antecipadamente para fazer uma cirurgia e de que eu passaria a fazer entregas durante esse tempo. Já a notícia boa não foi uma promoção, mas quase. O meu contrato de trabalho foi ampliado de 36 para 44 horas semanais, o que significa mais grana (cerca de R$ 540,00). Para finalizar, o Laudeli e a Roseli falaram bem do meu trabalho e eu fiquei feliz.

O meu novo horário passa a ser:

Primeiro turno:
Entrada: 06:35
Saída: 12:00 (aproximadamente)

Almoço:
Período de 1h10

Segundo turno:
Entrada: 13:10
Saída: 15:35 (segundas) e 15:00 (terças à sábados)

E assim foi...
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Dias de fumaça


Ponte que se quebra, consulta demorada, tarada das lentes, e muita coisa fora de foco. Um relato de Peterson Florindo sobre os dias em que ficou enxergando nada muito além de fumaça.

Tudo começou em uma quinta-feira de manhã do dia 20 de julho. Eram quase seis horas da manhã. Meus óculos estavam sujos e eu resolvi lava-los. Fui na pia do banheiro pra lavar as lentes plantando a paz, e não usando de violência bruta, como eu fazia de vez em quando. De repente, a ponte quebra de maneira sutil. Eu fiquei sem reação e dei uma risadinha irônica do tipo: “Hahaha! Eu não estou acreditando nisso!” Mas ao invés de se lamentar ou procurar uma maneira pobre de reunificar as lentes com fita adesiva ou uma Super-Bonder, fui trabalhar normalmente, afinal, C’est la vie! O que tem solução tem solução e o que não tem, não tem, então não havia motivo para desespero.

A sensação de ficar sem óculos é mais ou menos igual a de olhar através de um vidro fosco. Quanto maior a miopia, mais fosco seria esse vidro. Eu prefiro dizer que eu estou vendo fumaça.

Fui trabalhar normalmente e não ocorreu nenhum acidente enquanto eu estive cego: encaixei os paletes nas gavetas sem estourar os sarrafos do depósito e faze-lo desabar, não atropelei e nem passei com o carrinho plataforma no pé de ninguém, em resumo, nada que me deixasse encrencado. Informei ao Laudeli que eu estava “cego” e pedi para ele marcar uma consulta com um oftalmologista pelos convênios do Imperatriz.

A consulta foi dia 26 na clínica da Medley em Barreiros, São José. Tive que ir com a mãe para poder ser guiado se eu tivesse que usar um soro que dilata a pupila e você fica praticamente cego. Para se ter uma idéia, esse soro faz você enxergar ainda pior. Você não consegue ler nada, nem mesmo há dez centímetros de distância do objeto.

O exame foi simples. O oftalmologista pôs o medidor de acuidade visual no meu rosto e pelas lentes, pôs uma luz no meu olho para ver sei lá o que lá dentro. Depois, ele foi passando as lentes e me pedindo para comparar as lentes entre “Essa ou essa?” de acordo com a melhor maneira pra eu enxergar. Não houve soro e gastei dinheiro com a passagem da mãe à toa (mas o bom foi que ela serviu de guia turística). A minha miopia aumentou. Segue abaixo a receita do meu primeiro óculos e a do segundo apenas com os detalhes importantes.

1ª Consulta

HOSPITAL REGIONAL DE SÃO JOSÉ
DR. HOMERO DE MIRANDA GOMES
SERVIÇO DE OFTALMOLOGIA

RECEITA PARA ÓCULOS


LONGE

Esférico
OD: -2,25
OE: -2,00

DP: 65 mm

10/11/04

Jonathan S. Aguni
Médico
CRM/SC 11008

2ª Consulta


DR. ODILON DE NAPOLI

Prescrição de lentes

LONGE

Esférico
OD: -2,50
OE: -2,75

Cilíndrico
OD: -0,50
OE: -0,25

Eixo:
OD: 180º
OE: 180º

DPOD: √
OE: √

26/JUL/2006

Dr. Odilon de Napoli
Oftalmologista
Clínica – Cirurgia
CRM/SC 11163

Assinatura: Oo

Eu gostaria de fazer algumas observações sobre essas receitas, todas sobre a segunda consulta: lentes cilíndricas indicam que agora eu tenho astigmatismo também e que o símbolo “√” foi utilizado porque era o símbolo mais parecido com a letra que o médico fez.

Ao sair da clínica, uma mulher loira brotou do chão depois que a porta do médico foi fechada. Ela queria me vender lentes. Ela testou em mim. É desconfortável pôr e principalmente retirar as lentes. Fiquei tão satisfeito com o resultado que eu havia até encomendado as lentes com ela. Dois dias depois, ela me liga informando que as lentes chegariam dali a quinze dias. Como eu já estava ficando louco por ver fumaça há dias, desisti das lentes e decidi comprar óculos mesmo.

Comprei os meus óculos na Ótica Essencial, no centro de Palhoça. As atendentes foram tão simpáticas que eu fiquei positivamente impressionado. Comprei uma armação cara. Ela é curvada e custou R$ 300,00. A melhor da loja para a vendedora. As lentes são “Transitions”, aquelas que escurecem com a luz do sol, que me custaram R$ 215,00. No total, R$ 515,00. Custou caro, mas pra mim, valeu a pena, já que vou ter os olhos protegidos dos Raios UV pelas lentes Transitions e os dias de fumaça viraram fumaça.

E assim foi...

sábado, 19 de agosto de 2006

Wizard Flex


Comecei na terça-feira, 08 de agosto a assistir as aulas da Wizard na modalidade “Flex”. O professor é o mesmo do semestre passado, o Rodrigo. Estou fazendo o Livro 2 (são quatro livros), mas em uma modalidade diferente de aprendizagem.

Semestre passado eu fazia com turma normal (era eu e a Laís). Como a minha jornada de trabalho foi aumentada, eu não tinha mais como assistir as aulas às 13:00h. Fui na Wizard e falei com o meu professor e com a Carol que eu teria que assistir as aulas mais tarde, lá pelas 16:00h. O professor sugeriu que eu assistisse as aulas no Flex, mas preferi continuar em turma.

No meu primeiro dia de aula pelo Livro 2, que foi dia 07 de agosto, mudou o professor (foi a Tatiana, que deu as Lições 30 e a Review 05 pra mim e para a Laís semestre passado), e o ritmo. O meu ritmo era rápido demais em relação aos outros, então decidi falar com a Carol e mudar para o Flex. Ela agendou uma aula para mim no dia seguinte.

O professor continua sendo o Rodrigo. A modalidade Flex é diferente da Class (a que eu fazia). No Flex, as aulas são assim: o aluno fica em um cubículo onde há uma mesinha com um rádio-gravador. De um lado dessa mesinha fica o professor e do outro o aluno, que põe o fone no ouvido e toca o CD.

O CD fica tocando e o aluno vai fazendo o que a voz do homem do CD (e não mais a da mulher) pede. Ele começa falando as frases do livro e você repete duas vezes em inglês. Depois, ele passa a falar em português aquelas frases anteriores em português, mas você continua falando em inglês. Depois, ele pede para você passar umas frases para o inglês, como o professor fazia em sala. E assim segue a aula. O aluno tem o poder sobre o rádio. Ele pode parar e voltar se tiver dificuldade e nessa hora o professor o auxilia explicando. É simples. Para mim, que tenho um ritmo rápido, o Wizard Flex é muito bom.

E isso é tudo!

sábado, 29 de julho de 2006

Fim-de-semana na Praia da Pinheira


Praça que não chega, cobrador lesado, dedão, céu claro, mar azul e engarrafamento. Um guia sobre o sempre breve final-de-semana, na casa de praia dos pais da Fram, na Praia da Pinheira, aqui mesmo, em Palhoça.

O convite foi meio por acaso. Eu estava com o Robisson e Fram e ela comentou que ia passar o final-de-semana na casa de praia que os pais dela têm. Eu perguntei se eu podia ir (ou não? Não me lembro bem) e ela disse que ia perguntar para os pais dela. Eles deixaram.

Na sexta-feira, 21 de julho, eu telefonei para a casa do Robisson lá pela 21h. A mãe dele me atendeu e disse que ele estava na casa da Fram. Fui no banheiro lavar o rosto e não deu nem cinco minutos e era a Fram me ligando. Ela disse que eles iriam à praia primeiro e que eu deveria pegar um ônibus ou às 14, ou às 16 ou às 19h e me disse para esperar na praça da Pinheira que eles viriam ao meu resgate.

Cheguei do trabalho pra casa às 13.15h. Tomei um banho e entrei na Internet. Não tinha muito que fazer: poucos scraps no Orkut e quase ninguém puxando assunto no MSN. Saí de casa às 15.30h.

No ponto de ônibus ao lado da Igreja Matriz da Palhoça, comprei um cartão de R$ 10,00 pro meu celular pra trocar informações com a Fram e o Robisson. A primeira mensagem que mandei foi essa:

“Já to no pto da palhoça. Nao da pra v oq ta escrito! To com mido”
Tradução: “Já estou no ponto (de ônibus) da Palhoça (esse ao lado da Igreja). Não dá pra ver o quê está escrito. Estou com medo!”

Pois é, eu não conseguia ler aquele letreiro do ônibus, só de muito perto. Eu estava sem óculos porque ele quebrou na quinta-feira passada, mas isso é assunto para outro post. A Fram, junto com o Robisson, me telefonou dizendo que o ônibus que eu deveria pegar era um azul, da Paulotur, e que ia para a Pinheira mesmo, nada de ônibus para a Enseada. Eu disse que não sabia onde ficava a praça e o Robisson sugeriu que eu perguntasse para o cobrador que ele ia me informar.

Levou meia hora e o ônibus apareceu (16:30h). Sentei ao lado de um senhor (senhor não, não vou ser tão educado. Vamos dizer... de um velho!) de uns 40 e tantos anos e perguntei-lhe onde ficava esse diabos da praça da Pinheira (não usei a palavra “diabos”, só estou dando ênfase). Ele disse que ia saltar antes. Perguntei para uma mulher de uns 30 anos que também ia saltar antes. Sem alternativa, perguntei para o cobrador mesmo, que disse que me avisaria. A passagem custou R$ 5,40 (uma pequena fortuna).

O ônibus estava entrando na BR-101 e teve que esperar uma brecha para entrar, já que não parava de passar carro um atrás do outro. Era só zuuuuum, zuuuuuuum!. O senhor do meu lado começou a reclamar porque o cobrador, uma mulher loira e outro cara da Paulotur conversavam animadamente. Comecei a ficar com medo: parecia o meu pai reclamando!

A viagem teria sido bem mais tranqüila se eu já tivesse ido para a praça da Pinheira antes. Eu ficava girando o pescoço de um lado para o outro procurando pela tal praça. A paisagem era bem agradável. Era a BR no meio de um monte de árvores. De vez em quando, entrávamos no meio dessa Palhoça pobre e feia, mas depois voltávamos a ver só o verde da vegetação. É um caminho bem longo. Para quem não sabe, o centro de Palhoça fica quase no extremo norte do município, e a Praia da Pinheira bem no extremo sul. A viagem levou bem mais de meia hora, mais demorada do que ir para Santo Amaro.

Eu já estava começando a ficar irritado porque a maldita praça não chegava. Então começaram a chover comércios com nomes bem criativos: (tipo de estabelecimento) + Pinheira, alguma coisa Pinheira. Eu vi algo muito parecido com uma praça perto do Supermercado Santos. Então eu fui falar com cobrador... CADÊ O DEMONHO DO COBRADOR? Aquele desgraçado havia saído e ele subiu novamente no ônibus depois do que ele me disse ser a “Praça da Pinheira”.

Saí do ônibus e fui comprar cartão para orelhão mesmo, já que a bateria do meu Motorola (tijolão) 120t havia acabado. Na farmácia... Pinheira (eia criatividade para o nome da farmácia!) que eu não fui não tinha. Fui para a praça comprar por ali mas não precisou. A Fram e o Robisson gritavam me chamando.

No caminho até a casa de praia dos pais da Fram, eles me contaram que viram um pingüim, mas que a Fram não havia trazido sua câmera digital nessa hora, e que a tatuíra, um bicho da praia bem feinho, é perigoso porque entra pelo ânus. Ainda na praia, vimos outro pingüim! Seria legal se ele já não estivesse morto. Não vi traços de óleo no bicho. E também não havia como eu ver já que eu estava vendo tudo embaçado, como se tivesse saindo fumaça.

Chegamos na casa da Fram. Tomei café lá, informei que a ponte dos meus óculos se partiu e que eu estava “cego”, e descobri que a tatuíra não entra lá onde o sol não bate.

Por volta das 20h, fomos na praia. Estava meio friozinho porque ventava. Não havia iluminação próxima à praia. Estava completamente escuro e muito difícil de ver onde se pisava pela pouca luz. O Robisson deu alguns sustos na Fram. O céu estava claro e salpicado de estrelas (efeito da falta de luz por perto). Dava até de ver aquele rastro branco de um monte de estrelas pequenas. E isso que eu estava sem óculos! Desde que meus óculos quebrou, quando eu vou trabalhar ainda não amanheceu e tem até lua! Num dia desses, eu vi um borrão de umas sete luas minguantes porque eu estava sem os óculos, evidentemente. Depois de batermos um monte de fotos no breu da praia, ficamos conversando num banco mais longe da praia e iluminado pela luz laranja do poste.

Jantamos e ficamos no quarto. A Fram usou uma micro-saiazinha e o pai dela não gostou nada. Ela ficou reclamando. Depois que a Fram e o Robisson já haviam tomado banho, ficamos nós e os pais dela no quarto. Ficaram falando do tamanho do dedão do meu pé, o que me deixou intrigado, porque eu acho o dedo do meu pé normal e até bonito. Por fim, concluímos que todos tem dedos esquisitos, seja os do pé ou da mão. Depois, os pais dela foram dormir no quarto ao lado. A Fram foi dormir lá depois. Enquanto não ia, ela e o Robisson ficaram namorando. Eu só segurando vela, um castiçal, um candelabro. Fomos dormir à meia-noite com o barulho do mar.

Acordamos às 09.00h. Os pais da Fram saíram. Eu lá com fome e o Robisson nada de se levantar. A Fram disse que ninguém tomaria café primeiro que ninguém, então, fiquei proibido de tocar nele até que nós três nos reuníssemos à mesa. Depois de a Fram ter se maquiando toda, e o Robisson solucionado o seu dilema com sua cueca, podemos tomar café. Lavamos a louça depois (a Fram lavou e deixou um mar de espuma e eu sequei) e enquanto os pais da Fram não chegavam, li o capítulo “Riddle, o enigma”, de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, de J. K. Rowling. Os pais dela chegaram e eu parei na parte que Dumbledore (jovem) conversava com a Sra. Cole, a tarada do gim. Fomos para a praia.

Areia branca, céu limpo e o mar azulzinho. Caribe? Não, Praia da Pinheira. Realmente Palhoça é bela por natureza, mas só por natureza mesmo. A diferença entre a Pinheira e o Caribe é que havia poucas pessoas e nenhum turista rico e branquelo (pelo menos eu não vi). Mais um monte de fotos, passamos pelo bando de urubus e seus bicos assassinos e ficamos nas pedras. Robisson e Fram tiveram a idéia amalucada de entrar na água fria e eu fui obrigado a entrar. A água estava gelada pra caramba, mas depois que a gente molha a cabeça, o corpo fica homogeneamente gelado. Foi a primeira vez que eu entrei no mar após quase seis anos. Não ficamos nem vinte minutos na água. Eu saí primeiro. Depois, me deram ostra crua pra comer. Não tem gosto (eu dei uma matigada e engoli direto), mas é uma gosma bem esquisita. O ruim é o gosto da água salgada.

Voltamos para a casa da Fram, tiramos o sal tomando banho de mangueira e almoçamos. No almoço, a Fram teve um acesso de ira e... ciúmes quando a mãe dela falou que a Sabrina (Aquela-que-não-deve-ser-nomeada) era “uma menina educada”. De tarde, fomos na casa de praia da Lu, prima da Fram, fomos para a casa da Fram e jogamos futebol (Fram e Peterson 1-4 Robisson e Lu – gols de Peterson, dois do Robisson e um da Lu). Queríamos ir à praia novamente, mas era hora de ir embora.

Saímos de lá por volta das 16.00h. Eu, Robisson e Fram fomos num carro com os parentes dela. Os pais da Fram foram em outro. Quando entramos na BR, fomos introduzidos em um engarrafamento pouco depois. Como estava bem demorado, terminei de ler o capítulo “Riddle, o Enigma”. O sol se pôs e escureceu. Ficamos no engarrafamento até às 19.45h, hora em que a Fram foi devolvida a sua casa onde vive e eu fui para a casa enxergando muita fumaça.

E assim foi...

domingo, 16 de julho de 2006

Copa do Mundo 2006 - Final


Pela segunda vez na história, o jogo mais esperado do Mundo foi decidido nos castigos máximos. E depois de em 1994 a Itália não ter tido a sorte do seu lado, desta vez Pirlo, Materazzi, De Rossi, Del Piero e Grosso não cometeram erros, como francês David Trezeguet a disparar contra a barra, entregando a glória à nação italiana, que nunca tinha vencido um jogo nos pênaltis em Copas do Mundo.

Semifinais

Alemanha 0-2 Itália

Não vi direito o jogo de novo! No tempo normal acabou 0-0. Peguei o finalzinho da prorrogação. Ao que parece, foi um jogo disputado. Quando ao minuto 118’ de jogo a Itália chegou na área alemã eu pressentia o pior, que veio. Grosso fez 1-0 Itália. Depois, (não tenho certeza, mas acho que foi o Del Piero) acabou com o sonho do tetra alemão e deixou o sonho do tetra italiano quase real.

Portugal 0-1 França

Diabólicos juízes! Logo no primeiro tempo, a França conseguiu um pênalti duvidoso e Zidane fez 1-0. Portugal tentou muito, Cristiano Ronaldo tentou dar um de brasileiro quando “voou” ao ser levemente empurrado por um francês que não faz diferença saber o nome. E não deu para Portugal ir para a sua primeira final e tentar o título inédito. A França estava como o Brasil na Copa de 2002: desacreditada. Após penar para se classificar no grupo mais fácil da Copa, a França chegou a sua segunda final em oito anos. E o pior é que eu temo que ela vá ganhar, essa tranqueira!

Disputa do 3º lugar

Alemanha 3-1 Portugal

Não vi nada desse jogo. A Alemanha fica em terceiro e a Alemanha fica feliz. =)

Final

Itália 1-1 França

Como não pude ver o jogo porque fiquei vomitando, vai o resumo do site da FIFA:

“O Estádio Olímpico de Berlim assistiu a um duelo intenso, do princípio ao fim. Zinedine Zidane parecia querer dar o maior brilho possível ao seu final de carreira quando, logo aos sete minutos da partida, inaugurou o marcador, mas Marco Materazzi, aos 19’, empatou a partida, adiando tudo para o prolongamento. E no tempo extra (110’) estes dois jogadores voltaram a ser fundamentais, já que o médio francês agrediu, à cabeçada, o defesa italiano, vendo o inevitável cartão vermelho e manchando uma despedida que, de outra forma, seria de um enorme orgulho.

A partida:
6' Depois de uma longa e dramática pausa na partida, aguardando pelo desfecho do golpe na cabeça sofrido por Thierry Henry, vimos um dos mais fantásticos gols de abertura, depois que Marco Materazzi foi considerado culpado de impedir o avanço de Florent Malouda quando o atleta invadia a área. A cobrança de pênalti resultante viu dois candidatos à Bola de Ouro adidas frente a frente. Zinedine Zidane ganhou esta, com um chute descarado que enganou Gianluigi Buffon, ricocheteando na trave e voltando e chegando à grama a menos de meio metro da linha. (0-1)
9' Materazzi, talvez inseguro de seu papel no primeiro gol francês, chegou perto de aumentar a vantagem de les bleus, mas teve de se resinar a ver o cruzamento de Willy Sagnol bater na rede pelo lado de fora, com Buffon movimentando-se freneticamente em sua linha.
14’ Com a habilidade de Andrea Pirlo perigosa como sempre, Lilian Thuram mostrou bravura admirável ao mergulhar e mandar para escanteio uma cobrança de bola parada, de uma posição que poderia facilmente resultar em um gol contra do zagueiro da Juventus.
19’ A Itália se recompôs, graça a uma potente combinação da maestria de Pirlo com bolas paradas e a habilidade aérea de Materazzi, quando o último realizou uma espetacular redenção do seu erro anterior, subindo acima da defesa francesa e mandando o escanteio do primeiro através de um indefeso Fabien Barthez. (1-1)
35’ Um toque de bola bonito da azzurra perto da área francesa deu a Luca Toni sua primeira chance de gol, mas Thuram deslizou de forma decisiva para fazer um corte salvador no último instante. A defesa de Raymond Domenech novamente lutou para lidar com a potência e a altura da Itália no escanteio resultante. Mas Toni cabeceou mais um cruzamento preciso de Pirlo no travessão.

Segundo tempo
47’
Henry começou o segundo tempo de forma ameaçadora, entrando na grande área da Itália e finalizando, mas sem levar muito perigo à meta de Buffon.
49’ Como no primeiro período, a Itália criou boa chance através de um escanteio, com Totti desviando para a cabeça de Cannavaro, mas seu esforço foi bloqueado por um zagueiro e a França sobreviveu.
50’ Henry mostrou um equilíbrio notável ao carregar a bola e passar por três defensores, mas seu cruzamento rasteiro não conseguiu encontrar uma camisa branca, com Zambrotta cortando e tirando a França novamente de uma situação delicada.
58’ Apesar da perda de Patrick Vieira, substituído por Alou Diarra, com uma aparente lesão por estiramento, a França continuou dominando os azzurri. Lippi respondeu colocando Daniele De Rossi e Vincenzo Iaquinta nos lugares de Francesco Totti e Simone Perrotta.
62’ A França respirou aliviada quando Toni cabeceou um tiro livre cobrado por Pirlo que venceu Barthez, mas o auxiliar levantou a bandeira indicando impedimento. Momentos depois, no outro lado do campo, Henry, sob pressão de Cannavaro, achou espaço para chutar, mas Buffon fez a defesa.
72’ Toni girou e bateu da extremidade da grande área forçando Barthez a defender o tiro rasteiro, mas o italiano havia controlado a bola com seu braço antes da finalização.
78’ Com o fim da partida mais próximo, o jogo tornou-se cada vez mais fragmentado por faltas, com nenhuma das equipes conseguindo a posse contínua da bola. Pirlo bateu uma falta a 25 metros de distância, mas a bola saiu em curva pelo lado direito da meta de Barthez.
90’ No finalzinho da partida, mesmo com a entrada de Alessandro Del Piero, a Itália ficou atrás à espera de seu final, com a França sendo incapaz de furar a linha defensiva dos azzurri.

Prorrogação
100’ Ribery criou e então desperdiçou a primeira oportunidade da prorrogação. Ele trocou passes com Malouda na beirada da área italiana e continuou seu avanço pela área, antes de mandar a bola raspando pela trave oposta.
104’ A França dominava e Zidane perdeu um segundo gol pela excelência de Buffon. O n.º 10 deslizou a bola para Willy Sagnol e então recebeu de volta a bola em cruzamento cabeceando-a com firmeza, mas Buffon espalmou.
111’ Subitamente a final teve uma reviravolta, quando o árbitro Horácio Elizondo parou o jogo e foi para o outro lado do campo onde, depois de consultar seus bandeirinhas, expulsou Zidane por um incidente sem bola com Materazzi. Uma maneira triste para o capitão da França terminar sua gloriosa carreira.

Pênaltis:
Pirlo, Materazzi, De Rossi e Del Piero converteram suas penalidades máximas para a azzurra, mas embora Wiltord, Abidal e Sagnol tenham colocado a bola na rede para a França, o chute perdido por Trezeguet abriu as portas para que Grosso garantisse a Copa para o time de Lippi. Nos pênaltis, Itália 5-3 França.

Conclusão: A Itália venceu de forma merecida a Copa do Mundo, depois de uma vitória apertada contra a França. Ao fazer isso, enterrou os fantasmas dos EUA 1994, quando perdeu para o Brasil na disputa de pênaltis. A França, por sua vez, refletirá por muito tempo seu infortúnio e a expulsão de Zidane.”

Campeão: Itália
Vice-campeão: França
Terceiro lugar: Alemanha
Quarto lugar: Portugal

Prêmios

FIFA Fair Play: Brasil e Espanha
Bola de Ouro: Zinedine Zidane (França)
Chuteira de Ouro: Miroslav Klose (Alemanha) com 5 gols
Melhor Jogador Jovem: Lukas Podolski (Alemanha)
Melhor Goleiro: Gianluigi Buffon (Itália)
Time mais empolgante: Portugal

Time da Copa FIFA

Goleiros
Buffon (ITA)
Lehmann (GER)
Ricardo (POR)

Zagueiros
Ayala (ARG)
Terry (ENG)
Thuran (FRA)
Lahm (ALE)
Canavaro (ITA)
Zambrotta (ITA)
Carvalho (POR)

Meio-campistas
Zé Roberto (BRA)
Vieira (FRA)
Zidane (FRA)
Ballack (ALE)
Pirlo (ITA)
Gattuso (ITA)
Totti (ITA)
Figo (POR)
Maniche (POR)

Atacantes
Crespo (ARG)
Toni (ITA)
Henry (FRA)
Klose (ALE)

Palavras de Peterson: A Copa do Mundo de 2006 foi muito bem organizado pela Alemanha, que realmente fez o melhor Mundial de todos os tempos.
Ao contrário da Copa de 2002, essa Copa teve poucas surpresas, como Gana e Austrália. Não iremos esquecer a goleada de 6-0 da Argentina sobre Sérvia e Montenegro, a volta por cima da Alemanha, a Suíça que foi eliminada sem tomar um golzinho sequer, o pênalti inventado por Luis Medina Cantalejo contra a Austrália, a má atuação de Simon, o jogo de kung-fu entre Portugal e Holanda, a eliminação do Brasil e entre outros fatos que ficarão guardados em nossa memória.
A próxima Copa ocorrerá em 2010, na África do Sul. Daqui a quatro anos, iremos reviver novamente as emoções que a Copa do Mundo proporciona a vários corações ao redor do mundo...

E assim foi...